quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Aécio ressuscita o sonho do segundo turno.

A pesquisa Datafolha que acaba de ser divulgada mostra Aécio Neves a um passo do segundo turno. A vantagem de Marina Silva sobre o senador tucano, que chegou a 20 pontos percentuais no início de setembro, caiu para 5. Com 20%, o candidato do PSDB tentará ultrapassar os 25% de Marina com ataques simultâneos em três frentes: São Paulo, Minas Gerais e o difuso território que abriga eleitores oposicionistas decididos a votar em quem tiver mais chances de vencer Dilma Rousseff.
Aécio acredita que, com os ventos do voto útil soprando a seu favor, ficará menos complicado conquistar o apoio da multidão de mineiros e paulistas que, historicamente simpáticos ao PSDB, ainda não encontraram motivos para transformar o senador em presidente. A paisagem política recomenda que a ofensiva se estenda a uma quarta frente, povoada por brasileiros ainda à espera de um porta-voz da indignação provocada pelo mais corrupto dos governos.
Faltam quatro dias para a eleição. Na mais surpreendente disputa presidencial da história republicana, 96 horas são uma eternidade.
*Augusto Nunes

Silas Malafaia solta vídeo Chocante para fazer Dilma perder a reeleição.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

OAB nega registro a um homem decente: Joaquim Barbosa.


OAB-DF nega carteira a Joaquim Barbosa,mas registro do mensaleiro e condenado,Dirceu é mantido.
*Sérgio Augusto @sergiaugusto 
COMENTO: Para um advogado que foi condenado corrupto a OAB dá toda regalia e nem cogita cassar seu registro...
Já com um Jurista capaz, sério e decente como Barbosa...

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O engodo do "Mais médicos" e os falsos médicos cubanos.

É inacreditável! A Polícia Federal descobriu grande quantidade de diplomas falsos entre médicos cubanos do Mais Médicos, programa eleitoreiro do PT na tentativa de eleger o Alexandre Padilha a governador do Estado de São Paulo. O Alexandre Padilha é aquele que comprou Viagra superfaturado no Ministério da Saúde com o dinheiro do SUSto. Esses falsos médicos descobertos são acusados de não terem cursado Medicina alguma, inscritos nesse programa que veio para fazer politicagem para o PT e não para atender a saúde pública dos brasileiros que continuam sofrendo para ter um atendimento médico e hospitalar por falta de recursos à saúde pública, que, em vez de ter aumentado a quantidade de leitos hospitalares nos mandatos petistas, foram diminuídos 20.000 aproximadamente em todo o Brasil. Foram expedidos 41 mandados de busca e apreensão pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal do Mato Grosso. Esses mandados estão sendo cumpridos em 14 Estados: Mato Grosso, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Roraima, Rio Grande do Sul e São Paulo. E a responsabilidade governamental pelo atendimento à saúde pública do povo brasileiro, como é que fica? Queira ou não, o governo petista é responsável pelo risco em que está sendo colocada a saúde dos brasileiros nas mãos de inabilitados profissionais da saúde.
*(Benone Augusto de Paiva, via e-mail)

domingo, 28 de setembro de 2014

Jornalista publica texto após visitar Cuba: 'Favela totalitária, em que todos nascem condenados à prisão perpétua'.

                                                                     Imagem: Gabriela di Bella/JC

O jornalista Juremir Machado da Silva, do Correio do Povo, republicou, nesta semana, artigo escrito após a visita a Cuba, gerando polêmica nas redes sociais. Para Silva, Cuba é um regime totalitário, uma "enorme favela em meio ao paraíso caribenho", uma grande prisão, em que "todos nascem condenados à prisão perpétua". Leia abaixo:
Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao comunismo. Usei todos os chavões que conhecia para justificar o projeto cubano. Não deu certo. Depois de 11 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei de novos os pontos.
O problema do socialismo é sempre o real. Está certo que as utopias são virtuais, o não-lugar, mas tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão. Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.
Não fiquei trancando no mundo cinco estrelas do hotel Habana Libre. Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci. Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos. Em Cuba, até os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação. É ainda pior. Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: ‘Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de policiais’. Um policial pode ganhar até quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares mensais. José, professor de História, e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no Centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros chega a 30). Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos. José tem o dom da síntese: ‘Cuba é uma prisão, um cárcere especial. Aqui já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Não podemos viajar e somos vigiados em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo. Alívio é arranjar dólares com turistas’. José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos,pedem tudo: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes. Como não podem entrar sozinhos nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar. O sistema de livreta, pelo qual os cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto impensável.
José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi. Uma festa. Culpa do embargo norte-americano? Resultado da queda do Leste Europeu? José não vacila: ‘Para quem tem dólares não há embargo. A crise do Leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio’. Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado, confortavelmente instalados em Miramar; os militares e os policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo. ‘Para ter um emprego num hotel é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência’, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais.
Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que,quando visito um país problemático, o regime cai logo depois da minha saída. Respondem em uníssono:
Vamos te expulsar daqui agora mesmo’. Pergunto por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num Estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina. Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha por uma minha se eu assassinar Fidel para eles.
Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: ‘Cuba é uma ditadura’. Peço demonstrações: ‘Aqui não existem eleições. A democracia participativa, direta, popular, é um fachada para a manipulação. Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda, e, se fizéssemos um discurso em praça pública para criticar o governo, seríamos presos na hora’.
Ricardo Alarcón aparece na televisão para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: ‘É o braço direito da ditadura. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada. Os delegados confirmam os deputados; estes, o Conselho de Estado; que consagra Fidel’.Mas e a educação e a saúde para todos? Ariel explica: ‘Temos alfabetização e profissionalização para todos, não educação. Somos formados para ler a versão oficial, não para a liberdade.
A educação só existe para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão’.José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena:’Estão ajudando as famílias a sobreviver’. Por uma de 15 anos, estudante e bonita, 80 dólares. Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver ‘Força de um Desejo’. Uma delas justifica: ‘Só temos a macumba (santería) e as novelas como alento. Fidel já nos tirou tudo.Tomara que nos deixe as novelas brasileiras’. Antes da partida,José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há ‘rumvoltados’. 
*Lígia Ferreira - Folha Política

sábado, 27 de setembro de 2014

Dilma Roussef tirou a máscara em Nova Iorque.

Ao conspurcar o nome do Brasil com as desastradas declarações que esparramou na ONU – acordo com terroristas decapitadores e rejeição do acordo sobre o fim para as devastações de florestas – a presidente Dilma Roussef tirou a máscara e mostrou quem realmente ela é.
. Estamos diante de uma personagem que precisa ser analisada sob o ponto de vista psíquico, mas tam bém a partir da releitura dos velhos, surrados e ultrapassados figurinos comunistas aos quais ela prossegue fiel.
. Um novo mandato de Dilma Roussef e do PT poderá resultar no mais completo vexame da jovem democracia brasileira.

Perigosa boquirrota.

Sempre ouvi dos meus pais: “quem conversa demais dá bom dia a cavalo”. Ou seja, o boquirroto, um dia, vai levar um coice. É um problema dele, claro. Contudo, quando o tal inconveniente conversador é o chefe de governo de um país, quem leva o coice são os cidadãos que ele diz representar.
Quando vi e ouvi a Roussef falando em “acordo”, “negociação” com o estado islâmico, vários pensamentos se atropelaram em minha cabeça. Será que ela é irresponsavelmente ignorante ou apenas irresponsável? Será que, por seu histórico terrorista, ela sentiu um frêmito revolucionário, um gosto de sangue? Será que aliados dos criminosos que escravizam Cuba imaginam ser capazes de dialogar com bestas assassinas no Oriente? A arrogância dos comunistas levou aquela senhora a se esquecer do cargo que ocupa no momento?
Não sei, nada sei. Desconheço as regras e leis que regem a diplomacia brasileira. Existem regras ou leis? Ou qualquer asno ou anta pode enfiar o país em um inferno de violências com pronunciamentos irresponsáveis diante do mundo inteiro?
Meu medo é que a insensata criatura, que discursou na ONU tratando os terroristas do ISIS como se fossem um Estado, tenha – tal qual o anel de Tolkien – desviado para nosso país, o olho vermelho e assassino do monstro que ora ameaça o mundo inteiro.
*Saramar Mendes

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Corte francesa inaugura o "direito a blasfêmia"

Corte francesa absolve feministas que invadiram Catedral de Notre Dame e condena vigias “por violência contra as militantes”

Em fevereiro do ano passado, algumas ativistas do movimento feminista Femen, famosas por suas exibições internacionais desnudas, decidiram “comemorar” a renúncia do Papa Bento XVI invadindo a Catedral de Notre Dame, em Paris, com inscrições no corpo que diziam: “ Pope no more - Papa não mais” e “Pope Game Over”. Além dos transtornos causados pela invasão do templo e pelo ultraje ao sentimento religioso dos católicos presentes, as militantes teriam danificado três sinos da igreja com bastões de madeira, segundo informações das agências internacionais.
Notícias recentes reportam que as feministas foram “absolvidas por ato na Notre Dame”. A Justiça penal da França não só decidiu “inocentar nove ativistas do movimento feminista Femen”, como “condenou três vigias da catedral que haviam tentado interromper a ação das militantes a multas que vão de 300 euros a 1 mil euros (...) por violência contra as militantes”!
Não, você não leu errado. É isso mesmo. As ativistas invadiram Notre Dame e saíram… impunes. Ao contrário, os vigias “malvados”, que não deixaram que as militantes “expressassem o seu pensamento”, foram condenados pelo tribunal a pagar multas.
Mas, o absurdo não para por aí. A Justiça francesa “considerou que não havia provas suficientes de que as ativistas haviam danificado o sino” da igreja! Ou seja, não tem problema nenhum em invadir a catedral, gritar e insultar a religião católica… contanto que os sinos da igreja permaneçam intactos. Está liberado entrar em templos religiosos e fazer o escarcéu… contanto que não se danifique nenhum móvel ou objeto do local. “Se alguém jura pelo Santuário, não vale; mas se alguém jura pelo ouro do Santuário, então vale!” (Mt 23, 16), decretam os fariseus do século XXI.
Os jornalistas que falam sobre a absolvição das jovens do Femen também estão obcecados com os sinos. “No julgamento, as militantes do Femen contestaram ter danificado o sino, alegando que haviam coberto os bastões de madeira com feltro” - “O advogado dos representantes da Notre Dame, por sua vez, disse que a proteção se descolou e que as ativistas tocaram o sino com um bastão sem proteção” - “A Justiça considerou que não havia provas suficientes de que as ativistas haviam danificado o sino”. Ora, quem é que pode se preocupar com um sino, ainda que de ouro, quando o santuário está sendo profanado? “Insensatos e cegos! Que é mais importante, o ouro ou o Santuário que santifica o ouro?” (Mt 23, 17).
Mas, em uma cultura materialista, as pessoas não são capazes de enxergar nada além do que captam os seus sentidos. Veem o ouro, mas já não conseguem contemplar a beleza do santuário. O edifício da igreja já não é nada mais do que cimento e tijolos. Non est Deus (Sl 53, 1): não há Deus, nem nada sagrado e transcendente pelo qual viver.
O bárbaro da modernidade já não é capaz de elevar-se… esforça-se por esquecer que seus antepassados faziam o sinal da cruz ao passar em frente a uma capela; trabalhavam duro para conseguir o pão de cada dia para os seus filhos; e iam à Missa todos os domingos, pois tinham consciência de que, se o Senhor não construísse as suas casas e cuidassem de suas cidades, em vão trabalhariam os construtores e vigiariam as sentinelas (cf. Sl 126, 1). Então, para não mais lembrar que a Europa um dia foi cristã, eles, com uma impiedade animalesca, precisam pôr abaixo tudo o que lhes lembra este passado glorioso, quando os homens, justamente por adorarem a Deus, eram homens de verdade, de corpo e de alma.
Inna Schevchenko, uma das fundadoras do Femen, comemorou a sentença da Corte francesa. “É um bom exemplo para os outros países. Isso nos encoraja a continuarmos com nossa ação. Temos orgulho de saber que a blasfêmia é um direito e que não seremos condenadas por isso”, afirmou.
O tempora, o mores! Para esta triste época, em que a impunidade é encorajada, o ateísmo é acolhido como “religião oficial” do Estado e a blasfêmia não só é praticada, como transformada em “direito”, não resta senão suplicar a Cristo que suscite nos corações dos cristãos o amor a Deus e o empenho de, mais uma vez, salvar o Ocidente da barbárie.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere - Fonte: BBC Brasil 

O Estado banqueiro.

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Banqueiro caricato: no Brasil, esse é o próprio governo!

O MAIOR BANQUEIRO DO BRASIL

A esquerda nacional tem apenas um passatempo preferido ao antiamericanismo: o ódio aos banqueiros. Em época de eleição ele volta com tudo. Os banqueiros são tratados como os párias da nação, os gananciosos insensíveis responsáveis por todas as nossas desgraças. Há só um pequeno detalhe: o maior banqueiro do país, de longe, é o próprio estado.
Com mais destaque nos últimos anos, o BNDES ultrapassou o Bradesco no segundo trimestre deste ano em ativos e está próximo de superar o concorrente privado no mercado de crédito. Em junho deste ano, o banco federal de desenvolvimento se tornou o quarto maior banco do país em ativos, com R$ 803 bilhões, segundo levantamento do Banco Central com base nos balanços da instituição.
O banco está agora atrás de Banco do Brasil (R$ 1,3 trilhão), Itaú Unibanco (R$ 1 trilhão) e Caixa (R$ 963 bilhões). Ou seja, dos quatro maiores bancos do país, simplesmente três são estatais! O Brasil, nesse aspecto (e em outros), é um bom aluno marxista.
Afinal, Marx, em seu O Manifesto Comunista, escrito com Engels, propõe a concentração do crédito no estado como um dos instrumentos para chegar ao “sonhado” comunismo. Estamos quase lá, com mais da metade do crédito total nas mãos estatais.
E a presidente Dilma quer muito mais! Na entrevista ao “Bom Dia Brasil”, Dilma disse que Marina Silva quer enfraquecer os bancos públicos, e que sem eles não é possível conceder tanto crédito subsidiado para tantos programas sociais. Na cabeça da presidente, os recursos dos bancos públicos caem do céu ou brotam em árvores, e ela pode simplesmente definir uma taxa de juros arbitrária abaixo do mercado, impunemente.
É nisso que dá ter um banqueiro estatal tão grande: ele distorce totalmente a economia, a alocação de recursos, que deixa de seguir critérios econômicos e passa a responder aos interesses políticos e eleitoreiros. O maior banqueiro do Brasil é um populista que não liga para o amanhã, apenas para o hoje, o aqui e agora, o dia das eleições.
No caso específico do BNDES, temos o maior esquema já visto de transferência de recursos dos mais pobres aos mais ricos, uma Bolsa Empresário típica do nosso socialismo de compadres. Já o Banco do Brasil faz a festa dos “amigos do rei” no setor agrícola, enquanto a Caixa fomenta uma bolha no mercado imobiliário. Tudo de forma bastante irresponsável, de olho nos dividendos políticos.
Presume-se que no capitalismo o capital tenha alguma relevância. Pois bem: ele deveria ser alocado da forma mais livre possível, com base em critérios econômicos, na lei de oferta e demanda. Eis a forma mais eficiente que conhecemos. Mas no Brasil estamos muito longe disso.
Por aqui, o verdadeiro banqueiro é o próprio estado, decidindo de cima para baixo como o capital, oxigênio da economia, será distribuído. Alguém ainda fica espantado com tanta ineficiência, corrupção e alta inflação?
*Texto por Rodrigo Constantino

Tramita no Tribunal Internacional de Haia, uma ação criminal contra Maduro por crimes de lesa humanidade.

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala durante uma roda de imprensa conjunta com o presidente da Colômbia. Juan Manuel Santos (que não aparece nessa foto), em 1 de agosto de 2014, na cidade de Cartagena (Colômbia). Foto AP.
A Promotoria da Corte Penal Internacional (CPI) de Haia iniciou o estudo de uma denúncia apresentada por mais de 300 deputados e senadores da Espanha e da América Latina, que acusam a cúpula do regime bolivariano herdado por Nicolás Maduro do falecido Hugo Chávez Frías, de crimes de lesa humanidade durante a cruenta repressão das manifestações deste ano. 
A mesma denúncia, que também acusa o regime de manipular e aparelhar o sistema judicial venezuelano como instrumento de perseguição política, atribui ao chavezismo uma série de violações dos direitos fundamentais da pessoa humana que teriam sido perpetradas pelos “corpos de segurança” (inclusive milícias paramilitares) do chavezismo durante a feroz repressão aos manifestantes que deixou este ano mais de quarenta mortos, centenas de feridos, milhares de prisões e dezenas de casos documentados de tortura.
A denúncia tinha sido apresentada em abril pelos legisladores, agrupados sob a Aliança Parlamentar Democrática da América (APDA), organização constituída por deputados e senadores da América ibérica, interessados em promover os direitos humanos e os valores democráticos. Numa carta dirigida à Aliança, o chefe da Unidade de Informação e Evidência do Escritório do Promotor da Corte Penal Internacional, Mark Dillon, notificou os legisladores que seu escritório tinha iniciado a etapa de interrogatórios preliminares.
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 “Sob o artigo 53 do estatuto de Roma, o promotor deve considerar se existe uma base razoável para crer que foram cometidos crimes dentro da jurisdição da Corte, a gravidade desses crimes e se o sistema nacional está ou não investigando e processando os crimes relevantes no interesse da justiça”, escreveu Dillon na notificação dirigida ao presidente da APDA, o deputado boliviano Adrián Oliva. “A análise será feita com a maior celeridade possível, mas, por favor, tenha em conta que uma análise significativa desses fatores poderá levar algum tempo”, acrescentou o Promotor.
Já Oliva explicou da Bolívia que a comunicação emitida pela Promotoria da CPI é o prelúdio de uma eventual investigação por parte da Corte sobre as graves violações dos direitos humanos que estão sendo perpetradas na Venezuela.
Um dos objetivos da CPI é o de verificar se na Venezuela existem tribunais que estejam averiguando e tramitando ações públicas, populares ou não, de modo natural e processual habitual e as estejam processando para apurar responsabilidades de crimes pelas graves denúncias de violações aos direitos humanos no país durante o período mencionado.
No entanto, os legisladores argumentaram em sua denúncia que isso não é possível ocorrer diante da falta de independência do poder judiciário na Venezuela, onde Maduro dá “instruções aos promotores”, em público, para que processem judicialmente os seus oposicionistas.
As provas enviadas pelos denunciantes incluem testemunhos e material recolhido durante as manifestações que mostram como os agentes dos organismos de segurança e integrantes de milícias paramilitares vinculadas ao chavezismo utilizaram armas de fogo contra os manifestantes. Várias ONGs, incluindo a Human Rights Watch, emitiram uma série de informes sobre a sistemática violação dos direitos humanos na Venezuela, que incluem o uso frequente da tortura contra dissidentes.
A decisão da Promotoria de dar início ao exame do caso venezuelano ocorre em meio de uma recente onda de sinalizações e acusações de que o regime de Maduro está se tornando cada vez mais repressivo. Essas violações estão distanciando a “Revolução Bolivariana” sob o mando de Maduro frente do que era quando seu fundador, Hugo Chávez, estava vivo.
O ex-embaixador da Venezuela junto à ONU, Diego Arria, ressaltou que ainda quando Chávez acumulou um enorme poder e encarcerou arbitrariamente seus opositores, sempre cuidou de “manter as aparências” dando aos casos uma conformação legal. Isso, no entanto, não está acontecendo agora com Maduro, cujo governo adquire cada vez mais características ditatoriais, comentou Arria de Nova York. “Não se pode mais dizer que a Venezuela seja uma democracia, pois está sob um regime militarizado, onde mais da metade dos ministros são militares, onde os vice-ministros são militares ou obedecem instruções de militares cubanos investidos de mais força decisória que eles, e os presidentes das empresas estatais de uma economia francamente estatizada também o são”, disse o diplomata. “A Venezuela é o exemplo do que são as novas ditaduras do Século XXI, que mal têm uma roupagem institucional democratóide”, receita infalível para o caos, o retrocesso e o atraso.
Ainda assim, Maduro, com a repressão que exercita sob aconselhamento cubano, está se despindo de toda a roupagem institucional que possa fazer seu país sequer parecer uma democracia. “Está a fazer um striptease antidemocrático”, afirmou Arria.
Ao conjunto de denuncias, das ONGs e dos legisladores ibero-americanos está se somando o coro de vozes que advertem a comunidade internacional de que “o imperador está nu”, acrescentou o ativista democrático Luis Monch, cuja ONG ‘UNOAMERICA’, tem respaldado os esforços da APDA junto à CPI de Haia. “Está havendo a conscientização da comunidade internacional com relação à sistemática violação dos direitos humanos na Venezuela”, destacou Monch.
A cúpula do politiburo de Caracas parece estar pouco se lixando para o que decidir a Corte Penal Internacional de Haia, assim como já cansou de fazer os irmãos Castro em Cuba. Talvez sejam a hora e a vez de mudar essa estória medonha, pois o que o mundo menos precisa hoje é de instituições figurativas de “faz de contas”.
*Francisco Vianna, com mídia internacional.