sábado, 30 de julho de 2011

O DNA do petismo.

Por Gilberto Barbosa de Figueiredo (*)
Em maio deste ano, divulguei um texto que denominei "A VERGONHA QUE ERA POUCA SE ACABOU", parafraseando uma conhecida cantiga de rodas e tratando da sucessão interminável de escândalos que povoam a administração petista, desde o primeiro, mais surpreendente, mais escandaloso, mais escabroso de todos - o que ficou conhecido por "mensalão". Sem sombra de dúvida, aquele episódio se constituiu em uma das mais vergonhosas atuações de um partido político na história republicana brasileira.
"Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa  conceber. No momento em que a consciência do representante eleito pelo povo é corrompida em razão do recebimento de dinheiro, a base do regime democrático é irremediavelmente ameaçada", afirmou o Procurador-Geral da República, Dr Roberto Gurgel, nas suas legações finais sobre o caso, enviadas ao STF.
Essa monstruosidade cometida contra a ética foi perpetrada, recorde-se bem, pelo partido que subiu ao poder com o discurso de que iria modificar os viciados costumes políticos brasileiros e erradicar, de vez, a corrupção no trato da coisa pública. Mas, infelizmente para os cidadãos honestos que acreditam no bem e no direito, aconteceu o inverso. Foi um dos mais retumbantes c sos de estelionato eleitoral de que se tem notícia no país.
Após assumir o poder, pouco a pouco, o PT começou a tomar a feição do  antigo PTB getulista, em que o peleguismo passa a ser a marca mais visível. Com antigos sindicalistas refestelados em postos importantes em ministérios e estatais, nutridos com polpudos salários, a antiga austeridade moral, que chegou a enganar a muitos, veio por água abaixo. O puritanismo rapidamente cedeu lugar a um peleguismo desenfreado.
No artigo acima citado procurei mostrar, relembrando alguns dos males  praticados pelo governo petista, que a vergonha ao ver-se nas manchetes dos jornais e revistas, por participar de atos de corrupção, tinha-se acabado completamente entre petistas e aliados. Após a divulgação, alguns amigos me lembraram que se tivesse esperado um pouco mais teria o caso Palocci para relatar. É verdade! E um tanto mais de espera e seria o escândalo do Ministério dos Transportes que estaria à disposição.
O enriquecimento estrondoso de Palocci que conseguiu multiplicar por vinte seu patrimônio em escassos quatro anos foi emblemático. Parece que não houve o menor constrangimento para chegar a tal enriquecimento. Mais do que isso, faltou qualquer resquício de vergonha nas tentativas de explicá-lo à opinião pública. Ou consideram-nos  perfeitos idiotas, a ponto de acreditarmos em argumentos tão inverossímeis, ou passaram a se considerar acima do bem e do mal e a não ligar mais ao que possa pensar o povo brasileiro.
Quanto ao Ministério dos Transportes, poderia alguém afirmar que os fatos oram protagonizados por membros do PR e não do PT. Acontece que todos eles foram escolhidos por Lula e mantidos nos cargos por Dilma. Sem dizer, como não poderia ser ao contrário, que tem petista também envolvido. E pôde-se observar, ainda, a atitude oscilante da presidente. Primeiro, intervém no Ministério dos Transportes, mas diz que o ministro está prestigiado para,
pouco tempo depois, demiti-lo. Uma vez destitui liminarmente todos os servidores citados como envolvidos em corrupção pelos órgãos de imprensa, para, logo em seguida, convidar um senador, no mínimo suspeito, para ministro. Inicialmente, afasta o diretor-geral do DNIT, para, no momento seguinte, declará-lo em férias, quando ameaçou contar tudo que sabia e, em nova oportunidade, outra vez declarar intenção de exonerá-lo.
Assim, pode-se notar que era falso o discurso exposto à exaustão, colocando o partido como força do bem, enquanto era oposição. O que está no DNA do PT, na  realidade, é a fome pelo exercício do poder pelo poder, permitindo a manutenção dos  "companheiros" em altos e bem remunerados cargos. Para  conseguir tal intento tudo vale, inclusive agredir, seguidamente, os
princípios da ética e da honestidade.
(*) General, antigo membro do Alto Comando do Exército e ex-presidente do Clube Militar

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Lula nas asas do PR.

Enquanto Dilma se sente forçada a tirar o cargo de vários representantes do PR, partido aliado ao governo atual e ao anterior, na quinta-feira passada o ex-presidente L.I. passeava no avião King Air do deputado federal Sandro Mabel, presidente do mesmo PR em Goiás.
Lula foi à capital goiana participar do congresso da UNE (Quem te viu, quem te vê, ó UNE!) e visitou casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida - em conjunto que será batizado com o seu nome.
 
Como de hábito, L.I. viajou com outras pessoas à sua volta, como Luiz Dulci, por exemplo, que foi ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência durante seu governo. Dulci trabalha com o ex-presidente no Instituto Cidadania, que será batizado de Instituto Lula. L.I. é o oposto da humildade.
Desculpa para justificar a carona no avião do deputado do PR: L.I. retornaria para São Paulo também em avião de carreira, mas, com receio de perder o horário do avião, aceitou a oferta do avião de Mabel.  
O deputado do PR, que gentilmente ofereceu o avião ao ex-presidente, também teve seu nome envolvido no maldito mensalão. Ele foi acusado pela ex-deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO) de lhe oferecer R$1 milhão e mais R$30 mil por mês para trocar seu partido pelo PL, legenda que Mabel integrava à época e que virou o PR. Por unanimidade, Mabel foi absolvido pelo Conselho de Ética, o que não surpreende ninguém.
Quanto ao PR, é um partido que tem 'influência' nos governos PTistas desde 2002. O secretário geral do PR em São Paulo é o Valdemar Costa Neto do mensalão. Este político já liderou o Partido Liberal que, em 1994, apoiou Fernando Henrique Cardoso. Pois é. O inimigo de ontem pode se tornar o amigo de hoje... dependendo dos interesses e das circunstâncias.

Nó na garganta.

Por Arlindo Montenegro:
Tem hora que dá vontade de xingar, gritar, espernear, esmurrar e logo a gente se aquieta e engole o sapo. É insuportável para uma turma da velha guarda, educada ouvindo clássicos, eruditos ou as canções ingênuas, ou os boleros do Trio Los Pancho ter em casa esta coisa que interfere na conversa sadia e vive gritando e mostrando crimes, violência, desprezo aos costumes sadios, deseducação no pior estilo.
Tudo medido, programado, “neurolinguistado”, para hipnotizar as crianças e adultos em estado permanente de demência e ânsia de consumo. Em permanente estado de ansiedade e medo do que está por vir e que ninguém diz o que vem a ser. Algumas das pessoas mais queridas, nem sabiam da existência do tal kig gay, provisoriamente suspenso para passar por maiores debates. Professores pedófilos já começaram a “cantar” as aluninhas. Num dia desses a criança gravou a cantada no celular e mostrou para a mãe.
Tudo quanto a ONU, através da UNICEF está propondo para as escolas do mundo, serve para desconstruir a realidade, agredir a natureza, preparar a cultura homogênea que mantém o homem refém das dúvidas, da insegurança, do medo, agindo contra a natureza apenas para sentir-se do grupo. E os grupos estão em constante pugilato reivindicando direitos que, alguns, vão de encontro às leis da natureza. São muito ativos e organizados. Mais a dizer: têm acesso a financiamento permanente das fundações que cuidam de manter a luta de classes clássica, estimulando o hedonismo e uso drogas.
Frequentemente o ex presidente que participou do diálogo interamericano promovido por Rockfeller, junto com o seu sucessor estelar e mais alguns eminentes brasileiros, promove a liberação de drogas, com argumentos vergonhosos para sua estatura intelectual. Cumpre bem os ditames dos controladores, que financiam sua fundação. Ta explicado? É dinheiro tirado da cartola dos banqueiros com a mesma facilidade que das cartolas de mágico vão parindo coelhos e pombas. Os controladores têm grana suficiente para derrubar governos, assassinar, promover revoluções e guerras... mas para matar a fome, educação e promoção do bem estar, só uns caraminguás que justificam a propaganda do “tudo vai muito bem como nunca antes”.
Podemos estar convencidos que neste mundo conturbado onde a economia, produto do trabalho das nações, some da noite para o dia transformando todos em devedores universais dos banqueiros e dependentes das mega empresas. Nosso (será nosso?) país com tanta mata, minério nobre, água e gente simplória é a joia da coroa do grupo anglo americano que controla o mundo e as vontades, o grupo que dita como devemos pensar, quanto comer, como e em que acreditar, controlando-nos desde a concepção ao sonho. As fogueiras juninas e o calor dos “rala buxo”, a copa do mundo com investimentos trilionários, é o mais importante no momento. Afastam-se uns cartolas e entram outros mais vorazes. O estado controlador, a serviço de potências externas, compromete o resultado da nossa força de trabalho até as gerações que estão por nascer. Uma conta impagável, financiada com juros, impostos, taxas, corte nos orçamentos que seriam fundamentais se fôssemos um país racional e livre.
Mas fora deste país de desmiolados, há gente trabalhando, utilizando o que resta de leis e liberdades democráticas, para atrasar, barrar, os lances mais soturnos do jogo de relações internacionais controlado pelos personagens de Londres, Washington e seus sócios em clubes tradicionais de conspiradores. São grupos que denunciam, expõem, provam a existência de bandidos contumazes ocupando postos de mando nas políticas locais e internacionais.
Em Nova Iorque atuam diretamente na sede da ONU, os profissionais liberais da C-FAM, que informaram no dia 17 de Junho sobre uma grande movimentação contra o polêmico assunto em discussão no conselho de direitos humanos da onu: a nova interpretação impoitiva sobre a própria natureza do homem. “Uma nova investigação ratifica cientificamente que o gênero humano se fundamenta na biologia do homem e da mulher”. Que novidade! Isto é verdadeiro como a luz do dia. Mas somente agora a escuridão da noite alguns cientistas “ousam”desafiar os deuses da ONU afirmando que “...o gênero humano resulta de composição genética... a identidade sexual está escrita em cada célula do corpo e pode ser determinada por exames de ADN. Não pode ser modificada”.
Os cientistas afirmam que existem anomalias genéticas que podem provocar dúvidas sobre a identificação dos órgãos sexuais. Aí se justifica uma intervenção cirúrgica de correção do hermafroditismo. Mas todo o barulho que alimenta as normas da ONU sobre direitos humanos, refere apenas homens e mulheres geneticmente normais, com bilau ou vagina e níveis hormonais adequados para o sexo que os caracteriza. O fato é que os controladores da consciência e dos costumes, pretendem imiscuir-se até mesmo a intimidade e privacidade das pessoas, provocando terrorismo e utilizando a instabilidade emocional para distrair a atenção do que verdadeiramente interessa: educação, liberdade e construção democrática sobre valores e leis consuetudinárias.
Macho é macho. Fêmea é fêmea. Bilau é bilau. Vagina é vagina. O resto é enganação. E nunca ninguém foi proibido de usar suas paixões do modo mais desmiolado, até para matar e perverter menores. Isto sim deveria ser apreciado para ensinar o dever de cada um para resguardar a própria vida e liberdade

Presidente Dilma, onde está a senhora?

Presidente Dilma, onde está a senhora?
Na posse, e campanha, aquele ar de mandona, tipo prende e arrebenta.
No Governo, sumiço e tibieza.
Será medo da máfia dos políticos/empreiteiros ou impotência perante os assaltantes dos cofres    públicos?
Cresce a pergunta: cadê a BRABEZA da Presidente?
Os gatos aliados comeram.
Onde estão os gatos? ...
META O PORRETE NA CARA DELES,   PRESIDENTE, SEM A MÍNIMA DÓ, SEM O MÍNIMO
CONSTRANGIMENTO E   NENHUMA  PIEDADE.
E A NAÇÃO BATERÁ PALMAS, MUITAS PALMAS, AGRADECIDA!
*Renzo Sansoni

Convidados especiais.

O ministro não informa quem pagou pela viagem.
Foto:Alan Marques/Folhapress
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Antonio Dias Toffoli faltou a um julgamento na corte para participar do casamento do advogado criminalista Roberto Podval na ilha de Capri, no sul da Itália, informa reportagem de Catia Seabra e Rubens Valente, publicada na Folha da última sexta-feira.
Os noivos ofereceram aos cerca de 200 convidados dois dias de hospedagem no Capri Palace Hotel, um cinco estrelas cujas diárias variam de R$ 1.400 a R$ 13,3 mil (de acordo com o câmbio de quinta-feira).
No STF, Toffoli é relator de dois processos nos quais Podval atua como defensor dos réus. Ele atuou em pelo menos outros dois casos de clientes de Podval. A legislação prevê que o juiz deve se declarar impedido por suspeição se for "amigo íntimo" de uma das partes do processo. Se não o fizer, a outra parte pode pedir que ele seja declarado impedido.
Procurado pela Folha, Toffoli não esclareceu se a viagem, os deslocamentos internos e a hospedagem foram cortesias de Podval. O advogado também não quis falar sobre o assunto.

De olho na alta de até 200% nos preços de minérios, estrangeiros investem US$ 7 bilhões

Tem gringo nas minas
Danielle Nogueira (danielle.nogueira@oglobo.com.br)
Atraídas por uma alta nos preços dos minérios de até 200% entre 2005 e 2010, empresas estrangeiras, sobretudo as canadenses, estão avançando sobre jazidas brasileiras em busca dessas riquezas e começam a redesenhar o mapa da mineração no país. Há pelo menos cinco projetos em desenvolvimento que somam investimentos de US$ 7,3 bilhões até 2015/2016. Todos eles em regiões sem tradição mineral ou onde a atividade mineradora tinha como foco substâncias distintas das que estão sendo exploradas hoje. No radar das multinacionais está um amplo leque de elementos, de minério de ferro a ouro, passando por minerais considerados estratégicos pelo governo, como o potássio, usado na fabricação de fertilizantes e cuja produção nacional não atende a sequer 10% do consumo.
LEIA MAIS:Risco ambiental em pequenas localidades
Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff cobrou de Vale e Petrobras um acordo para viabilizar o aumento da produção de potássio em um mina de Sergipe, que foi arrendada pela estatal à mineradora. Desentendimentos entre as empresas impediam a renovação do contrato, comprometendo a expansão da única fonte produtora do mineral no Brasil hoje. Também está em discussão uma parceria entre as companhias para viabilizar a exploração de potássio em jazida da Petrobras jamais explorada no município de Nova Olinda do Norte (AM), localizado em uma região apontada por especialistas como uma das três maiores reservas mundiais de potássio, ao lado de áreas no Canadá e na Rússia.
É justamente nessa pequena cidade de apenas 30 mil habitantes que está sendo desenvolvido um dos novos projetos de mineração que estão mudando a geografia do setor no país. De responsabilidade da Potássio do Brasil, do grupo canadense Forbes and Manhathan, o projeto deverá demandar até US$ 4 bilhões para iniciar a operação, prevista para 2015/2016. A empresa já investiu US$ 20 milhões em pesquisa, com oito perfurações até agora, que resultaram na primeira descoberta de potássio em 30 anos na região. A expectativa é produzir entre dois milhões e quatro milhões de toneladas do mineral por ano, o que representará entre 20% e 40% da produção nacional esperada para 2016.
Dilma vetou canadense  em 2008
A reserva da Potássio do Brasil fica a apenas 10 km da jazida da Petrobras, cobiçada pelo grupo canadense no passado. A Forbes and Manhathan, por meio de sua subsidiária Falcon Metais, chegou a vencer uma licitação feita pela estatal em 2008, mas a vitória de um grupo estrangeiro desagradou à Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, que, com aval do ex-presidente Lula, pressionou pelo cancelamento do leilão. O grupo canadense decidiu então requerer licenças diretamente ao Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), com as quais explora uma área de 300 mil hectares hoje.
- Comprar a reserva da Petrobras seria um atalho, mas não desistimos do projeto, e ele vem dando certo -  diz o diretor-executivo da Potássio do Brasil, Helio Diniz, que ainda mantém interesse na jazida da estatal, caso seja leiloada de fato.
O projeto da Potássio Brasil é apenas uma pequena mostra do apetite dos investidores estrangeiros. Levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) revela que no período 2011-2015 serão investidos US$ 68,5 bilhões no setor, dos quais cerca de 30% virão de fora. O cálculo inclui não apenas novos projetos, como também expansões. Não há restrições para investimento estrangeiro em mineração, segundo o DNPM. A Vale, sozinha, deve investir aproximadamente US$ 13 bilhões em mineração este ano no país.
- Há demanda crescente por minerais no mundo, o que tem elevado os preço. Isso desperta interesse dos investidores, nacionais e internacionais, por áreas antes despercebidas. O aporte de recursos só vai aumentar -  diz o gerente de dados econômicos do Ibram, Antonio Lannes.
O preço médio da tonelada de potássio, por exemplo, passou de US$ 192 em 2005 para US$ 374 em 2010, alta de 95%. O ouro, que superou a marca de US$ 1.600 a onça-troy (31,1g) semana passada, viu seu preço médio saltar 200% naquele período. Isso motivou dois projetos numa área remota no Maranhão, conhecida como Gurupi, no Noroeste do estado e onde se pratica o garimpo ilegal. Juntas, as duas novas minas vão produzir 210 mil onças por ano ou seis toneladas anuais, 10% da produção nacional em 2010.
Um dos projetos é da Aurizona, controlada pela canadense Luna Gold, que já investiu cerca de US$ 64 milhões na unidade. A operação começou em junho de 2010, marcando o início da produção de ouro em escala comercial no Maranhão. Sua concorrente, a Jaguar Mining deve iniciar a atividade em 2013, com investimento de US$ 277 milhões. A empresa é um exemplo de como o capital estrangeiro abre seu caminho no Brasil. Ela foi fundada no Canadá em 2002, por engenheiros brasileiros que se associaram a um grupo americano, e só atua no Brasil.
- O setor de mineração é de alto risco. O Canadá tem tradição de investir nesse segmento e facilidades de captação de recursos - explica o vice-presidente de geologia e engenharia da Jaguar Mining, Adriano Nascimento
As canadenses também estão se voltando para o agreste alagoano. Por meio de sua subsidiária Mineração Vale Verde, a Aura Minerals está implantando um projeto de cobre associado a minério de ferro em Craíbas, cidade a 150 km de Maceió que hoje vive da agricultura. A descoberta fora realizada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) nos anos 70, e os dados foram entregues à Vale, então estatal. Em 2007, o grupo comprou os dados da mineradora e espera concluir o estudo de viabilidade econômica em breve. O presidente da Vale Verde Mineração, Carlos Bertoni, está tão confiante que já entrou com o pedido de concessão de lavra no DNPM e espera obtê-la em três meses. O investimento chegará a US$ 500 milhões, e a produção estimada é de 250 mil toneladas de cobre e 1 milhão de toneladas de minério de ferro por ano a partir de 2014.
Cazaquistão: interesse em urânio?
Apesar de os canadenses dominarem as investidas, o Brasil desperta interesse em países mais distantes. Em 2010, a ENRC, do Cazaquistão, comprou a Bahia Mineração, de olho numa reserva de minério de ferro em Caetité (BA), conhecida pela exploração do urânio que abastece nossas usinas nucleares. A coincidência levanta suspeitas de que o real interesse da empresa seja o urânio. Mas o presidente da ENRC no Brasil, José Francisco Viveiros, assegura que o foco é o ferro. O investimento é de US$ 2,5 bilhões e se junta a outras investidas de estrangeiros na Bahia. A australiana Mirabela produz níquel em Itagibá desde 2009. É a segunda mina de níquel a céu aberto do mundo.
Leia mais sobre esse assunto em  http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/07/23/de-olho-na-alta-de-ate-200-nos-precos-de-minerios-estrangeiros-investem-us-7-bilhoes-924967161.asp#ixzz1T50nmRtk
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quinta-feira, 28 de julho de 2011

A promíscua relação Bancos x Estado.

"O Brasil paga as maiores taxas de juros do mundo apenas para manter a ligação (entre) revolucionários petistas e banqueiros, que foram os pagadores do mensalão."
Nivaldo Cordeiro

Toffoli: tem coisa que pode e coisa que não pode.

Os verdadeiros sábios são aqueles que dizem coisas simples, ensinamentos singelos que possam ser entendidos por todas as pessoas e facilitam a vida em sociedade.
Convivi com um destes filósofos populares por muitos anos, o jornalista Frederico Branco, editor de internacional do velho "Estadão". O já veterano Fred costumava dizer aos mais jovens:
"Tem coisa que pode e tem coisa que não pode".
Com todo respeito que tenho pelo ministro José Antonio Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, meu velho amigo e ex-colega de Palácio do Planalto nos dois primeiros anos do governo Lula, este ensinamento se aplica perfeitamente ao seu caso, independentemente do que esteja previsto nas normas e nas regras jurídicas.
Quando aceitou o convite para participar das faustosas comemorações do casamento do advogado criminalista Roberto Podval, na ilha de Capri, no sul da Itália, Toffoli, que é jovem, mas não é mais criança, deveria saber exatamente os riscos que estava correndo.
Como havia mais de 200 testemunhas na celebração, todas hospedadas por conta de Podval no cinco estrelas Capri Palace Hotel, mais dia menos dia esta história se tornaria pública. No mundo globalizado da internet não há mais segredos que durem para sempre nem nada que se possa fazer de errado e imaginar que ninguém vai ficar sabendo.
Ao ver o caso revelado pela "Folha", na semana passada, Toffoli se recusou a falar sobre o assunto e mandou sua assessoria dar a seguinte declaração:
"É importante esclarecer que a viagem do ministro foi de caráter estritamente particular. Diante desse fato, ele se reserva o direito de não fazer qualquer comentário sobre seus compromissos privados".
Aí é que o ministro e sua assessoria se enganam. O casamento pode ter sido um compromisso privado, mas os julgamentos do STF em que o advogado Podval atua e o ministro Toffoli é juiz são de interesse público. Além disso, Toffoli deixou de comparecer a uma sessão do Supremo exatamente porque estava neste casório no exterior.
Não dá para separar a pessoa física do amigo José Antonio Toffoli da pessoa jurídica do ministro José Antonio Toffoli, que é relator de dois processos nos quais o noivo atua como defensor e já atuou em pelo menos outros dois casos de clientes de Podval.
É o tipo da coisa que não pode. De nada adiantou Toffoli se calar e sua assessoria falar em "viagem particular e compromisso privado", pois o próprio noivo veio a público para dizer ao "Estadão", na segunda-feira, que pagou as despesas do ministro em Capri:
"Não paguei apenas para ele, mas para outros 200 amigos que convidei. A única coisa que paguei foi o hotel. Todo mundo, não apenas o ministro, teve direito a dois dias de hotel", esclareceu o nobre advogado.
Teve direito? Ah, bom... Claro que  Podval pode fazer com o dinheiro dele o que bem entender, sem dar nenhuma satisfação à torcida, mas Toffoli não tem, não, o direito de aceitar despesas pagas por um advogado que atua nos processos que o ministro julga.
Como diria o comentarista de arbitragem Arnaldo Cesar Coelho, a lei é clara. Segundo o Código de Ética da Magistratura Nacional, criado em 2008, é dever dos juízes recusar o recebimento de qualquer benefício e vantagem que possa comprometer sua independência funcional:
"O exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos cidadãos em geral".
Se isto vale para um juiz de primeira instância, muito mais vale para um ministro do STF, o cargo máximo da carreira.
Lamento que, por tão pouco (as diárias do hotel variavam entre R$1.400 e R$ 13,3 mil), o amigo tenha colocado em risco seu bom nome e o futuro de uma bela carreira como magistrado, mas como repórter não posso brigar com os fatos e fingir que não vi a notícia no jornal.
Deixo, para finalizar este texto, um outro ensinamento de Frederico Branco, que não emprega termos muito educados para se usar num tribunal, mas encerra uma grande verdade:
"Não tem gente que se f... Tem gente que se deixa f...". (Blog Balaio do Kotscho)

O que o STF não sabia...

Uma pesquisa do Ibope Inteligência divulgada nesta quinta-feira mostra que 55% dos brasileiros são contrários à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que reconheceu a união de casais do mesmo sexo.
O estudo, realizado entre os dias 14 e 18 de julho, identifica que as pessoas menos incomodadas com o tema são as mulheres, os mais jovens, os mais escolarizados e as classes mais altas.
Sobre a decisão do STF, 63% dos homens e 48% das mulheres são contra. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 60% são favoráveis, enquanto 73% dos maiores de 50 anos são contrários.
Considerando a escolaridade, 68% das pessoas com a quarta série do fundamental são contra a decisão, enquanto apenas 40% da população com nível superior compartilha a opinião.
Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, 60% são contra. Já no Sul a proporção cai para 54% e, no Sudeste, 51%.
Questionados se aprovam a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, a proporção de pessoas contrárias é a mesma dos que não querem a união gay: 55%.
Apesar da maioria contrária à união gay, a pesquisa revela que o brasileiro, de modo geral, é tolerante com homossexuais em seu cotidiano.
Perguntados se se afastariam de um amigo caso ele revelasse ser homossexual, 73% disseram que não. A maioria também aprova totalmente que gays trabalhem no serviço público como policiais (59%), professores (61%) ou médicos (67%).
"Os dados mostram que, de uma maneira geral, o brasileiro não tem restrições em lidar com homossexuais no seu dia a dia, tais como profissionais ou amigos que se assumam homossexuais. Mas ainda se mostra resistente a medidas que possam denotar algum tipo de apoio da sociedade a essa questão, como o caso da institucionalização da união estável ou o direto à adoção de crianças", afirma Laure Castelnau, diretora do Ibope Inteligência.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 142 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais. (Folha.com)
Leia mais:

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Temer: "PMDB não está imune à 'faxina' no governo federal"

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse que seu partido, o PMDB, não está imune à "faxina" que a presidente Dilma Rousseff está promovendo no governo federal, mas ressaltou por duas vezes que a fiscalização deve ser exercida sobre "todos os partidos".
"A fiscalização deve ser normal em relação a todos os partidos políticos que integram o governo", afirmou após participar de um evento político na capital paulista.
"O PMDB, assim como todos os partidos, tem que se submeter aos regimes normais de controle", finalizou.
A possibilidade de investigação de membros do PMDB em postos de comando no governo federal começou a circular nos bastidores políticos após a crise no Ministério dos Transportes, que derrubou, até agora, 19 pessoas, a maioria ligada ao PR.
Os rumores de que peemedebistas poderiam ser os próximos alvos da presidente trouxeram desconforto à base do governo. Parte do PMDB acredita que alas do PT teriam dado início à boataria para colocar o partido sob suspeição. (folha online)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tecnologia Verde

Hotel oferece refeições de graça para quem estiver disposto a gerar eletricidade.
O Crown Plaza Hotel, em Copenhague, Dinamarca , oferece uma chance para quem quer fazer uma boa refeição sem deixar de cuidar do planeta. O hotel disponibiliza bicicletas ligadas a um gerador de eletricidade para os hóspedes voluntários. Cada um deles deve produzir pelo menos 10 Watts/hora de eletricidade aproximadamente 15 minutos de pedalada para um adulto saudável. Após o exercício, o hóspede recebe um generoso vale-refeição: 26 euros, aproximadamente 60 reais.
Bar capta energia produzida pela dança de seus frequentadores
Todas as luzes e os sons de uma balada gastam uma quantia considerável de eletricidade. Pensando nisso, o dono do Bar Surya, em Londres, refez o chão da pista de dança de seu estabelecimento e o revestiu com placas que, ao serem pressionadas pelos frequentadores do lugar, produzem corrente elétrica. Essa energia é então usada para ajudar na carga elétrica necessária à casa. Andrew Charalambous, o visionário dono do bar, diz que a eletricidade produzida pela pista modificada representa 60% da necessidade energética do lugar.
Empresa cria impressora que não usa tinta nem papel
Quem disse que uma impressora precisa de tinta ou papel para existir? Conheça a Impressora PrePean. Diferente das convencionais, ela utiliza uma peça térmica para fazer as impressões em folhas plásticas feitas especialmente para isso. Além de serem à prova dágua, elas podem ser facilmente apagadas. É só colocá-las novamente na impressora que, através de outra temperatura, a próxima impressão ficará no lugar da anterior. A mágica faz com que apenas uma dessas folhas possa ser utilizada mil vezes.
Universidade constrói telhado verde
O Design Verde é uma tendência da arquitetura moderna, e não estamos falando apenas da cor, mas sim de locais como o prédio de cinco andares da Escola de Arte, Design e Comunicação da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura. A construção conta com uma cobertura vegetal e sua forma orgânica se mistura com a natureza onde está inserida. Os telhados revestidos de grama servem como ponto de encontro informal, além de ajudar no equilíbrio térmico do edifício e na absorção da água da chuva.
Designer cria pia que utiliza água desperdiçada para regar planta
Feita de concreto polido, a Pia batizada de Jardim Zen possui um canal que aproveita a água utilizada na lavagem das mãos para molhar uma planta. Criado pelo jovem designer Jean-Michel Montreal Gauvreau, a pia vem em bacia dupla ou modelo simples. Se você está preocupado eu ensaboar toda a sua plantinha, relaxe. Uma peça no início do canal drena o liquido e só deixa água sem sabão escorrer até a planta.
Designer cria chuveiro que obriga a sair quando já desperdiçou muita água 
O designer Tommaso Colia criou uma solução para aqueles que adoram passar um tempão tomando uma ducha relaxante (é, você mesmo!). O chuveiro Eco Drop possui círculos concêntricos como tapetes no chão, que vão crescendo enquanto o chuveiro está ligado. Após um tempo, a sensação fica tão incômoda que te força a sair do banho e, consequentemente, economizar água. Cerca de 20% de toda energia gasta no lar vem da água quente utilizada no banho seis vezes mais do que a iluminação doméstica, por exemplo.
Designer cria interruptor que muda de cor para ensinar crianças a economizar energia
Tio é o nome do interruptor em forma de fantasma que avisa, através de sutis luzes, há quanto tempo a lâmpada está acesa. Até uma hora, a expressão do fantasminha é feliz e a luz do interruptor permanece verde. Se a luz é deixada ligada por mais de quatro horas, ele se assusta e fica amarelo. Já se o morador da casa se atreve a deixar a luz acesa por mais de oito horas, o até então amigável fantasma se zanga e fica vermelho. Com o auxílio visual e tátil, espera-se que as crianças comecem a tomar consciência do desperdício de energia logo cedo, e de uma maneira divertida.
Empresa cria grampeador sem grampos para evitar poluição
Grampos de grampeador são tão poluentes que uma empresa decidiu criar um novo modelo do produto, sem grampos! Em vez dos grampos a que todos estamos acostumados, ele recorta pequenas tiras de papel e as usa para costurar até cinco folhas de papel juntas. Se você se empolgou com a ideia, pode encomendar esses grampeadores personalizados para que sua empresa se vanglorie de contribuir para um mundo livre grampeadores com grampos.
Designer cria carregador de iphone alimentado por aperto de mão
Eis uma invenção que dará uma mão na economia de energia. Carregue seu iPhone com um aperto de mão!
O conceito foi chamado de You can work.

Trem-bala chinês, para o Brasil, não!

Uma das jóias do progresso tecnológico chinês, o trem de grande velocidade D3115, foi abalroado pelo ouropel tecnológico D301, que vinha de Pequim. O trágico acidente aconteceu em Shuangyu, perto da cidade de Wenzhou, província de Zhejiang, mais de 1300 quilômetros ao sul da capital.
O trem atropelado estava parado sobre um grande e moderno viaduto de 30 metros de altura. A violência do impacto jogou dois vagões no abismo, tendo um deles ficado pendurado pelas rodas.
As informações, reproduzidas pelo diário “Le Monde” de Paris, falam de mais de 43 mortos, 200 feridos, e mais de mil passageiros envolvidos no acidente. Numerosas fotos e vídeos tirados pelos moradores das vizinhanças circularam logo na Internet.
Enquanto as equipes humanitárias ainda tiravam corpos dos vagões acidentados ‒ uma criança foi resgatada com vida ‒ as escavadeiras os afundavam na lama com malas e pertences dos acidentados. Vídeo postado (ver embaixo) em Youtube registra esse fato alucinante mas, muito acorde com o materialismo socialista e difundido em blog do “Le Monde”.
Os habitantes da região e os internautas no Sina Weibo ‒ equivalente do Twitter ‒ estavam furiosos. Não somente desapareciam bens que pertenciam a passageiros e/ou familiares, mas fotos ou vídeos que poderiam ajudar a esclarecer como aconteceu a tragédia.
Esclarecimento que o Ministro das Ferrovias Sheng Guangzu prometera dar em “profundidade”. A contradição entre as palavras e os fatos foi macabra.
Como é costume, provavelmente nunca se ficará sabendo ao certo o que houve. Os órgãos do governo encarregar-se-ão de cobrir com panos a catástrofe. A rede chinesa de trens de alta velocidade é uma menina dos olhos do regime socialista e uma de suas grandes cartadas propagandísticas.
Vagão acidentado derrubado às pressas
Os trens chineses da categoria D deveriam circular a 250 km/h, segundo a infalível planificação oficial. Mas, após as más situações já vividas, não podem exceder os 200 km/h.
Os comboios acidentados não pertencem propriamente ao mesmo tipo do arqui-incensado “trem-bala” que conecta Pequim e Xangai, inaugurado no 90º aniversário do Partido Comunista chinês.
Na teoria, esses trens-bala viajariam a 450 km/h. Na verdade, o governo rebaixou sua velocidade para 380 km/h. Após pânicos coletivos, falhas, e atrasos sucessivos, abaixou a máxima para 300 km/h. O pretexto foi o meio ambiente, a poupança de energia e a diminuição do preço das passagens.
Zhou Yimin, ex-chefe do Departamento de Tecnologia do Ministério das Ferrovias, confessou que os “trens-bala” chineses foram feitos com a reconhecida tecnologia socialista: a contratação de tecnologias estrangeiras, logo depois puxadas para além dos limites de fiabilidade por engenheiros locais, para atender às exigências de propaganda do comunismo central.
O porta-voz do mesmo ministério, Wang Yongping, ufanava-se de que a tecnologia socialista era bem melhor em vários pontos que a do trem-bala japonês Shinkansen, que, entretanto, jamais sofreu um acidente mortal em quatro décadas de serviço.
O anterior ministro, Liu Zhijun, foi preso em fevereiro por suposto enriquecimento ilícito, atividade bem enraizada no Partido Comunista. Agora, pelo menos três dirigentes estatais foram demitidos, como de costume, para eximir o governo de responsabilidade.
Menina, 2, resgatada 21 horas depois
As despesas com a rede de super-velocidade parecem irracionais. Só a propaganda do socialismo chinês no exterior a justifica.
Segundo o diário “Le Figaro”, também de Paris, Pequim teria ordenado uma revisão total de sua rede ferroviária de grande velocidade. Trata-se de recuperar a face diante do exterior e manter as aparências de um fulgurante sucesso ferroviário chinês prestes a tomar conta do mundo.
Aliás, o Brasil bem poderia vir a ser uma das vítimas deste engodo.
Arnaud de la Grange, correspondente do “Figaro” em Pequim, escreveu que a China estava há tempos inundada pelos comentários mais críticos sobre os novos trens. Os resultados mostravam-se calamitosos segundo, La Grange.
Após o desastre, a Internet foi invadida por um tsunami de queixas dos usuários chineses movidos pelo medo, a insegurança e as más experiências pessoais. Ninguém compreendia como, se fosse certa a versão oficial, nenhum sinal avisava que havia um comboio parado nos trilhos e sobre o viaduto.
“Mais um!” – escreveu um internauta chinês que divulgou em Youtube as primeiras imagens do desastre. “Quem agora vai ousar pegar um trem de grande velocidade?”, interrogou um outro, citado pela agência oficial Nova China.
Na semana anterior ao acidente, a rede entrou várias vezes em pane. Circulavam pela net testemunhos indignados de passageiros que foram vítimas de infindas paradas sob o sol em vagões perfeitamente isolados, onde o ar condicionado não funcionava mais.
Na sexta-feira, o ministério competente havia anunciado que os problemas seriam solucionados logo. Os problemas aduzidos eram sempre climatológicos, contraditórios e pouco críveis, sendo logo substituídos por outros.
A cegueira ideológica e a incompetência da planificação socialista acabam de escrever assim uma página cheia de sangue nos anais dos desastres ferroviários.

Juízes repelem suspeição invocada por jornal.

Por Márcio Chaer:
Juiz pode ser amigo de advogado? A questão foi suscitada nesta sexta-feira (22/7) pelo jornal Folha de S.Paulo. O jornal noticiou que o ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antônio Dias Toffoli, compareceu ao casamento do advogado Roberto Podval, na Itália. Para a Folha, a presença de Toffoli na festa teria provocado situação de impedimento judicial. Processualistas, criminalistas e dirigentes de entidades de classe rechaçaram a tese do jornal.
“As hipóteses de suspeição previstas em lei referem-se apenas à relação de amizade íntima ou inimizade capital entre o magistrado e a parte [autor ou réu da ação], jamais em relação ao advogado”, corrige o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Gabriel Wedy. Essa confusão de conceitos, afirmou o juiz, “é lamentável e não pode ser feita, sob pena de se desvirtuar o debate da questão”.
Para o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Nelson Calandra, a imprensa tem dado lições preciosas como no caso de Dominique Strauss-Khan e Rupert Murdoch, “mas fica mais fácil para o jornalista compreender a vida real se perceber que ele também é juiz dos fatos que divulga”. O desembargador chama a atenção para o fato de que “a imprensa produz seu noticiário com patrocínio privado e escreve sobre tribunais onde processos de seu interesse transitam — e nem por isso há de se dizer que as reportagens são contaminadas pelos interesses dos jornais”.
Calandra elogia o pacto francês, em que a imprensa respeita a vida privada das autoridades. No caso em que o ministro do STF arcou com suas despesas, mas aceitou a estada que Podval ofereceu a seus 200 convidados num hotel, o presidente da AMB não vê interesse público. “A notícia só serviu para lançar suspeita sobre episódio em que nada há de errado”. O sistema processual brasileiro, diz o magistrado, “está vacinado e preparado para corrigir qualquer desvio desse tipo”. Toffoli, lembra Calandra, enfrentou árduas provações para chegar ao STF “e tem demonstrado ser ministro sério, honesto, transparente e com o cabedal que se espera de um ministro da Corte”.
Gabriel Wedy, da Ajufe, confirma as qualidades de Toffoli, fala do respeito da entidade que preside pela imprensa e pondera que jamais afirmou “que os veículos de comunicação perdem a sua isenção, ou que devem ter as concessões, permissões e autorizações cassadas, por receberem patrocínios de entidades públicas  e privadas. Isso porque essa seria uma crítica frágil, sensacionalista e oportunista, não condizente com os princípios gerais de nossa ordem econômica expressamente previstos na Constituição Federal [Art. 170].” E, conclui, que Toffoli “como cidadão e ser humano tem todo o direito de cultivar laços de afeto e amizade”. O episódio, afirma, não macula sua imagem e não pauta o Judiciário.
Para o advogado criminalista Arnaldo Malheiros Filho, a visão de que o juiz deve ser um recluso é irreal e ingênua. “Qual seria o próximo passo?”, pergunta. “Trancafiar os juízes em celas monásticas?”, questiona. Com a mesma preocupação, o presidente da Associação Paulista dos Magistrados (Apamagis), Paulo Dimas De Bellis Mascaretti, afirma que “a Justiça não seria melhor se os juízes fossem encastelados e isolados como jurados em véspera de julgamento”. Todo desvio de conduta deve ser apurado, julgado e punido, entende o desembargador. “Mas sem elevar suposições à categoria de verdades absolutas — por que se for assim, a mesma regra pode ser invocada para profissionais da imprensa”. O mote foi invocado também por um ministro do STF. “Eu deveria me declarar impedido por ter comparecido a um evento promovido por um jornal? Afinal, o jornal aqui é parte e não advogado.”
*Márcio Chaer é diretor da revista Consultor Jurídico
Revista Consultor Jurídico, 22 de julho de 2011

Se EUA aplicarem calote, Obama perderá a reeleição em 2012.


Pedro do Coutto
Não há dúvida, em termos americanos, a tendência política contida no título deste artigo, decorrente da crise econômica que está atingindo os Estados Unidos, torna-se clara. O Globo na edição de 14 de julho, quinta-feira, publicou excelente reportagem a respeito do tema, super-sensível como todos reconhecem. O que está havendo na Casa Branca? O país atingiu em maio deste ano um endividamento da ordem de 14,3 trilhões de dólares. Coincide com o volume do Produto Interno bruto, que representa um terço do PIB mundial. Acima de tal limite, só se o Congresso autorizar. O teto em que se encontra o volume da dívida, por sua vez, é o valor máximo que o Executivo pode fixar. Barack Obama fixou. E agora?
A luta no Poder Legislativo está sendo difícil. O Partido Democrata, nas últimas eleições, ano passado, perdeu a maioria na Câmara dos Representantes. Conservou a do Senado por apenas dois votos, sendo que um senador declara-se independente da dualidade entre Democratas e Republicanos. Além de tudo isso, a sucessão presidencial será em novembro de 2012. Faltam dezesseis meses.
O Partido Republicano, depois dos debates realizados pela televisão, encontrou seu candidato, o ex-governador de Massachussets, Mitt Romney. O Partido Democrata, claro, já homologou Barack Obama. As linhas de confronto estão traçadas. Não surgiu – dificilmente surgirá – um terceiro candidato, avulso, no caso, capaz de alterar o equilíbrio entre uma força e outra. Assim, portanto, dentro desta opção, o povo americano irá às urnas.
Porém, não são boas as condicionantes de Obama. Se houver necessidade de calote, ainda que seja só no pagamento dos juros dos títulos do Tesouro, como admitiu Bem Bernanke, presidente do Federal Reserve, o Banco Central americano, mas escolhido pelo sistema bancário, o atual presidente da República desaba na campanha. Pois será este um impacto inédito na história econômica do país. Não aconteceu tal solução nem durante a guerra de secessão (1860 a 1864), que culminou com a reeleição de Lincoln, tampouco na crise de 1929, cujo desfecho no plano político foi a vitória de Franklin Roosevelt (Democrata) sobre Herbert Hoover (Republicano que tentou reeleger-se).
Um ponto a esclarecer antes que surjam naturais dúvidas sobre as urnas de 1864. Abraham Lincoln, Republicano, foi reeleito e assassinado em 1865 no teatro que fica na rua ao lado da praça central de Washington. Morreu no primeiro ano de seu segundo mandato. Mas esta é outra  questão.
Voltando ao embate sucessório do ano que vem, se houver calote, o que ao contrário do que acontece em nosso país, não pertence de modo algum à tradição norteamericana, será um desastre total para os EUA, de modo geral, e para o atual ocupante da Casa Branca em particular. Por muito menos, o eleitorado derrotou amplamente Jummy Carter e elegeu Ronald Reagan em 1980, quando Carter buscava reeleger-se.
A inflação em 79 atingiu 12%, uma calamidade em termos americanos, e os helicópteros que partiram para tentar o resgate de prisioneiros em território do Irã caíram no deserto. Desastre na economia, na operação militar, nas urnas.
Agora some-se à perspectiva de calote a possibilidade de a agência Moodys Investors Service, especializada em risco financeiro, rebaixar o perfil dos EUA em matéria de responsabilidade, credibilidade e confiabilidade no mundo. É demais. Sobretudo porque uma crise de liquidez estatal arrastará a maior parte do mundo para um despenhadeiro. Pois se nem a maior potência mundial merece confiança, que dizer dos demais países?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O jogo de cena de Dona Dilma.

A presidente Dilma, em que pese as frequentes patacoadas que tem declarado pela imprensa, está absolutamente certa quando diz que "Não se pode demonizar a política". É claro, e qualquer "abestado" sabe disso, que os problemas do Brasil não podem ser debitados a política, enquanto atividade cívica, mas sim aos políticos brasileiros, que fazem da atividade parlamentar ou executiva um mero meio de vida, através do qual costumam se locupletar escandalosamente.
Seja "metendo a mão na grana pública", ou "apenas" usufruindo das "oportunidades" geradas pelos cargos que ocupam, tais como ganhar dinheiro com informações privilegiadas, arrumar nababescos empregos para parentes e aderentes, usar e abusar das mil e uma mordomias, traficar influência e/ou fazer papel de lobista em defesa de projetos engendrados por empresários "generosos". Dona Dilma, a senhora sabe que tentar colocar a culpa das mazelas que ocorrem na vida pública brasileira na política é uma idiotice sem tamanho.
Equivalente à de alguém que, diante de um sanitário público extremamente sujo, coloque a culpa no "vaso sanitário", como forma de inocentar os porcalhões que fazem mal uso do instrumento. O problema do Brasil, e a senhora sabe muito bem disso, não é a política, mas a péssima qualidade dos políticos que a praticam, desempenhando-a com o único interesse de "se dar bem", na pior acepção do termo. Vamos deixar de conversa mole, dona Dilma! Afinal, quem será que a senhora está querendo proteger com essa "filosofia de almanaque".
Júlio Ferreira
Recife / PE

Os petistas amam a miséria. Delas se servem, enriquecem e exercitam o totalitarismo.

Os petistas dizem se preocupar tanto com a desigualdade social não por humanismo ou por senso de justiça, mas porque ela oferece um excelente pretexto para o estado autoritário e confere certo sentido moral às ilegalidades praticadas para a construção da hegemonia partidária. As misérias humanas — e a conseqüente necessidade de criar o novo homem — são o fundamento dos dois grandes totalitarismos do século passado: fascismo e comunismo. Ambos têm mais em comum do que gostam de admitir fascistas e comunistas.
Não existe regime de força que não tenha se instalado prometendo promover o bem comum. Aliás, as tiranias precisam esvaziar os indivíduos de todas as suas verdades e necessidades “egoístas” em nome da coletividade, que será representada por um partido ou por um condutor das massas — em certos casos, por ambos.
Todos nos fartamos do discurso de Luiz Inácio Apedeuta da Silva, que se apresentou como o “pai” do povo, saindo, como anunciava a propaganda eleitoral petista, para deixar em seu lugar a “mãe de todos os brasileiros”. Ditadores e candidatos a tiranos gostam da idéia de que são chefes de uma grande família, da qual esperam uma ativa e entusiasmada obediência. Afinal, “eles” sabem o que é melhor para “nós”, mergulhados que estamos em nosso egoísmo, comprometidos com uma visão parcial de mundo, sem entender, muitas vezes, as decisões que são tomadas para nos salvar… Quem de nós nunca discordou, afinal, a seu tempo, de uma decisão do pai ou da mãe? Impossível, no entanto, supor que agissem para nos prejudicar. Tampouco imaginávamos tomar para nós o lugar da autoridade. Pais e filhos não são — e nem devem ser — uma comunidade democrática, certo?
O PT se consolidou com a fantasia de que um partido — e, dentro desse partido, um homem, o pai — seria o porta-voz dos excluídos, que, afinal, estariam reivindicando a sua cidadania. De modo emblemático, Lula passou várias antevésperas de Natal em companhia dos catadores de papelão, tornados “cidadãos-recicladores”. Estava anunciando, diante de uma imprensa freqüentemente basbaque, que excluídos também são cidadãos, ainda que dentro de sua exclusão. Um líder e um partido, ungidos pela necessidade de “mudar o Brasil”, podem atropelar leis, moralidade, costumes, valores, tudo… Estão imbuídos de uma missão.
Apurem bem os ouvidos. Ouve-se já certo sussurro. Talvez se torne um alarido. Mas o que é isso? O que será que será que andam suspirando pelas alcovas e sussurrando em versos e trovas? O que será, que será que andam combinando no breu das tocas, que andam acendendo velas nos becos e já estão falando alto pelos botecos? O que será, que será que não tem conserto nem nunca terá? O que não tem tamanho… Cito este plágio que Chico Buarque fez de Cecília Meireles (Romanceiro da Inconfidência) para emprestar, assim, certa grandeza poético-dramática a mais uma conspiração dos petistas contra a moralidade, o dinheiro público, a decência e tudo o mais que vocês julgarem adequado a homens de bem.
Lula já fez saber ao mercado político que ele não concorda com a “execução sumária” dos patriotas do PR. E fez chegar a sua avaliação na forma de uma “preocupação”. Estaria temendo o isolamento de Dilma Rousseff. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, afirmou ontem que vai avaliar se há motivos suficientes para a Polícia Federal abrir um inquérito para apurar as sem-vergonhices no Ministério dos Transportes. Já foram demitidas 16 pessoas da cúpula da pasta e do Dnit, mas ele está cheio de dúvidas. Tarso Genro (PT), atual governador do Rio Grande do Sul e chefe da Polícia Federal (era ministro da Justiça) quando se deu boa parte da bandalheira, saiu ontem em defesa de seu amigo Hideraldo Caron, um dos chefões do Dnit, mantido até agora no cargo. Ele é petista. Tarso deixou claro: se o homem fez algo de errado, não foi em benefício pessoal.
É a primeira vez que se ouve voz assim no PT? Claro que não! Nem é necessário remontar ao mensalão. Durante a crise que colheu Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, hoje sua sucessora, mas senadora à época (PT-PR), deixou claro que não conseguia defender o então ministro por uma razão simples: ele tinha agido apenas em defesa do próprio interesse. Ou seja: no caso do mensalão ou dos aloprados,  crimes foram cometidos em benefício do… partido! Nesse caso, tudo bem…

Setores do PT estão pedindo, em suma, que tudo fique como está. Seu esforço em favor da impunidade, no entanto, teria, sim, uma raiz ética, entendem? Insistir na investigação pode prejudicar o partido, a convivência com os aliados, a agenda que o governo tem pela frente, incluindo, obviamente, os pacotes sociais destinados a combater a miséria. Tarso chegou a indagar por que essas notícias só apareceram agora… Conhecedor da arte de desestabilizar governos (como experimentou Yeda Crusius), ele conspira em favor da impunidade ao sugerir que há uma conspiração contra os patriotas do Ministério dos Transportes…
Foi-se o tempo “esse-dinheiro-não-é-meu”, de Paulo Maluf! Mesmo para ele, o errado era “errado” e, por isso, negava tudo. Não há nada a favor desse emblemático político a não ser uma coisinha: nunca tentou chamar crimes de virtudes — negando, claro!, que os tivesse cometido. Com o petismo, é diferente: o roubo e a lambança em nome da causa têm um propósito superior. Fazer sacanagem para enriquecer é reprovável; para construir o partido, bem, aí é não só aceitável como pode distinguir o militante com uma medalha de “Honra ao Mérito”.
À medida que a lei é afrontada com tal vigor e que o malfeito vira um instrumento corriqueiro da ação política, os brasileiros têm expropriada a sua cidadania. Se para eles, todo excluído é cidadão, que mal há em considerar todo cidadão um excluído?
* Texto por Reinaldo Azevedo

A consiência no purgatório.

Por Arlindo Montenegro
A vida é frágil. Mais frágil ainda quando o estado, vai se apoderando de todas as iniciativas que interpõem limites às liberdades responsáveis e privacidade das pessoas. Por sua vez, age como ladrão de galinhas porque não assume a responsabilidade pelo que resulta de seus atos e tornou-se rotineiro nos noticiários que agridem a consciência dos brasileiros: desabamentos, roubalheira cínica e continuada, assassinatos, enriquecimento meteórico de amigos do governo e ocupantes de cargos públicos, a isca dos créditos fáceis que criam a ilusão de progresso econômico, acorrentando a nação aos juros mais elevados do planeta... e vai por aí.
O governo toma as iniciativas arbitrárias tirando o próprio corpo e livrando a cara dos amigos da famiglia mafiosa, que age ridicularizando as leis, os magistrados, os congressistas, as instituições. Sem admitir, nem mesmo corrigir erros flagrantes, os que integram e apóiam o governo tripudiam sobre a consciência da nação. Qualquer serviçal direto da máquina estatal totalitária, pode, se quiser, praticar e acobertar crimes continuados, livre e impunemente. A responsabilidade que a liberdade de agir pressupõe está fora das cogitações daqueles privilegiados que massacram a consciência da nação.
A vida frágil resiste aos trancos e barrancos e mesmo assim ainda conserva momentos de beleza e plenitude no riso das crianças, nos sons e manifestações da natureza, nas cores e nos sabores, no abraço amigo, no enlace amoroso, na esperança teimosa e nas muitas iniciativas individuais e privadas que agem como resistentes ignorando as normas impostas. Resiste na fé dos simples e até mesmo simplórios iludidos pelos mercadores da fé, hipócritas que se autodenominam iluminados, para propagar comportamentos deturpados durante os milênios, afastando-se dos caminhos para que os homens atinjam a paz interior no contato com sua mesma origem cósmica.
Todas as religiões mais conhecidas – budismo, hinduísmo, judaísmo, cristianismo, islamismo - afastaram-se de suas origens e somando erros e interpretações, afastaram-se da direção e fortalecimento espiritual que alimenta a liberdade responsável. Retocando e modificando os ensinamentos originais, os conteúdos religiosos assumiram na prática a condição de organizações ocupadas com a política e economia a serviço do estado.
Liberdade, responsabilidade, ética e moralidade, que um dia, em nome da fé na justiça divina limitaram algumas arbitrariedades, hoje estão ausentes de qualquer prática dos agentes do estado. As religiões foram deliberadamente utilizadas para confundir a consciência, afirmando a ignorância e embaralhando a razão. É bastante ver e ouvir o discurso voltado para a submissão, ameaças e falsos milagres que cada uma destas organizações fustiga na cara da gente, alimentando mitos e culpas para ampliar espaços de poder persuasivo e material, afastando as pessoas de reconhecer em si mesmas e nos outros a imagem e semelhança do criador, fonte de força, serenidade e verdadeiro equilíbrio. É a fé nos medos, nos mitos e nas culpas espirituais, povoando currais onde os “donos da palavra” disputam maiores levas de seguidores, distanciados da ética e moral de um Francisco de Assis.
No meio de tanto vozerio e alucinação buscar a verdade é uma das tarefas mais penosas para o espírito humano. Existem até os que encenam expulsar demônios, curar doenças, ressuscitar mortos, como se investidos de poderes divinos ou poderes de super homens irreverentes e pretensiosos, hábeis em agredir a ignorância limitando os espaços de ação, exercício da razão e liberdade dos homens. Sem enrubescer, limitam a confortadora concepção do ser supremo a uma caricatura ambivalente.
Mas tudo isto já foi contado, escrito e interpretado em todas as latitudes. O fato é que os grandes pensadores, como Tomás de Aquino foram banidos da cena e da influência como perscrutadores da verdade original. Foi ele mesmo quem deixou a Summa Theologica inacabada, para que seus pares a completassem. Pouco antes de morrer, escreveu:
“Acabaram-se meus dias de escritor, pois me foi revelado que tudo quanto escrevi e ensinei tem pouca importância para mim. Espero em Deus, que do mesmo modo como meus escritos chegaram ao fim, chegue em breve o fim de minha vida.”
A revelação de Tomás parece cada vez mais distanciada da compreensão dos homens, que têm sido conduzidos pelo estado e por pretensos religiosos obedientes ao estado, para terrenos cada vez mais distanciados de si mesmos e da compreensão e encontro com a energia que move cada um, que move o Universo. Cada vez mais distanciados da natureza em sua plenitude. Cada vez mais encalacrados no submundo do que denominam civilização. Tudo começa com a educação que antecede direitos a deveres humanos.

domingo, 24 de julho de 2011

Miss Brasil pode perder título por posar nua.

Mal foi coroada Miss Brasil 2011 neste sábado, Priscila Machado apareceu com os seios à mostra em uma foto que cricula pela internet, o que é não é permitido no regulamento do concurso de beleza. A foto causou polêmica e virou um dos temas mais comentados no microblog Twitter. A gaúcha de 25 anos alega, entretanto, nunca ter permitido a publicação da imagem, o que a isenta de culpa já que só seria considerada publicada depois de uma autorização da modelo.
Segundo a nova miss, a foto que circula na internet foi tirada enquanto ela arrumava o cabelo. "Eu nunca posei para essa foto, então, ela deve ser considerada inexistente", explicou em nota.
Um dos organizadores do Miss Brasil, Boanerges Gaeta afirmou em comunicado que já sabia da existência da foto. "Não pode posar completamente nua, mas dependendo do tipo de trabalho não tem problema", disse. "Essa foto foi para uma campanha do câncer de mama."
Em episódio semelhante, Vanessa Williams, primeira negra a ganhar o Miss America, em 1983, perdeu o título por ter posado nua antes de participar do concurso. A cantora e atriz renunciou ao posto duas semanas antes de sua sucessora ser oficialmente eleita.
Miss Universo - Caso o episódio seja ignorado pela organização do Miss Brasil, a gaúcha Priscila Machado será a respresentate brasileira no Miss Universo. O evento que vai reunir misses do mundo inteiro, será realizado em 12 de setembro em São Paulo.
A coroação deste sábado reforça a tradição do Rio Grande do Sul no concurso, que lidera o ranking dos estados vencedores com 11 campeãs. Em seguida aparecem São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, cada um com oito misses Brasil.
Além da coroa, Priscila Machado ganhou como prêmio uma viagem para Lisboa e R$ 200 mil em contratos de trabalho. Do site da revista Veja

Depois de ser a Mãe do PAC e a Mão do Lula, Dilma vira a Tia da Faxina.

No dia em que Caron do DNI(P)T pediu demissão e que Pagot do PR avisou que também vai mandar a carta de renúncia, Dilma Rousseff chamou cinco jornalistas no Planalto, deu uma exclusiva para o Moreno de O Globo e partiu para faturar a "faxina" no Ministério dos Transportes. É a campanha para fazer o povo esquecer que Dilma foi a Mãe do PAC e a Mão do Lula no governo anterior. Por incrível que pareça, se alguém pode dizer que sabia de tudo é ela, a Dilma. Até mesmo Lula poderia dizer que não estava tão bem informado. Dilma não. Era a dona do pedaço. A gerentona. Dilma fazia relatórios completos em power point naquelas reuniões longas. Ali eram projetados no telão os valores planejados, licitados, empenhados, realizados e pagos. Ela sabia de tudo, mas estava muito ocupada em se eleger presidente. Agora quer fazer uma faxina. É a dona da vassoura. Combina. Ninguém melhor do que ela para saber onde está a sujeira grossa e a sujeira fina. Conhece cada cantinho. Não é à toa que ela diz que sairão todos do DNIT e da VALEC. Também poderia dizer o mesmo a respeito da ANP. Do Ministério dos Esportes. Da Petrobras. Haja vassoura. Haja faxineira. Dá-lhe, Dilma. Você conhece cada cantinho imundo deste governo. Como ninguém. Pena que deixou, durante cinco anos, acumular tanta imundície, não é mesmo?

"Há rumores sobre sua sexualidade."

Por Ana Echevenguá
Sexo é sempre o assunto da hora. Ocupa a mídia e a cabeça dos mortais. 
Tanto na Câmara de Vereadores de São Paulo como na Câmara dos Deputados, em Brasilia, tramita projeto de lei para criação do Dia do Orgulho Heterossexual. Como forma de protestar contra os avanços dos direitos dos gays.
Não sei que avanços específicos são esses. Pelo que eu entendo, os gays fazem parte do grupo dos ‘iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza’. E gozam dos direitos e deveres individuais e coletivos contemplados na Carta Magna.
Mas é assim: vira e mexe e sexo e/ou preferência sexual vem à baila.
Ontem, por exemplo, conversava com algumas amigas. E perguntei sobre um Senhor X. Queria saber se o conheciam, sobre sua família, profissão... uma delas disse que X teve uma história triste com perda de alguns familiares. Não era um sem-teto; trabalhava; andava de bicicleta... aparentemente normal. Mas, ela lembrou que “há rumores sobre a sua sexualidade”.
Claro que a preferência sexual do Senhor X não me interessa. Mas, achei a expressão muito engraçada. Daquelas que escondem um mundo de informações, ditas à boca pequena. Na verdade, ela estava louca pra dizer que o Senhor X era gay, veado, bicha... Entretanto, sua polidez não permitiu.
Lembrei, na hora, de uns escritos da filósofa Renata Kovalski: “Por que a questão da sexualidade continua incomodando a todos? Será por despeito ou por incredulidade?? Acho que no fundo todos os ‘heteros’ sentem um pouco de inveja da liberdade de expressão dos homossexuais. Estes defendem com tanto entusiasmo e coragem a sua preferência sexual. Enquanto nós, meros ‘heteros’, às vezes, ficamos constrangidos de expressar preferências políticas, gastrônomicas ou nosso estilo de vida!” 
Gente, estamos no Século XXI. Num Brasil em que o Direito observa uma nova noção de sexo. Que envolve a nova teoria da sexualidade, operações transexuais, redesignação sexual, casamento entre pessoas do mesmo sexo...
Voltando aos projetos de lei. Segundo o doutor Oton Lustosa, juiz de direito e escritor, “a lei, qualquer que seja ela, visa à harmonia”. Daí, posso concluir que, se aprovada a lei federal, todos os heterossexuais do Brasil, orgulhosos de sua condição, vão afastar, a cada terceiro domingo de dezembro, os rumores, que por aí circulam, sobre sua sexualidade...
Ana Echevenguá - advogada ambientalista - OAB/SC 17.413
Instituto Eco&Ação - www.ecoeacao.com.br
(48) 91343713 (vivo)
(48) 96459621 (tim)
Florianópolis - SC.

sábado, 23 de julho de 2011

Um governo que nos envergonha.

Petista do Denit, liberou verba beneficiando petista prefeito.

O petralha Hideraldo Caron, diretor de Infraestrutura do Dnit, aprovou assinatura de contrato com Prefeitura de Canoas, comandada por Jairo Jorge (PT), apesar de 2 pareceres da Advocacia-Geral da União terem alertado sobre manobras para liberar verba.
Na imagem, terreno próximo à BR-448 onde estão sendo feitos loteamentos para a construção de casas na cidade gaúcha.
Contrariando dois pareceres da Advocacia-Geral da União (AGU), o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, orientou a aprovação de um contrato de R$ 30 milhões com a prefeitura de Canoas (RS), comandada pelo prefeito Jairo Jorge, do PT. O convênio foi assinado em janeiro de 2010 e até agora não saiu do papel.
O dinheiro do contrato, celebrado em 2010 pelo prazo de dois anos, não é para melhoria de estradas. É destinado à construção de 599 unidades habitacionais para 2 mil sem-terra que ocupam a chamada "Vila do Dique", um terreno próximo à construção da BR-448, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que liga Porto Alegre a outras cidades gaúchas. Dos R$ 30 milhões previstos, R$ 28 milhões são do Dnit.
Hideraldo Caron é filiado ao diretório petista no Rio Grande do Sul e participou pessoalmente das negociações em Canoas, tendo inclusive comparecido à cidade gaúcha para assinar os documentos. O petista deve perder o cargo, sobretudo por pressão do PR, que teve vários apadrinhados políticos afastados na esteira da crise nos Transportes.
Um ano e meio depois da assinatura do contrato, o projeto de construção das casas não andou. Com apenas mais seis meses de vigência, provavelmente terá de ser prorrogado.
O Estado teve acesso aos pareceres jurídicos dos procuradores da AGU sobre o convênio com a prefeitura de Canoas. Eles trabalham dentro do Dnit para dar orientação jurídica ao órgão. Em pelo menos duas oportunidades, apontaram falhas no contrato, incluindo manobras para liberar o dinheiro.
Mesmo assim, a diretoria do órgão vinculado ao Ministério dos Transportes aprovou o repasse com base em relatório da Diretoria de Infraestrutura, de número 23/2010, dirigida por Caron. O contrato foi assinado por ele e pelo diretor-geral, Luiz Antônio Pagot, este último afastado do cargo após as denúncias de corrupção no órgão.
O Dnit alega que contou com o aval do Ministério do Planejamento para assumir a despesa. A pasta, na ocasião, era comandada pelo também petista Paulo Bernardo.
* Leandro Colon - No O Estado de S.Paulo

O que o atentado na Noruega pode significar para a Europa.

Bombeiros atenderam no local da explosão próxima a um edifício do governo em Oslo, neste 22 de julho.
*Tradução Francisco Vianna
Pelo menos 17 pessoas morreram e mais ficaram feridas numa explosão no centro da cidade de Oslo, a capital da Noruega, e um tiro no acampamento da juventude do Partido Trabalhista nos arredores da capital norueguesa. A polícia do país nórdico prendeu o atirador no acampamento e acredita que ele tem conexão com o atentado à bomba no centro da cidade, embora outros possam estar envolvidos.
Área do atentado à bomba.
O significado dos eventos na Noruega para o resto da Europa irá depender amplamente de quem é o responsável pelo atentado, e a identidade dos culpados ainda não é conhecida. Entretanto, este artigo faz uma extrapolação sobre as possíveis consequências dos ataques com base em diversos cenários.
O primeiro cenário é o de que militantes islâmicos baseados na Noruega possam estar por trás desses ataques aparentemente conectados. Grupos jihadistas locais já são todos como certo existirem por toda a Europa, e esta suposição – juntamente com os ataques anteriores – reforça a popularidade da extrema-direita dos partidos políticos em todo o continente. Muitos políticos de centro-direita também começaram a levantar questões políticas contra os imigrantes, a fim de desviar a atenção da opinião pública da implantação de medidas de austeridade econômica provocada pela crise econômica européia. Se militantes islâmicos radicados no país forem considerados os culpados desses eventos terroristas na Noruega, isso irá simplesmente reforçar a tendência da política européia atual que favorece à extrema direita. Dito isto, alguns partidos de extrema-direita, particularmente no Norte da Europa, podem receber um impulso de popularidade suficiente para empurrá-los no contexto geral político e, possivelmente, para o governo.
Se um indivíduo, ou um grupo organizado doméstico, com tendências de extrema-direita (?) ou neonazista (?) perpetrou o ataque, o significado para o resto da Europa não será grande. Tal resultado poderia levar a uma perda temporária da popularidade para a extrema-direita (?), mas no longo prazo as repercussões para a extrema direita (?) são improváveis, uma vez que esses partidos começaram a moderar suas plataformas a fim de atrair um público mais vasto.
Há também a possibilidade de que os ataques sejam obras de um indivíduo qualificado, mas perturbado e com queixas contra o Partido Trabalhista, no poder. Esta possibilidade teria poucas repercussões de longo alcance, além da de gerar uma reformulação de procedimentos de segurança interna na Noruega.
Outro cenário e o de que o atentado tenha sido perpetrado por um grupo internacional que pode ter entrado no país há algum tempo. Independentemente do prazo, se os culpados cruzaram a fronteira para entrar na Noruega, outros países europeus vão se sentir muito vulneráveis; a Noruega é onde a Europa termina ao norte, e se militantes internacionais podem entrar na Noruega, podem também chegar a qualquer lugar da Europa. Esta vulnerabilidade pode danificar gravemente a segurança de um estado se mantido sob ataque por alguns meses.
O Acordo de Schengen – que já foi um pilar simbólico da unidade européia – permite a concessão de visas para os que se deslocam entre os 25 países da Área Schengen (a maioria dos quais são membros da UE, mas a Área Schengen não inclui alguns membros não pertencentes à UE como a Noruega e a Suíça). O acordo ficou sob pressão quando a Itália ameaçou permitir que os imigrantes que fugiam do conflito da Líbia e da agitação política da Tunísia ganhassem o status de ‘residentes temporários’ na França. Foi a maneira de Roma em forçar o resto da Europa para ajudá-la com o problema do fluxo de migrantes. A solução proposta pela França e Itália era, essencialmente, estabelecer fronteiras temporárias "em circunstâncias muito excepcionais". Depois, a Dinamarca re-impôs os controles de suas fronteiras, supostamente devido a um aumento da criminalidade transfronteiriça.
O atentado na Noruega, caso tenha envolvido movimentos transfronteiriços, poderá, portanto, prejudicar ou mesmo acabar com o Acordo de Schengen. Outros países europeus, particularmente aqueles onde a extrema-direita é forte ou de centro-direita, onde os partidos têm adotado uma mensagem contra a imigração, poderão pressionar por novas alterações ao pacto. A trama transnacional militante contra um país europeu no contexto contemporâneo também pode ser significativo para a política de defesa européia.
Quando o atentado em Madri de 2004 e o em Londres de 2005 aconteceram, muitos na Europa argumentaram que tais ataques foram resultados do apoio dos governos europeus para as operações militares dos EUA no Oriente Médio. Isto já não é realmente o caso para a Europa, embora forças européias ainda estejam no Afeganistão. É muito mais difícil culpar aliança da Europa com os Estados Unidos por este ataque. Como tal, a Europa poderia muito bem ser motivada a levar mais a sério os esforços em curso para aumentar a coordenação européia de defesa. Os esforços atuais estão sendo conduzidos pela Polônia, que está fazendo isso principalmente porque quer aumentar a segurança contra o ressurgimento da Rússia, não por causa da militância global. O problema do plano de Varsóvia é que tem pouco apoio genuíno na Europa Ocidental, a não ser da França. Um ataque a Noruega poderia, no entanto, prever o tipo de impulso necessário para que a Europa se sinta ameaçada por eventos globais.
O último cenário é o de que o atentado possa estar ligado ao envolvimento da Noruega na campanha na Líbia. Caso o governo líbio esteja de algum modo implicado no atentado à bomba e no tiroteio no acampamento, o resto da Europa correrá em apoio à Noruega e aumentará seus esforços para derrubar de vez o regime da Líbia. Este cenário essencialmente fecharia de vez a abertura das negociações propiciadas por uma recente medida de Paris e outros governos europeus de aventarem a possibilidade de Muammar Gadhafi permanecer na Líbia.
*Fonte: STRATFOR – GEOPOLITICAL INTELLIGENCE

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pressionado, irmão de Romero Jucá deixa Conab.

O diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Oscar Jucá Neto, pediu demissão na tarde desta quinta-feira ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi. A solicitação foi feita após uma série de reuniões ao longo da semana com a cúpula do PMDB, inclusive com a presença do vice-presidente, Michel Temer. Oscar Jucá Neto é irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Jucazinho não teve tempo nem de esquentar a cadeira: sua demissão ocorreu logo depois que ele completou um mês no cargo. E cinco dias após VEJA ter revelado que ele autorizou, por conta própria, o pagamento de uma dívida de 8 milhões de reais a uma empresa de armazenagem chamada Renascença. Havia, porém, um empecilho legal para pôr um ponto final no litígio: o dinheiro para saldar a dívida não existia no orçamento, o que levou a Conab a ter a área de um estacionamento penhorada pela Justiça como garantia de pagamento.