domingo, 7 de novembro de 2010

A presidência parda

Nenhuma mudança de regime político pode ser considerada válida quando é feita com base no suborno moral, financeiro e material da sociedade, atitudes de tomada do poder que são características de um estelionato eleitoral, pois induzem a uma falsa concepção do caráter de quem tem o intuito de obter vantagens ilícitas para si e para outros.
*Geraldo Almendra

Radiografia de uma fraude

Num dos incontáveis comícios promovidos para celebrar o bom ritmo das obras que não ficam prontas, o presidente Lula informou que o trem-bala prometido para aquele ano teria de esperar um pouco mais. ”É uma coisa muito grande, mas está tudo mais ou menos encaminhado e a licitação vai ser feita em outubro”, avisou em 26 de abril de 2008.
De onde viriam os R$ 9 bilhões que serão engolidos pela maravilha ferroviária ligando o Rio a São Paulo e Campinas? Lula replicou com um sorriso superior:  “Neste momento, a companheira Dilma está no Japão e na Coreia mostrando o projeto para países mais ricos e empresas que têm tecnologia, a fim de participarem junto do consórcio de empresas brasileiras”. Era esperar pela viagem de volta e correr para o abraço.
A licitação prometida para outubro, que permitiria ouvir o apito na curva até o fim de 2012, já completou dois anos de inexistência. Como não se constrange por tão pouco, Dilma se orgulha do monumento à modernidade ainda no papel. No dia 4 de dezembro de 2009, baixou em Berlim para prosseguir a missão iniciada no Japão e na Coreia. Pronta para embarcar num trem-bala alemão, transferiu a viagem inaugural do similar brasileiro para 2014.  “Antes da Copa do Mundo do Brasil”, animou-se.
A coisa demorou, mas em compensação ficou maior, surpreendeu-se o país na continuação da discurseira:  ”A gente exige transferência de tecnologia, porque esse é o primeiro trem. Você tem outras possibilidades de construção de trens de alta velocidade no país”. Em seguida, Dilma presenteou com trens-balas também os eleitores de Curitiba, Brasília e Belo Horizonte. Por enquanto.
O Brasil real não conhece nenhuma obra notável concluida pela ministra. O Brasil em que Dilma caça votos inaugura um deslumbramento por mês. Lá a vida é uma beleza. Lá se vive como rei. Lá a pobreza é uma lembrança tão longinqua, tão remota que os pobres já nem se lembram dos tempos em que faltava dinheiro para comprar passagens de avião. Lá há aeroportos de sobra, e só São Paulo tem três.
O terceiro começou a tomar forma em 20 de julho de 2007, quando Dilma  descobriu como acabar com apagões e desastres.  “Determinamos a construção de um novo aeroporto e os estudos ficarão prontos em 90 dias”, pisou fundo já na largada da entrevista coletiva, caprichando no plural majestático. ”Estamos determinando que a vocação de Congonhas seja de voos diretos, ponto a ponto”.
Como conexões e voos internacionais seriam banidos de Congonhas ”em 60 dias”, não havia tempo a perder. Nenhum detalhe escapara à astúcia da Mãe do PAC.  ”Tivemos de tomar precauções sobre a área de segurança ao redor do aeroporto”, exemplificou. Onde seria construído o mais confortável e mais seguro aeroporto do planeta?, excitaram-se os jornalistas. “Não sabemos onde será e, se soubéssemos, não diríamos”, ensinou a superexecutiva a serviço da pátria. ”Jamais iríamos dizer isso para não sermos fontes de especulação imobiliária”.
Passados dois anos e meio, Congonhas e Cumbica continuam onde estavam:  à beira do colapso. A tia do terceiro aeroporto mudou de rosto e de status: é a sucessora que Lula escolheu. O que continua é a farsa que se arrasta há mais de 30 anos. O Brasil que pensa já sabe que lida com um Pacheco de terninho. Falta rasgar o que resta da fantasia.
Sem saber atirar, Dilma Rousseff virou modelo de guerrilheira. Sem ter sido vereadora, virou secretária municipal. Sem passar pela Assembleia Legislativa, virou secretária de Estado. Sem estagiar no Congresso, virou ministra. Sem ter inaugurado nada de relevante, faz pose de gerente de país. Sem saber juntar sujeito e predicado, virou estrela de palanque. Sem ter tido um só voto na vida, virou candidata à Presidência. Até hoje, ninguém chegou ao cargo sem ter chefiado a própria campanha. Lula acha que a campanha que chefia confirmará que toda regra tem exceção.
O Brasil anda muito estranho. O destino de Dilma dirá se ainda tem salvação.
*Fonte: Augusto Nunes http://bit.ly/aLWWZl

sábado, 6 de novembro de 2010

Aécio articula com aliados de Lula para presidir o Senado

Aécio assedia aliados de Lula e opera para conquistar presidência do Senado
Com o apoio informal de aliados da base de Lula, o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) deflagrou articulação para presidir o Senado. PSDB e DEM contam com apoio de senadores do PSB e do PP, podendo ter adesão de PDT e PCdoB. Em troca, Aécio daria sustentação a projetos dos parceiros de controlar a Câmara. A movimentação preocupa Planalto e PMDB.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Familia, amigos e política. Tudo a ver...

A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Terezinha Maggi (PR), doou R$ 12,9 mil para viabilizar a campanha do marido, o senador eleito Blairo Maggi (PR). O prefeito de Alto Garças, Roland Trentini (DEM), também demonstrou o quanto é “generoso”. Bateu de frente com o partido, que apoiou o tucano Wilson Santos ao governo, e transferiu R$ 110 mil para a conta de campanha do republicano.
O primo de Maggi, Eraí Sheffer (PDT), contribuiu com R$  26,4 mil, enquanto o primeiro-suplente Aparecido Alves dos Santos, o Cidinho, doou 155,5 mil e já vive a expectativa de assumir a cadeira de titular. Maggi é cotado para assumir o Ministério da Agricultura, segundo reportagem da revista Veja desta semana. Ele também declarou ter recebido dos filhos, Belisa e André, R$ 18,5 mil.
Ao todo, a arrecadação do republicano soma R$ 5,648,397.85, segundo a prestação de contas entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso.  As despesas declaradas chegam a R$ 5,648,159.46.
Fonte: Prosa e política - http://bit.ly/dDccNl

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Caiu o IDH da educação no Brasil

Saiu o novo cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no que diz respeito à educação. O índice do Brasil caiu de 0,833 para 0,699 entre 2009 e 2010 mas, segundo o MEC, os resultados não são comparáveis porque houve mudanças na metodologia.
O IDH varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano.
O MEC ainda questiona as fontes e datas utilizadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) – que calcula o IDH. “O recente relatório apresenta variação de fontes de informação e períodos de referência que nem sempre coincidem com as referências dos dados oficiais, no caso do Brasil”.
De acordo com o governo, em oito anos, a taxa de escolaridade média de pessoas acima de 25 anos cresceu 25%, mas o aumento não foi considerado no cálculo do IDH.
COMENTO: O governo não admite a realidade. Ministros e gestores públicos do governo Lula teimam em mostrar um país que não existe. Apear das visíveis melhoras econômicas, em razão do plano real que deu certo, nada evoluiu na educação do país. E não é difícil perceber a péssima qualidade do ensino brasileiro.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A vitória da pelegocracia

EUA passam Brasil em exportação de etanol

Considerado o país do etanol, o Brasil foi ultrapassado pelos Estados Unidos no primeiro semestre em exportação do produto. Ouvida pelo blog, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que não vê o fato como ameaça, mas como uma questão pontual, "de preço" - o dólar vem perdendo valor em relação às outras moedas, inclusive o real.
Segundo o diretor técnico da entidade, Antonio de Padua, o Brasil deve vender mais ao exterior do que os EUA no acumulado do ano.
- Por uma questão de câmbio, o etanol dos EUA, de milho, ficou mais competitivo no curto prazo do que o brasileiro. Mas não tem ameaça, isso é bobagem. Do ponto de vista ambiental e energético, ele não ganha do etanol da cana - diz o diretor, explicando que o mercado doméstico brasileiro está bastante aquecido, ao contrário do americano, afetado pela crise.
Segundo a agência Estado, os Estados Unidos, em apenas cinco meses, já haviam exportado o mesmo volume que venderam em todo o ano de 2009. Até setembro, as vendas haviam chegado a mais de 700 milhões de litros para o exterior.
* http://bit.ly/dqZEvq

Coisas de répteis

A senadora Marina Silva (PV-AC) comentou na noite deste domingo, em Brasília, a vitória de Dilma Roussef (PT) à Presidência do Brasil.
“Parabenizo a ministra Dilma por ter sido eleita presidente e a primeira mulher presidente do Brasil”, afirmou em entrevista na noite deste domingo (31), em Brasília.
Marina disputou a eleição, mas ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com cerca de 20 milhões de votos. Ela não revelou em quem votou no segundo turno. Por volta da meia-noite, Marina postou em sua página no Twitter que ligou para Dilma para cumprimentar: "Por volta das 23h25, falei com a ministra Dilma. Cumprimentei-a pela vitória. Ela agradeceu e se disse feliz pelo contato", escreveu Marina. A senadora ainda complementou: "Saudei a ministra Dilma por ser a primeira mulher presidente do Brasil; Ela manifestou disposição para o diálogo em seu futuro governo".
A senadora desejou “boa sorte” a Dilma e disse que a nova presidente deve ter no cargo " sagacidade das serpentes”.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Venceu a mentira, a conspiração, o crime organizado.

Venceram encobrindo, escamoteando, escondendo,
por detrás das muralhas imaginárias
a sua própria vergonha, já nem mesmo reconhecida!
Venceram driblando a Lei, a Constituição.
fingindo que nada existe além da sua vontade de vencer.
Vence assim o conchavo, a negociação por detrás das portas,
vence o descaramento da descoberta sem que providencias sejam tomadas.
Nossas instituições ruiram, nada nem ninguém temos mais que os combata!
Venceu a mentira, a conspiração, o crime organizado.
A ilusão de levar uma desconhecida e inábil ao poder de uma Nação um dia promissora.
Fora do ritmo estão a honradez, a dignidade, o respeito, o caráter.
Me perco, nem sei se lembranças serão capazes de alimentar-me no presente.
Sobreviver é a palavra de ordem, so-bre-vi-ver sem se deixar contaminar
pelo tamanho ódio que flui destas almas que usam do populismo para promoverem-se a si mesmos.
O EU que ilude os ignorantes, não importa se ricos ou pobres.
Ignorantes existem em todas as camadas sociais.
A história dos povos do planeta já avisa sobre qual será nosso fim.
Devemos merecer tal resultado!
Está escrito....
*Ana Prudente, por e-mail