segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sucesso e fracasso

Os fatos são suficientemente fortes para mostrar que olhar para a Argentina com inveja não faz o menor sentido
A mídia brasileira e a mundial deram grande destaque ao fato de que o Brasil tomou, em 2011, o lugar da Inglaterra como a sexta maior economia do mundo.
Isso estava previsto para ocorrer somente em 2013, mas a crise europeia e o elevado crescimento brasileiro no ano passado fizeram com que ocorresse agora.
Nos próximos anos -entre 2013 e 2014- será a vez da poderosa França ser ultrapassada pelo Brasil nessa competição entre nações emergentes e países desenvolvidos que já dura uma década.
Com a Europa entrando em um período longo -talvez mais de cinco anos- de ajustes estruturais e o Brasil surfando um crescimento continuado, talvez até a poderosa Alemanha fique para trás antes que a década atual termine.
Mas, nesta minha última coluna do ano, quero chamar a atenção do leitor para as economias emergentes perdedoras e que, por erros próprios, estão fora dessa arrancada de crescimento.
Entender por que países como a Argentina estão caminhando na direção oposta da do Brasil é uma forma de fortalecer o caminho que estamos trilhando desde que FHC assumiu o poder em 1995.
Até porque temos entre economistas brasileiros, muitos deles ligados ao governo, os que insistem em apresentar a política econômica peronista da família Kirchner como modelo a ser seguido.
Em 1980, entre as 20 maiores economias do mundo, a Argentina ocupava a 10ª posição e o Brasil, a 16ª. Vinte anos depois essas posições tinham se invertido, com o Brasil na 10ª posição e a Argentina na 16ª. Em 2010, o Brasil já era a 7ª economia no mundo e a Argentina estava fora da lista das 20 maiores. Um desastre completo nestes 30 anos.
Nas projeções do FMI para 2015, o Brasil já será a 5ª economia do mundo, ultrapassando a França, e a Argentina estará relegada à 27ª posição. Que fracasso...
Certamente o leitor vai concordar comigo que os fatos são suficientemente fortes para mostrar que olhar para a Argentina com inveja não faz o menor sentido. Pelo contrário, é fugir das ideias básicas que sustentam o modelo de política econômica no nosso vizinho como o diabo foge da cruz. E quais são os pontos de divergência entre a maneira brasileira de administrar a economia e a argentina?
Para mim a questão principal do modelo argentino é a constante intervenção do governo, sempre na busca de resultados econômicos e políticos de curto prazo, nas regras fundamentais de funcionamento dos mercados. Com isso não existe um futuro para as decisões empresariais fora das relações especiais com o governo. Cito a seguir alguns dos pontos centrais do modo argentino de gerir uma economia de mercado e que são resultantes da intervenção do governo.
A repressão financeira, que destruiu o mercado de crédito privado e de capitais, fez com que não exista oferta de recursos acima do prazo de um ano na economia e, mesmo assim, a taxas de juros nominais negativas. A Bolsa de Buenos Aires é uma piada quando comparada com a BMF/Bovespa.
A política de juros menores do que a inflação destruiu o sistema interno de poupança e provocou a exportação para o exterior das economias dos argentinos. Outro resultado perverso da constante intervenção do governo na economia privada é a falta de confiança dos agentes econômicos nas regras de funcionamento de vários mercados e que, por única decisão do governo, podem ser alteradas a qualquer instante.
Como resumo, podemos dizer que o sucesso brasileiro dos últimos anos vem de certa sabedoria - política e técnica- de equilibrar liberdade de mercado com uma intervenção limitada do governo. Já na Argentina a mão pesada -quase fascista- do peronismo destruiu as forças vivas que se desenvolvem em uma economia de mercado e criou um corpo deformado de monopólio de poder do Estado.
Manter esse equilíbrio no Brasil, respeitando as novas demandas por liberdade e racionalidade dos mercados na medida em que nossa economia se desenvolve, será a grande responsabilidade do governo Dilma nos próximos anos. Já a Argentina parece que não tem mais jeito.
*Luiz Carlos Mendonça De Barros

domingo, 8 de janeiro de 2012

A esquerda promove o crime no Brasil.

Aqui a íntegra do programa em vídeo do jornalista e filósofo Olavo de Carvalho, gravado no dia 4 deste mes, destacando dentre vários assuntos a questão da violência e da criminalidade no Brasil. Observa, com razão, que o esquerdismo alimenta até hoje a idéia de que a criminalidade decorre da injustiça social. Não é à toa que o Brasil se transformou num valhacouto de bandidos, já que o governo do PT é integrado por uma legião de esquerdistas cevados ideologicamente nessa visão sociológica completamente estúpida.
O resultado disso está não apenas na escalada da violência, mas no fato de que o Brasil começa a liderar o ranking internacional dos países em que ocorrem mais homicídios.
Olavo de Carvalho continua levantando os principais assuntos que a grande imprensa escamoteia todos os dias. Vale a pena ouvir seu programa. Por mais objeções que alguém possa ter contra Olavo de Carvalho, tem de admitir que ele está coberto de razão e faz uma discussão que a grande imprensa quando não a edulcora simplesmente ignora ou faz na cara dura o deletério jogo da esquerdismo.
Assistam:

sábado, 7 de janeiro de 2012

Bolsa blog: Trabalhe e pague imposto. O Governo Federal agradece.

Objetivo é sugerir financiamento de mídias como blogs e rádios comunitárias.
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática instalou a subcomissão especial para analisar formas de financiamento de mídia alternativa.
A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), que sugeriu a criação do grupo e será relatora da subcomissão, afirma que a ideia é analisar propostas para o financiamento de diversas formas de comunicação, desde blogs até rádios comunitárias. Segundo ela, o próprio conceito de mídia alternativa será objeto de discussão na subcomissão.
Para a deputada, é preciso estimular a sociedade civil organizada a construir espaços de produção de informação, com a divulgação de conteúdos mais próximos de suas realidades.
O ponto de partida da relatora serão as diretrizes para o financiamento da mídia alternativa tomadas pela I Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009.
A parlamentar explica ainda que já existem projetos de lei em tramitação na Casa tratando do assunto, que serão elencados e estudados.
COMENTÁRIO: Na verdade muitos blogs e até grande jornais já recebem dinheiro público para falar bem do governo.
Governo federal do PT gastou R$ 16 bilhões em oito anos em publicidade e patrocínios
O governo do PT entrou para a história da publicidade governamental como o maior anunciante do país, com um desembolso de nada menos do que R$ 16 bilhões em anúncios pagos em emissoras de radio, Tvs e jornais, e em ações de patrocínio esportivos e culturais em que a marca do governo Lula esteve em evidência.
A compra de espaços publicitários nos meios de comunicação, nos oito da “Era Lula”, foram aplicados quase R$ 10 bilhões dos cofres públicos em publicidade। Os números são oficiais e integram o balanço realizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Secom Federal.
Aqui abaixo um trecho de um blog de esquerda é isso que você vai patrocinar.
Para que fique bem claro, de uma vez por todas: quem somos “nós”, quem são “eles”. Nós somos os “militantes da utopia”, os “justos”, generosos, fraternos, humanistas; somos os guardiões e militantes de uma causa que preconiza mais distribuição de renda, mais Bolsa Família, mais empregos, Luz para Todos, mais Minha Casa Minha Vida,uma maior presença do Estado na economia, mais investimentos em infra-estrutura e saneamento básico, saúde, educação e segurança, mais cidadania.
Já eles, os perdedores, em sua esmagadora maioria, são/representam a “vanguarda do atraso”, o fundamentalismo religioso, o ódio, todo tipo de preconceito, o separatismo, a privatização, ou seja, a entrega do Estado a interesses privados, o cruel “higienismo” contra os desassistidos. Representam, pois, o destampatório de todo mal, a Pandora inesgotável – como bem registrou em artigo o meu valoroso conterrâneo Leandro Fortes. Eles simbolizam os “bichos escrotos” que solertes saíram dos esgotos, das sombras com a pretensão de arruinar a nossa festa e, por conseguinte, o nosso projeto de um país para todos os brasileiros.
* Movcc/Francisco Amado

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mais uma intoxicação de massa para atingir a meta do plano socialista

Em Shangzu, região autônoma de Xinjiang, oeste da China, onze pessoas morreram envenenadas com anticongelante altamente tóxico, segundo a agência oficial Xinhua.
Outras 120 pessoas tiveram de ser hospitalizadas pelo mesmo motivo. O químico tóxico mortal seria o etilenglicol, usado em motores, e solventes misturados em vinagre para consumo humano.
O governo socialista atribuiu a culpa ao Ramadã islâmico, que obriga ao jejum só durante o dia, enquanto à noite os muçulmanos se reúnem para comilanças.
Mas as contínuas intoxicações em massa revelam uma população tratada como animais, só servindo enquanto produzem para atingir o plano econômico socialista.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Conversa esquerdopata

Essa história de 'roubar petróleo' dos países árabes - me parece mais um dos efeitos das conhecidas histórias da carochinha.
Na realidade o petróleo adquirido pelos EUA e por qualquer país Ocidental é pago, e muito bem pago. Essa estória dos países ocidentais se apropriarem de recursos recursos naturais e/ou enérgicos dos países em desenvolvimento é a velha 'tese esquerdizóide' que é repetida como mantra, mas não tem base real nenhuma. Na verdade é uma das formas dos, (des) governos sobretudo abaixo da Linha do Equador dissimularem justamente a apropriação dos recursos, malversação e apropriação dos recursos públicos que eles próprios fazem.
O que seria, por exemplo, o "boom" de "commodities" dos países latino americanos em que a China é um dos maiores compradores? Seria 'roubo'? Buenas aí, como se trata de um regime político comunista a ótica muda  ...
*Rivadávia Rosa

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A conexão brasileira do Hamas

"aumentar o número de Ikhwans (milícias jihadistas) no Brasil".
Por mais que as autoridades brasileiras neguem, seguem aparecendo provas de que organizações terroristas de orientação islâmica estendem seus tentáculos no país.
Em abril passado, uma reportagem de VEJA revelou as conexões de cinco grupos extremistas no Brasil. Agora, a análise de processos judiciais e de relatórios do Departamento de Justiça, do Exército e do Congresso americanos expõe laços de extremistas que vivem aqui com a Fundação Holy Land (Terra Santa, em inglês), uma entidade que durante treze anos financiou e aparelhou o Hamas, o grupo radical palestino que desde 2007 controla a Faixa de Gaza e cujo objetivo declarado é destruir o estado de Israel. A Holy Land tinha sede em Dallas, no Texas, e era registrada como instituição filantrópica. Descobriu-se que havia enviado pelo menos 12,4 milhões de dólares ao Hamas e que ajudava o grupo a recrutar terroristas nos Estados Unidos e na América do Sul. Em 2001, entrou para a lista de organizações terroristas da ONU e, em 2008, seus diretores foram condenados na Justiça americana por 108 crimes, entre os quais financiamento de ações terroristas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A maior pena, de 65 anos de prisão, foi para Shukri Abu Baker, fundador, presidente e diretor executivo da Holy Land. Curiosamente,  passou despercebido o fato de que Baker é brasileiro. Mais do que isso: durante muitos anos ele manteve operações no Brasil, e alguns de seus comparsas ainda estão por aqui.
Shukri Abu Baker nasceu em Catanduva, no interior de São Paulo, em 3 de fevereiro de 1959. Sua mãe, Zaira Guerzoni, é filha de italianos e seu pai, Ahmad Abu Baker, um imigrante palestino. Em 1965, Shukri, seus pais e seus dois irmãos mudaram-se para a Cisjordânia. Ele terminou os estudos no Kuwait, mudou-se para a Inglaterra, onde fez faculdade, e em 1980 se estabeleceu nos Estados Unidos. Em 1988, com Mohammed El-Mezain e Ghassan Elashi, fundou a Holy Land. Enquanto isso, seu irmão Jamal Abu Baker, também brasileiro, adotava o nome de Jamal Issa e subia as escadas de poder do Hamas – primeiro na filial do Sudão e, depois, na do Iêmen. Jamal, atualmente radicado na Síria, foi um dos líderes do Hamas a receber os 1 027 presos que Israel libertou em troca do soldado Gilad Shalil, em outubro passado.
Na transcrição de uma ligação telefônica feita no dia 30 de janeiro de 2000, Jamal e Shukri Baker discutem as vantagens de usar um programa de computador para fazer chamadas internacionais para o Brasil. Os contatos com o país natal que realmente interessavam aos irmãos terroristas não eram os familiares. Eles tinham "negócios" por aqui. Prova disso é que a Holy Land pagou viagens de representantes do Hamas ao Brasil, a fim de arrecadar fundos. El-Mezain esteve no país por três semanas em 1993, para conseguir dinheiro e "avaliar como andavam as atividades da Holy Land", diz um documento da fundação. Entre os planos de ação para o ano de 1992 estava "aumentar o número de Ikhwans (milícias jihadistas) no Brasil".
Segundo o depoimento do ex-embaixador dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA) Roger Noriega ao Congresso dos EUA, em julho passado, as operações da Holy Land na Tríplice Fronteira – região entre Brasil, Argentina e Paraguai – eram comandadas pelo xeque Khaled Rezk El Sayed Taky El-Din. De fato, o clérigo islâmico aparece nas agendas telefônicas da Holy Land como um comato "importante" na América do Sul. Noriega também confirmou informações de que, em 1995, El-Din hospedou em Foz do Iguaçu Khalid Sheikh Mohammed, terrorista da Al Qaeda que organizou os atentados de 11 de setembro de 2001. O xeque estava à frente da mesquita de Guarulhos havia onze anos, mas pediu demissão em junho passado. Hoje, é diretor para assuntos islâmicos da Federação das Associações Muçulmanas no Brasil (Fambras). Procurado por VEJA, El-Din negou envolvimento com a Holy Land e com Shukri Baker. Outro contato da Holy Land no Brasil, de acordo com uma investigação encomendada pelo Departamento de Justiça americano em 2005, era Ayman Hachem Ghotme, considerado o principal arrecadador de fundos para o Hamas na Tríplice Fronteira. O libanês chegou a ser preso em 1998 pela Polícia Nacional do Paraguai, suspeito de envolvimento com o grupo terrorista Hezbollah. Depois do fechamento da Holy Land, Ghotme teria passado a comandar uma célula do Hamas especializada em contrabando e tráfico de drogas em Foz do Iguaçu, onde reside até hoje. Na semana passada, a reportagem de VEJA foi informada por seus parentes na cidade de que Ghotme está no Líbano.
Documentos secretos divulgados pelo WikiLeaks revelam que os Estados Unidos não têm conseguido sensibilizar o governo brasileiro para prestar atenção nas conexões do terror estabelecidas no país. Entre novembro de 2002 e fevereiro de 2010, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília produziu 279 telegramas que tocam nessa questão. Em duas dezenas deles, informa-se que os americanos pediram ao governo brasileiro a investigação de dezesseis pessoas e organizações ligadas ao terrorismo internacional. As autoridades  daqui se limitaram a pesquisar no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). No âmbito policial, a julgar pelo relato dos telegramas, nenhuma medida foi tomada. O governo brasileiro também hesita em estabelecer uma lei antiterror, alegando que ela atrairia terroristas, o que em raciocínio inverso equivale a dizer que ladrões só roubam porque existem leis de crimes contra o patrimônio. "Não se percebe a relevância de uma lei antiterror porque até agora fomos poupados de ataques", diz Rubens Ricupero, ex-embaixador nos Estados Unidos. Enquanto isso, extremistas estão livres para conspirar no Brasil.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A hegemonia do pensamento e a intimidação da verdade

Trata-se da criação e da difusão de interpretações uniformes e convenientes de idéias e fatos, fazendo com que as pessoas aceitem como corretas apenas as versões apresentadas pelos que têm o cinismo e o poder para disseminá-las. É a massificação do conhecimento, de forma a tornar mais cômodo pensar como querem seus ativistas, porque este passa a ser o “pensamento de todos”. Contrapor-se a uma mentira convenientemente plantada, procurar e comprovar a verdade, mesmo que ela esteja saltando aos nossos olhos e gritando à nossa consciência, deve tornar-se tarefa cansativa, infrutífera e enfadonha, de forma a inibir quaisquer iniciativas ou manifestações de desagrado ou desacordo, e, ao mesmo tempo, valorizar esfarrapadas, mas “simpáticas”, falsidades em detrimento da “desagradável” realidade.
Fica, assim, mais fácil aderir e render-se à mentira ou à postura recomendada do que impor-se a elas. Passa a ser mais conveniente e socialmente apropriado não ferir a sensibilidade dos mentirosos ou dos hipócritas, porque isto poderá atrair a sanha destruidora dos intelectuais orgânicos, ou seja, dos cretinos encarregados da difusão da versão “politicamente correta”, ou oportunista, dos fatos e das idéias.
Essa estratégia, que aprisiona e inibe sentimentos e manifestações, tem o poder de transformar heróis em bandidos, orgulho em vergonha, triunfo em derrota! Ela tem obrigado à escolha cuidadosa de palavras e meios para descrever a verdade, não por imposição dos bons costumes ou da convivência e da harmonia social, mas para prevenir as retaliações dos encarregados de ridicularizá-la e reprimi-la.
A omissão e o retraimento passaram a ser as atitudes esperadas e, supostamente, recompensadas para os que, mesmo podendo contrapor-se ao discurso e às atitudes do “intelectual coletivo”, com ele convivem em falsa harmonia, “pisando em ovos” para não despertar-lhe a ira.
O próprio Antonio Gramsci, mentor da hegemonia do pensamento, condena esta atitude: “Odeio os indiferentes. Acredito que viver significa tomar partido. [...]. Quem de verdade existe e vive não pode deixar de ser cidadão e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, é covardia!”
É tempo e é preciso, portanto, que os brasileiros de bem e, principalmente, as Instituições Nacionais, constitucionalmente comprometidas com a defesa do Estado e dos fundamentos democráticos, ocupem seus espaços e vençam a indiferença! É preciso reagir, com as armas da liberdade e da verdade, enquanto há tempo, para criar obstáculos à conveniência e à submissão totalitária à uma mentira que nos quer aprisionar a partir das mentes e das consciências, criando instituições e cidadãos abúlicos, parasitas e covardes!
*Texto por PChagas
- averdadesufocada

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Essência do comunismo

Certa feita Bertolt Brecht, o dramaturgo do “distanciamento crítico” no teatro, escreveu o seguinte: “Quem luta pelo comunismo tem de todas as virtudes apenas uma: a de lutar pelo comunismo”.
Vamos pensar um pouco. O que Brecht pretenderia dizer com “virtude” e “lutar pelo comunismo”? Verificando os procedimentos adotados pelo PC e seus integrantes ao longo da história, apenas isto: se o companheiro estiver laborando em favor da “causa”, sob qualquer pretexto ou disfarce, terá sempre o direito de roubar, trair, matar, mentir, vilipendiar e torturar.
Exagero? Bem, senhores, leiam os livros, consultem a história, examinem documentos e fatos que tratam dos feitos do comunismo
real. Melhor ainda: procurem conhecer as inúmeras biografias que traçam os perfis de Karl Marx e dos seguidores Lenin, Stalin, Mao, Fidel, Pol Pot, Guevara, Prestes e Marighella e verão que elas não tratam de outra coisa que não de atitudes e atos criminosos. O pró-
prio Brecht, que obrigava a mulher, Helene Weigel, arranjar garotinhas para ele bolinar no intervalo dos seus ensaios teatrais, não era flor que se cheirasse: mentiroso nato e hereditário ao negar ser comunista diante da Comissão de Atividades Antiamericanas dos EUA, considerado sonegador de impostos pelo fisco alemão, foi processado várias vezes por plagiar peças e idéias teatrais de outros autores.
Por sua vez, nunca será excessivo lembrar que o chamado “distanciamento crítico” entre a platéia e o texto, por ele industriado,
nunca passou de uma fraude, pois o dramaturgo comunista perseguiu na maioria dos seus textos (plagiados) os efeitos da catarse e da emoção levantados por Aristóteles.
Para não citar o exemplo clássico de Stalin, O Genocida, me volto para o companheiro Lenin, tido como o responsável pela materialização do regime comunista.
Pois bem. O vosso Lenin, logo que chegou a Petrogrado depois de desembarcar da Finlândia, rumou imediatamente ao Palácio Kshesinskaya, pouso dos bolcheviques, e de lá comandou, sob o pretexto de “saquear os saqueadores”, a prática do roubo e da pilhagem em série, assaltando bancos, igrejas e propriedades burguesas. Há neste percurso um lance macabro: informado por um assecla que o gerente do banco oficial mantinha as chaves do cofre presas numa das mãos, Lenin, que ainda não havia tomado o poder dos mencheviques, mandou amputar-lhe os braços e executá-lo com um tiro na nuca.
Não é preciso ir adiante. Fiquemos num exemplo pátrio. Ao aderir oficialmente ao comunismo, o camarada Prestes se apossou da quantia de 800 contos de reis, que lhe fora confiada pelos tenentes
revolucionários de 1930 para comprar armas. Em seguida, o Cavaleiro da Esperança Malograda traiu os tenentes e, com o fruto do roubo, viajou para Moscou e pagou o seu ingresso nas hostes do PCUS.
Em matéria de sangue, por sua vez, o líder comunista não ficou de mãos limpas: de forma vil, mandou enforcar e quebrar os ossos de Elza Fernandes, a Garota, tida por ele como “provocadora” vezo comunista de tachar alguém de “dedo-duro”.
Bem, escrevo, escrevo e não chego ao essencial. E o essencial, parafraseando Bakunin, é o seguinte: o comunismo é um mito e o ato revolucionário um roubo por excelência. Por que digo isso?
Vejamos um fato: recentemente, o noticiário escandaloso do país deu conta de que o companheiro Orlando Silva, ex-ministro do Esporte, construiu uma bem montada máquina para transferir dinheiro do seu ministério para o caixa dois do PC do B, partido a que pertence. O esquema adotado era simples: ONGs abertas pelos companheiros do partido recebiam financiamentos do governo para execução de “programas sociais”, cujos recursos, ou parte deles, somando milhões de reais, eram desviados para o caixa do PC do B e o bolso da militância. Um desses filiados, o policial João Dias, dono de duas ONGs em Brasília, denunciou à Policia Federal que um seu funcionário chegou a entregar R$ 800 mil ao motorista de Orlando Silva na garagem do ministério do Esporte. Diante da afirmação, o ministro renunciou ao cargo.
Há que se dizer que o negócio não é bem assim e que a corrupção desenfreada não é privilégio do PC do B dentro do governo socialista de Dilma Rousseff. Afinal, os ex-titulares da Casa Civil e dos ministérios dos Transportes, do Turismo e da Agricultura - para não falar no atual ministro do Trabalho, ainda na corda bamba - também perderam os cargos por denúncias de corrupção. Sim, é fato, eles não pertencem ao PC do B, o que não os impede, entretanto, de serem todos defensores do “Estado Forte”, hoje em dia o princípio ativo real do bom comunista  independente, como já assinalei, de sigla, pretexto ou disfarce assumidos.
Voltaremos ao assunto.
* Ipojuca Pontes - Cineasta, ex-Secretário de Cultura e Jornalista  - jornalinconfidencia

O fetichismo da batina

É interessante escutar as falácias de alguns ditos “conservadores”: eles dizem que não adianta nada criticar a CNBB. Alguns propõem rezar para que a Igreja se recupere.
A esquerda católica, porém, não mede esforços em destruir a ortodoxia, os conservadores e espalhar a mentira, a heresia e a apostasia.
Uma questão bastante incômoda, pela inércia ou mesmo quietismo entre os católicos, é a incapacidade de denunciar a infiltração maciça dos esquerdistas e comunistas na Igreja Católica e na CNBB. E pior, ninguém, nem mesmo alguns autonomeados conservadores (pelo menos eles se identificam como tais), possuem a coragem para se confrontar com a realidade cristalina de um clero decadente e comprometido com as causas petistas, como o aborto, o “casamento” gay, a campanha anti-“homofobia”, o desarmamento civil, o MST e outras bandeiras vermelhas. Com exceção da TFP e de alguns grupos tradicionalistas autênticos, a espiral do silêncio domina o espírito da Igreja.
Ao que parece, os católicos brasileiros atuantes sofrem de uma curiosa síndrome, o fetiche da batina. Não interessa se o padre é comunista, gayzista, pedófilo, homossexual, apologeta do MST ou eleitor do PT. Basta que o sacripanta tenha uma batina e os fiéis entram numa confusão mental entre o hábito e a autoridade moral do monge. É como se a formalidade e a aparência superassem a própria essência do sacerdócio, que é a autoridade moral implicada no sacramento, nas ações e no caráter de quem é ordenado.
Imaginemos que o nosso país fosse a Rússia, se tornasse realmente comunista e todas as esferas da sociedade civil fossem pulverizadas por um sistema totalitário. Alguém comungaria com um padre de alguma KGB da vida, para ouvir nossas confissões ou ministrar a missa? Se a confissão católica fosse escutada por algum membro da polícia política, não sobraria um católico livre para contar a história. No entanto, bestializados, alguns católicos, ainda que conscientes da realidade, reverenciam a batina fake do petismo clerical. Reverenciam seus próprios algozes, pela ficção de parecerem amigos.
Aliás, é interessante escutar as falácias de alguns ditos “conservadores”: eles dizem que não adianta nada criticar a CNBB. Alguns propõem rezar para que a Igreja se recupere. Outros se acovardam, com medo cego das batinas dos padres e bispos. E os demais justificam a reverência tosca do sacerdócio, como se este fosse um fim em si mesmo, para se eximirem de defender a doutrina católica e a Santa Madre Igreja.
A esquerda católica, porém, não mede esforços em destruir a ortodoxia, os conservadores e espalhar a mentira, a heresia e a apostasia. Não poupa nem mesmo o papa e o Vaticano. O “papa”, por assim dizer, da esquerda católica e da CNBB, é o PT, é o comunismo internacional. Ou quem sabe, Lula é o seu Messias e Salvador. Para padres e bispos esquerdistas, a igreja é tão somente um instrumento útil e dócil do Partido-Estado auto-divinizado.
É obrigação moral de qualquer católico sério exigir a compostura dos padres. Nenhuma batina deve dar imunidade, permitindo que alguns membros do clero corrompam a Igreja. Nenhum padre ou bispo pode justificar quaisquer alianças com os inimigos da Igreja, sem estar sob o preço de traí-la e de não merecer o menor respeito dos seus próprios fiéis. Na verdade, deveriam rasgar as vestes desses padres e bispos vermelhos, pois eles podem o ser em aparência, mas não o são em espírito. São indignos do sacerdócio pelo qual foram investidos. São os santos do pau oco. Estão longe de serem vigários de Cristo. No máximo, são vigaristas.
Por que os bispos da CNBB se sentaram para conversar com Marta Suplicy, já que esta se declara inimiga dos cristãos e quer impor atribulações e perseguições aos católicos? Por que se rebaixam tanto? Com certeza ela teve esse espaço entre o clero, menos pelo amor evangélico aos inimigos do que pela traição de Judas contra Nosso Senhor Jesus Cristo.
O clero da CNBB é como um pastor que joga o seu rebanho de ovelhas aos lobos. Com a lei anti-“homofobia” e demais políticas da esquerda, os fiéis católicos sinceros serão jogados aos leões. Com as bênçãos dos bispos e padres de passeata.
*Texto por Leonardo Bruno - midiasemmascara

Questões de direito.

Ando lendo o romance AS BENEVOLENTES, do Jonathan Littell (Rio de Janeiro, Objetiva, 2007) e já superei uma boa metade do volumoso livro. A narrativa é chocante, ali vemos que todas as leis e todos os marcos civilizatórios foram derrogados. Um delírio coletivo sanguinário tomou conta de toda a gente na Alemanha de Hitler. Penso que algo equivalente deu-se com a revolução bolchevique, tão sanguinária e tão genocida quanto. Diálogos inseridos pelo próprio Littell demonstram o parentesco ente o nazismo e o comunismo.
Littell, como Thomas Mann, fez do seu personagem um doutor. No caso, em Direito. Muito apropriado que um doutor em Direito, leitor de Kant, tenha aceitado alegremente ser um carrasco da SS. O próprio Doutor Fausto encarnado. O que choca no nazismo não é que o populacho, sempre infame e de instintos baixos e primitivos, tenha tido as rédeas do poder. Não! Foram os sofisticados intelectuais que aderiram sem peias ao irracionalismo homicida que redundou na hecatombe da II Guerra Mundial.
[Importa observar que no Brasil algo semelhante tem acontecido com a nossa classe letrada em relação ao PT. Alegremente deram sua adesão e seu consentimento. Por sorte este partido não teve forças para o terceiro mandato de Lula e não conseguiu governar o Estado de São Paulo, o que impediu até agora a tentação autoritária de governar por decreto. Mas o anseio para estar acima do bem e do mal não é escondido pelos petistas e é questão de tempo e oportunidade que se sintam à vontade para negar os valores elementares da civilização. Como na Alemanha, a adesão dos letrados se deu em simultâneo com a adesão dos empresários. Por isso que não há oposição no Brasil, como não houve oposição a Hitler.]
Nos últimos anos tenho tentado me dar uma resposta para essa questão da perda dos valores civilizacionais, o mergulho no irracionalismo genocida. A resposta que encontrei está no âmbito da filosofia política, com o respectivo desdobramento no campo do Direito. O corte essencial se deu no Renascimento, com a emergência do Estado nacional, e a Reforma, que deificou o direito positivo. A reviravolta na ciência política, desde Maquiavel, levou à superação do direito natural. Desde então a fonte do Direito deixou de ser transcendente para se escorar unicamente no poder do príncipe. Esse foi o declínio civilizacional que abriu caminho para todos os crimes amparados nas razões de Estado, que temos visto desde as guerras religiosas.
O abandono do direito natural consolidou-se nos juristas do século XVII, especialmente com Hobbes e Grocius. Então a expressão direito natural passou a designar algo diverso do que até então se entendia por ela. A fonte do Direito foi transferida para a razão, o que equivale a dizer: para o príncipe. O golpe final veio com a democracia de voto universal, que deu às massas o poder de demandar seus preconceitos e instintos baixos para o governante, que se viu na contingência de procurar atende-las. Governar deixou de ser a busca do bem comum para ser o cultivo das multidões insaciáveis.
O fim da II Guerra Mundial levou a que juristas e filósofos meditassem sobre o totalitarismo. Era preciso responder: como foi possível? No plano conservador a resposta foi dada adequadamente por Eric Voegelin e Leo Strauss: o ponto estava no positivismo jurídico e o caminho de volta à civilização levava ao retorno ao direito natural. Foram derrotados pela corrente alternativa, a que vinha do jus-naturalismo de Hobbes e Locke: pela tese dos direitos humanos. A ironia é que as boas intenções liberais que tentaram conter a lama negra do totalitarismo com essa perfumaria já estavam derrotadas pela empolgação da tese pelos radicais de esquerda, que fizeram dos direitos humanos panfletos telegráficos para subverter a ordem liberal e restaurar o cinismo do positivismo jurídico com toda pompa. Viu-se, na segunda metade do século XX, o triunfo das teses do partido revolucionário, primeiro nas organizações multilaterais, como a ONU, depois pela paulatina substituição da legislação de cada país por sua forma jurídica uniformizadora em escala planetária.
Nomes como Norberto Bobbio e John Rawls prevaleceram, a partir do ponto de vista de Antonio Gramsci, sobre as posições conservadoras. Se é certo que Eric Voegelin e Leo Strauss inspiraram Ronald Reagan e os Bush, sua influência não passou de inspiração para o governante, jamais para a estrutura do Estado. O direito natural não poderia ser restabelecido se todas as escolas de Direito ensinavam a visão alternativa. O pensamento único em direito virou uma realidade. Foi a vitória completa do igualitarismo revolucionário.
[Uma das coisas notáveis da política em São Paulo é a enorme taxa de rejeição de José Serra. Mesmo os acadêmicos vinculados à sua escola de origem, a Unicamp, rejeitam-no vigorosamente porque José Serra ousou defender as privatizações. Pecado imperdoável para aqueles que desejam uma economia plenamente estatizada, mesmo contrariando a experiência que mostrou ser irracional e contraproducente a estatização total. Essa gente quer isso. É a sua meta e é questão de tempo que a alcancem. A rejeição a José Serra é a mesma de que padece Fernando Henrique Cardoso, pelas eventuais coisas boas que fizeram enquanto governantes.]
Os tempos de crise que se abrem agora colocam os mesmos problemas e os mesmos riscos e dilemas que foram colocados para aqueles que viviam na década de Trinta do século passado. Aderir ou não aderir não é pergunta que se faça, já que todos aderiram ao poder estabelecido. A impressão que tenho é que os milhões de mortos no altar da estupidez não deixaram lições preventivas, exatamente porque essa nefasta experiência não trouxe impactos no mundo jurídico. De novo o positivismo nas letras jurídicas triunfa. Por isso que a agenda revolucionária em matéria de costumes não encontra objeção de consciência. O ambientalismo, o gaysismo, o abortismo, a destruição acelerada da família monogâmica encontram-se em estado avançado. A supertributação é vista como normalidade. Se é a vontade do governantes, só cabe obedecer e não questionar. Sabemos muito bem onde esse caminho levará. Basta ler o livro de Jonathan Littell. O matadouro pode estar na curva do tempo.
*Texto por NIVALDO CORDEIRO, por e-mail, via resistêcia democrática - www.nivaldocordeiro.net