sábado, 31 de janeiro de 2015

China aumenta exportação e rouba o mercado do Brasil na América do Sul.

Participação das exportações chinesas na região passou de 6%, em 2003, para 18% em 2013. Já a do Brasil, caiu de 14% para 11%.

São Paulo - Apesar da desaceleração de seu crescimento, a China continua exportando muito e vem ampliando sua participação no mercado internacional às custas da queda da participação de seus concorrentes nos mercados mundiais. E o Brasil não está imune a esse movimento. Entre os países da América do Sul — sem contar Venezuela e Uruguai — a participação da China nas importações da região triplicou em pouco mais de dez anos: passou de 6% (média 2002/2003) para 18% em 2013, ao passo que a do Brasil caiu de 14% para 11% no mesmo período. Os dados são da nova edição da revista “Conjuntura Econômica” do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre). 

Segundo a professora Lia Baker Valls Pereira, autora do artigo, a participação da China nas perdas enfrentadas pelo Brasil na região aumentou especialmente em setores de alta tecnologia. Isso sugere que o país permanece competitivo em produtos primários, mas perde muito quando o assunto são os manufaturados. “A escalada da China para produtos de maior conteúdo tecnológico tende a dificultar a diversificação da pauta brasileira em direção a setores de maior valor adicionado na região”, aponta a professora. 

De acordo com o especialista em comércio exterior José Roberto Cunha, do Programa de Comércio Exterior Brasileiro da Fundação Instituto de Administração (Proceb/FIA), teoricamente o Brasil teria mais vantagem em relação à China para vender manufaturados na América Latina, tanto pelos acordos comerciais que possui, quanto pela proximidade geográfica e cultural. 

“Ocorre que o comércio internacional não possui mais fronteiras e os empreendedores conseguem fazer praticamente tudo online: falar com fornecedores, negociar pagamentos e facilitar a ida de possíveis parceiros a feiras na Ásia para apresentar produtos. Esses fatores, aliados ao custo de produção e ao preço final da mercadoria chinesa, mantém os asiáticos mais competitivos”, diz Cunha. 
O resultado é que da perda calculada de 22% de participação das exportações brasileiras para os países da América do Sul entre 2008 e 2013, 34% estariam ligados diretamente ao aumento da participação da China na região. Chama atenção, inclusive, o crescimento da presença chinesa na Argentina, principal parceiro do Brasil na região: passou de 6% em 2003 para 18% em 2013. 
Para o advogado Eduardo Ribeiro Augusto, sócio do setor de Propriedade Intelectual da Siqueira Castro Advogados, cada vez mais esse ganho de mercado da China deixa de ser por preço e passa pela qualidade. Segundo Augusto, em 2012, o escritório de propriedade intelectual da China — semelhante ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) foi o que mais recebeu pedidos de patentes no mundo: 652 mil pedidos, 24% mais do que em 2011. Já o Brasil, que ocupa o 10º lugar no ranking, recebeu 30 mil pedidos. 
“Esses números dão uma outra dimensão do motivo de a China ganhar cada vez mais espaço no comércio mundial. A inovação é um grande atalho para conseguir novos mercados. Quanto mais se inova, mais facilidade se tem de encontrar e conseguir novos mercados”, afirma o advogado.

Como se preparar para enfrentar o gigante chinês 
Para a professora Lia Baker, enfrentar essa concorrência chinesa — que abarca desde produtos tradicionais de baixo conteúdo tecnológico até os de maior sofisticação tecnológica, passa pelo aumento da produtividade dos produtos industriais brasileiros, melhora na infraestrutura que reduza os custos de logística e investimentos em tecnologia. “Em suma, a agenda de competitividade das exportações”, sintetiza. 
O professor José Roberto Cunha complementa que é preciso um novo modelo de desenvolvimento e de internacionalização que coloque o Brasil em patamares semelhantes dos asiáticos, como China, mas também a Coreia e o Japão. 
“Mas o país pensa muito no curto prazo. E isso não é prerrogativa dos governos, passa pelos empresários e até pelos estudantes nas universidades. Precisamos mudar essa visão imediatista. Claro que é importante pensar na redução do déficit público e no controle da inflação. Mas, paralelamente, é preciso se dedicar a tornar o país mais competitivo. E isso não se muda em dois anos”, conclui.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Em dois dias, Petrobras perde R$ 16,6 bilhões em valor de mercado.

Estatal é avaliada em R$ 112,055 bilhões, recuo de 12,9% em dois pregões.
*Por Ana Paula Ribeiro / Bruno Rosa - 
O Globo
Imagem do edifício sede da Petrobras, no centro do Rio - Dado Galdieri / Bloomberg

SÃO PAULO E RIO - A Petrobras viu seu valor de mercado derreter em apenas dois dias 12,9%, ou o equivalente a R$ 16,663 bilhões. Essa queda reflete a menor confiança na companhia, agravada nos dois últimos pregões da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) pela falta de clareza em relação às perdas contábeis - baixas que devem ser registradas em balanço para atualizar o valor dos ativos afetados pelos atos de corrupção na estatal.

Na terça-feira, o valor de mercado da companhia era de R$ 128,718 bilhões. Com a forte queda no valor das ações ocorridona quarta-feira e nessa quinta-feira, a estatal passou a valer R$ 112,055 bilhões, segundo dados da Bloomberg. Só no pregão de hoje, as ações preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras caíram 3,10%, para R$ 8,75, e as ordinárias recuaram 1,85%, a R$ 8,47.

DIVIDENDOS

Além da falta de informações sobre as perdas ocasionadas pelos escândalos de corrupção, os investidores repercutiram ainda a afirmação do diretor de investimento da estatal, Almir Barbassa, de que a empresa pode deixar de realizar os pagamentos de dividendos relativos a 2014. Em 2013, a companhia distribui R$ 9,3 bilhões em dividendos aos acionistas.

— Temos que ver a alternativa (que será usada pela companhia). Poderia fazer uma declaração de dividendos de não pagamento e ficaria como pagamento futuro. Mas isso tem que ser julgado. Não sei se posso declarar zero na condição de stress. Eu tenho (ainda) a alternativa de não pagar — afirmou o diretor a analistas, durante teleconferência realizada na tarde desta quinta-feira.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Uma das maiores mentiras de Dilma.


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            A revisão das leis trabalhistas, que durante toda a campanha eleitoral de Dilma Roussef, o PT cansou de dizer que seria feita por Aécio Neves se fosse eleito, foi inteiramente planejada pelo próprio PT bem antes da eleição.
            E não deu outra, no fim do mês e do ano de 2015, depois de reeleita de forma muito suspeita pelas famigeradas urnas eletrônicas venezuelanas, Dilma anunciou que as regras para a concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários haviam sido mudadas.
            O anúncio chocou pelo pouco tempo decorrido entre o que o PT dizia que era o que faria Aécio, se eleito, e o que exatamente ela, Dilma, acabava de fazer, não dando sequer qualquer tempo para que a costumeira amnésia coletiva que sofre o povo brasileiro viesse a se manifestar.
            Mais uma vez, o governo, de forma injusta, cruel e covarde, prejudica sensivelmente os aposentados e pensionistas da Previdência Social, para tentar tapar o enorme rombo causado nas contas públicas pela inconpetência, incúria e corrupção de uma corriola que se aferra ao poder e é capaz de tudo para de lá não sair.
            E tudo foi adredemente preparado pela corriola de Dilma Rousseff antes da eleição ocorrida em outubro de 2014.
            Fontes do governo petista disseram à imprensa que as “novas normas” que limitam a obtenção do seguro-desemprego e de abono salarial, além da covardia de reduzir à metade a pensão por morte, foram planejadas em meados de 2014. Em agosto desse ano, o governo cortou em RS 8,8 bilhões a sua previsão de gasto com o abono salarial para 2015. Tal corte faz parte do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) para 2015, enviado naquele mês pelo Planalto ao Congresso, no meio de uma avalanche de outras medidas para que não chamasse muito a atenção.
            As referidas fontes do governo disseram que a previsão fora feita com base nas regras já então definidas e que seriam anunciadas “depois das eleições”, configurando assim a enganação coletiva.
            Durante a campanha, em ataques aos candidatos adversários, Dilma disse que não faria alterações na legislação que comprometessem direitos do trabalhador. Ao dizer isso, enfaticamente, disse que não alteraria os benefícios como o 13º Salário, “nem que a vaca tussa”...
            Se a vaca tossiu ou não, não vem absolutamente ao caso, pois o que ela fez foi mentir descaradamente ao povo brasileiro, de forma cruel, covarde e insensível, atingindo uma parte da população que não tem como se defender dessa agressão aos seus parcos proventos.
            A mentira se consolidou como mote da campanha eleitoral de Dilma, com o PT anunciando no website da candidata um movimento “em defesados direitos trabalhistas” com o nome de "Nem que a vaca tussa"...
            Logo no início de novembro, dias depois da eleição, o então ainda Ministro da Fazenda, Guido Mantega, numa frase, deu a dica daquilo que sua própria equipe já tinha urdido na calada da noite: "Temos agora que fazer uma redução importante das despesas com o seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença, que estão crescendo muito", vociferou o ministro num discurso na FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo, desmascarando, em parte, a enorme mentira de Dilma e de seu partido contada ao povo brasileiro a título de promessa eleitoral.
            Depois dessa declaração de Mantega, Joaquim Levy que já havia sido anunciado como o substituto de Mantega na Fazenda, no final de dezembro (ele foi convidado oficialmente por Dilma para ocupar o cargo em 20 de novembro), anunciou o elenco das novas normas que estão previstas entrarem em vigor em março de 2015.
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Dados publicados pela Folha de São Paulo 
            Essas novas regras, restringem o acesso do trabalhador ao seguro desemprego, mas até aí nada demais. Também aumentam o rigor para a concessão de abono salarial, aumentando a carência que o trabalhador tem que estar empregado para recebê-lo. Também nada de muito draconiano nessa medida.
            Mas, a perversidade das mudanças se concentram na concessão de pensão por morte do cônjuge, auxílio doença e seguro defeso, pagos a pescadores durante períodos de proibição da pesca.
            Uma viuva de classe média será jogada na pobreza com tal medida, pois receberá apenas a metade do que têm direito e seu poder de compra e até de sobrevivência será duramente diminuído.
            Como isto será feito por meio das famigeradas “medidas provisórias”, o apelido atual do “decreto-lei” das ditaduras, terão que ser aprovadas pelo Congresso, que, em 2015, espera-se que seja muito menos subserviente e manietado pelo executivo.
            O governo espera economizar com isso RS 18 bilhões e as novas regras foram bem recebidas pelo mercado e por especialistas, por corrigir distorções e por reduzir os gastos públicos, mas certamente causará um estrago enorme na vida de pessoas que não têm mais condição de voltar a trabalhar em função da idade adiantada.
            A grande esperança dos pensionistas da Previdência Social repousa no novo Congresso que irá funcionar a partir de março e no Judiciário para corrigir as distorções da lei com relação aos parcos proventos que recebem para continuar vivendo com alguma dignidade. Certamente, tais cortes não abrangem o que ganham os pensionistas do Poder Legislativo, do Judiciário e do Executivo. Dai ser pura covardia o que essa grande mentira pode vir a fazer com gente humilde que só quer terminar suas vidas sem ser atirada na pobreza por um ato autoritário, insensível e ditatorial da Presidência da República.

:: FRANCISCO VIANNA, via Grupo Resistência Democrática.

"Vem pra rua!"


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Votou na Dilma? Taí a revisão de regras trabalhistas que foi planejada antes da eleição.


Editoria de Arte/Folhapress

Revisão de regras trabalhistas foi planejada antes da eleição

LEONARDO SOUZA
DO RIO

A mudança nas regras para a concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, anunciada no final do mês passado como uma das medidas de redução das despesas públicas, foi decidida pelo governo de Dilma Rousseff antes da eleição, encerrada em outubro de 2014.
Um integrante do governo confirmou à Folha que as novas normas, que limitam a obtenção do seguro-desemprego e do abono salarial, foram definidas em meados de 2014.
Em agosto, o governo reduziu em R$ 8,8 bilhões a previsão do gasto com o abono salarial para este ano. A revisão consta do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2015, enviado naquele mês pelo Planalto ao Congresso.
O integrante do governo ouvido pela Folha disse que a previsão foi feita com base nas regras já então definidas e que seriam anunciadas depois das eleições.
No dia 6 de novembro, o ainda ministro Guido Mantega (Fazenda) antecipou o que sua própria equipe já havia preparado. "Nós temos agora que fazer uma redução importante das despesas que estão crescendo, como o seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença", disse o ministro durante evento da FGV (Fundação Getulio Vargas) em São Paulo.
Quando as novas regras foram divulgadas, no final de dezembro, Joaquim Levy já havia sido anunciado como o substituto de Mantega na Fazenda. Levy foi convidado oficialmente por Dilma para ocupar o cargo no dia 20 de novembro, duas semanas, portanto, depois da declaração de Mantega na FGV.
Hoje, um trabalhador para receber o seguro-desemprego pela primeira vez precisa ter trabalhado seis meses nos últimos 36 meses anteriores à data da dispensa. Se requisitar o benefício pela segunda vez, vale a mesma regra.
Com as novas normas, que entram em vigor em março, para receber o seguro pela primeira vez o trabalhador precisa ter trabalhado 18 meses nos últimos 24 meses anteriores à demissão. Para obter o benefício pela segunda vez, o trabalhador precisa ter recebido salários por pelo menos 12 meses nos últimos 16 meses antes da dispensa.
Segundo cálculos da Fazenda, metade dos trabalhadores que pediram o seguro em 2014 pela primeira vez não teria direito ao benefício com as novas regras.
Para o abono salarial, pago ao trabalhador que recebeu até dois salários mínimos, haverá carência de seis meses de trabalho ininterrupto para a concessão do benefício. Hoje, basta trabalhar um mês no ano.
As novas regras tornam mais rígidas também as concessões de abono salarial, pensão por morte, auxílio doença e seguro defesa, pagos a pescadores durante períodos de proibição da pesca.
A maior parte das alterações será feita por medidas provisórias, que terão de ser aprovadas pelo Congresso. O governo espera economizar R$ 18 bilhões. As novas regras foram bem recebidas pelo mercado e por especialistas, por corrigir distorções e por reduzir os gastos públicos.
OUTRO LADO
O Palácio do Planalto foi procurado pela reportagem no início da tarde de sexta-feira (23). A assessoria solicitou que as perguntas fossem encaminhadas por e-mail.
Folha questionou quando as novas regras para a concessão dos benefícios trabalhistas foram elaboradas e se o Planalto confirmaria que as medidas foram desenhadas pela equipe do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.
Num primeiro momento, a assessoria do Planalto informou que o tema deveria ser respondido pelo Ministério da Fazenda.
Depois, acrescentou que repassaria as perguntas para a Fazenda, se fosse o caso.
Na tarde deste domingo (25), a Folha tentou novo contato com o plantão da assessoria do Planalto, mas não teve sucesso.
Até a conclusão desta edição, nem o Planalto nem a Fazenda ligaram de volta ou responderam os questionamentos encaminhados por e-mail.
No final do mês passado, quando as novas regras foram anunciadas, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse que as medidas corrigiriam distorções existentes nos benefícios e que, por esse motivo, não configurariam uma contradição com as promessas feitas pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha.
"Os direitos estão sendo mantidos. Estamos dando isonomia [aos trabalhadores] e alguns programas precisam de correção. [...] Nas conversas com centrais [sindicais], eles não só concordam, como sabem que existem distorções nas regras de acesso", afirmou ministro durante o anúncio das medidas.
"A grande distorção é para quem está entrando no mercado de trabalho. Se não fizermos essas alterações, as futuras gerações pagarão um preço muito alto. Precisamos olhar [para o futuro] de forma sustentável", disse Mercadante.

Durante a campanha, em ataques aos candidatos adversários, Dilma disse que não faria alterações na legislação que comprometessem direitos do trabalhador.Ao insinuar que seus opositores alterariam os direitos trabalhistas, chegou a afirmar que não mexeria em benefícios como férias e 13º "nem que a vaca tussa"O tema virou um dos slogans da campanha de Dilma. O PT anunciou no site da candidata uma mobilização nacional, batizada de "Nem que a vaca tussa", contra mudanças nos direitos trabalhistas.
No dia 6 de novembro, o ainda ministro Guido Mantega (Fazenda) antecipou o que sua própria equipe já havia preparado. "Nós temos agora que fazer uma redução importante das despesas que estão crescendo, como o seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença", disse o ministro durante evento da FGV (Fundação Getulio Vargas) em São Paulo.
Quando as novas regras foram divulgadas, no final de dezembro, Joaquim Levy já havia sido anunciado como o substituto de Mantega na Fazenda. Levy foi convidado oficialmente por Dilma para ocupar o cargo no dia 20 de novembro, duas semanas, portanto, depois da declaração de Mantega na FGV.
Hoje, um trabalhador para receber o seguro-desemprego pela primeira vez precisa ter trabalhado seis meses nos últimos 36 meses anteriores à data da dispensa. Se requisitar o benefício pela segunda vez, vale a mesma regra.
Com as novas normas, que entram em vigor em março, para receber o seguro pela primeira vez o trabalhador precisa ter trabalhado 18 meses nos últimos 24 meses anteriores à demissão. Para obter o benefício pela segunda vez, o trabalhador precisa ter recebido salários por pelo menos 12 meses nos últimos 16 meses antes da dispensa.
Segundo cálculos da Fazenda, metade dos trabalhadores que pediram o seguro em 2014 pela primeira vez não teria direito ao benefício com as novas regras.
Para o abono salarial, pago ao trabalhador que recebeu até dois salários mínimos, haverá carência de seis meses de trabalho ininterrupto para a concessão do benefício. Hoje, basta trabalhar um mês no ano.
As novas regras tornam mais rígidas também as concessões de abono salarial, pensão por morte, auxílio doença e seguro defesa, pagos a pescadores durante períodos de proibição da pesca.
A maior parte das alterações será feita por medidas provisórias, que terão de ser aprovadas pelo Congresso. O governo espera economizar R$ 18 bilhões. As novas regras foram bem recebidas pelo mercado e por especialistas, por corrigir distorções e por reduzir os gastos públicos.

Vexame internacional de Dilma: Brasil perde direito de votar em Tribunal da ONU por falta de pagamento.


Segundo reportagem do jornal “Estado de S.Paulo” desta sexta-feira, o Brasil perdeu seus direitos no Tribunal Penal Internacional (TPI), após acumular e não pagar mais de US$ 6 milhões em dívidas com a entidade sediada em Haia. A situação coloca a diplomacia brasileira em uma “saia-justa”, já que o Brasil possui a segunda maior dívida de um país nas Nações Unidas. O Brasil é um dos membros fundadores do Tribunal Penal Internacional, entidade que representou o maior avanço no direito internacional desde o fim da Guerra Fria. Na prática, a suspensão impede o Brasil a votar, por exemplo, na escolha de novos juízes, “um constrangimento político que afeta o País que, em diversas ocasiões, usa o discurso do multilateralismo para insistir que apenas dentro do quadro da lei e da ONU é que conflitos podem ser superados”, diz o “Estadão”.
De acordo com o jornal, a dívida com o TPI é apenas uma de muitas que o governo brasileiro vem acumulando com a ONU. Conforme revelado com exclusividade pelo “Estadão”, a dívida do Planalto com o orçamento regular da ONU superava em 2014 pela primeira vez a marca de US$ 100 milhões e apenas os EUA mantinham um buraco superior. Documentos da ONU indicam que, até 3 de dezembro, o Brasil devia US$ 170 milhões à entidade. Isso sem contar com outra dívida de US$ 14 milhões (R$ 36,7 milhões) para a Unesco, que deu o título ao Brasil de segundo maior devedor da entidade cultural da ONU, além de outros US$ 87,3 milhões para as operações de paz dos capacetes azuis.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Brasil gera menos 721.000 empregos em 2014. O pior resultado desde 2002.

  
      
O Brasil fechou 2014 com a menor geração de empregos formais desde 2002, quando teve início a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em abril do ano passado, Manoel Dias estimou que o resultado do ano passado ficaria "em torno de 1,5 milhão de novos postos de trabalho". Ele foi reconduzido ao cargo, após um erro de 1,2 milhões de vagas. É o loteamento criminoso promovido por Dilma, onde o MTE é feudo do PDT.

O saldo entre contratações e demissões de funcionários com carteira assinada ficou positivo em 396.993 em 2014, na série com ajuste, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado representa uma queda de 64,5% em relação ao saldo de 2013, quando foram gerados 1.117 mil empregos formais. O saldo é 721 mil empregos a menos.
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-tem-a-menor-geracao-de-empregos-formais-desde-2002,1623879

Recessão prolongada da indústria é o maior problema do país.

O grande e experiente jornalista Pedro do Coutto chama atenção para a recessão (crescimento negativo ao longo do tempo) que atinge nosso estratégico setor industrial. É problema grave, porque a indústria é a verdadeira criadora de classe média, pois paga os melhores salários e permite ao trabalhador ascender na escala hierárquica, bem mais do que nos setores da agricultura/pecuária e dos serviços.
Em termos de participação da indústria no PIB, depois de atingir um pico nos anos 70, voltamos aos índices dos anos 50. E o pior é que as empresas mais atingidas são as de matriz no Brasil, justamente as que criam tecnologia nacional, que verdadeiramente capitalizam a economia nacional e garantem melhor padrão de vida ao povo. A meu ver, este é o maior problema estrutural da economia brasileira. Deve o governo voltar os olhos para ele e atuar para reverter tal situação.

OS MALES DA INDÚSTRIA
A indústria sofre dos seguintes males, que vêm se agravando ano a ano:
1) Alta carga tributária, de aproximadamente 37% do PIB e com viés de alta, junto com uma burocracia infernal, consumidora de tempo e energia;
2) Câmbio Desfavorável ( o grande ex-ministro Delfim Netto calcula que só o real sobrevalorizado causou perdas nas exportações industriais nos últimos 10 anos de US$ 450 bilhões, mais do que todas as nossas reservas, que são de US$ 377 bilhões;
3) Leis trabalhistas rígidas, que dificultam enormemente a demissão/contratação. Por exemplo, um trabalhador com quatro anos de empresa, ao ser demitido exige o equivalente de um ano de salários, o que engessa todo o processo;
4) Crédito muito caro, pois os juros comerciais são altos, exceção apenas para as taxas do BNDES, que são para poucos;
5) Energia cara, num dos países de maior potencial de geração.
LUCROS EM QUEDA
Em função de tudo isto, a lucratividade das empresas industriais, principalmente as de matriz no Brasil, tem caído nos últimos 10 anos, de um lucro líquido normal entre 15% a 18% ao ano, para apenas 7% ao ano, numa Inflação de também 7%. Como investir e despertar o instinto animal do empresário, numa conjuntura assim e com viés de baixa?
Mas com bons exemplos de cima e fazendo as coisas certas, o Brasil tem condições de reverter este quadro.
*Flávio José Bortolotto

domingo, 25 de janeiro de 2015

A mentirosa compulsiva fustigada por Aécio não é a única face escura de Dilma.


Ao qualificar a adversária de “leviana” num debate na TV, o candidato tucano provocou na seita lulopetista um cômico surto de cavalheirismo. Caprichando na pose de última virgem do bordel, marafonas profissionais fingiram indignar-se com a gravíssima ofensa a uma senhora tão ética, tão frágil, tão doce. Pois leviana é quase um elogio para uma figura com insanáveis defeitos de fabricação.
Dilma começou a tratar a verdade a pontapés quando ainda engatinhava ─ e nunca mais parou de mentir. No convívio com Lula, perdeu a vergonha de vez. Fez o diabo para manter o emprego. Para não perdê-lo antes da hora, fará coisas de que até Deus duvida. Mas estará condenada a um final infeliz se a oposição intensificar a ofensiva, aprender a opor-se o tempo todo e, sobretudo, escancarar aos olhos do país, e fustigá-las incessantemente, todas as faces escuras da presidente.
A que exibe a mentirosa compulsiva é só uma delas. Outras mostram (ou camuflam)  fustigar a supergerente de araque, a carrancuda insegura, a desastrada política aprendiz, a usina de frases sem pé nem cabeça, a campeã da inépcia, a arrogante  Doutora em Nada, a protetora de quadrilheiros e a madrinha dos corruptos de estimação, fora o resto. Há dinamite para todas. Com os desdobramentos do Petrolão, que vai sobrar munição.
Dilma e seu governo são um caso sem cura, e como tal deve ser tratado. Sem clemência.
*Augusto Nunes

A "pobreza" de Cerveró!

Ex-diretor da Petrobras reclama por receber hoje 10% do valor pago quando trabalhava na estatal; empreiteiros dizem que bloqueios de bens comprometem o sustento de suas famílias.

Empreiteiros presos durante as investigações da Operação Lava Jato têm alegado condições de pobreza para reaver bens bloqueados ou conseguir livrar-se da prisão. A choradeira tem sido usada por advogados dos envolvidos no esquema investigado pela Operação Lava-Jato em petições apresentados ao juiz Sérgio Moro, que comanda as investigações que pedem desbloqueio de contas e relaxamento de prisões dos investigados no esquema de corrupção instalado na Petrobras.
Preso há pouco mais de uma semana, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró alega uma redução drástica de sua renda. Ele ganhava mensalmente R$ 100 mil e agora recebe R$ 5 mil de um aluguel de um apartamento em Ipanema e outros R$ 10 mil de aposentadoria. Em junho do ano passado, Cerveró transferiu aproximadamente R$ 500 mil de um fundo de previdência privada para sua filha, Raquel Cerveró. Essa transferência é vista como suspeita pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Justiça Federal.
Moro, em decisão que confirmou a prisão preventiva de Cerveró, afirmou que “a conclusão óbvia é que o objetivo é frustrar a aplicação da lei penal, ocultando os bens ou colocando-os fora do alcance da Justiça criminal mediante transferência a terceiros”. Agora, no pedido de habeas corpus, a defesa de Cerveró tenta explicar que a transferências de recursos aos filhos foi legal e ocorreu apenas por conta de uma dificuldade financeira do ex-executivo da Petrobras.
Além de Cerveró, empreiteiros investigados pela Polícia Federal tem usado a mesma choradeira em suas defesas. Em petição impetrada nesta semana, o diretor internacional da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, e seus colegas, José Adelmário Filho e José Ricardo Nogueira Breghirolli, também da OAS, alegam que o bloqueio de bens efetuado pelo juiz Sérgio Moro é responsável por “sacrificar o sustento” de suas respectivas famílias. Agenor teve R$ 11,6 milhões bloqueados; Aldemário, R$ 52,3 mil e Breghirolli, R$ 691,2 mil.
Eles argumentam que foram bloqueados investimentos de cada um, como aplicações em previdência privada, CDB (Certificados de Depósitos Bancários), letras de cambio e até mesmo salários. “É oportuno esclarecer que essas incertezas têm causado transtorno aos Requerentes e às suas famílias, seja pela impossibilidade de receber livre e legalmente os seus salários, seja pela impossibilidade de movimentação para sustento familiar”, dizem dos advogados da OAS no pedido de desbloqueio de bens apresentados à Justiça.
O mesmo argumento é usado pelo presidente da UTC Engenharia, Ricardo Ribeiro Pessoa, em pedido de desbloqueio de R$ 20 milhões. Ele alegou que as instituições financeiras “foram além daquilo” determinado pelo juiz Sérgio Moro. “Não só procederam ao bloqueio de ativos mantidos em contas correntes e demais investimentos, como impediram e impedem o uso e livre fruição das contas bancárias”, informam os advogados de Pessoa. “A impossibilidade de livre utilização das contas bancárias de titularidade do recorrente, sendo uma delas inclusive co-utilizada por sua esposa, tem trazido diversos e ilegais transtornos aos familiares do requerente”, complementam os advogados.
Já o diretor-executivo do grupo Queiroz Galvão, Othon Zanoide de Moraes, tem reclamado de não conseguir movimentar seu salário de aproximadamente R$ 80 mil por conta da Operação Lava Jato. Em novembro, por exemplo, Zanoide teve bloqueado pela justiça o recebimento de R$ 120 mil, referentes à primeira parcela de seu 13º, além do salário do mês.
Outro caso semelhante é o do ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque. Os advogados de Duque também tentam desbloquear parcelas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) que o executivo tinha direito. Ao todo, Duque alega que teve R$ 3,2 milhões bloqueados da Justiça. Só do fundo de garantia, foram uma parcela de R$ 502 mil, outra de R$ 54,2 mil e outra de R$ 20,4 mil.
*Via: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-01-24/operacao-lava-jato-investigados-alegam-pobreza-para-se-livrar-de-punicoes.html

sábado, 24 de janeiro de 2015

Costa confirma que levou propina para não atrapalhar compra de Pasadena. Quem pagou? Fernando Baiano, um amigo do amigão do homem…

Em depoimento à Polícia Federal, Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras que fez acordo de delação premiada, foi inequívoco: só ele recebeu US$ 1,5 milhão em propina para não criar dificuldades na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Como era o titular de uma diretoria poderosa, tinha como dificultar os trâmites. E com quem ele acertou a canalhice? Segundo disse, com o lobista Fernando Baiano. O pagamento foi feito no exterior, no Vilartes Bank, no paraíso fiscal de Liechteinstein. Baiano, assegurou, era um operador do PMDB, mas também trabalhava para outros partidos. Segundo Costa, o homem era muito próximo do empresário José Carlos Bumlai. Quem é Bumlai? Clique aqui para saber. Trata-se de um dos maiores e mais fiéis amigos pessoais de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2011, reportagem de VEJA começou a desvendar essa figura. Leio trechos:
“É um dos maiores pecuaristas do país, amigo do peito do ex-presidente Lula e especialista na arte de fazer dinheiro – inclusive em empreendimentos custeados com recursos públicos. Até o ano passado, ele tinha trânsito livre no Palácio do Planalto e gozava de um privilégio sonegado à maioria dos ministros: acesso irrestrito ao gabinete presidencial. Essa aproximação excepcional com o poder credenciou o pecuarista a realizar algumas missões oficiais importantes. Ele foi encarregado, por exemplo, de montar um consórcio de empresas para disputar o leilão de construção da hidrelétrica de Belo Monte, uma obra prioritária do governo federal, orçada em 25 bilhões de reais. (…)

Seus filhos também se tornaram amigos dos filhos de Lula. Amizade daquelas que dispensam formalidades, como avisar antes de uma visita, mesmo se a visita for ao local de trabalho. Em 2008, após saber que o serviço de segurança impusera dificuldades à entrada do pecuarista no Planalto, o presidente Lula ordenou que fosse fixado um cartaz com a foto de Bumlai na recepção do palácio para que o constrangimento não se repetisse. O pecuarista, dizia o cartaz com timbre do Gabinete de Segurança Institucional, estava autorizado a entrar “em qualquer tempo e qualquer circunstância”.
Há mais coisas sobre o homem. Vejam lá depois. Empreiteiras reclamavam, por exemplo, de suas intromissões na… Petrobras.
Aviso que dava a Bumlai aceso irrestrito a Lula, a qualquer hora. Um amigão!
Aviso que dava a Bumlai aceso irrestrito a Lula a qualquer hora. Um amigão!

Mas voltemos a Costa. Segundo seu depoimento, quem apareceu com o negócio de Pasadena foi Nestor Cerveró, e o que se comentava é que a propina, possivelmente paga pela Astra, a empresa belga que era dona da refinaria, foi de US$ 20 milhões a US$ 30 milhões.
Costa dá a entender que os que conheciam o assunto sabiam ser um mau negócio, mas aprovado pelo Conselho de Administração — presidido à época pela então ministra Dilma Rousseff — e também pela diretoria. O presidente da empresa era José Sérgio Gabrielli. Segundo disse, as obras de adequação da refinaria ficaram a cargo do petista Renato Duque, que seria o arrecadador das propinas do PT. Ele, então, escolheu para o serviço a Odebrecht e a UTC Engenharia, ambas investigadas na Operação Lava-Jato.
Sei não… Mas é possível que a importância de Fenando Baiano ainda cresça nessa narrativa.
*Por Reinaldo Azevedo

Esse é o PT: distribuindo grana para ONGs para comprar seus eleitores.

Vou virar sapata que é mais negócio neste período de economia desaquecida, transporte caro e desemprego. Ganharei mortadela na faixa, bolsa Pronatec e verba por leis de incentivos que foram todas desconfiguradas aqui no BR, assim como as ONGs e OSCIPs. Daí gritarei: petralhei, moooona! Tenho um preço!!!

*Dani Schwery, via Facebook

A esquerda está armada até aos dentes e contam com países comunistas.

O plano de Lula com toda a esquerda socialista sempre foi implantar um regine comunista aqui no Brasil e ficarem eternamente no poder.

Na base da mentira, fraudes nas urnas, leis injustas pela presidência, etc, querem ao qualquer custo, nem que for pela guerra, se apoderar do Brasil como se fossem legítimos donos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Em carta, Cristina Kirchner muda discurso e diz que promotor foi usado e morto.

Caso da morte do promotor argentino que denunciou o governo de Cristiane Kirchner ganha novos contornos. A própria presidente agora mudou sua versão e admite que o promotor foi assassinado. Governo Kirchner antes dizia que ele teria se suicidado, e indícios dão conta de que houve tentativa de simulação do suicídio. ‪#‎ADComunicação‬

A necessidade de um aprimoramento institucional.

Membros de um grupo de estudos paulista decidiram partir para uma forma institucionalmente criativa de forçar o sistema a uma discussão séria sobre a urgência de um aprimoramento institucional. Resolveram lançar um candidato independente à Presidência da República em 2018. A novidade é que o "presidenciável" não pretende concorrer por nenhum partido político. Sua intenção é debater, nas redes sociais e em eventos públicos, temas que sirvam de base para uma reforma geral do modelo político-institucional brasileiro.
"Nosso candidato independente será lançado com o objetivo de debater e não de concorrer, o que seria inviável pelo sistema partidário. Desatrelado de interesses político-partidários, econômicos ou ideológicos, o nosso candidato independente debaterá de forma soberana, todos os temas de interesse público, durante esses próximos quatro anos, porque o debate em campanha de três meses, é superficial e inadequado, tangenciando o essencial, em detrimento da liberdade de escolha do eleitor".
*Via: Alerta Total.net - Jornalista Jorge Serrão

Dilma esbanja o dinheiro dos nossos impostos com propaganda pessoal e de seu (des)governo.

Segundo o site Contas Abertas, no ano que fechou o primeiro mandato da presidente Dilma, os desembolsos em campanhas da Presidência da República chegaram a R$ 210,9 milhões. Os gastos com o gabinete da Presidência superaram os de ministérios com propostas importantes no setor, como o da Saúde, responsável por campanhas que promovem informação ao cidadão sobre os direitos de acesso aos serviços de saúde. Ao todo, os gastos com publicidade de todo o governo federal atingiram R$ 1,1 bilhão em 2014. O montante é 10% maior do que o desembolsado em 2013. O aumento geral aconteceu no ano em que o Brasil vivenciou as eleições mais acirradas da sua história.‪#‎ADComunicação‬

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Veto à correção na tabela do Imposto de Renda é penalizar trabalhador por situação econômica, diz Mendonça.

CPMI da Petrobras - MF
O líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE), criticou a decisão da presidente Dilma Rousseff de vetar a correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda proposta na MP 656. A emenda de autoria de Mendonça foi aprovada no final do ano passado em votação simbólica na Câmara e no Senado. O valor corresponde à projeção da inflação para o período de 2014, que foi exatamente o teto da meta do governo.
“Vetar essa correção próxima ao valor final da inflação de 2014 é exigir que, mais uma vez, o trabalhador seja penalizado com a situação econômica do país. O governo retira mais gente da isenção para inchar ainda mais suas receitas do jeito mais fácil: apertando ainda mais o contribuinte”, protestou o líder.
Mendonça relacionou o veto às demais medidas adotadas pela equipe econômica da presidente que vem aumentando impostos e tributos que incidem principalmente nas classes média e baixa da população.
“Em vez de o governo do PT estar arrochando o trabalhador com mais impostos, suspensão dos direitos trabalhistas e de créditos estudantis, aumento nas tarifas de luz e combustíveis,e agora a não correção da tabela de Imposto de Renda, deveria estar combatendo o inchaço da máquina pública representado pelos seus 39 ministérios e pela corrupção”, sugeriu.
Congresso
O líder democrata anunciou que a oposição deve trabalhar para derrubar o veto no Congresso Nacional. Mendonça Filho alega que o parlamento aprovou a emenda no intuito de reparar uma injustiça com o contribuinte brasileiro.

“É um desrespeito ao trabalhador, é um desrespeito ao Congresso Nacional que decidiu ajustar a tabela à real situação do país. Vamos trabalhar para derrubar o veto e provar mais uma vez a independência do nosso parlamento.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Auditoria do TRE desvenda tecnicamente a fraude nas urnas eletrônicas.

video
O resultado da auditagem realizada no T S E (assistir ao vídeo acima) não deixa a menor dúvida de que o sistema de escrutínio de votos através de mídia eletrônica não é confiável por ser extremamente vulnerável. O TSE sabia disso e apesar disso usou esse sistema na última eleição (como também nas anteriores). Estão no foto o Procurador Geral Eleitoral e Presidente do TSE tomando conhecimento do trabalho feito pelos auditores fiscais. Qual a providência que tomaram ? Nenhuma ! Pergunta: a Democracia, governo do povo, pelo povo e para o povo, vige no Brasil ? Evidentemente que não ! Entre governantes eleitos mediante fraude e uma ditadura militar, prefiro a ditadura. E essa é a voz do povo nas ruas, pedindo a intervenção militar.
*Fernando Batalha, via Grupo Resistência Democrática  

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O perfil de Marco Archer por um jornalista que conversou com ele 4 dias na prisão.

Nos bons tempos
Nos bons tempos
O repórter Renan Antunes de Oliveira entrevistou Marco Archer em 2005, numa prisão na Indonésia. Abaixo, seu relato:
O carioca Marco Archer Cardoso Moreira viveu 17 anos em Ipanema, 25 traficando drogas pelo mundo e 11 em cadeias da Indonésia, até morrer fuzilado, aos 53, neste sábado (17), por sentença da Justiça deste país muçulmano.
Durante quatro dias de entrevista em Tangerang, em 2005, ele se abriu para mim: “Sou traficante, traficante e traficante, só traficante”.
Demonstrou até uma ponta de orgulho: “Nunca tive um emprego diferente na vida”. Contou que tomou “todo tipo de droga que existe”.
Naquela hora estava desafiante, parecia acreditar que conseguiria reverter a sentença de morte.
Marco sabia as regras do país quando foi preso no aeroporto da capital Jakarta, em 2003, com 13,4 quilos de cocaína escondidos dentro dos tubos de sua asa delta. Ele morou na ilha indonésia de Bali por 15 anos, falava bem a língua bahasa e sentiu que a parada seria dura.
Tanto sabia que fugiu do flagrante. Mas acabou recapturado 15 dias depois, quando tentava escapar para o Timor do Leste. Foi processado, condenado, se disse arrependido. Pediu clemência através de Lula, Dilma, Anistia Internacional e até do papa Francisco, sem sucesso. O fuzilamento como punição para crimes é apoiado por quase 70% do povo de lá.
Na mídia brasileira, Marco foi alternadamente apresentado como “um garoto carioca” (apesar dos 42 anos no momento da prisão), ou “instrutor de asa delta”, neste caso um hobby transformado na profissão que ele nunca exerceu.
Para Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42, o outro brasileiro condenado por tráfico, que espera fuzilamento para fevereiro, companheiro de cela dele em Tangerang, “Marco teve uma vida que merece ser filmada”.
Rodrigo até ofereceu um roteiro sobre o amigo à cineasta curitibana Laurinha Dalcanale, exaltando: “Ele fez coisas extraordinárias, incríveis.”
O repórter pediu um exemplo: “Viajou pelo mundo todo, teve um monte de mulheres, foi nos lugares mais finos, comeu nos melhores restaurantes, tudo só no glamour, nunca usou uma arma, o cara é demais.”
Para amigos em liberdade que trabalharam para soltá-lo, o que aconteceu teria sido “apenas um erro” do qual ele estaria arrependido.
Em 2005, logo depois de receber a sentença de morte num tribunal em Jacarta
Em 2005, logo depois de receber a sentença de morte num tribunal em Jacarta
Na versão mais nobre, seria a tentativa desesperada de obter dinheiro para pagar uma conta de hospital pendurada em Cingapura – Marco estaria preocupado em não deixar o nome sujo naquele país. A conta derivou de uma longa temporada no hospital depois de um acidente de asa delta. Ter sobrevivido deu a ele, segundo os amigos, um incrível sentimento de invulnerabilidade.
Ele jamais se livrou das sequelas. Cheio de pinos nas pernas, andava com dificuldade, o que não o impediu de fugir espetacularmente no aeroporto quando os policiais descobriram cocaína em sua asa delta.
Arriscou tudo ali. Um alerta de bomba reforçara a vigilância no aeroporto. Ele chegou a pensar em largar no aeroporto a cocaína que transportava e ir embora, mas decidiu correr o risco.
Com sua ficha corrida, a campanha pela sua liberdade nunca decolou das redes sociais. A mãe dele, dona Carolina, conseguiu o apoio inicial de Fernando Gabeira, na Câmara Federal, com voto contra de Jair Bolsonaro.
O Itamaraty e a presidência se mexeram cada vez que alguma câmera de TV foi ligada, mesmo sabendo da inutilidade do esforço.
Mesmo aparentemente confiante, ele deixava transparecer que tudo seria inútil, porque falava sempre no passado, em tom resignado: “Não posso me queixar da vida que levei”.
Marco me contou que começou no tráfico ainda na adolescência, diretamente com os cartéis colombianos, levando coca de Medellín para o Rio de Janeiro. Adulto, era um dos capos de Bali, onde conquistou fama de um sujeito carismático e bem humorado.
A paradisíaca Bali é um dos principais mercados de cocaína do mundo graças a turistas ocidentais ricos que vão lá em busca de uma vida hedonista: praias deslumbrantes, droga fácil, farta — e cara.
O quilo da coca nos países produtores, como Peru e Bolívia, custa 1 000 dólares. No Brasil, cerca de 5 000. Em Bali, a mesma coca é negociada a preços que variam entre 20 000 e 90 000 dólares, dependendo da oferta. Numa temporada de escassez, por conta da prisão de vários traficantes, o quilo chegou a 300 000 dólares.
Por ser um dos destinos prediletos de surfistas e praticantes de asa delta, e pela possibilidade de lucros fabulosos, Bali atrai traficantes como Marco. Eles se passam por pessoas em busca de grandes ondas, e costumam carregar o contrabando no interior das pranchas de surf e das asas deltas. Archer foi pego assim. Tinha à mão, sempre que desembarcava nos aeroportos, um álbum de fotos que o mostrava voando, o que de fato fazia.
O homem preso por narcotráfico passou a maior parte da entrevista comigo chapado. O consumo de drogas em Tangerang era uma banalidade.
Pirado, Marco fazia planos mirabolantes – como encomendar de um amigo carioca uma nova asa, para quando saísse da cadeia.
Nos momentos de consciência, mostrava que estava focado na grande batalha: “Vou fazer de tudo para sair vivo desta”.
Marco era um traficante tarimbado: “Nunca fiz nada na vida, exceto viver do tráfico.” Gabava-se de não ter servido ao Exército, nem pagar imposto de renda. Nunca teve talão de cheques e ironizava da única vez numa urna: “Minha mãe me pediu para votar no Fernando Collor”.
A cocaína que ele levava na asa tinha sido comprada em Iquitos, no Peru, por 8 mil dólares o quilo, bancada por um traficante norte-americano, com quem dividiria os lucros se a operação tivesse dado certo: a cotação da época da mercadoria em Bali era de 3,5 milhões de dólares.
Marco me contou, às gargalhadas, sua “épica jornada” com a asa cheia de drogas pelos rios da Amazônia, misturado com inocentes turistas americanos. “Nenhum suspeitou”. Enfim chegou a Manaus, de onde embarcou para Jakarta: “Sair do Brasil foi moleza, nossa fiscalização era uma piada”.
O momento em que ele recebeu a confirmação da data do fuzilamento
O momento em que ele recebeu, nesta semana, a confirmação da data do fuzilamento
Na chegada, com certeza ele viu no aeroporto indonésio um enorme cartaz avisando: “Hukuman berta bagi pembana narkotik’’, a política nacional de punir severamente o narcotráfico.
“Ora, em todo lugar do mundo existem leis para serem quebradas”, me disse, mostrando sua peculiar maneira de ver as coisas: “Se eu fosse respeitar leis nunca teria vivido o que vivi”.
Ele desafiou o repórter: “Você não faria a mesma coisa pelos 3,5 milhões de dólares”?
Para ele, o dinheiro valia o risco: “A venda em Bali iria me deixar bem de vida para sempre” – na ocasião, ele não falou em contas hospitalares penduradas.
Marco parecia exagerar no número de vezes que cruzou fronteiras pelo mundo como mula de drogas: “Fiz mais de mil gols”. Com o dinheiro fácil manteve apartamentos em Bali, Hawai e Holanda, sempre abertos aos amigos: “Nunca me perguntaram de onde vinha o dinheiro pras nossas baladas”.
Marco guardava na cadeia uma pasta preta com fotos de lindas mulheres, carrões e dos apartamentos luxuosos, que seriam aqueles onde ele supostamente teria vivido no auge da carreira de traficante.
Num de seus giros pelo mundo ele fez um cursinho de chef na Suíça, o que foi de utilidade em Tangerang. Às vezes, cozinhava para o comandante da cadeia, em troca de regalias.
Eu o vi servindo salmão, arroz à piemontesa e leite achocolatado com castanhas para sobremesa. O fornecedor dos alimentos era Dênis, um ex-preso tornado amigão, que trazia os suprimentos fresquinhos do supermercado Hypermart.
Marco queria contar como era esta vida “fantástica” e se preparou para botar um diário na internet. Queria contratar um videomaker para acompanhar seus dias. Negociava exclusividade na cobertura jornalística, queria escrever um livro com sua experiência – o que mais tarde aconteceu, pela pena de um jornalista de São Paulo. Um amigo prepara um documentário em vídeo para eternizá-lo.
Foi um dos personagens de destaque de um bestseller da jornalista australiana Kathryn Bonella sobre a vida glamurosa dos traficantes em Bali — orgias, modelos ávidas por festas e drogas depois de sessões de fotos, mansões cinematográficas.
Diplomatas se mexeram nos bastidores para tentar comprar uma saída honrosa para Marco. Usaram desde a ajuda brasileira às vítimas do tsunami até oferta de incremento no comércio, sem sucesso. Os indonésios fecharam o balcão de negócios.
As execuções são assim
As execuções são assim
O assessor internacional de Dilma, Marco Aurélio Garcia, disse que o fuzilamento deixa “uma sombra” nas relações bilaterais, mas na lateral deles o pessoal não tá nem aí.
A mãe dele, dona Carolina, funcionária pública estadual no Rio, se empenhou enquanto deu para livrar o ‘garotão’ da enrascada, até morrer de câncer, em 2010.
A namorada
As visitas dela em Tangerang eram uma festa para o staff da prisão, pra quem dava dinheiro e presentes, na tentativa de aliviar a barra para o filhão.
Com este empurrão da mamãe Marco reinou em Tangerang, nos primeiros anos – até ser transferido para outras cadeias, à espera da execução.
Eu o vi sendo atendido por presos pobres que lhe serviam de garçons, pedicures, faxineiros. Sua cela tinha TV, vídeo, som, ventilador, bonsais e, melhor ainda, portas abertas para um jardim onde ele mantinha peixes num laguinho. Quando ia lá, dona Carola dormia na cama do filho.
Marco bebia cerveja geladinha fornecida por chefões locais que estavam noutro pavilhão. Namorava uma bonita presa conhecida por Dragão de Komodo. Como ela vinha da ala feminina, os dois usavam a sala do comandante para se encontrar.
A malandragem carioca ajudou enquanto ele teve dinheiro. Ele fazia sua parte esbanjando bom humor. Por todos os relatos de diplomatas, familiares e jornalistas que o viram na cadeia de tempos em tempos, Marco, apelidado Curumim em Ipanema, sempre se mostrou para cima. E mantinha a forma malhando muito.
Para ele, a balada era permanente. Nos últimos anos teve várias mordomias, como celular e até acesso à internet, onde postou algumas cenas.
Um clip dele circulou nos últimos dias – sempre sereno, dizendo-se arrependido, pedindo a segunda chance: “Acho que não mereço ser fuzilado”.
Marco chegou ao último dia de vida com boa aparência, pelo menos conforme as imagens exibidas no Jornal Hoje, da Globo. Mas tinha perdido quase todos os dentes em sua temporada na prisão, como relatou a jornalista e escritora australiana. No Facebook, ela disse guardar boas recordações de Archer, e criticou a “barbárie” do fuzilamento.
Numa gravação por telefone, ele ainda dava conselhos aos mais jovens, avisando que drogas só podem levar à morte ou à prisão.
Sua voz estava firme, parecia esperar um milagre, mesmo faltando apenas 120 minutos pra enfrentar o pelotão de fuzilamento – a se confirmar, deixou esta vida com o bom humor intacto, resignado.
Sabe-se que ele pediu uma garrafa de uísque Chivas Regal na última refeição e que uma tia teria lhe levado um pote de doce-de-leite.
O arrependimento manifestado nas últimas horas pode ser o reflexo de 11 anos encarcerado. Afinal, as pessoas mudam. Ou pode ter sido encenação. Só ele poderia responder.
Para mim, o homem só disse que estava arrependido de uma única coisa: de ter embalado mal a droga, permitindo a descoberta pela polícia no aeroporto.
“Tava tudo pronto pra ser a viagem da minha vida”, começou, ao relatar seu infortúnio.
Foi assim: no desembarque em Jakarta, meteu o equipamento no raio x. A asa dele tinha cinco tubos, três de alumínio e dois de carbono. Este é mais rijo e impermeável aos raios: “Meu mundo caiu por causa de um guardinha desgraçado”, reclamou.
“O cara perguntou ‘por que a foto do tubo saía preta’? Eu respondi que era da natureza do carbono. Aí ele puxou um canivete, bateu no alumínio, fez tim tim, bateu no carbono, fez tom tom”.
O som revelou que o tubo estava carregado, encerrando a bem-sucedida carreira de 25 anos no narcotráfico.
Marco ainda conseguiu dar um drible nos guardas. Enquanto eles buscavam as ferramentas, ele se esgueirou para fora do aeroporto, pegou um prosaico táxi e sumiu. Depois de 15 dias pulando de ilha em ilha no arquipélago indonésio passou sua última noite em liberdade num barraco de pescador, em Lombok, a poucas braçadas de mar da liberdade.
Acordou cercado por vários policiais, de armas apontadas. Suplicou em bahasa que tivessem misericórdia dele.
No sábado, enfrentou pela última vez a mesma polícia, mas desta vez o pessoal estava cumprindo ordens de atirar para matar.
Foi o fim do Curumim.