domingo, 30 de agosto de 2015

Os comunistas estão incomodados com o fracasso do engodo de nove dedos.

Eis a confissão do crime cometido contra o Boneco Pixuleco:
Veja a seguir a confissão retirada da página de Facebook da UJS Brasil, aparelho usado pelo PCdoB para apoiar regimes ditatoriais como os da Coréia do Norte e também para ser utilizado como quadrilha de jagunços contra os adversários do PT.
A UJS vangloriando-se de ter cometido crime, rasgado o boneco Pixuleco anteontem pela manhã em São Paulo. 
Leiam:

A militância da UJS protagonizou um ato antifascista em São Paulo. Posicionado no viaduto do chá, boneco que faz calúnia do ex-presidente Lula foi rasgado. Não aceitaremos que essa onda de ódio que leva pessoas explodirem bomba na sede do Instituto que leva seu nome e atacarem sedes de partidos políticos parmaneça se reproduzindo. Exigimos a identificação dos responsáveis pelo boneco e a punição deles! A calúnia, a violência e a difamação não fazem parte do Estado Democrático de Direito!
O uso do termo “calúnia” é  bizarro. Se tivessem um pouco de lógica, poderiam processar quem fez o boneco. Mas sabendo que estão mentindo, esses boquirrotos tiram da cartola o termo “calúnia”, sem a menor aplicabilidade para o caso.
Em seguida, alegam defender “estado democrático de direito”, mesmo repelindo uma manifestação pacífica com violência fascista. 
O detalhe é que esta confissão deveria por si só levá-los à cadeia, posto que hoje esses fascistas cometeram um crime de dano ao patrimônio alheio. Quem danifica um boneco que custou R$ 12.000,00 é da mesma laia que um ladrão que rouba pessoas na saída de banco.
* Via Políbio Braga

sábado, 29 de agosto de 2015

Os radicais da esquerda...o perigo constante.

Lembram do Tsipras no "alto do seu desespero por dinheiro" depois de ter quebrado a Grécia querendo cobrar uma "suposta" dívida da Alemanha devido a 2º Guerra Mundial? É pra fazer rir né? A esquerda só pode ser doente, e ainda possuíram a cara de pau de dizer: "Segundo nossos cálculos, vocês nos devem 278 bilhões de Euros, isso é de questão moral"

Pescadores contra os pecadores.

Simão era pescador. Não temia o mar revolto, nem o vento, nem tempestade.
Escolhido por Jesus seu sucessor, passou a pescar almas.
Por sua firmeza de caráter o Salvador chamou-o Pedro.
Passados milênios, na terra descoberta por outro Pedro que navegava sob a insígnia de Cristo, tivemos dois soberanos também Pedros.
O primeiro, Majestade Fidelíssima e Defensor Perpétuo; o segundo, bem lembrado como O Neto de Marco Aurélio.
Nestes dias pescam-se escândalos. Escabrosos monstros marinhos.
Tentarão romper as redes. Em vão. Hoje são tecidas com fios da solidariedade, da indignação e do destemor.
Tubarões, polvos e lulas estrebucharão, incrédulos do horror que lhes acomete.
O Brasil é toda a grandeza que um ser humano pode imaginar.
Sua melhor riqueza é seu povo. Honesto, trabalhador e ordeiro, se junta aos milhões nas ruas para mostrar seu repúdio aos sem escrúpulos.
Nenhum incidente, nenhuma violência, nenhum medo.
Sabem que tem um exército. Têm certeza de que são o exército dos homens de bem: o Exército de Caxias.

* Por Carlos Maurício Mantiqueira, um livre pensador.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Socialista quer fuzilar a classe média brasileira.

Na foto acima Sammer Siman, o comunista que quer fuzilar a classe média brasileira
"Se a gente entende que o nosso inimigo principal é a classe média, nós vamos ter de decidir o que vamos fazer com ela: se vamos exportar para Miami ou se vamos fuzilar.”
A declaração, que chocou os participantes de uma palestra na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), na última quarta-feira (26), partiu do secretário do movimento popular socialista Brigadas Populares, Sammer Siman.
Na foto Fidel e Raul Castro preparando prisioneiro para ser fuzilado.

Comunismo jamais!


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Pesadelo da corrupção.



"Brasil assombrado por mais um pesadelo da corrupção".
É a manchete do Financial Times, que associa Dilma Rousseff a Fernando Collor:
Impeachment Já
*O Antagonista

Lula é candidato...



Lula, entrevistado pela rádio Itatiaia, acaba de anunciar sua candidatura à presidência da República.
Ele disse:
"Não posso dizer que sou nem que não sou candidato. Sinceramente, espero que outras pessoas sejam candidatas. Agora, uma coisa é certa: se a oposição acha que vai ganhar, que não vai ter disputa, e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário, eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições". Por enquanto, Lula está trabalhando para escapar da cadeia.              O número dele é 13-171
* O Antagonista

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Brasil próximo do abismo comunista.

Você não acredita que o país está sendo conduzido a implantação do comunismo? Então, veja o vídeo abaixo

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O submundo da CPI do Petrolão.

A CPI da Petrobras há meses não oferecia uma sessão interessante... Um dos momentos mais sui generis ocorreu quando Alberto Youssef foi questionado sobre intimidações que estaria sofrendo. Primeiro, ficou em silêncio. Mas ao ser questionado pelo deputado Celso Pansera, aliado de Eduardo Cunha, o doleiro respondeu na lata:
- É vossa excelência, é vossa excelência! Vossa excelência sabe que minhas filhas nunca foram investigadas e que elas nunca participaram de um esquema. Vossa excelência insiste em me intimidar.
Pansera, por sua vez, também alegou que se sentia ameaçado "por um bandido condenado".
- Não tenho arma, não tenho porte, não tenho segurança, sou um cidadão. A CPI tem que tomar algum prerrogativa em defesa da minha vida.
Ninguém entendeu bem o diálogo, mas o deputado Carlos Marun sugeriu a convocação das filhas e da ex-mulher do doleiro.
- Seu Youssef, que conhece muito desse submundo, está se sentindo intimidado por muito pouca coisa.
O mundo da política virou mesmo um submundo.
*O Antagonista

De onde veio o repasse de R$ 2 milhões para Dilma.

Segundo "O Antagonista" "na acareação... na CPI da Petrobras, Alberto Youssef disse que "outro delator" da Lava Jato vai esclarecer "em breve" o repasse de R$ 2 milhões da cota do PP para Antonio Palocci, coordenador da campanha de Dilma em 2010.
"Vou me reservar ao silêncio porque existe uma investigação nesse momento do Palocci e logo vai ser revelado", disse o doleiro.
O Antagonista foi informado por integrante da Lava Jato que os R$ 2 milhões repassados a Palocci vieram da WTorre, sua cliente. A empresa ergueu o estaleiro Rio Grande e a sede da Petrobras no Rio.
A pergunta é: quem será o delator da WTorre e de Palocci?"

terça-feira, 25 de agosto de 2015

The guardian: “ex-guerrilheira comunista’ sobreviverá à turbulência?”


Manchete do periódico inglês The Guardian enfatizam o fato de Dilma ser comunista e ex-guerrilheira

Vergonha mundial, Jornal Inglês traz de Capa “ex-guerrilheira comunista’ sobreviverá à turbulência?” 
A imprensa do mundo todo está a relatar diariamente que a situação da presidente sapiens é insustentável. Ao contrário da velha mídia vendida brasileira que mira adversários de Dilma e do PT, isentando ela e Lula; esconde denúncias, sobretudo, esconde a verdade do Povo que descobre a mutreta midiática através da Mídia Livre por meio de milhares de sites e blogues como o FCS Brasil que repercute a realidade, os fatos, sobretudo, traz ao conhecimento dos brasileiros o que o mundo todo está falando e que por aqui é ocultado, mascarado, atenuado pela velha mídia.

Efeito PT na Sociedade Brasileira.


Falo sobre Porto Alegre e São Paulo. Cidades que conheço mais profundamente. Nunca na história, essas duas Cidades, até bem pouco símbolos de Poder e Organização, estiveram tão sujas, violentas, com número em constante crescimento de viciados, pedintes e moradores de rua. A Droga pucha cada vez mais pessoas para a sarjeta e o crime da as cartas. Caso veja semelhança no que ocorre em sua Cidade, por favor, não culpe Prefeitos ou Governadores. Os responsáveis estão em Brasilia.
O Lulismo conseguiu. Doutrinou parte da população. Comprou outros. Corrompeu. Prendeu rabos. Inverteu valores e implantou a desordem. Na tática de quem deseja implantar o Legado de Lenin, quanto pior, melhor. Desarmar e destruir uma Sociedade. Torná-la dependente e sem forças para reagir. O mesmo que domesticar animais. Colocar cordinhas nos Marionetes. Empobrecer e uniformizar a População. Destruindo possibilidades de reação e tornando o Governo cada vez mais rico, poderoso e intocável.
Quando se deparar com aberrações do tipo, teóricos chamando vagabundos, estupradores e assassinos de crianças indefesas, só por terem menos de 18 anos. Pilantras transformando invasões, destruição de Patrimônio Público e Privado, em Movimentos Sociais. Mídia cobrando investigação séria, em nome de Direitos Humanos, quando morre um bandido e não dando a mínima para morte de Policiais. Não caia na asneira de pensar que governantes não sabem o mal que fazem ao País. Eles sabem e, se deixarmos, não irão parar por aí. 

Coisas de um País que virou uma coisa. Vou ali vomitar e já volto. E Assim o Mundo Gira e o brasil se Afunda.

Velório com o defunto ainda quente.

Giles Azevedo, assessor especial é homem de confiança da presidente Dilma Rousseff 
Nada gentil, a presidente Dilma Rousseff. Nada que surpreenda.
O vice-presidente Michel Temer ficou de encontrá-la, ontem, pela manhã. Pretendia conversar sobre sua disposição de abdicar da coordenação política do governo.
Esperava, pelo menos, que Dilma simulasse interesse em mantê-lo ao seu lado.
Foi surpreendido com a designação por Dilma do seu assessor especial Giles Azevedo para assumir parte das tarefas que eram dele.
Desde a semana passada, como informa o jornal O Estado de S. Paulo, Giles tem se reunido com deputados que apoiam o governo para tratar de cargos e da atuação deles em CPIs.
Por cargos entenda-se o de sempre: dê-me seu voto que eu lhe darei cargos para que possa empregar seus afilhados.
Cuidado para que não sejam pilhados roubando!
Quanto a CPIs: o governo quer ser blindado em todas elas.
Significa: não quer ser investigado para valer em nenhuma.
Onde fica o discurso contra a corrupção?
Ora, não fica. Que novidade há nisso?

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"Nossa sociedade é o que fazemos dela".

O americano Milton Friedman foi o mais genial economista do século XX. Não só por ser defensor ardoroso do liberalismo, como por sua capacidade de mastigar conceitos para o grande público.
O Antagonista recomenda a leitura de "Livre para Escolher", recém-lançado pela editora Record, de Milton e Rose Friedman, também ela economista da Universidade de Chicago. Publicado originalmente em 1980, o livro originou-se de uma série televisiva de dez episódios, produzida pela TV pública americana.
Eis dois parágrafos que deveriam servir de isca para você exercer a sua liberdade de escolha e ler "Livre para Escolher":
"Nossa sociedade é o que fazemos dela. Podemos moldar nossas instituições. As características físicas e humanas limitam as alternativas disponíveis a nós. Mas nenhuma nos impede, se quisermos, de construir uma sociedade que se fundamenta essencialmente na cooperação voluntária para organizar tanto a atividade econômica quanto as outras atividades, uma sociedade que preserva e amplia a liberdade humana, que mantém o governo em seu lugar, tornando-o nosso servo e não deixando que se torne nosso senhor."
E ainda:
"Onde quer que encontremos uma grande parcela de liberdade individual, alguma dose de progresso no conforto material à disposição dos cidadãos comuns e uma esperança generalizada de mais progresso no futuro, lá veremos também que a atividade econômica está organizada principalmente com base na economia de mercado. Onde quer que o Estado assuma o controle detalhado das atividades econômicas de seus cidadãos, ou seja, onde quer que reine o planejamento econômico central detalhado, lá os cidadãos comuns estão com algemas políticas, têm um baixo padrão de vida e pouco poder para controlar o seu próprio destino. O Estado pode prosperar e produzir monumentos impressionantes. Classes privilegiadas podem usufruir plenamente do conforto material. Mas os cidadãos comuns são instrumentos a serem usados para os propósitos do Estado, recebendo nada além do necessário para serem mantidos dóceis e razoavelmente produtivos."
Há 35 anos, Milton Friedman pintou um retrato do Brasil e forneceu a saída para o labirinto em que nos encontramos.
* O Antagonista

Só chegamos a uma pequena parte do dinheiro desviado na Lava Jato, diz procurador.

Vladimir Aras, secretário de Cooperação Internacional da Procuradoria-geral da República, afirma que acordo de delação premiada é o principal mecanismo para conseguir trazer de volta os bilhões de reais desviados.

Vladimir Aras, procurador da República


Vladimir Aras: "A traição não ocorre quando ele diz: ‘Acabou nossa sociedade criminosa e agora eu vou colaborar com os caras’. A traição foi quando o criminoso violou o vínculo jurídico de lealdade que ele deve ter com o Estado".

(VEJA.com/Agência Brasil)
Desde a primeira delação premiada da Operação Lava Jato, celebrada em 27 de agosto de 2014 pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o juiz Sergio Moro passou a receber dezenas de recursos assinados por renomados advogados de empreiteiros, políticos, lobistas e operadores contra o uso desse recurso. Nas teses para tentar desmontar as investigações, a estratégia é sempre a mesma: comparar o delator a um traidor. Para o procurador da República Vladimir Aras, secretário de Cooperação Internacional da Procuradoria Geral da República e professor de Processo Penal da Universidade Federal da Bahia, acordo de delação premiada é o principal mecanismo para conseguir repatriar os bilhões de reais desviados pela quadrilha instalada na Petrobras. "Apenas resvalamos nos valores [desviados]. E só conseguimos por causa da tão criticada delação premiada", diz. Leia a seguir trechos da entrevista ao site de VEJA.

Depois da Lava Jato, ainda existe um lugar onde cidadãos e empresas possam se considerar imunes e impunes?  
É cada vez mais difícil porque as coisas vão mudando. Concretamente sobre a Lava Jato, por que conseguimos repatriar 485 milhões de reais da Suíça? Isso se deve a uma estrutura global porque a própria Suíça, que há dez anos era o lugar perfeito para se esconder dinheiro, passou a sofrer pressão europeia e passou a ser pressionada também pelos vínculos jurídicos que firmou em tratados. A Suíça hoje é um outro país. Na Lava Jato, está colaborando, já devolveu dinheiro e se comprometeu a devolver mais. Quando se esperaria que o Ministério Público de um país tão cioso de seu sigilo bancário viesse a ajudar o Brasil? Temos também o Gafi (O Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo) como mecanismo de pressão, a consciência dos cidadãos, que não aceitam mais que seus países sejam vistos como refúgios, a necessidade de combater o terrorismo. O mundo percebeu que essas vias para transmissão de valores para financiamento do terrorismo eram as mesmas que viabilizavam a ocultação de dinheiro sujo de narcotráfico e de corrupção. Então juntou a consciência global contra a corrupção com a consciência global contra o terrorismo. Criou-se uma força irresistível.Existem alguns países que não são cooperativos, como Somália, Coreia do Norte, estados falidos ou ditaduras absolutas. Mas fora isso não existe mais um lugar em que o criminoso possa dizer 'estou seguro'. O Uruguai está mudando, o Panamá está mudando. O fortalecimento das instituições nesses países, a democracia nesses países, a imprensa livre, a consciência pública ampliada pelo acesso à informação.

Qual proporção as autoridades já conseguiram recuperar?  
Apenas resvalamos nos valores. Só conseguimos por causa da tão criticada delação premiada, que prefiro chamar de colaboração premiada. Quando se fala de delator, já existe uma ideologia embutida no discurso, que é rotular o indivíduo como traidor. A traição veio antes. A traição não ocorre quando ele diz: 'Acabou nossa sociedade criminosa e agora eu vou colaborar com os caras'. A traição foi quando o criminoso violou o vínculo jurídico de lealdade que ele deve ter com o Estado ou o vínculo ético que ele deve ter com a sociedade como cidadão. Viver em sociedade implica um compromisso ético de solidariedade de respeitar as regras do jogo. A traição é quando o criminoso se volta para seu interesse específico egoístico e começa a matar, roubar, corromper ou ser corrompido, estuprar, fazer o que você tem vontade de fazer, independentemente do interesse alheio. Repare que o nome da colaboração premiada em italiano é "pentito", que significa arrependido. O conteúdo ético da delação não é a traição, é o do arrependimento, exatamente o contrário do discurso de advogados brasileiros famosos mais tradicionais e que não acompanharam a evolução da normatividade internacional.

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, um dos delatores da Lava Jato, depôs contra autoridades e hoje está livre. Até foi fotografado na praia. As delações não levam a uma sensação de impunidade?  
É uma crítica razoável. O instituto da delação premiada só se constrói com a prática. Os tribunais haverão de estabelecer parâmetros. O primeiro acordo escrito e homologado na Justiça tem quase 12 anos e foi firmado com Alberto Youssef no caso Banestado. Podemos ter acordos de imunidade em que o indivíduo não perde um dia sequer de liberdade. O problema é acharmos um equilíbrio para que não haja injustiça. Mas qual a opção que o Estado tem senão o de recorrer a esse tipo de prova testemunhal? Não é uma testemunha tradicional, mas é uma testemunha. Dizem que o delator pode mentir, mas qual a pessoa que não pode mentir?

Youssef foi o grande delator da Lava Jato e voltou a cometer crimes. Qual a credibilidade dos depoimentos de um criminoso conhecido e que o Ministério Público já sabia que tinha violado a primeira delação?  
Quantas pessoas no Brasil não fizeram nenhum acordo, foram condenadas, cumpriram pena e voltaram a cometer crimes? Não é a delação premiada que é o problema, e sim a reincidência, que é algo que diz respeito ao livre arbítrio do indivíduo, que escolhe se quer continuar cometendo crime, tendo sido condenado ou não.

A questão é a dependência do Estado do mesmo personagem.  
O que devemos nos perguntar é: aonde nos levou a colaboração premiada do Alberto Youssef? Basta ver que um dos citados na Lava Jato devolveu 100 milhões de dólares [Pedro Barusco devolveu 97 milhões de dólares depois de ter feito delação na Lava Jato]. A lógica da colaboração premiada é trocar um suspeito por mil em uma progressão que temos como estimar que vale a pena. No caso do Hildebrando Pascoal, por exemplo, tínhamos um homicida que não pegou a pena que deveria pegar. Obedeceu-se a lei, reduziu-se a pena. Se ele estivesse cometido esse crime nos Estados Unidos, ele não teria pleiteando ir para a casa depois de cumprir 16 anos. Ele estaria em uma cadeira elétrica ou condenado a uma injeção letal. Voltando à delação, compensa porque a perspectiva que o investigador faz é de ampliar o cabedal probatório, ampliar o número de réus, proteger a sociedade, desmontar um esquema de corrupção.

Advogados da Lava Jato dizem que a delação premiada virou rotina no processo.  
Não existe limite legal. Posso ter quantos réus forem identificados na prova. As delações atendem ao princípio da bilateralidade: só há acordo se a defesa topa e um juiz homologa. A delação é um compromisso universal que tem mais de dez anos. A Convenção de Palermo, que entrou em vigor no Brasil em 2004, recomenda o uso da delação premiada. A Convenção de Mérida, de 2003 e que entrou em vigor no Brasil em 2006, recomenda o uso da colaboração premiada. Há uma força de fora para dentro e a consciência social de que é inevitável que dependamos de pessoas que colaborem com a persecução criminal. A não ser quando tem uma escuta em andamento, qual informação podemos ter de um grande esquema de corrupção como este da Lava Jato senão de quem estava dentro? Podemos comparar com o caso do Hildebrando Pascoal. Uma das principais testemunhas era um dos membros do grupo de extermínio. Quem mais sabia? Quem sabia morreu. Na chacina de Unaí houve colaboradores. Alguém se recorda disso? Aí entra aquela lógica de quem é atingido pelas delações. Dizem: 'Agora é conosco e precisamos nos proteger'. Se é um pé de chinelo, o discurso é um, se é um criminoso de colarinho branco, outro. Isso vem da lógica da sociologia do crime. O sociólogo Edwin Sutherland disse uma vez que é muito mais fácil perdoarmos e justificarmos a criminalidade econômica, porque é algo que nós poderíamos cometer, do que uma barbárie, um homicídio ou estupro.

Qual é o efeito de investigações do MP para a governabilidade e para a saúde financeira das empresas suspeitas?  
Sobre governabilidade eu não posso falar, mas sobre a saúde financeira de empresas, digo que qualquer investigação tem um impacto para além do direito. Tem impacto na vida das famílias dos presos, tem impacto na sociedade, assim como a inação da Justiça também tem. Qualquer grande investigação tem impacto sobre uma série de elementos da sociedade e da economia. O Ministério Público americano tem ferramentas correlatas ao que chamamos de acordo de colaboração premiada: o NPA (non-prosecution agreement) e DPA (deferred prosecution agreement). Essas duas ferramentas são, em geral, usadas para empresas. Não são acordos de leniência, mas acordos penais também. No Brasil existe como fazer um arranjo jurídico e pegar um pouco da leniência, da Lei Anticorrupção e da lei do sistema brasileiro de defesa da concorrência e colaboração e se cria um 'frankensteinzinho' jurídico. Mas em países como os Estados Unidos temos persecução penal contra a pessoa jurídica para crimes econômicos, de colarinho branco e lavagem de dinheiro, enquanto no Brasil isso só vale para crime ambiental. Lá se pode preservar a empresa, colocá-la em stand-by e determinar que em tal prazo ela se ajuste, faça compliance, contrate auditoria, mude a diretoria e faça uma restruturação total. É como se fosse uma recuperação judicial acertada em uma perspectiva criminal.


Enquanto isso, os acordos de leniência seriam o caminho natural para empresas investigadas na Lava Jato?  

Não quero particularizar na Lava Jato, mas, em caso de provas impactantes, acachapantes, é melhor um acordo do que uma briga judicial porque preserva empregos e o mercado. Leniência é fundamental, mas é preciso que a legislação de leniência tenha também maior clareza quanto à participação do Ministério Público. Hoje qual é a segurança jurídica que uma empresa tem de fazer acordo com o Executivo e o Cade ou o Ministério Público lhe quebrarem a outra perna? Qual a segurança que se tem de fazer um acordo com os Executivos de estados e municípios sem combinar com o Ministério Público Federal ou com o Ministério Público dos estados? É preciso que haja uma regra para que todas essas entidades sentem à mesa e se comprometam com o resultado. Esse erro vem sendo repetido na lei brasileira desde a primeira lei antitruste, de 1994, que previa o acordo de leniência para práticas anticoncorrenciais, mas não vinculava o Ministério Público. O erro voltou a ser repetido 20 anos depois em 2013 na Lei Anticorrupção.
Na Lava Jato, o Brasil conseguiu trazer 485 milhões de reais que estavam depositados no exterior. Mas em outros escândalos, a impressão é a de que nunca mais veremos o dinheiro desviado.  
O que impede que o dinheiro volte é o sistema recursal. Como nosso sistema recursal é baseado em uma premissa equivocada de que temos que esperar o último recurso do último tribunal. Ainda temos casos aqui do Banestado que eu denunciei em Curitiba perante Moro, casos de 11 anos atrás de bloqueio de ativos e que o dinheiro ainda não voltou. O dinheiro foi bloqueado, o réu já foi condenado em primeiro e em segundo grau e o dinheiro não volta porque não transitou em julgado ainda. Se prescrever, o dinheiro não vai voltar.

                    *Por: Laryssa Borges, de Brasília, na VEJA.com

domingo, 23 de agosto de 2015

A confissão: o PT roubou o Ministério.

O dinheiro roubado no Planejamento bancou o PT
Dez dias atrás, O Antagonista mostrou que o operador do PT no Ministério do Planejamento, Alexandre Romano, o Chambinho, repartiu a propina do contrato da Consist com o dono da Focal, Carlos Cortegoso.
Na primeira reportagem sobre o assunto, publicada aqui, revelamos que a propina foi repassada a outra empresa de Carlos Cortegoso, a CRLS.
Na segunda reportagem, citamos o depoimento do próprio Chambinho em que ele confirma que repassou propina à CRLS a pedido do PT. Leia aqui.
Na terceira reportagem - aqui -, relacionamos a propina repassada pelo PT a Carlos Cortegoso às campanhas de Dilma Rousseff em 2010 e em 2014.
Agora o advogado de Carlos Cortegoso, entrevistado por Andréia Sadi, da Folha de S. Paulo, admitiu candidamente que o dinheiro roubado do Ministério do Planejamento de fato abasteceu as campanhas do PT.
A Lava Jato tem de lacrar imediatamente as portas do PT.
*O Antagonista

Mulher surta em supermercado do Paraná, reclama da Dilma e promove quebra-quebra.

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sábado, 22 de agosto de 2015

Gilmar Mendes manda PGR investigar se campanha de Dilma recebeu dinheiro da Petrobras.

Ministro alerta que práticas ensejariam abertura de ação penal pública.
O ministro do STF Gilmar Mendes 
Jorge William / Agência O Globo
BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), detectou indícios de que a campanha da presidente Dilma Rousseff foi abastecida com dinheiro desviado da Petrobras. Ele enviou os documentos ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, à Polícia Federal, recomendando a abertura de investigação criminal. O ministro alerta que as práticas ensejariam abertura de ação penal pública. Mendes também determinou o envio das informações à Corregedoria Eleitoral, para que o órgão examine se há o mesmo tipo de ilegalidade na prestação de contas do PT. 

As contas da campanha da presidente foram julgadas e aprovadas em dezembro de 2014, logo depois da eleição. Ainda assim, Mendes, que é o relator da prestação de contas, manteve o processo aberto, para averiguar indícios de irregularidades. “É importante ressaltar que, julgadas as contas da candidata e do partido em dezembro de 2014, apenas no ano de 2015, com o aprofundamento das investigações no suposto esquema de corrupção ocorrido na Petrobras, vieram a público os relatos de utilização de doação de campanha como subterfúgio para pagamento de propina”, escreveu. 

Segundo o ministro, “o dinheiro recebido pelas empresas nos contratos mantidos com a Petrobras teria sido, supostamente, devolvido em forma de propina ao PT, travestida de doação de campanha, entregue diretamente ao seu tesoureiro, ou oculta por meio de financiamento de publicidade”. O relator concluiu que houve, em tese, financiamento indireto de campanha por empresa impedida de doar, já que a Petrobras é uma sociedade de economia mista. Portanto, houve violação da Lei das Eleições. 

“Havia, supostamente, entrada ilegal de recursos públicos e saída de dinheiro da campanha em forma de gastos mascarados”, anotou Mendes. 
                    *Por Carolina Brígido em o globo

Carência de credibilidade.


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Povo vaia manifestação dos petistas.

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"Nesta quinta-feira, 20 de agosto, o País do Carnaval surpreendeu o mundo com outra brasileirice assombrosa: o Movimento Pró-Corrupção, criado para apoiar a corrupção e a incompetência. Oficialmente, os atos organizados pelo PT, pela CUT, pelo MST e por outras entidades sustentadas por mesadas federais foram concebidos para “defender a democracia do golpe tramado pela oposição”. Conversa de 171, constata o comentário de 1 minuto para o site de VEJA.
Só cretinos fundamentais e portadores de miopia cafajeste conseguem enxergar golpistas nas multidões de democratas que clamam pelo despejo do bando que faz o que pode para liquidar o Brasil. O que a seita lulopetista quer é libertar os josés dirceus, prender juízes como Sérgio Moro, revogar a independência do Ministério Público, eternizar-se no poder e prolongar por tempo indeterminado a crise que Lula pariu e Dilma amamenta; fora o resto.
Se os moradores dos locais incluídos no mapa do cinismo tivessem gritado em coro “olha o camburão!”, as passeatas dos fora da lei acabariam sem ter começado. Como o segundo mandato da presidente que não diz coisa com coisa."
 *Texto por Augusto Nunes

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Manifestação dos movimentos vagabundos do Brasil.


Os decretos de pedaladas fiscais foram assinados por Dilma e Temer.

O vice-presidente Michel Temer assinou pelo menos um dos decretos sem número utilizados para abrir créditos suplementares sem aprovação do Congresso Nacional. Na origem dos recursos, "excesso de arrecadação" e emissão de títulos do Tesouro Nacional.Os 10 novos decretos descobertos pela equipe técnica do TCU devem elevar para R$ 100 bilhões o rombo nas contas de 2014. A presidente assina ela própria as aberturas de crédito sem autorização do Congresso Nacional.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

PF acha na agenda de Bob, ‘Palocci’, ‘Duque’, ‘Lula’, ‘Dilma’.

Roberto Marques, o Bob, ex-assessor de José Dirceu, alvo da Pixuleco por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás, ficou preso 10 dias; a PF apreendeu sua caderneta de bolso.
A Polícia Federal encontrou na casa de Roberto Marques, o Bob, braço-direito do ex-ministro José Dirceu, uma agenda com suas anotações pessoais, incluindo os nomes “Palocci”, “Duque”, “Lula” e “Dilma” – grafados sob a sigla “JC”. Bob foi preso no dia 3 de agosto. No último dia 12, a Justiça Federal soltou o ex-assessor de Dirceu.
A agenda de bolso de Bob foi apreendida no dia 3, em São Paulo, na deflagração da Pixuleco, a 17ª fase da Lava Jato. Intriga os investigadores anotações lançadas por Bob como ‘busca e apreensão’ entre os nomes do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ou, ainda, ‘se não for para ganhar dinheiro, fecha agora’.
Bob não faz nenhuma anotação complementar aos nomes escritos em sua agenda. Ao lado dos nomes do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda/Governo Dilma), de Renato Duque, Lula e da presidente Dilma não há observação que explique o motivo da menção a eles.
A PF juntou a caderneta preta do ex-assessor aos autos do inquérito que mira o ex-ministro sob suspeita de propinas de empreiteiras. Os federais ainda não fizeram relatório de análise do documento.
No inquérito também são investigados, além de Bob e Dirceu, o irmão do ex-ministro Luiz Eduardo Oliveira e Silva, seu ex-sócio Julio Cesar dos Santos e o lobista Fernando de Moura, ligado ao PT.
Bob era funcionário efetivo da Assembleia Legislativa de São Paulo desde 1986. A partir de 2003, ele assumiu cargo na 1ª Secretaria da Casa. Ao mandar soltar o ex-assessor de Dirceu, o juiz Sérgio Moro impôs a ele restrições, entre as quais, afastamento imediato do Palácio 9 de Julho, sede do Legislativo paulista.
“Em atenção às indagações, esclarece-se: As anotações são meros rabiscos decorrentes de digressões livres feitas por Roberto Marques em conversa informal com amigos e familiares. Roberto tem por hábito rabiscar papéis enquanto fala e, na oportunidade, estava apenas conversando descompromissadamente sobre fatos veiculados à exaustão no noticiário jornalístico.
Roberto não conhece Dilma. Logo, restam prejudicadas as demais perguntas.
Conheceu Palocci quando este foi deputado estadual em São Paulo. Roberto é funcionário da ALESP desde 1986, mas dele nunca se tornou amigo, tampouco trabalharam juntos.
Quanto a Lula, conheceu-o há muitos anos, pois auxiliou campanhas eleitorais pretéritas de José Dirceu. Nunca possuiu laços de amizade ou de trabalho com o ex-presidente.
Encontrou Renato Duque uma vez em evento público, mas como ele jamais possuiu relação profissional ou de intimidade/proximidade. Permanece-se à disposição para qualquer esclarecimento adicional.
Cordialmente, Maurício Vasques, Rogério Seguins, Lucas Andreucci e Caio Patricio
*Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Julia Affonso, no ESTADÃO

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Vagabundos fazem protestos dia de semana?

CUT vai estar nas ruas de todo o país no dia 20 de agosto. Segundo eles, em defesa dos direitos sociais, da liberdade e da democracia, contra a ofensiva da direita e por saídas populares para a crise. E principalmente contra o ajuste fiscal! Ou seja: é o governo contra o governo. Agora vejam quem apoia a manifestação e vai receber pixulecos para participar:
  • Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
  • Central Única dos Trabalhadores (CUT)
  • Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
  • Intersindical - Central da Classe Trabalhadora/ Federação Única dos Petroleiros (FUP)
  • União Nacional dos Estudantes (UNE)
  • União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES)
  • Rua - Juventude Anticapitalista
  • Fora do Eixo
  • Mídia Ninja
  • União da Juventude Socialista (UJS)
  • Juntos
  • Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL)
  • Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG)
  • Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet)
  • União da Juventude Rebelião (UJR)
  • Uneafro
  • Unegro
  • Círculo Palmarino
  • União Brasileira das Mulheres (UBM)
  • Coletivo de Mulheres Rosas de Março
  • Coletivo Ação Crítica
  • Coletivo Cordel
  • Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras)
  • Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)
Hoje, o grupo assinou um manifesto intitulado "Contra a Direita e o Ajuste Fiscal", que orientará as reivindicações do dia 20. Entre os pontos abordados estão críticas ao presidente da câmara dos deputados Eduardo Cunha e ao ajuste fiscal conduzido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.E disse que não é um ato pró-Dilma. No entanto, o PT vai usar comerciais do partido para chamar para o ato. É o PT contra a política econômica do governo petista. E depois ainda falam em governabilidade. O povo já sacou as mentiras do PT. Não vai funcionar.
*Via "Graciaslavida"

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O pão com mortadela da CUT virou churrasco sem Lula.

O site de VEJA informa o que eu vi na TV:


“Apesar de a manifestação pró-governo ser intitulada ‘Ato em solidariedade ao Lula’, o ex-presidente não compareceu ao evento. ‘Ele não foi convidado. Não vimos razão para isso’, disse o presidente do sindicato do ABC, Rafael Marques, ao ser perguntado sobre a ausência do petista. Mesmo assim, muitos manifestantes desinformados esperam a chegada do ex-presidente.
Para o líder da CUT Vagner Freitas – o mesmo que instou movimentos de esquerda a ‘pegar em armas’ na sexta-feira -, um dos motivos do ato é proteger Lula de ataques, já que, segundo ele, alguns manifestantes anti-governo ‘violentos e intolerantes’ saíram às ruas hoje. A avaliação de Freitas foi feita pouco depois da expulsão de uma equipe da TV Globo do local por sindicalistas.
Durante todo o protesto, os manifestantes gritam hinos de ‘olê olê olá Lula Lula’ e ‘o presidente Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo’. O nome da presidente Dilma Rousseff é pouco lembrado nas canções.”
Em suma: o pão com mortadela da CUT virou churrasco sem Lula.
Fica a pergunta de sempre: quem pagou?
Fica, também, a lavada numérica de sempre:


O novo jogo de Renan.

De uma hora para outra, o presidente do Senado se transforma no fiador da governabilidade de Dilma. O que pode estar por trás da inflexão e até onde esse apoio garante a sustentação da ainda frágil presidente

*Por Josie Jeronimo, na Revista IstoÉ

Na última semana, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu uma guinada no seu comportamento em relação ao governo. Até o domingo anterior, Renan rivalizava com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para ver quem provocava mais dissabores para a presidente Dilma Rousseff no Congresso. De uma hora para outra, o peemedebista foi convertido em tábua de salvação da governabilidade. Nos últimos dias, Renan se despiu, sem cerimônias, do personagem de crítico do Planalto e partiu para a missão de salvamento do governo Dilma. Após acalmar a base aliada no Senado, Renan apresentou um roteiro de 28 temas para atravessar a crise política. A maior parte dos projetos, tirada da cartola por Renan, já tramitava na Casa há pelo menos três anos. Mas a chamada Agenda Brasil ganhou ares institucionais, apesar de ser uma proposta política. A articulação de Renan, que garantiu um fôlego extra a uma presidente que respirava por aparelhos, não se restringiu aos limites geográficos do Senado Federal. Rompeu fronteiras e alcançou o TCU, localizado a 500 metros do gabinete de Renan. Na quarta-feira 12, atendendo a um pedido do Senado, o tribunal adiou por mais 15 dias o exame das contas da presidente Dilma do ano de 2014. Em junho, o TCU numa decisão inédita, já havia concedido 30 dias para o Planalto tentar justificar as chamadas pedaladas fiscais. Rejeitadas as contas de Dilma, estaria aberto o flanco para um possível pedido de impeachment pela oposição. A esperança dos opositores era de que a manifestação do domingo 16 fosse o catalisador de todo o processo. Com o novo prazo do TCU, graças à uma pesada ofensiva que envolveu integrantes do governo, do PMDB e, claro, Renan, o roteiro vislumbrado por setores da oposição caiu por terra.
O inesperado acordão gerou inquietações no meio político em Brasília. Nem o mais idealista dos parlamentares acredita que Renan tenha feito a inflexão apenas preocupado com o futuro do País.
Alguns fatos ocorridos na última semana fornecem pistas para a reviravolta no comportamento do presidente do Senado. Antes de se tornar um defensor da estabilidade do governo Dilma, Renan teve uma reunião reservada com a presidente no Alvorada. No sábado 8, a presidente recebeu o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para uma conversa no Palácio do Planalto. Há duas semanas, Janot foi indicado por Dilma para ser reconduzido ao cargo. Em setembro, o Senado comandado por Renan – o mesmo que ameaçava criar dificuldades para o procurador há um mês – vai decidir se rejeita ou acata a indicação.
ACORDÃO

O tempo dirá se a foto que reuniu expoentes do PMDB e o presidente Lula marcará o início de uma reação ou será mais uma política. Acordo foi articulado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, convertido a salvador da Pátria.

Se quiser, Renan transforma o terreno para Janot na Casa em campo minado. Senadores implicados na Lava Jato teriam interessa em reprovar a continuação de seu mandato. O procurador-geral fez inimigos entre os senadores ao autorizar buscas na residência de Fernando Collor (PTB), num processo considerado truculento pelo ex-presidente e por seus pares. Mas Renan fixa os olhos em algo que está nas mãos de Janot: a denúncia apresentada contra ele por ter sido flagrado, ainda em 2007, tendo despesas pessoais pagas por um empreiteiro. O processo contra o presidente do Senado fecha o círculo onde os interesses de Renan, Dilma e Janot se entrelaçam. 
No TCU, Renan trabalhou pró-Dilma no corpo-a-corpo com os ministros indicados pelo Senado no tribunal: Raimundo Carreiro, Vital do Rêgo e Bruno Dantas. A corte tem nove integrantes. O tribunal reúne elementos para rejeitar as contas e enquadrar Dilma por descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. O relator do processo, Augusto Nardes, disse que foram encontrados a soma de R$ 26 bilhões em decretos de créditos aprovados irregularmente pelo governo Dilma nas contas de 2014. “O valor é impactante”, disse Nardes. Mas , segundo um ministro ouvido por ISTOÉ, “o novo cenário favorece o Planalto”. Numa outra vitória dos articuladores do governo, o STF decidiu na quinta-feira 13 que, se o julgamento das contas de Dilma for parar no Congresso, em caso de rejeição pelo TCU, ele deverá ser apreciado em sessão conjunta da Câmara e Senado. A decisão enfraquece Eduardo Cunha e garante maior margem de manobra para o governo.

O sucesso do acordão costurado por Renan foi eternizado em uma fotografia que reuniu ele próprio, o ex-presidente José Sarney, os senadores Jader Barbalho (PMDB-PA), Romero Jucá (PMDB-RR), Eunício Oliveira (PMDB-CE), o ministro de Minas e Energia Eduardo Braga, o ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, o vice Michel Temer e o ex-presidente Lula após café da manhã no Palácio do Jaburu, quarta-feira 12. O histórico recomenda não confiar plenamente no ensaboado PMDB, acostumado a mudar de posição ao sabor dos ventos. As próximas semanas dirão se aquele retrato ficará marcado como o início da recuperação de Dilma ou como mais uma empulhação política com prazo curto de validade.

domingo, 16 de agosto de 2015

Agência Pepper Interativa, ligada ao PT, tinha conta na Suíça para receber da Queiroz Galvão.

A agência de comunicação admite que pagou ao menos duas faturas de cartão de crédito da mulher do governador Fernando Pimentel,

*POR FILIPE COUTINHO, NA REVISTA ÉPOCA
A agência de comunicação Pepper Interativa cresceu na esteira das duas campanhas da presidente Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto. Notória por realizar ataques virtuais contra grupos críticos ao PT, a Pepper, da publicitária Danielle Fonteles, caiu nas graças de próceres do partido, como o ex-tesoureiro João Vaccari Neto e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. Graças à proximidade com eles, a Pepper mantém contrato com o PT. É o maior cliente da agência – quase  70% do faturamento dela vem do partido. ÉPOCA descobriu que, em 2012, a Pepper montou uma operação intrincada no exterior para receber valores da construtora Queiroz Galvão. Meses antes, a empreiteira recebera do BNDES para financiar serviços na África. A Pepper criou, em nome de laranjas, a Gilos, uma offshore no Panamá. Criou também uma conta secreta na Suíça para movimentar a dinheirama de um contrato de fachada com a filial da Queiroz Galvão em Angola. A conta, cuja identificação é CH3008679000005163446, foi aberta por Danielle Fonteles no banco Morgan Stanley. Na ocasião, não foi declarada à Receita ou ao Banco Central. 
CASO DE PROCON

A Polícia Federal faz busca na Pepper durante a Operação Acrônimo

ÉPOCA obteve cópia do contrato entre a offshore Gilos Serviços e a empreiteira, devidamente assinado por Danielle. Foi formalizado em setembro de 2012. A Gilos recebeu US$ 237 mil (R$ 830 mil, ao câmbio de hoje) da Queiroz Galvão para fazer marketing digital em Angola. Ocontrato, que elenca seis serviços, parece uma peça de ficção. Não há uma linha sequer sobre qual obra ou projeto da Queiroz Galvão deveria ser divulgado na internet pela Pepper. Naquele país, a Queiroz Galvão operou graças a financiamentos do BNDES. Em março de 2012, a empreiteira recebera US$ 55 milhões do banco. Naqueles tempos, Pimentel era ministro do Desenvolvimento e presidente do Conselho de Administração do BNDES.
Contrato entre a Gilos, offshore da Pepper, e a Queiroz Galvão.
Danielle e a Pepper estão sendo investigados nas operações Lava Jato e, especialmente, Acrônimo.
Nesta, que mira Pimentel e operações de lavagem de dinheiro do PT, a PF chegou a fazer buscas na sede da Pepper, num shopping de Brasília. Segundo a Polícia Federal, há evidências de que a Pepper foi usada para intermediar dinheiro do BNDES a Pimentel. Durante o primeiro mandato de Dilma, Pimentel era, na prática, o chefe do BNDES. A mulher de Pimentel, Carolina Oliveira, é apontada como uma espécie de sócia oculta da Pepper.
Funcionou assim: entre 2013 e 2014, a Pepper recebeu R$ 520 mil do BNDES por serviços de publicidade e repassou R$ 236 mil a Carolina Oliveira. A Polícia Federal descobriu indícios de que Carolina Oliveira era mais que uma simples parceira da agência. A mulher de Pimentel distribuía cartões no mercado como se fosse representante da Pepper.
Na casa de Carolina Oliveira e Pimentel, em Brasília, a PF apreendeu uma tabela com valores. De um lado, aparece o nome Dani – o mesmo apelido da proprietária da Pepper. Os valores de “Dani” somam R$ 242.400. Do outro, há valores de Carol: R$ 143.982,95. Duas anotações chamam a atenção: R$ 11.100 e R$ 20 mil, registrados como “cartões”. Na tabela, a diferença dos valores, incluindo as vírgulas, entre “Dani” e Carolina é contabilizada como “crédito Carol”: R$ 98.417,05. Ou seja, é como se fosse um controle de caixa, de “Dani” para “Carol”, em que despesas de cartões de crédito de Carolina eram pagas pela Pepper e contabilizadas. A Pepper admite ter pago ao menos duas faturas do cartão de crédito da mulher de Pimentel, em razão da “amizade” entre Dani e Carol. A mulher de Pimentel, suspeita a PF, era funcionária do BNDES nesse período.
Relação de despesas de cartão de Carolina Pimentel
Após ÉPOCA procurar Danielle, a conta na Suíça foi declarada à Receita. “Carolina nunca recebeu qualquer repasse da Pepper quanto a operações realizadas junto ao BNDES”, diz a Pepper, em nota. A empresa diz que desconhece a tabela apreendida na casa da mulher de Pimentel. Sobre a criação da Gilos em 2012, no Panamá e em nome de laranjas, com conta na Suíça, Danielle afirma que seguiu orientações de advogados. “A Pepper foi orientada a constituir empresa no exterior e abrir uma conta em instituição bancária idônea. A existência dessa conta, assim como os valores recebidos, são de conhecimento da Receita Federal do Brasil. Todos os impostos oriundos das transações havidas no exterior foram recolhidos.” Danielle não explicou por que declarou a conta somente após ser procurada por ÉPOCA. A Pepper afirma que não há relação entre os serviços prestados à Queiroz Galvão e financiamentos do BNDES. O advogado de Carolina Oliveira, Igor Tamasauskas, disse que a defesa não poderia se manifestar porque não teve acesso à integra do processo, mas ressaltou que “toda a relação comercial entre nossa cliente e a referida empresa foi legítima”. A Queiroz Galvão afirma, ainda, que o contrato era para promover a empresa no exterior. “Todos os pagamentos foram efetuados de maneira absolutamente legal e transparente, seguindo os termos previstos em cada contrato. Esses trabalhos nunca estiveram vinculados a qualquer pagamento por parte do BNDES”. A reportagem pediu à Pepper e à Queiroz Galvão provas de que os serviços da agência de comunicação foram executados. Nenhuma delas respondeu ao pedido da revista.