terça-feira, 31 de julho de 2012

O pelego cara de pau.

O homem que esteve OITO ANOS à frente desta nação e não teve coragem, nem competência, para implantar reforma alguma neste país, pois as reformas tributárias e trabalhistas nunca saíram do papel, e a educação, a saúde e a segurança estavam piores do que nunca.

O homem que mais teve amigos safados e aliados envolvidos, da cueca ao pescoço, em corrupção e roubalheira, gastando com os cartões corporativos e dentro de todos os tipos de esquemas.

O homem que conseguiu inchar o Estado brasileiro com tantos e tantos outros funcionários, tão vagabundos quanto você e ainda assim fazê-lo funcionar pior do que antes.

O homem que tem uma mulher medíocre inútil, vulgar e gastadeira, que usava indevidamente cartão corporativo, ao qual ela não tinha direito constitucional, que ia de avião presidencial para São Paulo "fazer escova" no cabelo e retornar a Brasilia. (Aliás, diga-se de passagem, sem nenhum resultado positivo...)

O homem que mais viajou inutilmente como uma pessoa inútil deste país, tão futilmente e às nossas custas.

O homemque aceitou passivamente todas as ações e humilhações contra o Brasil e os brasileiros diante da Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai.

O homem que, perdulariamente, irresponsávelmente e debochando da nossa inteligência, perdoou dívidas de paises também corrúptos, enviou dinheiro a título de doação para outros, esquecendo-se que no Brasil também temos miseráveis que precisam de bons hospitais, de escolas decentes, de um lugar pra viver e que com esse dinheiro "doado" você poderia, pelo menos, diminuir o caos em que se encontram a saúde, a educação e a segurança no Brasil...mas, como você mesmo costuma se expressar nesta sua maneira tão vulgar ..."o povo que se rebente!",

O homem que, por tudo isso e mais um elenco de coisas imorais e absurdas, transformou este país num chiqueiro libertino e sem futuro para quem não está no seu "grande esquema".

O homem que transformou o Brasil em abrigo de marginais internacionais cubanos, FARC'anos etc, negando-se, por exemplo, a extraditar um criminoso vagabundo, para um país democrático que o julgou e condenou democraticamente.Você representa o que mais nos envergonha pelo Mundo afora ...!!!

O homem que transformou corruptos e bandidos do passado em aliados de primeira linha.

Aliás, neste caso, o homem fez inverter uma das mais importantes Leis da Física que é a Lei da Atração e repulsão; significa que força de idêntico sinais se repelem e as de sinais contrários se atraem".
VOCÊ INVENTOU QUE FORÇAS DO MESMO SINAL SE ATRAEM por exemplo; VOCÊ SARNEY COLLOR RENAN GENOINO GUSCHIQUEN ZÉ DIRCEU LEWANDOVSKI ETCETCETC

O homem que transformou o Brasil num país de parasitas e vagabundos, com o Bolsa-Família, com as indenizações imorais da bolsa terrorismo, com o repasse sem limite de recursos ao MST, o maior latifúndio improdutivo do mundo e abrigo de bandidos e vagabundos e que manipulam alguns ingênuos e verdadeiros colonos.

Para se justificar a estes novos vagabundos, o homem lhes mostra uma foto sua lendo um livro de cabeça para baixo, afirmando ser desnecessário ESTUDAR e que para se dar bem neste País basta ser vagabundo, safado e esperto e que OUTROS POUCOS QUE NÃO SÃO TAMPOUCO CONJUGAM DA SUA CARTILHA, PAGARÃO AS CUSTAS, simples assim, "FAZER CARIDADE COM O DINHEIRO ALHEIO"...!!!

Observe a esculhambação que o homem criou no sistema de ensino público no País, dominado por alunos inconsequentes, atrevidos, drogados e agressivos com os pobres dos PROFESSORES.
É, homem, Você é o cara é o cara-de-pau mais descarado que o Brasil já conheceu.

O homem que deveria apanhar na cara de todo brasileiro honesto e trabalhador." É, homem você é o cara que não tem um pingo de vergonha na cara, não tem escrúpulos, é "o cara" mais nocivo que tivemos a infelicidade de ve-lo parido aqui na terrinha ...
Mas ...como diz o velho ditado popular; NÃO HÁ MAL QUE TANTO DURE E NEM BEM QUE NUNCA ACABA ...
* Texto por Caio Lucas Macedo  - Advogado-OAB 4536-SPBR - Por e-mail via grupo resistência Democrática

O "Chefe" de fora.

O advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, que defende o presidente do PTB, Roberto Jefferson, no processo do mensalão, afirmou nesta segunda-feira, 30, à Agência Estado que vai insistir, durante o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como réu no caso. O julgamento está marcado para começar na quinta-feira, 2 de agosto. Apesar de o Supremo já ter rejeitado anteriormente o pedido de inclusão de Lula, Corrêa Barbosa disse que fará novo questionamento quanto ao envolvimento do ex-presidente.
*Ricardo Britto, de O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Atletas militares.

ATLETAS DAS FORÇAS ARMADAS SÃO 20% DA DELEGAÇÃO BRASILEIRA
A imprensa não divulga... A judoca Sarah Menezes é da Marinha. - Fizemos todas as tarefas que são exigidas dos demais militares. Tínhamos que passar pelo processo de treinamento : acordar cedo todos os dias, organizar o quarto, ir para fila, cantar hinos, marchar, atirar, declarou Sarah. É o programa de apoio aos atletas brasileiros desenvolvido pelas FFAA - que resultou no 1o. Campeonato Mundial dos Jogos Militares vencido pelo Brasil em 2011, mas que visava apoiar os atletas brasileiros nas Olimpíadas. É missão do Min dos Esportes, mas já que ele não consegue apoiar atletas, as FFAA o fazem..com COMPETência

domingo, 29 de julho de 2012

Mensalão do PT: A invenção do Caixa Dois.

O mês de agosto será marcado por uma guerra de versões entre os 38 réus durante o julgamento do mensalão.


Da Folha de São Paulo:
Essas divergências se acentuaram ao longo dos anos, mas, quando o escândalo eclodiu, em 2005, muitos dos envolvidos formularam uma tese unificada sobre o dinheiro do esquema.
Tudo virou "caixa dois".
É o jargão usado para o uso de dinheiro não declarado pelas campanhas.

A história é longa. Remonta ao início de 2003, primeiro ano de Lula na Presidência.
Na época, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza frequentava as sedes do PT. Loquaz, dizia aos dirigentes da sigla: "O PT me deve uns R$ 120 milhões".
Em meados de 2004 o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi procurado por Silvio Pereira, secretário-geral do PT, que relatou o que ouvira.
Dirceu retrucou: "Mas não eram só R$ 40 milhões?". Dirceu nega a existência do diálogo. Já Silvinho, como é conhecido, relatou a conversa a mais de uma pessoa.
Vistos em retrospecto, os indícios do início do governo Lula iam todos na direção de um esquema em formação.

O escândalo do mensalão se materializou em 6 de junho de 2005.
Nessa data a Folha publicou uma entrevista com o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) afirmando que congressistas aliados recebiam o que ele chamava de "mensalão" de R$ 30 mil do PT.
Os petistas ficaram aturdidos. Não sabiam como reagir. Aí ocorreu algo inusitado. O discurso de defesa foi arquitetado pela mesma pessoa que forneceu recursos para o esquema: Marcos Valério.

Tudo seria apenas caixa dois.
Dívidas de campanha que precisavam ser pagas. Algo que todos os políticos acabam praticando. Um achado. O mensalão passou a ser a versão oficial da defesa.

Após a entrevista de Jefferson, a pressão aumentava a cada dia sobre o Planalto. Valério estava prestes a dar depoimento à Procuradoria. O empresário mineiro deixou vazar numa sexta-feira (dia 8 de julho) que teria marcado sua ida à Procuradoria para a semana seguinte.
Vários políticos entraram em contato com ele. Delúbio Soares foi um deles. O tesoureiro do PT e das campanhas de Lula falou com Valério no sábado. Conversa tensa, com ameaças diversas.

Valério se dizia abandonado. Queria proteção. Falou em negócios de seu interesse que o governo não poderia deixar de tocar, como a liquidação do Banco Econômico.
Delúbio comprometeu-se a tratar desses pleitos com a cúpula do PT e do governo. Mas a comunicação era difícil naqueles dias.

Na segunda-feira, 11 de julho, Delúbio foi a Belo Horizonte conversar com Valério. Poucos na direção do PT foram avisados. Era uma operação de alto risco, mas imprescindível para montar uma versão aceitável.
Enquanto Delúbio se mexia, o governo enviava bombeiros para conversas reservadas.
Foi importantes nesse processo o governador do Acre, Jorge Viana, que conhecia o meio publicitário de Minas (a agência que fazia a propaganda de seu governo era a mineira ASA).
Sua missão era acalmar o setor e evitar que mais pessoas começassem a dar entrevistas.

Ao mesmo tempo, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (hoje ministro), procurou políticos locais para colocar água na fervura.
Em Brasília, Lula se aconselhava com um antigo tesoureiro do PT, Paulo Okamotto. O ministro Antonio Palocci (Fazenda) acalmou os credores dos bancos Rural e BMG, usados no valerioduto.
Preocupados com a eventual quebra das instituições, os credores ameaçavam acioná-las na Justiça.
Ouviram de Palocci que deveriam aguardar, pois o governo não deixaria a situação sair do controle.

Em 12 de julho, dia seguinte à visita de Delúbio a Valério, fez-se uma reunião secreta em São Paulo em um escritório do advogado Arnaldo Malheiros Filho, responsável pelos casos de Delúbio e Silvio Pereira.
Além de Delúbio, Silvio e dos advogados, estava no local José Genoino, presidente do PT quando o escândalo surgira. A reunião começou por volta de 9h.

No meio do encontro Delúbio disse: "Vocês não se espantem não, mas o Marcos Valério está chegando".
Um jatinho com o publicitário e o advogado Marcelo Leonardo aterrissara por volta das 10h no Campo de Marte.
Por volta das 10h30, Valério e Marcelo Leonardo entraram e se isolaram por alguns minutos em uma das salas do escritório.
Quando entraram na sala maior, onde estavam os outros, o empresário pediu a palavra. "Temos três hipóteses. A primeira é derrubar a República. Vamos falar tudo de todos. PT, PSDB, PFL, todos. Não sobra ninguém.
A segunda hipótese é a tática PC Farias: ficar calado. Só que ele ficou calado e morreu.
A terceira hipótese é um acordo negociado, de caixa dois."

Todos ficam calados.
Segundo um presente, "era como se estivéssemos todos congelados".
Várias conversas paralelas começaram, até que cada um apresentou seu ponto de vista.
Genoino defendeu o governo Lula e a escolha da hipótese número 3.
Essa foi a saída consensual.
Antes de a decisão ser aceita por todos, Delúbio, Valério e Genoino se reuniram separadamente numa sala. Depois da conversa reservada, o encontro maior não se instalou mais. Não houve anúncio formal, mas ficou subentendido que a saída era vender a versão do caixa dois ao público.
Já passava das 13h. A fome dos presentes foi saciada com sanduíches da padaria Barcelona, na praça Vilaboim, reduto tucano em São Paulo.
O primeiro a sair foi Valério.
Ficaram no local os demais.
Decidiu-se que no dia seguinte eles iriam a Brasília consultar o governo e as cúpulas dos partidos aliados. Malheiros providenciou o aluguel de um jatinho. Embarcaram cedo na quarta. Genoino preferiu não ir.

Ao chegar à capital federal, Malheiros e Delúbio se dividiram. O advogado foi ao encontro do então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, hoje advogado de um ex-diretor do Banco Rural, que é réu.
O petista se deslocou para a casa de um amigo.
Na conversa entre Thomaz Bastos e Malheiros, o governo teve pela primeira vez detalhes da versão do caixa dois.
Bastos ouviu e falou da necessidade de todos afinarem o discurso. Aprovou a estratégia, mas antes precisava submeter o acordo a Lula.
Nessa mesma quarta, Thomaz Bastos chamou Antonio Palocci e ambos foram até o presidente.
Lula concordou com a versão.
O ministro deu sinal verde a Malheiros.

O endereço em que Delúbio se instalou em Brasília foi transformado em central da versão do caixa dois. Foram chamados ao local todos os políticos que precisavam ter o discurso ajustado.
Em romaria, eles chegavam, tomavam conhecimento e concordavam com a estratégia.
Estiveram ali, pelo menos, Arlindo Chinaglia, José Janene, José Borba, Valdemar Costa Neto, Aloizio Mercadante, Ricardo Berzoini, Paulo Okamotto e Renato Rabelo.
Entre os que foram consultados estão Dirceu e um representante do PTB.

No dia seguinte, quinta-feira (14 de julho), já com tudo acertado, Delúbio passou por Belo Horizonte para finalizar os detalhes do depoimento de Valério à Procuradoria, que acabou sendo feito nessa mesma data.
Antes de prestar seu depoimento, o ex-tesoureiro tomou conhecimento do teor do que fora dito por Valério. O depoimento de Delúbio à Procuradoria ocorreu na sexta-feira, dia 15.

Na véspera desse depoimento, com o discurso afinado, os protagonistas da montagem da versão do caixa dois voltaram a São Paulo.
Havia um clima mais relaxado.
No dia 14, à noite, houve ainda duas reuniões para preparar o depoimento de Delúbio.
A primeira teve como protagonistas Genoino, Delúbio, Silvio Pereira, Ricardo Berzoini e José Dirceu.
O advogado Arnaldo Malheiros chegou na metade do encontro.
Nessa reunião o objetivo era checar de maneira pontual os detalhes que Delúbio abordaria.
Um exemplo de que o clima estava melhor foi o prazer a que se deu Delúbio, torcedor do São Paulo: ele assistiu ao final da partida em que seu time disputava a finalíssima da Libertadores -e foi campeão pela terceira vez. Após a partida, todos saíram para um segundo encontro, já na madrugada de sexta.
Coube a Malheiros ligar para o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, para acertar o depoimento de Delúbio. Estava montada a versão do caixa dois.

Ato contínuo, em viagem a Paris, o presidente Lula deu entrevista na qual falou sobre a operação.
O "Fantástico", da TV Globo, transmitiu o vídeo em 17 de julho: "O que o PT fez do ponto de vista eleitoral é o que é feito no Brasil sistematicamente".
E mais: "Não é por causa do erro de um dirigente ou de outro que você pode dizer que o PT está envolvido em corrupção".
O escândalo começava a ficar domado. No discurso oficial, circunscrevia-se o mensalão a mero uso de dinheiro não contabilizado em campanha. Lula não virou réu.
Agora, sete anos depois, o STF julgará se é verossímil a versão do caixa dois, tão bem arquitetada naquele conturbado julho de 2005.

sábado, 28 de julho de 2012

Mais um dissidente morre misteriosamente em Cuba.

Oswaldo Payá morreu misteriosamente em um "acidente" de trânsito. Oswaldo era um dos mais destacados líderes da dissidência interna da ilha, ( opositor do regime) e foi o fundador do Movimento Cristão Libertação e o promotor do denominado "Projeto Varela", uma iniciativa que apresentou ao Parlamento cubano em 2002 após recolher 11.020 assinaturas em apoio de um referendo para introduzir reformas à Constituição.
Em outubro de 2002, o Parlamento Europeu lhe outorgou o prêmio Sajarov para os Direitos Humanos e a Liberdade de Pensamento, em reconhecimento a sua luta pacífica a favor da transição à democracia em Cuba.( EFE).

Amorim e Lula foram os autores da maior mancada diplomática da História do Brasil

Celso Amorim e Lula são responsáveis pela mancada brasileira na ONU, aceitando a independência dos povos indígenas.
O eminente professsor de Economia Jorge Brennand enviou mensagem ao Blog da Tribuna, lembrando que a representação do Brasil, nas Nações Unidas, durante longos anos sempre foi contra a aprovação da “Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas”.
“Por qual razão terá mudado açodada e repentinamente essa posição, tendo em vista que colocava o espaço territorial brasileiro em risco? Quem era o presidente da República que ordenou essa mudança nociva aos interesses do Brasil, por muitos considerada um verdadeiro ato de traição? Quem era o ministro de Relações Exteriores que cumpriu essa ordem contrária aos interesses do Brasil?”, indaga Brennand.
No seu entender, seria de grande interesse histórico que todas essas perguntas fossem respondidas claramente, denunciando os responsáveis… “Os nomes dos bois patriotas são necessários, tendo em vista que, no continente americano, os Estados Unidos, o Canadá ea Colômbia se recusaram a aprovar a mencionada “Declaração” por ser prejudicial aos interesses de seus países”, assinala ele.
É claro que Jorge Brennand, um dos mais notáveis professores de Economia do país, está sabendo que os responsáveis pela mancada  brasileira na ONU foram o então presidente Lula e o chanceler Celso Amorim.  O que Brennand reclama é que o Blog da Tribuna até agora não contou a história inteira, e ele tem toda razão.
DE QUEM É A CULPA
A culpa maior é de Amorim, pois Lula não está intelectualmente capacitado para ler e entender um extenso tratado internacional, com  mais de 60 dispositivos, redigidos em estilo jurídico e diplomático, de difícil percepção.
Amorim era contra o tratado e foi convencido a mudar de ideia por representantes de países europeus, como França e Grá-Bretanha, que não têm mais populações nativas. Nosso chanceler caiu na conversa deles e foi convencido quando lhe mostraram o item 1 do artigo 46, que dispõe o seguinte:
1. Nada do disposto na presente Declaração será interpretado no sentido de conferir a um Estado, povo, grupo ou pessoa qualquer direito de participar de uma atividade ou de realizar um ato contrário à Carta das Nações Unidas ou será entendido no sentido de autorizar ou de fomentar qualquer ação direcionada a desmembrar ou a reduzir, total ou parcialmente, a integridade territorial ou a unidade política de Estados soberanos e independentes.
Na sua ingenuidade (?) ou ignorância (?), Amorim achou (?) que esse dispositivo seria suficiente para impedir que as 206 reservas indígenas pudessem  se declarar independentes. E mandou a delegação brasileira aprovar o tratado. Se o chanceler  tivesse se dado ao trabalho de ler com atenção as outras dezenas de  normas da Declaração da ONU, com facilidade perceberia que o texto do acordo foi redigido de forma propositadamente ardilosa. E o objetivo era bem outro.
Entre os demais dispositivos, muitos deles são até repetitivos, ao atribuirem às nações indígenas autonomia total sobre o território, com fronteiras fechadas, onde nem mesmo as forças armadas dos países hospedeiros podem  ingressar sem autorização.  A autonomia é irrestrita, abrangendo os aspectos políticos, econômicos, tecnológicos, culturais e até espirituais. E um povo que tem território fechado, com autonomia política, econômica, social, cultural e religiosa, sem dúvida alguma é um povo independente. Em qualquer dicionário, se verá que esta é a definição de independência nacional.
O tratado foi aprovado com 143 países, havendo 11 abstenções e quatro votos contra – Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália. Colômbia foi o único país ibero-americano que não votou a favor, se abstendo, assim como outros dez países – Rússia, Azerbaijão, Bangladesh, Butão, Burundi, Georgia, Quênia, Nigéria, Samoa e Ucrânia.
GOVERNO SE ARREPENDEU
Quando o governo brasileiro se arrependeu, já era tarde demais. Incentivadas pelas ONGs estrangeiras, muitas tribos tinham começado a campanha pela independência. E algumas delas já até recorreram à Organização dos Estados Americanos (OEA).
A solução encontrada pelo governo foi vergonhosa – simplesmente fingiu esquecer de enviar o acordo internacional para ser referendado pelo Congresso, condição indispensável para que possa entrar em vigor. Assim, já se passaram cinco anos desde que o Brasil assinou a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, e até agora a mensagem não foi enviada ao Congresso. Que assim seja.
* Carlos Newton, na tribunadeimprensa

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Gaffe de Obama que Pode lhe Custar a Eleição

Na semana passada, em um discurso de campanha, Obama resolveu novamente falar aumentar os impostos sobre os mais ricos. É a velha tática da luta de classes. Acontece que no meio do discurso ele se empolgou e começou a dizer que as pessoas não conseguem as coisas sozinhas e foi até o ponto de sugerir que os empreendores devem seu sucesso ao governo que fez pontes, estradas, etc. E soltou a seguinte frase como se estivesse falando com os empreededores: "You didn´t build that" (Você não contruiu isso), como se os empreededores devessem agradecer ao governo.
Isto foi uma catástrofe. Nada mais americano do que a idéia de que a América ama os empreendedores, aqueles que arriscam seu capital em um empreendimento de risco, procurando a inovação e o ganho econômico. Aqueles que ficam ricos ao fazerem isto são sempre saudados nos Estados Unidos, basta ver Bill Gates, Steven Jobs, Donald Trump, os irmãos McDonald, Henry Ford,...Foi assim que os Estados Unidos se tornaram o país mais rico do mundo.
Os Estados Unidos dependem economicamente destes empreendedores, especialmente daqueles que criam pequenas negócios.
Além disso, o governo tem dinheiro para fazer estradas e pontes exatamente por conta de impostos coletados sobre os empreendedores, pequenos e grandes.Os empreendedores não têm que agradecer ao governo e sim o contrário.
Obama viu que cometeu um erro ao renegar tantos pequenos empresários em um momento de alta na taxa de desemprego. E agora está tenta reverter o erro.
A reação do opositor Mitt Romney foi imediata, ele mesmo reconhecido empreededor norte-americano, filho de emprendedor. Romney deixou claro que empresários (pequenos e grandes) não devem nada ao governo. Mas o próprio povo norte-americano reagiu, e estão fazendo vídeos que dizem a Obama: "Sr. Presidente, Eu Construí isso".
A eleição está muito acirrada, as pesqusas mostram empate técnico, mas certamente a grande força de Romney é sua experiência no mercado privado (que Obama não tem nenhuma). Obama só ajudou a levantar a campanha de Romney. Ele deve aproveitar isto ao máximo e se a economia americana se mantiver cambaleante até as eleições, aumenta-se as chances de derrota de Obama. Vamos ver.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

É preciso amar o grande irmão.

Poucos dias antes do começo das Olimpíadas, uma jovem atleta grega foi excluída do time olímpico nacional e mandada de volta para casa. Usou doping? Matou alguém? Envolveu-se em algum escândalo sexual com oficiais do Comitê Olímpico? Nada disso. Seu crime foi ter feito uma inocente piadinha sobre imigrantes africanos no Twitter. A piada, apesar de sem graça, não era racista ou agressiva. Voula Papacrhistou, loira e heroína do salto triplo, simplesmente twitou:
"Com tantos africanos na Grécia, os mosquitos do Nilo vão poder comer comida caseira."
Era uma referência a um certo tipo de mosquito africano que apareceu na Grécia, talvez parecido com o nosso querido Aedes Aegypti. A piadinha não era racista mas parece que meramente notar que haja imigrantes africanos na Grécia é uma forma de racismo, portanto choveram acusações. O comitê grego decidiu cortá-la do time.
Depois, não adiantou ela chorar, espernear que ama o multiculturalismo, rastejar e humilhar-se como uma vagabunda pedindo perdão. Teve que fazer mala e cuia e voltar para casa.
(Se fosse um atleta negro fazendo piada de loira, podia?)
Chega a ser quase inconcebível que os gregos, com tantas dificuldades econômicas, sem contar os anos que ela mesma perdeu se preparando para o evento, agora arruinem sua carreira por uma mera frase, infeliz ou não.
A notícia já é triste o suficiente, mas o pior é que a maioria dos comentários à notícia, no jornal inglês onde li o artigo, são a favor da expulsão. Acham que foi merecida. Não encontrei nenhum comentário dizendo que a medida tenha sido no mínimo exagerada.
Noto essa mesma atitude entre os meus conhecidos. No Facebook, por exemplo, uma vez fiz um comentário ligeiramente a favor da expulsão dos moradores ilegais de Pinheirinhos na postagem de um conhecido que tinha, naturalmente, escrito algum clichê esquerdista. Pra què. Fui chamado de racista, nazista, canalha, por pessoas que conhecia há vinte anos. Hoje alguém postou esta outra notícia, sobre esta jovem bonita e inteligente que simplesmente quer criar um partido de direita no Brasil. Nos comentários, está sendo virtualmente linchada. Pensei em defendè-la, mas sei bem o que vai acontecer. 
O engraçado é que hoje em dia, vivemos tempo de extrema censura, mas essa censura é celebrada e aplicada pela própria multidão, sem nenhum comando das autoridades. O próprio povo se encarrega de colocar no ostracismo quem não seja a  favor do casamento gay, do igualitarismo, do politicamente correto, etcétera. Experimente! Tente fazer algum comentário contrário ao casamento gay, por exemplo. A multidão rugirá.
É quase engraçado que tantas pessoas achem que ser de esquerda, usar drogas, fazer piercing e tatuagem e protestar contra o capitalismo seja ser "rebelde", quando todos os outros fazem exatamente a mesma coisa. É apenas uma manifestação do conformismo. Parece esta piada do Monty Python.
Uma vez fizeram um experimento com macacos. Havia cinco macacos em uma jaula. Colocaram uma banana em cima de um poste. Quando um macaco subia lá pra pegar a banana, os outros quatro macacos que ficavam embaixo levavam choque. Depois de um tempo, cada macaco que tentava subir no poste pra pegar a banana levava uma surra dos outros. No fim, todos eles pararam de subir. Um tempo depois, os sádicos cientistas tiraram o choque e trocaram um dos macacos. O novo macaco, que não sabia nada da história, subiu para pegar a banana. Nenhum dos outros macacos recebeu choque mas, mesmo assim, pela força do hábito, eles deram uma surra no novato. O pobre macaco não entendeu nada!
Pode ser que algo similar esteja ocorrendo na sociedade ocidental. Mas na verdade acho que é até pior, pode ser apenas que as pessoas realmente acreditem nessa bobagem de igualitarismo, neocomunismo, pobrismo, ditadura do políticamente correto e tal, e que queiram mais e mais. No romance "1984" de Orwell,  os totalitários dizem: "É preciso amar o Grande Irmão. Não basta obedecer ao Grande Irmão. É preciso amá-lo." E é isso mesmo que termina ocorrendo, todos, até o próprio protagonista rebelde, terminam sendo convencido a amar o ditador.  É um totalitarismo com ovelhas contentes.
No outro dia, saiu um artigo de uma mulher canadense reclamando que a sua cidade era branca demais. Tendo apenas 4% de diversidade, estava perdendo em relação às outras. Ela tinha inveja da diversidade, vejam só. Eis o que ela escreveu:
"Agora em 2012, chocante como possa parecer, as crianças da cidade de St. Albert estão perdendo oportunidades. Viver nesta cidade pode oferecer parques, recreação, artes, eventos, segurança e educação, mas não lhes traz a experiência da inclusão. Elas não vêem a cor no rosto de seus amigos de escola. Raramente experimentam o sabor de comidas de outros países. Não reconhecem o aroma de outras culturas, nem seguram a mão de uma criança com um tom de pele diferente. Não escutam a melodia de idiomas estrangeiros. Seus sentidos estão perdendo os prazeres da diversidade."
Não importa que, recentemente, a multiculturalíssima Toronto tenha sido palco de mais de um tiroteio entre alegres imigrantes quenianos, e que a polícia de Ontario já tenha desbaratado mais de um plano terrorista prestes a ser levado a cabo por simpáticos imigrantes muçulmanos. Não basta que as grandes cidades tenham virado infernos multiculturais onde é cada um por si e todos contra todos. A moça ainda quer mais. Quer que mesmo as pequenas cidades participem dessa alegria toda. Não pode restar uma única cidade que continue sendo exclusivamente canadense...
Orwell tinha razão. Não basta obedecer. É preciso amar o Grande Irmão!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Insegurança do cidadão, com respaldo legal.

Charge de Angeli
Novo Código Penal – Juristas querem pôr bandidos na rua e inventam a mentira de que o Brasil prende demais! Eu demonstro que prende de menos! Com números!Mais um texto para espalhar e debater. Fiz com o coração, claro!, mas também com uma calculadora…
Ontem, no Jornal Nacional, assistimos a um pequeno retrato de algumas agruras do país e do que eu chamaria de desordem intelectual brasileira. Não, o programa jornalístico não tinha nada com isso. Era apenas o seu retrato. E me dei conta do estrago que o pensamento politicamente correto pode provocar na sociedade. E por que provoca? Porque dá um pé no traseiro dos fatos e das evidências.
Depois de relatos de casos de violência em São Paulo e no Rio, com direito a personagens em negativo e voz distorcida, o que reforça o clima de medo, assistimos a uma reportagem sobre o novo Código Penal — o jornal deu início nesta semana a uma série a respeito.
Transcrevo um trecho da reportagem:
A comissão que propôs a reforma do código penal sugere cadeia como punição só para crimes mais graves. No caso dos furtos simples, a ideia é eliminar a pena se houver o ressarcimento da vítima.
“O encarceramento faliu. A solução punitiva da cadeia deve ser reduzida para os casos extremos, para os casos que realmente não tenha alternativa”, diz o advogado Técio Lins e Silva, integrante da comissão de reforma do Código.
O subprocurador geral de Justiça do Ministério Público do Rio, Antônio José Campos Moreira, tem outra opinião. “A pena privativa de liberdade deve ser a última opção do juiz nesses crimes de menor gravidade, agora simplesmente deixar de provê-la ou criar alternativas para que ela não seja efetivamente cumprida desfavorece a sociedade, deixa a sociedade desprotegida”, afirma.
Na próxima reportagem, você vai ver que a renovação do Código Penal passará pela discussão de temas polêmicos, ligados à violência, como o uso de drogas e o jogo do bicho.
Voltei
Técio Lins e Silva já havia falado na reportagem de anteontem do JN. Que coisa! Alguém inventou a tese — sabe-se lá com base em quê — segundo a qual há presos demais no Brasil! Não! Há presos de menos! O que existe, como deixam claras as ocorrências, é bandido demais nas ruas, isto sim!
O que é prender demais? Qual é a base de comparação? Segundo dados do Departamento de Justiça dos EUA, havia em 2009 no país 2.292.133 pessoas efetivamente presas — atenção, outras 4.933.667 estavam em liberdade, mas enroscadas com a Justiça. As prisões juvenis reuniam outras 92.845 pessoas. Seriam os EUA uma ditadura, uma tirania, um exemplo de sociedade que esmaga as liberdades individuais??? Arredondemos para 500 mil os presos brasileiros. Isso significa 263 por grupo de 100 mil habitantes (tomo como base 190 milhões de habitantes). Huuummm… É muito? Nos EUA, eles são, atenção!, 744 por 100 mil!!! Quase o triplo. O Brasil tem 24 homicídios por 100 mil habitantes (números de 2010, segundo o “Mapa da Violência). Os EUA, 5!!! Menos de um quinto! Entenderam?
Há países que prendem menos do que os EUA, com menos homicídios? Há! É evidente que prender ou não prender bandidos não é o único fator da segurança pública. Mas uma coisa é certa: ninguém ainda inventou uma maneira de deixar um facínora solto e, ao mesmo tempo, diminuir a violência.
O Brasil prende demais, doutor Técio? Besteira! Está em 47º lugar na lista por 100 mil habitantes. E atenção! É assim por causa de São Paulo, onde estão 40% dos presos brasileiros, embora o estado tenha menos de 22% da população. De novo, vamos aos números: o Estado tem, então, 606 presos por grupo de 100 mil habitantes. Isso quer dizer que o resto do Brasil tem apenas 168, quase o índice da Grã-Bretanha, queridos, que é de 143 por 100 mil. Se tirarmos São Paulo da conta, o Brasil salta para 30 mortos por 100 mil. Entenderam o ponto? Aquela parte do país que registra mais de 45 mil homicídios por ano tem um índice de encarceramento de padrão verdadeiramente britânico, onde há apenas 5,4 mortos por 100 mil! Por que esses números não vêm a público? Por que os nossos repórteres não levam esses dados aos nossos juristas libertários?
Ora, não por acaso, o estado que mais prende — São Paulo — viu despencar os índices de violência (a despeito das ocorrências dos últimos dias; ocupo-me da trajetória histórica): o índice de homicídios caiu quase 70% em 10 anos; o de assassinato de jovens, mais de 80%. Em alguns estados do Brasil, especialmente no Nordeste, a violência explodiu.
Mas alguns dos nossos juristas, especialmente aqueles que elaboraram a proposta do Código Penal, têm uma ideia na cabeça: prender menos e soltar presos. Querem meter na cadeia alguém acusado de bullying ou de maltratar um cachorro, mas deixar do lado de fora quem rouba.
Os senhores senadores analisarão as propostas dos juristas. Também lhes caberá pensar a questão das drogas (ver post nesta página). A depender das escolhas, deixarão a sociedade mais à mercê de bandidos do que está hoje. O que faço acima é pôr fim a uma farsa, a um achismo cretino. Basta disposição para pesquisas, ter uma calculadora e não estar com os olhos tapados.
Bem, sempre se pode tentar provar que essas contas estão erradas, não é? E sempre há aqueles de bom coração que dirão: “Lá vem esse cara com matemática! O que importa é ter coração!”
*Texto por Reinaldo Azevedo

Protesto interessante.

A escritora brasileira, Vanessa de Oliveira, fez um protesto ficando semi nua em frente ao Palácio do governo peruano. Seu livro “Seduzir Clientes – O Lado Sexy do Marketing” estavam sendo pirateados no Peru. Ela lançaria o livro em uma feira em Lima e, revoltada, resolveu protestar de calcinha.
“Ir à polícia e denunciar era uma piada, pedir gentilmente para os piratas retirarem os livros era me transformar em uma piada para eles, então resolvi tomar uma atitude mais radical, mas com repercussão certa. Fiz um protesto em frente ao Palácio do Governo de Lima, onde cerca de 50 guardas ou mais até guardam a Casa do Presidente à frente, a catedral à esquerda e a Prefeitura Municipal de Lima à direita. Quer saber? Tem de ter muito peito pra fazer isso”, escreveu em seu site.
* Texto por Jorge Roriz

terça-feira, 24 de julho de 2012

Síria adverte que usará armas químicas se sofrer ataque externo.

Em seu primeiro reconhecimento de que possui armas de destruição em massa, regime de Damasco promete, porém, que não usará armamento contra população civil.
O regime sírio ameaçou nesta segunda-feira usar suas armas químicas e biológicas se for alvo de ataque estrangeiro, em seu primeiro reconhecimento de que possui armas de destruição em massa.
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores sírio, Jihad Makdissi, afirmou, porém, que Damasco não usará armas não convencionais contra seus próprios cidadãos.
Damasco não assinou uma convenção internacional de 1992 que proíbe a utilização, produção ou estocagem de armas químicas, mas oficiais, no passado, negaram que tinham qualquer estoque.
Os anúncios foram feitos enquanto a Síria enfrenta o isolamento internacional, uma rebelião tenaz que deixou ao menos 19 mil mortos desde março de 2011 e ameaças de Israel de que pode atacar o país para evitar que tais armas caiam nas mãos de seus oponentes. Entretanto, o momento da decisão síria de confirmar a existência de suas armas químicas sugere um regime desesperado profundamente estremecido por uma uma revolta vigorosa que conseguiu uma série de sucessos na última semana, incluindo um surpreendente ataque a bomba que matou quatro autoridades graduadas do regime, a captura de vários postos de fronteira e ofensivas contra os redutos governistas de Damasco e Aleppo.
"Nenhuma arma química ou biológica será usada, repito, será usada durante a crise na síria independentemente do que aconteça internamente no país", disse Makdissi em uma coletiva na TV estatal síria. "Esse tipo de armamento está estocado e sob segurança e supervisão direta das Forças Armadas sírias e nunca será usado se a Síria não for exposta à agressão externa."
Mais tarde, o governo sírio tentou recuar do anúncio, enviando a jornalistas uma emenda à declaração lida por Makdissi acrescentando a frase "se qualquer", em uma tentativa de voltar à posição prévia de nem confirmar ou negar a existência de armamento não convencional.Subsequentemente, o regime criticou a mídia estrangeira por tirar suas declarações de contexto e se concentrar no anúncio das armas químicas em vez de sua tentativa de "responder a uma campanha midiática voltada para preparar a opinião mundial para uma intervenção externa na Síria sob o falso pretexto de que usará armas de destruição em massa dentro do país".
Acredita-se que a Síria tenha agentes neurológicos e gás mostarda, mísseis Scud capazes de carregar tais armas letais e uma variedade de avançadas armas convencionais, incluindo foguetes antitanque e avançados mísseis antiaéreos portáteis.
Israel disse temer que o caos que se seguirá à queda de Bashar al-Assad poderia permitir aos inimigos do Estado judeu acesso às armas químicas sírias e não descartou uma intervenção militar para evitar que isso aconteça.Uma graduada autoridade de inteligência dos EUA disse na sexta-feira que os sírios retiraram seu material de armas químicas do norte do país, onde os combates são mais duros, em uma medida voltada para a segurança do aparato e para sua consolidação, o que oficiais americanos consideraram um passo responsável. Mas também houve um aumento perturbador na atividade dentro das instalações, então a comunidade de inteligência americana está intensificando seus esforços de monitoramento para rastrear as armas e tentar descobrir se os sírios estão tentando usá-las, disse a autoridade sob condição de anonimato.
Em meio à pressão internacional e à ofensiva rebelde nas duas maiores cidades do país, as forças de Assad lançaram contra-ofensivas ferozes, refletindo sua determinação de se manter no poder mesmo com grande custo. Além disso, o líder sírio rejeitou uma oferta árabe para lhe conceder uma saída segura em troca de uma renúncia rápida.Desafiando os chanceleres árabes, que no domingo ofereceram a Assad uma "saída segura" se ele renunciasse rapidamente, o líder sírio travou um contra-ataque na capital para derrotar os rebeldes distrito por distrito.
*Fonte: AP  e REUTERS

PT contra a democracia, a liberdade, a honestidade e o Brasil.


Nos 31 anos do PT, muito se falou em "defesa de valores democráticos" e "luta pela liberdade". O que não se apresentaram foram evidências de que esses tenham sido, de fato, os ideais que moveram o partido. Ao contrário, durante todo esse período o que se viu foi o sucessivo boicote às instuições e a defesa de interesses partidários. O vídeo acima, com pouco mais de 4 minutos de duração, registra alguns dos inúmeros episódios que revelam o verdadeiro espírito do Partido dos Trabalhadores.
* O implicante

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Deputado critica censura na Câmara.

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), afirmou neste domingo (22) que o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), não pode censurar parlamentares e a sociedade de se expressarem sobre o mensalão no Congresso. Para Freire, Maia precisa respeitar a liberdade democrática e não se opor aos debates do país.
O parlamentar disse que proibições valem apenas quando as regras legais são quebradas."
Ninguém pode ser impedido de se manifestar livremente no Congresso. Espero que ele não queira proibir os parlamentares de expressarem a sua opinião seja ela qual for", disse.

domingo, 22 de julho de 2012

Venezuela e Irã: Parceiros na bomba atômica.

Os indícios indicam que as Farc's roubam urânio brasileiro e com a participação da Venezuela este material vai para o Irã.

Se o Irã desenvolver a bomba atômica, isto também seria do interesse de Hugo Chávez, já possui interesses em comum com Ahmadinejad. Se for real esta tese, isto colocaria a América do Sul no radar americano de uma guerra preventiva e militarizaria uma área, até então, longe das guerras aterrorizantes.

 É desalentador pensar que isto pode acontecer porque o governo brasileiro pode estar fazendo vistas grossa ao roubo de urânio por causa de suas afinidades ideológicas com as Farc's, com Hugo Chávez e outras figuras repugnantes.

sábado, 21 de julho de 2012

Lei "oportuna" livra a cara de mensaleiros.

Ana Arraes , "indicada" ministra do TCU graças ao prestígio de seu filho , o governador de Pernambuco Eduardo Campos  , mostra que é fiel aos princípios desta  republiqueta implantada pelo lulismo.
Valendo-se de uma lei manhosa cujo autor é o atual ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, e que foi sancionada em 2010 por ninguém mais que Lula da Silva, ela valeu-se desta oportuníssima brecha legal  para  considerar regular o contrato milionário de publicidade da empresa DNA de Marcos Valério com o Banco do Brasil, contrato esse que servia de garantia e fonte de recursos para financiar esquema de mesadas aos políticos aliados de Lula.
A lei criada por Cardoso mudou as regras que regularizavam os contratos de tal forma que , mesmo retroativa, legalizou as maracutaias executadas por Marcos Valério assim esvaziando  o peso do crime que caracterizou o mensalão.
Eu espero que esta manobra suja arquitetada há tempos por Lula e sua equipe de legisladores espertos seja vista claramente pelos ministros do STF como ela é: uma treta legal que visa beneficiar diretamente José Dirceu e todo o núcleo duro do PT, pois regularizando-se a causa normaliza-se o efeito e deixa de existir o mensalão, como profetizou Lula da Silva.  Bela contribuição foi dada pela pernambucana Ana Arraes para o futuro deste país...e garanto que nem vermelha ficou...
* Mara Montezuma Assaf, por e-mail, via Grupo Resistência Democrática

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Escrivão da PF é encontrado morto em área nobre do DF

Um escrivão da Polícia Federal que trabalhava com agente Wilton Tapajós, assassinado na última terça-feira, foi encontrado morto no Conjunto 3 do Jardim Botânico, área nobre do Distrito Federal, por volta das 17h desta quinta-feira, 19. As informações são do Correio Braziliense. Por enquanto, a tese usada pela polícia é de suicídio.O agente Wilson Tapajós foi assassinado a tiros no cemitério de Brasília nesta segunda-feira, 16. Ele atuou na linha de frente das investigações que desarticularam a máfia que explorava caça-níqueis e jogos de azar em Goiás. Coube a Tapajós acompanhar ações de Lenine Araújo de Souza, um dos principais auxiliares do contraventor Carlinhos Cachoeira, e também de policiais militares e civis, que faziam parte da organização criminosa desmantelada pela Operação Monte Carlo.A Polícia Federal, que participa das investigações com a Polícia Civil e prepara-se para assumir totalmente o inquérito, trabalha com a hipótese de que o crime seria vingança de membros da quadrilha, ou queima de arquivo.
*Estado de S.Paulo
COMENTÁRIO: Após o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, morto por ter descoberto um esquema de desvio do dinheiro de caixa 2 do PT para o bolso de alguns "inominados", (caixa 2 , para o petista tudo bem, mas o dinheiro era do caixa de campanha, portanto sagrado!!!) aconteceram assassinatos em série, mais de sete pessoas direta ou indiretamente envolvidas no fato: o médico legista que atestou sinais de tortura no corpo  foi um deles. Até o garçom que serviu o jantar para Celso Daniel e o seu  muy amigo Sombra, acabou morto. A finalidade era eliminar testemunhos e paralisar o processo.Conseguiram! 
E é exatamente o que está acontecendo neste caso do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que , descobriu-se, se infiltrou tanto dentro do tecido político brasileiro que tudo que os parlamentares desta CPI farsesca querem é que ele abra a boca.  E vão colocando o bode Perillo no centro da cena para desviar a atenção. Enquanto isso, os que fazem o servicinho sujo, vão matando os que podem comprovar ligações espúrias do esquema Cachoeira com outros inominados...que a gente sabe bem quem são. Onde chegamos neste Brasil...mas onde mais chegaremos , é o que deveríamos nos questionar.
*Mara Montezuma Assaf

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Dilma e a Revolução Cubana.

Fica claro aqui que Lula e Dilma pretendem implantar os ideais cubanos não mais atraves da luta armada, coisa mais antiga...a revolução agora está sendo feita através do uso das ferramentas que a nossa imberbe democracia lhes permite...liberdade de imprensa e expressão e  o voto nas urnas.  Pelo caminho vão semeando a falta de ética e valores morais que os caracterizam...e que estão destruindo nossa sociedade.
* Mara Montesuma Assaf

Anatomia do chavismo

Em dezembro de 2009, a juíza venezuelana María Lourdes Afiuni concedeu liberdade condicional a um opositor do regime do caudilho Hugo Chávez, o banqueiro Eligio Cedeño, acusado de evasão de divisas e à espera de julgamento durante quase três anos. No mesmo dia, Chávez chamou a juíza de "bandida", acusou-a de ter aceito suborno do réu e exigiu que fosse condenada a 30 anos de prisão. Ainda no mesmo dia, a sua prisão preventiva foi decretada e cumprida. María Lourdes foi colocada na mesma cadeia onde cumpriam pena criminosos que ela havia condenado e que passaram a ameaçá-la de morte seguidas vezes. Depois de 14 meses do seu encarceramento, protestos internacionais, aos quais se juntou até o linguista Noam Chomsky, o porta-bandeira de Chávez nos meios acadêmicos nos Estados Unidos, obrigaram o autocrata a colocá-la em prisão domiciliar, onde permanece até agora, sem saber quando será julgada.
O caso de María Lourdes é exemplar. Até então, os juízes venezuelanos que ainda procuravam conservar a independência diante do Estado bolivariano sofriam pressões, eram ameaçados de ter suas carreiras travadas ou mesmo de perder o emprego. Depois do que se fez com a juíza - um nítido divisor de águas na crônica da demolição da ordem democrática no país -, muitos de seus colegas passaram a temer também a perda da liberdade. Ao longo do processo de asfixia das instituições, Chávez alternou o chicote e o afago para sujeitar o Judiciário à sua vontade incontrastável. A contar do primeiro mandato, o protoditador de Caracas aumentou de 20 para 32 o número de integrantes das 6 instâncias que compõem a Suprema Corte venezuelana, preencheu os cargos com gente de sua confiança e, por meio do Congresso em que detém a maioria, renovou o mandato prestes a terminar de 9 deles.
O resultado é que todos os membros do tribunal, responsável por decisões nas esferas constitucional, político-administrativa, eleitoral, penal, social e civil, rejeitam deslavadamente o princípio da separação dos poderes, comprometem-se com o avanço da agenda oficial e defendem a punição dos "inimigos" do Estado. Era o que diziam, a seu tempo, os juízes da Rússia de Stalin, da Alemanha de Hitler, da Itália de Mussolini - e de tantos outros regimes totalitários que infestaram o mundo no século passado. Esses ditadores, em vez de fechar o Judiciário, o povoaram de aliados não menos ferozes do que eles. Com isso, criaram a sua própria e hedionda "legalidade", acoplando-a ao controle absoluto dos meios de comunicação, das instâncias administrativas e da estrutura das Forças Armadas.
O esmagamento do Judiciário para assegurar a supremacia do Executivo é o aspecto mais crucial do drama venezuelano, exposto no recém-divulgado relatório sobre o país pela ONG americana Human Rights Watch. O documento Apertando o cerco: concentração e abuso de poder na Venezuela de Chávez tem 133 páginas e é o segundo produzido pela organização sobre o país. O anterior, de quatro anos atrás, fazia um balanço sobre uma década de chavismo - o que custou aos seus autores, José Miguel Vivanco e Daniel Wilkinson, a detenção, seguida de expulsão sumária do país. A pouco menos de três meses do pleito em que o caudilho desponta uma vez mais como favorito, o relatório é justificadamente mais pessimista que o anterior. A Venezuela de Chávez se parece cada vez mais com o Peru de Alberto Fujimori, entre 1990 e 2000, como sistema que conserva um semblante de aparato institucional democrático para servir, porém, à autocracia.
Ao mesmo tempo, o venezuelano garroteia a mídia de massa, mas, entre uma violência e outra - sempre respaldadas pelas togas serviçais - deixa circular um punhado de diários críticos ao regime, cujas tiragens, somadas, não chegam a 300 mil exemplares. O governo conta com seis canais nacionais de TV, 4 estações de rádio, 3 jornais e 280 rádios comunitárias. "As ações do governo enviam uma clara mensagem", resume o documento. "O presidente e seus seguidores estão prontos a punir quem desafiar ou obstruir os seus objetivos políticos."
*Editorial - O Estado de S. Paulo - 19/07/2012

Hugo Chávez colabora com o regime assassino da Síria.

CHÁVEZ ENVIA DIESEL AO REGIME SÍRIO

A PDVSA, estatal venezuelana de petróleo, que faz o que deseja o tiranete bolivariano Hugo Chávez Frías, está enviando a preço de banana – e até de graça – carregamentos do óleo diesel a título de parceria econômica com o regime fratricida do presidente da Síria, Bashar al-Assad. Enquanto isso, a pobreza do povo venezuelano se agrava enquanto seu presidente autocrático cumprimenta os outros com chapéu alheio, como, aliás, tem sido a praxe dos governos de esquerda sulamericanos com Cuba, Irã e agora a Sìria.
            Isso para “ajudar” o combalido país e conduzir negócios com firmas sírias que estão na lista negra de Washington e Bruxelas, segundo documentos ligados aos acordos. Tal feito põe a Venezuela ao lado da Rússia e do Irã num bloco informal de países que operam para minar as tentativas do Ocidente de derrubar Assad e romper aliança do regime sírio com o Irã, segundo as autoridades americanas e ativistas políticos da Síria.
            O apoio à Síria concentra-se no diesel enviado da Venezuela para o país árabe, carregamentos que autoridades dos dois lados confirmaram publicamente. Mas os acordos estão estruturados para trazer outros benefícios, incluindo proteger as minguadas reservas estrangeiras da Síria, como mostram documentos de empresas da Venezuela e da Síria analisados pelo The Wall Street Journal. A Petróleos de Venezuela SA, or PDVSA, está prestes a despachar seu maior carregamento de diesel para a Síria nos últimos oito meses, de acordo com os documentos. A Venezuela também está ajudando Damasco a evitar as sanções do Ocidente ao comprar energia da Síria e efetuar comércio com duas de suas firmas, o Banco Comercial da Síria e a SYSTROL, a companhia estatal síria de comércio de petróleo, segundo os documentos. Ambas as firmas estão na lista de sanções dos Estados Unidos e da União Europeia.
            O diesel é crucial para abastecer tanques e outros veículos militares na vanguarda da repressão de Damasco aos inimigos políticos de Assad. As Nações Unidas estimam que mais de 10.000 sírios já foram mortos pelas forças de segurança do país desde o início da rebelião contra o regime 18 meses atrás. “Os deslocamentos consideráveis de tanques e armamento pesado requerem uma quantidade enorme de diesel pesado”, disse Louay Sakkar, do Grupo de Apoio Sírio, uma organização ativista que está pedindo mais apoio ao exército rebelde da Síria. “É como o sangue nas veias do regime genocida”.
            A Venezuela e sua estatal petrolífera defenderam seu direito de enviar os carregamentos. O presidente Chávez alardeou seu apoio ao Irã e à Síria como parte do seu desejo de “construir uma coalizão ‘anti-imperialista’ para combater a hegemonia americana”. Chávez apoiou ostensivamente o falecido ditador líbio Moammar Gadhafi e ofereceu-lhe asilo político em Caracas antes da morte dele nas mãos dos rebeldes, no ano passado. O líder venezuelano também recebe autoridades iranianas regularmente, incluindo o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Os representantes da Síria em Washington não responderam a pedidos de comentários ontem. Mas o Ministério do Petróleo da Síria admitiu que recebeu carregamento da Venezuela em maio.
            A Rússia, por sua vez, informou ontem que suas exportações previamente acordadas de armas à Síria vai continuar. Mas Vyacheslav Dzirkaln, vice-chefe da agência estatal russa que supervisiona a venda de armas, disse a agências de notícias russas que Moscou não vai realizar novas vendas de armas para a Síria até que o conflito se acalme. Antes da repressão de Assad, a Síria importava a maioria do seu diesel e outros combustíveis da Europa. Em 2010, o comércio da Síria com a Venezuela correspondeu somente a cerca de 5 milhões de euros, ou US$ 6 milhões. Este ano, as estimativas de comércio entre os dois países chegam a centenas de milhares de dólares.
            O governo dos EUA vem monitorando o comércio de Chávez com a Síria, mas no momento não tem as ferramentas para detê-lo, de acordo com altos funcionários americanos. Sanções estabelecidas recentemente sobre Damasco não dão ao Departamento de Estado americano poder contra empresas não-americanas que fazem negócios com firmas sírias que estão na lista negra. Essas penalidades são diferentes das sanções aos Irã, que permitem punir empresas estrangeiras que negociam com as entidades iranianas designadas. Todavia, os EUA já pensam em reduzir suas compras de petróleo venezuelano ou mesmo, até, suspendê-las.
           No ano passado, o Departamento de Estado sancionou a PdVSA por vender produtos refinados de petróleo para o Irã, embora as medidas apenas impeçam a companhia venezuelana de obter contratos do governo americano. A PdVSA ainda exporta mais de 850.000 de barris de petróleo por dia para os EUA em “comércio não-governamental”. A estatal também controla a empresa americana CITGO Petroleum Corp. “Qualquer medida para apoiar o regime da Síria é detestável, e nós continuamos a trabalhar com nossos parceiros internacionais, usando todas as ferramentas à nossa disposição, para maximizar a pressão financeira sobre Assad e seus partidários”, disse uma autoridade dos EUA.
            A PdVSA já enviou três grandes remessas de diesel para a Síria até agora este ano numa tentativa de ajudar Assad a recompor seu escasso suprimento, de acordo com documentos de empresas. A informação foi confirmada por uma declaração do Ministro do Petróleo venezuelano, Rafael Ramirez, a jornalistas em maio. “Fornecemos alguns carregamentos à Síria. Estamos dispostos a ajudar”, disse ele.
* Texto por FRANCISCO VIANNA, com base em matéria do jornal americano THE WALL STREET JOURNAL de 13 de julho de 2012

Nova chacina de civis na Siria.

ONU atesta chacina de 92 civis por forças sírias

Em um dos mais sangrentos episódios desde o início dos confrontos entre forças do governo e a oposição na Síria, um ataque de artilharia do Exército matou ontem pelo menos 92 civis - entre os quais, 32 crianças - na região de Houla, centro do país. A ofensiva foi confirmada por observadores civis e militares da ONU, que estão na Síria para tentar viabilizar um cessar-fogo entre as tropas do ditador Bashar Assad e as milícias rebeldes.
Os corpos ensanguentados de crianças, alguns com o crânio aberto, apareceram em vídeos postados no YouTube por membros da oposição a Assad com a intenção de denunciar o ataque. Seguindo testemunhas citadas por fontes ligadas aos rebeldes, o som de choro e lamentos tomava conta do local.
Os relatos da carnificina, destacaram analistas ocidentais, ressaltam o quanto a Síria está distante de uma saída negociada para a revolta, que já dura 15 meses, contra Assad.
Numa declaração, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu di governo sírio "o fim imediato do uso de armas pesadas contra a população". O chefe da equipe de observadores das Nações Unidas que monitora o cessar-fogo, general Robert Mood, disse que seu grupo de trabalho constatou a morte de pelo menos 32 crianças com idade abaixo dos 10 anos e o uso de fogo de barragem disparado de tanques contra os civis. "Quem quer que tenha começado isso, quem quer que tenha respondido e quem quer que tenha tomado parte deste ato deplorável de violência deve ser responsabilizado", disse Mood.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Presentinho da Dilma: 9,1 milhões de aposentados sem aumento em 2013

O Congresso aprovou nesta terça-feira a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2013. O texto segue para sanção presidencial. Com isso, a partir de amanhã, os parlamentares entram em recesso até o dia 31 de julho. O parecer do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) atende ao governo e não prevê reajuste para os 9,1 milhões de aposentados que recebem mais de um salário mínimo.Para que aumento, gente? O SUS está uma maravilha, o aluguel está baixando e velho tem mais é que fazer poupança... para pagar os juízes, os parlamentares, os professores universitários ...
* Blogcoturnonoturno

terça-feira, 17 de julho de 2012

Oposição venezuelana chama Lula de 'mercador' e critica apoio a

Antes, subalterno, hoje cabo eleitoral
Para oposicionistas, palavras do ex-presidente brasileiro foram 'infelizes', semelhantes às de um 'agente comercial'.
A oposição venezuelana fez duras críticas neste sábado ao apoio expressado pelo ex-presidente Lula ao colega Hugo Chávez, às vésperas das eleições presidenciais do país, marcadas para outubro.
Em nota, a coalizão de partidos opositores na Venezuela, a Mesa de Unidade Democrática (MUD) classificou as palavras do ex-presidente brasileiro de 'infelizes', comparando-as às de um 'mercador'.
'O Brasil é um grande país e os brasileiros um grande povo. Não o julgamos (Lula) por essas palavras infelizes que mais que de um estadista, parecem com as de um mercador', assinalou o comunicado.
A crítica fazia alusão às declarações de solidariedade que Lula transmitiu a Chávez na última sexta-feira em um vídeo gravado durante o término do 18º Fórum de São Paulo, realizado na capital da Venezuela, Caracas.
Chávez, conte comigo, conte com o PT, conta com a solidariedade e apoio de cada militante de esquerda, de cada democrata e de cada latino-americano. Tua vitória será nossa vitória', disse Lula no vídeo.
Edmundo González, membro da comissão internacional da coalização opositora, afirmou à imprensa venezuela que o apoio do ex-presidente brasileiro causou mal-estar entre a oposição do país. Segundo ele, as palavras de Lula parecem ter sido proferidas 'de um agente comercial meloso, e não de um ex-governante'.
'De verdade, deu pena vê-lo (Lula) prestar-se a esse papel, que revela mais interesse do que amor (à política)', afirmou González.
Crítica
O deputador opositor Juan Carlos Caldera fez coro com González. Ele chamou o apoio de Lula de uma 'intromissão' nos assuntos venezuelanos.
Para ele, a atitude do ex-presidente brasileira revela o 'desespero' de Chávez.
'O ex-presidente Lula não está no registro eleitoral dos venezuelanos.
Ele não vai decidir a eleição presidencial. Quem vai fazê-lo são os venezuelanos e qualquer ato de solidariedade que tenha com Hugo Chávez ficará para a história, uma vez que ele (Lula) terá de se retratar
com o perdedor', disse Caldera.
Depois de destacar 'o respeito à soberania e aos venezuelanos', Caldera também criticou o apoio dado a Chávez por políticos de esquerda de diferentes países reunidos em Caracas para o 18º Fórum de São Paulo.
'Foi um ato de campanha do Partido Socialista Unido da Venezuela (partido de Chávez) e um compromisso claro do presidente com uma agenda comunista que nós, venezuelanos, vamos rechaçar no dia 7 de
outubro', acrescentou Caldera.
Cerca de 19 milhões de venezuelanos devem comparecer às urnas nesta data para eleger o novo presidente do país para um mandato de 2013 a 2019.
Chávez, que está no poder desde 1999 e se recupera de um câncer, lidera entre os sete nomes de seu partido para concorrer à reeleição. O único candidato opositor é Henrique Capriles, de 39 anos, da MUD.
*Fonte: BBC - G1.globo.com

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Dilma e O Pequeno Príncipe

Faria sucesso num concurso de miss o discurso da presidente Dilma Rousseff na 9.ª Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente, em Brasília. Sua declaração mais notável, destacada pelos jornais e reapresentada exaustivamente nas tevês e rádios, foi digna de uma devota leitora d'O Pequeno Príncipe: "Uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz para suas crianças e para seus adolescentes. Não é o Produto Interno Bruto (PIB). É a capacidade do país, do governo e da sociedade, de proteger o que é o seu presente e o seu futuro, que são suas crianças e seus adolescentes". Na interpretação mais benevolente, essa peroração é apenas uma banalidade. Na menos caridosa, é uma grande tolice apresentada na embalagem rosa da mais pobre filosofice.
Não há como discutir seriamente o bem-estar e o futuro das novas gerações sem levar em conta os meios necessários para educá-las, capacitá-las para viver com independência e dignidade e proporcionar-lhes oportunidades de ocupação produtiva e decente. Mas, também no sentido inverso, a relação é verdadeira: só se pode criar uma economia dinâmica, moderna e capaz de competir globalmente por meio da formação de pessoas qualificadas para tarefas cada vez mais complexas. Examinado de qualquer dos dois ângulos, o desempenho do governo brasileiro tem sido miseravelmente falho e nenhuma retórica pode obscurecer esse dado.
Ao contrário, no entanto, das graciosas candidatas a um título de miss, a presidente Dilma Rousseff recitou sua mensagem num tom furioso, como se reagisse a uma ofensa ou, talvez, a um imerecido golpe da Fortuna. Há uma explicação óbvia tanto para sua visível irritação quanto para a desqualificação do econômico. Horas antes o Banco Central (BC) havia divulgado seu indicador de nível de atividade, considerado uma prévia mensal do PIB. Esse indicador havia recuado 0,02% de abril para maio, confirmando vários outros sinais de estagnação da economia e reforçando as previsões de um crescimento, em 2012, menor que o de 2011.
Há um vínculo evidente entre os resultados pífios da política educacional e o emperramento da produção. No último exame do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o Brasil ficou em 53.º lugar em leitura e em 57.º em matemática, numa lista de 65 países. O teste é realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Quase todas as crianças estão na escola, graças a um esforço de universalização do ensino iniciado há longo tempo, mas a formação continua péssima. Cerca de 20% dos brasileiros com idade igual ou superior a 15 anos são analfabetos funcionais, incapazes de ler e entender instruções simples. Empresas têm dificuldade para contratar, por falta de mão de obra em condições até de ser treinada no trabalho. Há um evidente funil no ensino médio, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu facilitar o ingresso nas faculdades, numa escolha errada e demagógica.
O erro na escolha das prioridades tem permeado toda a política econômica. O consumo, apesar da queda observada recentemente, continua, segundo o IBGE, maior que o observado há um ano, mas a indústria brasileira tem tido dificuldade para suprir o mercado interno, por falta de competitividade. Fabricantes estrangeiros têm ocupado uma fatia crescente desse mercado, como já mostrou a Confederação Nacional da Indústria.
Incapaz de reconhecer os erros e de impor novos rumos à política econômica, a presidente Dilma Rousseff, como seu antecessor, prefere insistir na retórica e nas bravatas. "Vamos enfrentar os desafios para garantir à população emprego de qualidade", disse a presidente no batismo de uma plataforma da Petrobrás, na sexta-feira. A plataforma foi construída, recordou, pela "teimosia de um brasileiro chamado Lula".
Seria mais justo e mais realista lembrar a enorme e custosa lista de erros cometidos na Petrobrás a partir de 2003 e apontados pela nova presidente da empresa, Graça Foster, no dia de sua posse. Foram erros de uma gestão guiada por objetivos político-eleitorais e centralizada no Palácio do Planalto - erros essencialmente idênticos àqueles cometidos na política educacional.
* Editorial do Jornal O Estado de São Paulo - 14.07.2012

domingo, 15 de julho de 2012

Descartando a "pedra no sapato".

Na coluna de Ilimar Franco:
"Cassado Demóstenes Torres, um grupo de senadores comemorou no restaurante Antiquarius de Brasília. No brinde com vinho: os peemedebistas Renan Calheiros, Eunício Oliveira, Romero Jucá e Eduardo Braga, e o petebista Gim Argello."
Essas pessoas foram comemorar o quê?
Menos um senador comprometido?
Menos um para por "pedras em seus sapatos"?
Menos um para atrapalhar seus projetos, digamos, não republicanos?
Quando um grupo de Senadores comemoram a cassação de um senador é porque o que foi "descartado" não lhes era "útil".
Se o corporativismo que salvou Renan, Sarney e Jucá não salvou Demóstenes, foi porque ele não servia para os propósitos destes que comemoraram sua derrocada.

sábado, 14 de julho de 2012

O que não se faz em ano eleitoral?

Haddad comungando. Alguém já o viu numa igreja antes?

Palhaçada da vez: Governo cria “Clínicas do Testemunho” para “vítimas” da ditadura.

Não bastassem as polpudas quantias ganhas por milhares de sem-vergonhas que transformaram suas ideologias de merda em negócios lucrativos e outros tantos privilégios percebidos por eles como os justiçamentos de mão única onde ladrões, seqüestradores e assassinos foram perdoados por seus crimes pelo prosaico motivo de terem sido feitos em defesa de ideais políticos – mesmo que pretendessem, como ficou claro, implantar uma ditadura comunista no Brasil – o governo resolveu que vai instalar clínicas de apoio psicológico e oferecer tratamento a “vítimas” da ditadura para que superem traumas gerados pelas violações ocorridas naquele período. A intenção é também dar suporte emocional para que possam prestar depoimento na Comissão da Verdade. O atendimento tem como público-alvo ex-perseguidos políticos, seus familiares e de desaparecidos pelo regime militar. O projeto “Clínicas do Testemunho” é uma iniciativa da Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça.

O governo lançará o edital esta semana e será aberto para psicólogos, psiquiatras, psicanalistas e entidades não governamentais que atuem em programas que oferecem esse tipo de atendimento. As clínicas e os serviços deverão funcionar a partir de 2013 e têm um orçamento de R$ 3 milhões. Cada projeto apresentado poderá apresentar custo que varia de R$ 50 mil até R$ 600 mil.
Quiuspariu! Até onde vão chegar as benesses a esses picaretas?
E o resto do povo, que precisa realmente de atendimento psiquiátrico? Os depressivos, os panicados, os drogados, os alcólatras, os familiares verdadeiramente traumatizados por um dos 50 mil homicídios que ocorrem por ano no Brasil, enfim, todos os que são vítimas reais de males psíquicos, que se danem, não é seus calhordas?
Bando de salafrários!
* Texto por Ricardo Froes

Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad diz que “Israel deve ser destruído”

O presidente do iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, fez uma polêmica declaração ao participar recentemente da Cúpula das Mulheres e Despertar Islâmico, em Teerã. Ele disse que”Israel deve ser destruído”, e que “Deus não criou o cristianismo ou o judaísmo”, pois, Maomé, profeta mor do Islã, seria o enviado para toda a humanidade, conforme relatou o canal Mohabat News.
“O Islã é uma religião universal e Deus não enviou nenhuma outra religião. Deus não enviou qualquer religião chamada cristianismo ou judaísmo. Abraão foi pregador do Islã, e assim era Moisés e Jesus”, “Deus enviou uma religião que é o Islã. Nosso amado profeta pertence a todos e ele é o último de todos os profetas. Ele também é o profeta dos americanos, europeus e asiáticos. Ele é o profeta dos budistas e veio para salvar todos!”, citou em seu discurso o líder iraniano.
Ahmadinejad também se dirigiu a Israel, insinuado a destruição do país judaico. “A ponta afiada de todas as revoluções e levantes deve apontar para o regime sionista de Israel, porque é a base de toda a arrogância. É por isso que deve ser destruído.”, finalizou o presidente.
*Por Valder Damasceno - Fonte: Gospel+

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PDT contra o combate ao crime organizado.

Partido questiona decreto que criou grupo de combate ao crime organizado no PR
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) apresentou ao Supremo Tribunal Federal Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4817) contra o Decreto estadual 3.981/2012, do Paraná, que criou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). O decreto estabelece diretrizes de cooperação do Poder Executivo estadual com o GAECO que, segundo o partido, contrariam o artigo 144 da Constituição Federal, que trata da estrutura de segurança pública.
O principal argumento da ADI é o fato de o decreto estadual, ao determinar que cabe a um promotor de justiça coordenar o GAECO, permite a usurpação de funções por parte do Ministério Público do Estado do Paraná. “Cabe ao delegado de polícia, segundo o artigo 144 da Constituição, dirigir os órgãos policiais”, afirma o PDT.
O partido ressalta que o delegado, além de bacharel em Direito, tem de se submeter a provas de conhecimento específico e só está apto a assumir o cargo depois de concluir curso de formação técnico-profissional na Escola de Polícia com pelo menos 750 horas/aula, onde aprende técnicas de investigação, interrogatório, direção perigosa, armamento e tiro e outras. O promotor público não recebe a mesma formação e, para a legenda partidária, “não é preparado para a investigação policial”.
O PDT pede, liminarmente, que se suspenda a eficácia do decreto em questão e, no mérito, que seja declarada sua inconstitucionalidade, anulando-se todos os feitos até agora realizados pelo GAECO.
CF/AD
* Texto:  Notícias STF

Para que serve um ex-presidente?

Não seria má ideia que Lula aprendesse com FHC, que não permite que os afetos lhe enevoem o juízo. A velha piada é que os ex-presidentes são como os vasos chineses: sabemos que são valiosos, mas ninguém sabe o que fazer com eles.
Alguns, como Bill Clinton, mantêm uma atividade frenética; outros, como Vladimir Putin, dão um jeito de nunca deixar o poder, e aind outros, como Álvaro Uribe, brigam com seu sucessor.
Alguns ganham prêmios mundiais e outros intervêm de modo inoportuno nas eleições de outros países.
Nos últimos dias, os dois mais famosos ex-presidentes brasileiros estiveram na arena pública mundial. O contraste entre suas atuações não poderia ter sido mais extremo.
Fernando Henrique Cardoso recebeu o prêmio mais importante do mundo como cientista social: o Prêmio Kluge, outorgado pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
O prêmio tem um processo de indicação e seleção tão ou mais rigoroso que o Nobel, e seu valor -US$ 1 milhão- é superior. Quase ao mesmo tempo, Lula aparecia por videoconferência na reunião do Foro de São Paulo em Caracas.
Ele disse: "Apenas com a liderança de Chávez é que o povo realmente vem tendo conquistas extraordinárias.
As classes populares nunca foram tratadas com tanto respeito, carinho e dignidade. Essas conquistas
devem ser preservadas e consolidadas. Chávez, conte comigo, conte com o PT, conte com a solidariedade e o apoio de cada militante de esquerda, de cada democrata e de cada latino-americano. Tua vitória será nossa vitória".
É perfeitamente legítimo que Lula expresse seu afeto e admiração por Hugo Chávez. Os afetos -como o amor- são cegos e merecem respeito. Mas não é legítimo que Lula intervenha na campanha de outro país. Isso os democratas não fazem.
E Lula sabe disso. E já o tinha feito antes, quando, na véspera de um referendo importantíssimo na Venezuela, irrompeu no processo, afirmando que Chávez era o melhor presidente que o país tinha tido nos
últimos cem anos.
Tampouco é legítimo distorcer a realidade venezuelana, como Lula fez -especialmente a realidade dos pobres.
Chávez vem tendo um efeito devastador sobre a Venezuela, e os pobres são suas principais vítimas.
São eles que pagam as consequências de viver em um dos países mais inflacionários do mundo, são eles que são obrigados a virar-se com um salário real que caiu para o nível que tinha em 1966.
São eles que não conseguem trabalho a menos que seja no setor público e sob a condição de demonstrarem constantemente sua adoração e fidelidade ao "comandante".
São eles que veem seus filhos e filhas assassinados (o índice é dos mais altos do mundo. Não é de estranhar, portanto, que nas últimas eleições legislativas mais de metade dos votos tenha sido contra Chávez.
Na Venezuela, é impossível alcançar essa porcentagem sem milhões de votos dos mais pobres -que, segundo Lula, estão melhor que nunca.
Nesse sentido, não seria má ideia que Lula aprendesse um pouco com o FHC cientista social, que não permite que os afetos lhe enevoem o juízo. E com o FHC político, que não intervém de maneira abusiva nas
eleições de outros países
*Texto por Moisés Naim - Folha de São Paulo - 13.07.2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Bolívia: A república da cocaína.

Um relatório policial revela o encontro de um traficante brasileiro com o número 2 do governo boliviano.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, orgulha-se de ser um incentivador das plantações de coca, a matéria-prima de mais da metade da cocaína e do crack consumidos no Brasil, sob o argumento de que as folhas servem para produzir chás e remédios tradicionais.
Apenas um terço da coca plantada em seu país, contudo, atende a essa demanda inofensiva, segundo estimativa das Nações Unidas.
O restante abastece o narcotráfico e, como consequência, contribui para corroer a vida de quase 1 milhão de brasileiros e de suas famílias.
Agora, surgem evidências de que a cumplicidade do governo boliviano com o narcotráfico vai além da simples defesa dos cocaleros, os plantadores de coca.
VEJA teve acesso a relatórios produzidos por uma unidade de inteligência da polícia boliviana que revelam, entre outros fatos, uma conexão direta entre o homem de confiança de Evo Morales, o ministro da Presidência Juan Ramón Quintana, e um traficante brasileiro que atualmente cumpre pena na penitenciária de segurança máxima em Catanduvas, no Paraná.
Um dos documentos, intitulado Apreensão de Fugitivo Internacional e assinado com o codinome Carlos, descreve como os agentes bolivianos identificaram a casa do brasileiro Maximiliano Dorado Munhoz Filho, em 2010.
Max, como é chamado, e sua gangue possuíam fazendas em Guajará-Mirim e em outras oito cidades de Rondônia, onde recolhiam a droga arremessada por aviões bolivianos.
Por mês, o bando de Max interceptava 500 quilos de cocaína, que depois eram levados para São Paulo e Rio de Janeiro.
O traficante fugira da cadeia de Urso Branco, em Rondônia, em 2001, e suspeitava-se que estivesse escondido na Bolívia.
De fato, ele mantinha um imóvel na Rua Chiribital, esquina com Pachiuba, em um bairro nobre de Santa Cruz de la Sierra.
No dia 18 de novembro de 2010, às 2 da tarde, os policiais que vigiavam o imóvel presenciaram uma cena bombástica.
Quintana, hoje o segundo homem mais poderoso da República, apareceu na companhia de Jéssica Jordan, de 28 anos, famosa no país por ter sido eleita miss Bolívia apenas quatro anos antes.
Ambos tinham, então, cargos de confiança em órgãos estatais. Quintana era diretor da Agência para o Desenvolvimento das Macrorregiões e Zonas Fronteiriças. Jéssica, cinco meses antes, fora indicada pelo vice-presidente Álvaro García Linera para o posto de diretora regional de Desenvolvimento no estado de Beni, departamento que faz fronteira com Rondônia e por onde entra no Brasil boa parte da droga boliviana.
Quintana e Jéssica entraram na casa de Max de mãos vazias e saíram de lá vinte minutos depois com duas maletas 007. Não se sabe o que havia nelas.
Dois meses depois do encontro com os integrantes do governo de Morales, Max foi detido em uma operação conjunta da Polícia Federal brasileira com alguns membros escolhidos a dedo no serviço de inteligência boliviano e levado ao Brasil.
Quintana, por sua vez, foi nomeado por Evo Morales no ano seguinte para comandar a Pasta da Presidência, o equivalente à Casa Civil brasileira, posto que ele já havia ocupado entre 2006 e 2009.
O relatório do agente Carlos sobre o encontro entre os membros do governo e o traficante brasileiro faz parte de uma série de documentos vazados para a imprensa boliviana e americana por um político do Movimento ao Socialismo (MAS), o partido de Morales.
Para o autor do vazamento, o governo não cumpriu a promessa de melhorar a vida dos pobres e indígenas da Bolívia. Evo Morales venceu duas eleições presidenciais propagando-se como um candidato defensor dos índios. A maioria deles, porém, está insatisfeita.
Desde que Morales tomou posse, houve um aumento de 22% na área de cultivo de coca no país.
Enquanto a Colômbia, que nos anos 80 cultivava e refinava 90% da cocaína consumida no mundo, combateu os cartéis e reduziu a produção, a Bolívia e o Peru viram sua participação nesse mercado crescer.
Hoje, respondem por metade das drogas derivadas das folhas de coca. Fábricas de cocaína, que até então não existiam na Bolívia, começaram a aparecer às centenas. Cartéis colombianos, mexicanos e o PCC brasileiro operam no país. Ao verem o crescimento do crime organizado e as portas da política fechadas para seus representantes, indígenas e sindicalistas passaram a criticar abertamente Morales.
No mês passado, policiais entraram em greve por melhores salários. Há duas semanas, uma nova marcha de indíos chegou a La Paz para impedir a construção de uma estrada em um parque ecológico indígena, o Isiboro Sécure.
O projeto, que liga "dois povoados sem povo", segundo os bolivianos, visa a abrir uma nova fronteira para a plantação de coca, pois a produtividade na região vizinha do Chapare, o principal reduto de Morales e onde 90% das folhas viram droga, está em queda.
Quintana — olha ele aí de novo — não se cansa de atacar os índios contrários à estrada, ao mesmo tempo em que defende os cocaleros.
Ex-militar, ex-araponga que recebeu treinamento americano e ex-assessor do ministro da Defesa do presidente Hugo Banzer (1997-2001), Quintana também é o autor de algumas das declarações mais antiamericanas do governo Morales.
Atribui-se a ele a ideia, acatada por Morales, de expulsar do país os agentes da Drug Enforcement Administration (DEA), o órgão americano de combate ao narcotráfico que pagava a gasolina e parte do salário dos policiais bolivianos do setor de entorpecentes.
Não é de estranhar que essa medida tenha saído da cabeça do homem que divide com o vice-presidente Álvaro García Linera a tarefa de administrar as relações do governo boliviano com o presidente venezuelano Hugo Chávez.