quarta-feira, 4 de maio de 2016

Lula perdeu, o Brasil ganhou.


Não há qualquer dúvida de que Michel Temer é o novo presidente da República. O Senado vai receber o processo e aprovar o impeachment de Dilma Rousseff. A interinidade deve ser breve — inferior aos 180 dias constitucionais. 

O projeto criminoso de poder e seus asseclas foram derrotados. A história — e não é a primeira vez — traçou um caminho surpreendente. Apesar do desastre do primeiro governo, Dilma conseguiu ser reeleita na eleição mais suja da República. 

Imaginavaseque faria um governo cinzento. E que Lula deveria ter um papel mais ativo,preparando o caminho para retornar àPresidência em 2018, ser reeleito em 2022 e eleger um poste em 2026. 

A pouca combatividade da oposição, a inércia das entidades empresariais, as benesses obtidas pelo grande capital e o estabelecimento de relações nada republicanas com o Congresso Nacional e as Cortes superiores de Brasília davam ao petismo um protagonismo e uma força desproporcional à realidade. 

Quando o pedido de impeachment deu entrada na Câmara — em outubro de 2015 —, poucos acreditavam que seria apreciado. Outros já tinham sido rejeitados. Pouco depois, o STF decidiu, equivocadamente, que caberia monocraticamente ao presidente da Câmara a decisão de receber o pedido. 

Falou-se que seria rejeitado por Eduardo Cunha. Porém, a 2 de dezembro, acabou sendo recebido. Seis dias depois, foi eleita a Comissão Especial por 272 votos a 199, com uma composição independente do Palácio do Planalto. 

Mais uma vez, o STF interferiu inconstitucionalmente, obrigando a Câmara a anular a votação e criar uma comissão “eleita” pelos líderes. Considerou-se uma vitória, pois os partidos da base governamental eram maioria. 

O recesso parlamentar deu ao governo aparente sobrevida. Ficou na aparência. O agravamento da crise econômica — o ano fechou com a queda do PIB em -3,8% —, as investigações da Lava-Jato e a participação da sociedade civil com as manifestações de rua — quatro em 2015 — e a fantástica mobilização das redes sociais foram paulatinamente deslocando a balança para os adversários do petismo, mesmo quando os partidos oposicionistas ainda patinavam no enfrentamento do projeto criminoso de poder. 

O ano legislativo de 2016 começou sem que estivesse claro qual o rito que deveria ser seguido na Câmara, pois o STF tinha tomado uma decisão pouco clara e, pior, invadindo a esfera do Legislativo. Após os esclarecimentos, o caminho ficou aberto. 

Mas o fato determinante do processo foram as grandes manifestações de 13 de março, especialmente a de São Paulo, a maior da história do Brasil. Nesse momento, as ruas, pela primeira vez, empurraram o Parlamento, deixando de ser coadjuvantes para serem protagonistas. 

O PMDB foi se afastando do governo — a 12 de março declarou-se independente. A resposta do Planalto foi um suicídio político: a nomeação de Lula para chefia da Casa Civil. Uma demonstração de fraqueza travestida de uma grande jogada política. 

Um golpe de Estado, dando a Presidência, de fato, a um procurado da Justiça. A suspensão da nomeação e a divulgação dos áudios foram fatais. Desnudaram as razões da nomeação e as conversas de ministros e dirigentes petistas. 

Apresentaram um governo de cafajestes e celerados. Ficaram ainda mais isolados. E novamente as ruas deram resposta enérgica à manobra golpista. 

A 17 de março foi constituída a Comissão Processante. Para evitar questionamentos jurídicos, foi seguido estritamente o rito determinado pelo STF. Diferentemente de 1992, desta vez houve amplo direito de defesa. A solidão do Planalto ficou maior quando o PMDB rompeu com o governo. 

De nada adiantou a presença constante de Lula em Brasília e a transformação de um quarto de hotel em gabinete presidencial — triste momento que aproximou o Brasil de uma república bananeira. 

A Comissão Processante teve seus trabalhos conduzidos com muita propriedade e equilíbrio pelo presidente Rogério Rosso, e o parecer do relator Jovair Arantes nã deixou pedra sobre pedra — e a 11 de abril foi aprovado por ampla maioria. As respostas do governo na comissão, na Câmara e na sociedade foram desastrosas. 

Chamar de golpe o que está previsto na Constituição foi um desastre. A defesa feita pela AGU foi patética. Os atos no Planalto com os “movimentos sociais” afastaram ainda mais o governo de parlamentares que estavam indecisos. E, para piorar, Dilma pediu a intervenção de organismos internacionais, caso de crime de lesa-pátria. 

A votação de 17 de abril foi histórica. De nada adiantaram as transações criminosas de Lula tentando comprar parlamentares. O quorum constitucional foi suplantado. E a admissibilidade do processo, aprovada. 

O PT — que funciona mais como uma organização criminosa do que como partido político, basta recordar as inúmeras condenações judiciais — tentou — e ainda tenta — desqualificar a decisão. 

Criticou o “nível” dos deputados — como se a média dos parlamentares, desde 1826, quando o Parlamento foi aberto, fosse muito distinta; além do que teve sustentação congressual durante 13 anos —, ameaçou o país com guerra civil, incentivou a desmoralização das instituições e colocou em risco a paz pública. 

Temer não deve esquecer que chegou à Presidência graças à mobilização das ruas. Vai ter de organizar um ministério competente, enfrentar os graves problemas econômicos, melhorar a qualidade do gasto público,não compactuar com a corrupção, despetizar o Estado e levar o país às eleições de 2018. 

Não será fácil. Mas muito mais difícil foi o povo derrotar a quadrilha petista e seu chefe, Lula. 
* Por Marco Antonio Villa, historiador, em 
O Globo

terça-feira, 3 de maio de 2016

O traidor que amigo de Dilma.

Para a comunistalha de M.E.R.D.A é apenas um simples detalhe o ato do TRAIDOR Lamarca (amigo de Dilma e seus "cumpanhêros" ).

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Senadores despreparados e levianos.

Quem está acompanhando a sessão da Comissão do Impeachment hoje deve ter percebido o destempero de senadores do PT durante a explicação técnica sobre o crime de responsabilidade cometido por Dilma. O advogado Fábio Medina Osório disse que o chamado "conjunto da obra" pode ser levado em conta pelos parlamentares que julgam o impeachment. O juiz Júlio Marcelo de Oliveira reafirmou que o governo não pagou as pedaladas antes para executar outras despesas para as quais ele não tinha dinheiro, o que é ilegal. Ambos concordaram que a má gestão fiscal pode, neste caso, ter sido mais danosa ao país do que a corrupção investigada na Lava Jato. Deve ser duro ouvir essas verdades sobre o próprio governo. Torna a presidente indefensável.
*Ronaldo Caiado

domingo, 1 de maio de 2016

A ainda presidente chama denúncia de ridícula, enxovalha instituições brasileiras e exalta ditadura cubana.

Enquanto seus ministros tentavam defendê-la no Senado, a antiga militante da VAR-Palmares voltava a dar as caras.
*Por Reinaldo Azevedo

Dilma Rousseff está saindo pior do que a encomenda. Vendo-se na iminência de deixar o poder, passa por um período de recrudescimento ideológico. Convicções democráticas mal sedimentadas começam a se rarefazer, e o fundo pantanoso da socialista e da ex-terrorista começam a se vivificar. Sim, ela sabe que não há mais o que fazer por seu mandato. Então afronta as instituições e o bom senso. E isso não exclui nem mesmo meter a mão no caixa. Vamos ver 



A presidente voltou a atacar o processo de impeachment nesta sexta. Enquanto Nelson Barbosa (Planejamento), Kátia Abreu (Agricultura) e Eduardo Cardozo (AGU) tentavam defendê-la na Comissão Especial do Impeachment do Senado, ela chamava de “ridícula” — nada menos! — a denúncia elaborada pelos juristas Miguel Reale Junior, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal. 



Pela enésima vez, afirmou que seu eventual impedimento é uma tentativa de chegada ao poder de um grupo que não teve votos suficientes. E chamou o processo de “eleição indireta transvestida de impeachment”. 



E fez essa discurseira em que situação? Numa cerimônia de prorrogação do programa Mais Médicos. Ela assinou nesta sexta-feira uma Medida Provisória aumentando em três anos o prazo de permanência de médicos estrangeiros no Brasil, mesmo sem a revalidação do diploma. A decisão garante a permanência de cerca de sete mil profissionais, que teriam de deixar o programa neste ano. 



Até aí, vá lá. A cereja do bolo foi outra. Na cerimônia em que demonizava as instituições democráticas do Brasil, Dilma se mostrou grata à ditadura cubana por, segundo disse, “ajudar o Brasil”. Como vem se tornando padrão nos últimos eventos dentro do Palácio do Planalto, a plateia, formada por participantes do programa, entoou por diversas vezes gritos contra o impeachment, como “Não vai ter golpe” e “Fora, Cunha”. 



No seu discurso ensandecido, Dilma disse que não cometeu crime nenhum e que apenas garantiu a continuidade de “programas sociais e de incentivo à indústria e à agricultura”. Bem, qualquer governante poderia, então, fazer a mesma coisa, certo? 



E ela não vai parar por aí. Já está decidido que participa do ato de Primeiro da Maio da CUT, em São Paulo. Se não mudar de ideia, pretende anunciar reajuste no Bolsa Família e correção na tabela do Imposto de Renda. Isso tudo sem consultar o Orçamento. 



É a militante da VAR-Palmares no comando.

Apartamentos de luxo podem complicar ainda mais a situação de Gleisi Hoffmann, atolada na Lava-Jato.

Os procuradores da Operação Lava-Jato e a Polícia Federal estão debruçados sobre declarações de bens da senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) entregues à Justiça Eleitoral e a compra de quatro apartamentos – um deles da Camargo Corrêa, empreiteira que repassou R$ 1,5 milhão à petista – e investigam ainda se petista e o marido Paulo Bernardo são donos de outro apartamento de luxo em Miami (EUA), comprado por US$ 671 mil – algo em torno de R$ 2,6 milhões no câmbio de hoje. Há ainda a suspeita de que o casal mantenha outro imóvel de luxo no litoral do Paraná.
Três dos quatro apartamentos entram e saem das declarações de Gleisi. Quando apresentou sua declaração de bens antes da disputa ao governo do Paraná, em 2014, o patrimônio da petista estava em determinado patamar, mas com o tempo deu um salto considerável: de R$ 479,8 mil em 2006 (quando se candidatou pela primeira vez ao Senado) para R$ 1,4 milhão – crescimento é de 200%. O patrimônio cresceu mesmo sem a petista trabalhar por quatro anos entre 2006 e 2010.
Em 2014, a petista declarou R$ 1.443.613,66 de patrimônio: apartamento da Silva Jardim (R$ 245 mil), um apartamento luxuoso no Residencial Quartier na Rua José Cadilhe (R$ 1.110.113,66). O que se levanta suspeição é que o apartamento do Residencial Quartier, que ocupa um quarteirão no bairro Água Verde, em Curitiba, é um empreendimento da Camargo Corrêa e o primeiro e único construído pela empresa em Curitiba. E a empreiteira foi principal financiadora de duas campanhas de Gleisi: em 2008 repassou R$ 500 mil e em 2010, mais R$ 1 milhão.
Entre 2006 e 2014, Gleisi disputou quatro eleições: ao Senado em 2006 (perdeu para Alvaro Dias), á prefeitura de Curitiba em 2008 (perdeu para Beto Richa), ao Senado, novamente, em 2010 quando foi eleita, e ao governo do Estado (perdeu, ficou em terceiro lugar com 14,86% dos votos).
Em 2006, Gleisi declarou um patrimônio de R$ 479.883,34 (um apartamento em construção na Travessa Ferreira do Amaral no valor de R$ 234.333,34 e um apartamento na Avenida Silva Jardim no valor de R$ 245 mil) em dois apartamentos em Curitiba.
Em 2008, candidata à prefeita de Curitiba, Gleisi declarou R$ 623.951,00 em bens – o apartamento da Silva Jardim (R$ 245 mil), um apartamento na Rua Natal Cecone (R$ 250 mil) e um Chevrolet/Tracker (R$ 59,9 mil). O apartamento em construção da Ferreira do Amaral já não consta na lista de bens de Gleisi. Neste ano,Gleisi omitiu na declaração o registro de sua empresa a FG Consultoria e nem os rendimentos auferidos.
Gleisi declarou patrimônio no valor de R$ 659.846,00 quando disputou o Senado pela segunda vez em 2010. Na lista de bens está somente o apartamento da Silva Jardim (R$ 245 mil) mais aplicações no fundo do Banco do Brasil (R$ 269.196,00), um veículo Honda CRV 2009 (R$ 88 mil), Corretora Petra (R$ 34.113,00) e dinheiro em conta no Banco do Brasil (R$ 23.037,00). O apartamento da Natal Cecone não consta na declaração.
Outro fato curioso nas declarações de bens de Gleisi é que a petista se declara divorciada, apesar de casada com o ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT) e mãe de dois filhos. Gleisi também que explicar o que fez com os apartamentos da Ferreira do Amaral e Natal Cecone, se os vendeu. E o dinheiro acumulado no fundo do Banco Brasil. E ainda por que seu apartamento na Silva Jardim não valoriza passados oito anos.
No último dia 26 de setembro, a revista Veja levanta mais uma suspeita sobre Gleisi e Paulo Bernardo. O ex-vereador Alexandre Romano, acusado de repassar R$ 6 milhões para o advogado de Gleisi, comprou um apartamento de luxo em Miami, por R$ 671 mil. A Polícia Federal suspeita de que Romano seja o “laranja” nessa compra.

Petistas de Curitiba, que não operam na mesma frequência do casal Gleisi e Paulo Bernardo, dizem que o marido da senadora é visto, com certa frequência, em um imóvel de luxo no litoral do Paraná.
http://ucho.info/apartamentos-de-luxo-podem-complicar-ainda-mais-a-situacao-de-gleisi-hoffmann-atolada-na-lava-jato

sábado, 30 de abril de 2016

Comunista gosta de gastar o dinheiro do povo.


Dilma é uma subversiva da ordem democrática; tem de responder por seus atos.


Governo decide sonegar informações a Temer e enfiar a mão no caixa; é a política da terra arrasada.


O PT tem uma essência golpista. Está na sua alma. Está no seu DNA. Está na sua essência. O partido já sabe que não há mais como salvar o mandato da presidente Dilma Rousseff. Então se organiza para as várias formas de retaliação. 


Há muito escrevi aqui que a tese do “golpe” tem um propósito: poder organizar ações de sabotagem como se fossem atos de resistência. E, obviamente, não são. 


Já sabemos que os ditos movimentos sociais pretendem infernizar a vida do país. Vamos ver até onde pretendem chegar. Dilma e seus assessores agora tramam coisas ainda mais perversas. 


Os petistas já disseram que não haverá nenhuma forma de transição para a gestão Michel Temer. A ideia é deixar o vice-presidente no mais absoluto escuro, sem dados sobre a real situação do governo. 


Mais: também estudam acelerar a liberação de verbas para os ditos “programas sociais”. Ou por outra: Dilma decidiu enfiar a mão do caixa e sonegar informações. 


É claro que isso caracteriza dois crimes: de responsabilidade e de improbidade.


Cabe indagar onde anda o Ministério Público Federal a essa altura. Dilma vai perder o mandato por ter violado o Inciso VI do Artigo 85 da Constituição: atentado contra a Lei Fiscal. Desde, no entanto, que a denúncia contra ela começou a tramitar na Câmara, já cometeu mais uma penca deles. 


E é evidente que isso não pode ficar impune. 


Lembro que, enquanto o Senado não aprova a julga a não a “impicha” de vez, ela segue sendo presidente da República, só que afastada. E, como tal, tem de responder por seu atos. 


Dilma é hoje uma subversiva da ordem democrática.
                 *Por Reinaldo Azevedo 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Uma linha de investigação aponta Lula no comando".


                                                     (Foto: Ernesto Rodrigues/Folhapress) 
Um dos condutores da Operação Lava Jato, o procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima evita fazer juízos definitivos, mas não esconde a convicção a que chegou a força-tarefa que investiga o esquema de corrupção que corroeu a Petrobras. “Há uma linha de investigação que aponta Lula na cadeia de comando”, afirma nesta entrevista a ÉPOCA. Negociador-chefe dos acordos de delação premiada, Carlos Fernando não tem boas notícias para quem ainda busca esse entendimento: como já se sabe quase tudo sobre o caso, há cada vez menos espaço para novos delatores; quem quiser reduzir sua pena terá de contar algo muito valioso aos investigadores. “Precisamos punir as pessoas, não é possível fazer acordo com todo mundo”, diz Carlos Fernando. “Vai ter de trazer uma coisa muito extraordinária.” 

  
ÉPOCA – Qual a distância que a Lava Jato tem a percorrer para alcançar o chefe da quadrilha do petrolão? 


Carlos Fernando dos Santos Lima – Temos claro hoje que a pessoa do ex-presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) tem uma responsabilidade muito grande nos fatos. Há uma linha de investigação que aponta ele na cadeia de comando. Temos indicativos claros de que havia conhecimento dele a respeito dos fatos e o governo dele era o principal beneficiado do financiamento da compra de base de apoio parlamentar. Infelizmente não estamos com esse processo aqui. O tempo será dado pelas circunstâncias da decisão do Supremo de mandar para Curitiba as investigações ou não.

ÉPOCA – No caso de Lula, há convicção de que houve crime na reforma do sítio de Atibaia e no caso do apartamento tríplex em Guarujá? Lula é, de fato, dono do sítio? 

Carlos Fernando – Infelizmente o material está fora daqui e não podemos fazer essa afirmação hoje. Existem diligências que não pudemos fazer. Há diligências que deveriam ser feitas, e não foram feitas. Não temos dúvida de que ele era a pessoa que tinha usufruto daquele sítio. Mas ainda precisamos fazer uma série de diligências. No tríplex é a mesma situação. Não temos nenhuma dúvida. 


ÉPOCA – A repercussão da condução coercitiva de Lula atrapalhou a operação? 
Carlos Fernando – Toda decisão envolvendo o ex-presidente teria repercussões. Insistimos que nós conduzimos 116 pessoas antes do ex-presidente – mas somente a do Lula gerou esse tipo de discussão. Qualquer coisa que fosse feita seria usada politicamente, porque a única defesa possível nesse caso é a defesa política. A condução foi baseada na verificação da interceptação telefônica, de que havia a montagem de um esquema de resistência a qualquer ato de nossa parte. Nossa preocupação foi tirá-lo do local para evitar o risco a ele, aos nossos agentes, e também impedir essa movimentação. Chegaram a dizer que algumas pessoas iriam acampar na frente do prédio para evitar qualquer tipo de atitude nossa. A condução se baseou em fatos concretos que indicavam a dificuldade de cumprir medidas. 

ÉPOCA – Vários acusados estão presos, mas os políticos estão sendo processados em velocidade mais lenta. Não há risco de a população se frustrar? 
Carlos Fernando – O foro privilegiado é o principal fator que causa essa disparidade de velocidade. É natural que o Supremo Tribunal Federal não esteja preparado para um número tão grande de pessoas. Não creio que o STF, por maior que seja a boa vontade, tenha condições de chegar à velocidade de um juiz de primeiro grau. Gostaríamos que houvesse uma discussão em nível constitucional sobre a reforma dessa questão do foro. O Brasil é um dos países com a maior quantidade de pessoas com foro privilegiado. Eu, por exemplo, tenho foro no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e não creio que isso seja republicano. Esses empecilhos só são superáveis se houver reforma constitucional. 

ÉPOCA – O novo ministro da Justiça criou alguma dificuldade para a Lava Jato? 

Carlos Fernando – Salvo a primeira manifestação dele, que pode ter sido mal compreendida ou não foi exatamente muito feliz, não tenho nada de concreto a falar. 


ÉPOCA – Há risco para as investigações em um eventual governo Michel Temer? 
Carlos Fernando – Nós não temos nenhuma opinião formada sobre essa ou aquela posição política. O doutor Temer é professor de Direito Constitucional e entende os limites republicanos no país. Cremos que não haverá nenhum perigo ou tentativa de limitar o alcance das investigações. 



ÉPOCA – Vocês estão preocupados com o cerceamento da Polícia Federal? 
Carlos Fernando – Temos essa preocupação porque é uma equipe muito produtiva e eficiente. A Lava Jato surgiu por uma investigação deles e depois se transformou no que é. E eles (os policiais) têm uma estrutura mais hierarquizada e com menos garantias que a nossa (procuradores). Temos também preocupação com tentativas de assassinato de reputação do juiz Sergio Moro, porque, seja qual for a decisão que ele tomou, tomou dentro de seu poder como juiz. Então tentativas de desqualificá-lo são inaceitáveis. Há ainda um risco de segurança e ele deve se proteger. É bom deixar claro que as investigações não são conduzidas pelo juiz: juiz tem apenas a função de tomar determinadas decisões. Investigações são feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. 



ÉPOCA – Pelo menos cinco empreiteiras negociam acordos de leniência e de delação premiada. Esses acordos podem não sair? 

Carlos Fernando – Nós temos a função primordial de fazer acordos de leniência. (Mas) Nós entendemos que não é possível um acordo (de delação) com mais do que uma grande empreiteira. Estamos dispostos a conversar com aquela empreiteira que trouxer o melhor para o interesse público: mais provas, mais fatos novos e o maior valor de ressarcimento possível. Só há lugar para mais uma empreiteira. Precisamos punir as pessoas, não é possível fazer acordo com todo mundo. 


ÉPOCA – Só cabe mais um sócio ou executivo de empreiteira nas delações? 
Carlos Fernando – Sobre sócio ou executivo, isso vai ser analisado em conjunto com a Procuradoria-Geral da República. Não vou dizer que só há lugar para mais um, porque a questão é analisar o que cada um pode ajudar. Chegamos a uma fase em que nós estamos com tantas provas que realmente pouca novidade pode aparecer. Aquele que atender ao interesse público pode ganhar um acordo. Vai ter de trazer uma coisa muito extraordinária. 

ÉPOCA – Quase um terço dos réus da Lava Jato são delatores. Existe uma quantidade máxima? 

Carlos Fernando – Não existe número mágico. O número hoje de delatores corresponde a um terço, mas também temos um represamento de denúncias, porque não podemos inundar a 13a Vara Federal do Paraná com todas as denúncias ao mesmo tempo. Posso deixar bem tranquilo que essa proporção vai aumentar bastante com o tempo. Vai chegar um momento em que não vamos ter delatores e vamos ter oferecimento de denúncias na sequência. Não está fácil fazer acordo. Tanto é que acordos recentes são pequenos ou pontuais, com pessoas fora do radar, ou são tão grandes a ponto de gerar mudança de patamar nas investigações. 


ÉPOCA – Há uma tentativa de deslegitimar a Lava Jato? 

Carlos Fernando – Há medidas no Congresso que são incentivo à corrupção, como a lei do repatriamento, a medida provisória do acordo de leniência, tentativas de mudar o entendimento de que é possível executar pena com decisão só de segundo grau. Vamos denunciar isso. Estamos vacinados. 


ÉPOCA – Até quando vai a Operação Lava Jato? 

Carlos Fernando – Eu creio que, do mais importante, talvez até dezembro já tenhamos um panorama bem completo. Mas vamos ter anos e anos de acusações criminais com o material que temos. Temos uma série de filhotes da Lava Jato que vão se espalhar pelo Brasil. 


ÉPOCA – Como vocês lidam com as críticas de que poupam a oposição das investigações? 
Carlos Fernando – Enchem tanto a gente por conta disso... Para investigar, qualquer procurador tem de partir de um fato concreto – não posso abrir investigação para pegar fulano etc. e tal. Temos os limites da lei, não podemos sair e falar: “Agora quero pegar o governo do FHC”. Se aparecer crime do governo FHC, vou analisar se está prescrito ou não, daí podemos investigar. Boa parte dos crimes já está prescrita. E o mais importante: a maior parte do que aconteceu nos últimos 13 anos está na responsabilidade de um grupo de partidos. São 13 anos de um mesmo grupo político no poder, não temos como escapar disso.
                    *DANIEL HAIDAR, na Revista Época

“A Verdade Sufocada”, do Coronel CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA.


Há quarenta anos, em 25/07/1966, a organização terrorista Ação Popular (AP) realizou um atentado no Aeroporto de Guararapes • Recipe/PE - que ocasionou duas mortes e treze feridos graves, entre os quais uma criança de sete anos. Esse atentado e considerado o marco inicial da luta armada no Brasil.
Diz o autor:
“Comandei o DOI/CODI/ll Exército, de 29/09/1970 a 23101/1974, período em que as organizações terroristas atuaram com maior intensidade. Neste livro conto como os órgãos de Segurança as derrotaram. Na luta armada, lamentavelmente, tivemos cerca de 500 vítimas, de ambos os lados, um número bastante reduzido se o compararmos com os demais países da Aménca Latina que também, enfrentaram o terrorismo. Além dos relatos procuro desfazer mitos, farsas e mentiras divulgadas para manipular a opinião pública e para desacreditar e desmoralizar aqueles que as venceram.”
Agrego:
Ofato é que todos os países no curso de sua história revelam eventos censuráveis quando examinado seu passado com isenção; em todos há genealogia de vítimas, cuja carga não pode ser eliminada por uma lei, decreto ou moção parlamentar, mas por uma consciência da realidade e instituições, pelo sistema de valores, cultura e de uma conduta cidadã[comportamento cívico] que sejam, em si mesmos, uma correção permanente e de superação de eventual legado trágico.
Porém, a revisão crítica do passado– não pode ficar a cargo de políticos ou do eventual governo de plantão, mas de historiadores, investigadores e estudiosos que examinando as ocorrências passadas em seu devido contexto, estabelecem as prioridades e correlações indispensáveis, avaliando as informações necessárias, considerando o seu devido contexto, e assim discernir e interpretar o passado, com objetividade e imparcialidade, condená-lo, aprová-lo ou até demonstrar admiração pelos fatos e personagens que o conformaram.
Assim, a revisão para ser honesta e eficaz, deve ser individual, livre, independente e pluralista; numa sociedade democrática, coexistem diferentes versões e interpretações dos eventos históricos. Esta diversidade é a melhor maneira de abordagem para deslindar a complexidade dos fatos e buscar a verdade histórica. Tal abordagem, obviamente não exclui a crítica, que é a única que a torna possível e justa.
Todavia, quando a verdade histórica torna-se monopólio do poder político, como ocorre nos governos de viés totalitário a possibilidade de conhecer a verdade é interditada, pois é substituída pelas mentiras e falsificações que o governante e a facção dominante impõe por motivos de propaganda ideológica, para distrair e auto justificar suas próprias mazelas gestadas na ineficiência, ineficácia e incompetência na governança pública.
Desta maneira não se deve confundir memória [seletiva] e história, constituindo-se emimperativo ético-jurídico a advertência de que é bom e saudável para uma sociedade que os políticos não se intrometam no domínio dos historiadores, justamente para evitar a nefastacontaminação político-ideológica.
É de fundamental importância que os cidadãos numa sociedade democrática tenham consciência crítica e mantenham viva a memória do passado, do bem e do mal que herdaram, conscientemente e com determinação para enfrentar o futuro e não para perseverar no erro. Por isso, o passado não deve ser manipulados por razões políticas nem ser convertido em jogo de malabarismos ideológicos confrontados na luta pelo poder.
Com efeito - estudar, conhecer, interpretar e compreender o passado é uma tarefa que exige rigor intelectual, paciência, integridade, probidade e talento, com um esforço sustentado ao longo do tempo por gerações de pesquisadores, de cujo escrutínio surge uma história que nunca para, em que os descobrimentos, conclusões e análises enriquecem e corrigem nuances, às vezes até de forma dramática.
Os museus ideológicos, mesmo com a derrubada do Muro de Berlim e a falência múltipla dos órgãos e instituições do comunismo ainda enveredam pelo revanchismo, pelo ódio, peloressentimento e até pelo masoquismo, resultante de uma forma distorcida de prazer para alguns políticos e ideólogos que se apegam a contemplação da tragédia do passado com tentativas explorá-las em benefício pessoal, esquecendo-se dos seus próprios crimes.
Assim, deve-se educar, informar corretamente as novas gerações a fim de os que foram reprimidos, humilhados ou vitimados pela violência injusta sirvam de exemplo histórico para que as tragédias não se repitam no futuro.
Não há melhor tributo às vítimas da intolerância, do fanatismo, do preconceito ou da barbárie [des] humana do que recordá-los, aprender com eles e, portanto, incutir na sociedade a cultura de tolerância, de respeito à diversidade, ao pluralismo político, religioso e cultural.
A própria conduta humana raramente é linear e inequívoca,  enquanto os fatos históricos, geralmente alteram seus significados e, sobretudo suas nuances, especialmente sob o olhar do espectador. Portanto, somente sob a perspectiva plural e democrática é que as sociedades democráticas podem fazer uma avaliação e uma crítica válida e honesta do passado.
As nuances históricas não são desculpas, mas alguns fatores devem ser observados para uma melhor compreensão dos acontecimentos, do por quê e como as coisas ocorreram; depreciá-las ou ignorá-las pode significar às vezes continuar matando os mortos e aqueles que se pretende quer ressuscitar.
O debate político que levou a aprovação da lei de anistia no Brasil foi amplo e democráticomediante o que se chamou de abertura ‘ampla, geral e irrestrita’ – foi mobilizado o conjunto da sociedade e o governo foi além do que preconizavam algumas facções ‘oposicionistas’.
Por fim, a vontade democrática da cidadania – promoveu o perdão e o esquecimento pelaanistia aos crimes praticados no período de 02 de setembro de 1964 a 15 de agosto de 1979 cuja Lei foi sancionada com igual espírito – tanto para os responsáveis como executores da repressão e, até para os terroristas, assassinos-justiçadores, seqüestradores, assaltantes, homicidas, vinculados as organizações subversivas.
Com efeito - a visão jurídica é clara com a luz meridiana, mas a visão ideológica é dominada pela memória seletiva.
Porém - a memória seletiva gestada pela cínica e perversa FALSIFICAÇÃO DA HISTÓRIA feita pelo esquerdismo - deixa pouco espaço para a discussão de um passado que somente o ódio revanchista não esqueceu.
Essa [des] memória foi engendrada perversamente mediante reiterada campanha midiática de forma descarada em que são denunciados sob o rótulo de crimes da ditadura, torturas, prisões, omitindo-se perversamente os crimes do ‘esquerdismo’, sobretudo os assaltos, seqüestros, assassinatos, ações terroristas e ‘justiçamento’ praticados pela ‘justiça revolucionária’ contra seus próprios integrantes. 
Segundo esta nova visão – apoiada na falsificação histórica somente a direita cometeu crimes e com essa percepção distorcida passam a ‘identificar e a denunciar’retrospectivamente cada vez mais os ‘excessos da ditadura militar’, superdimensionando unilateralmente em busca de uma NOVA MEMÓRIA SELETIVA em virtude da qual a direita e a esquerda não cometeram excessos equivalentes que devem ser perdoados reciprocamente pela Lei da Anistia, como o foi efetivamente.
Alguns segmentos que não representam a Nação, mas movidos unicamente pelo ódio revanchista querem erigir como verdade a existência de um só excesso, um só ‘demônio’, cuja recordação é revivida depois de mais de 45 anos, com o objetivo claro de promover um revanchismo contra os militares por supostas violações de direitos humanos durante a contra Revolução de 1964.
Segundo esta ‘nova’ percepção – e aí entra a manipulação da história, reitere-se -somente a direita cometeu crimes e com essa visão distorcida passa a ‘identificar e a denunciar’ retrospectivamente cada vez mais os ‘excessos da ditadura militar’, superdimensionando os fatos unilateralmente em busca de uma ‘NOVA’ MEMÓRIA, tentando com isso promover uma nova eperversa divisão da sociedade.
Pelo viés ideológico – verifica- se que nos países do Cone Sul - quem pegou em armas, assaltou, seqüestrou, roubou, assassinou, vitimou civis inocentes, alheios à ideologia revolucionária – foi reconhecido pelo poder público como vítima – recebe polpudas indenizações, pensões e aposentadorias, enquanto as VERDADEIRAS VÍTIMAS DA SUBVERSÃO ARMADA – foram esquecidas pelo mesmo poder
público, ou seja, os SUBVERSIVOS enriquecem a custa do dinheiro público e  asVERDADEIRAS VÍTIMAS permanecem no limbo jurídico, inclusive como ser humano, o que significa negação da própria pessoa humana.
Não se pode olvidar, ainda,  que o estímulo à luta de [sem] classes conduzidos e financiados pela tríade do mal – Moscou-Pequim-Havana – levou o Cone Sul [Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai], Chile e outros países da América Latina – a enfrentarem e padecerem de uma luta fratricida, em diferentes graus de violência – com assassinatos, inclusive de civis inocentes, forçando  os Estados a apelar até a leis de exceção para acabar com o terrorismo dos grupos subversivos que atuavam na época conectados e de acordo com as vinculações e conexões (MOSCOU-HAVANA-CHINA) existentes durante a ‘guerra fria’ e que somente foi superado, posteriormente pela VONTADE DEMOCRÁTICA DA CIDADANIA – promovendo o perdão e o esquecimento pela anistia aos crimes praticados no período, sancionada com igual espírito – tanto para os responsáveis como pelos membros dos órgãos legalmente incumbidos da repressão.
No BRASIL - A Contra-revolução ou movimento cívico militar de 1964 desencadeado com o apoio da população e da mídia, REPITO, da população e da mídia - em razão dos elevados níveis de corrupção, da divisão da sociedade civil ameaçada pela desordem e pela subversão, não teria sentido ou justificativa senão diante da ameaça à democracia, o desrespeito às normas republicanas e às regras Constitucionais, a agitação, a violência, o caos e anarquia que ameaçava o Estado de Direito.
Vale a pena citar a verdadeira memória histórica:
“As revoluções nas democracias, são causadas, sobretudo pela intemperança dos demagogos” e o motor dessa intemperança é acionado pelo ódio contra os ricos.ARISTÓTELES
 “As revoluções nascem espontaneamente de uma doença geral dos espíritos, induzida de repente ao estado de crise por uma circunstância fortuita que ninguém previu (...). Aquele que se jacta de tê-las maquinado nada mais faz do que delas tirar proveito.” ALÉXIS DE TOCQUEVILLE.
 “As revoluções se produzem nos becos sem saída.” BERTOLD BRECHT, teatrólogo e militante comunista.
A Contra-revolução ou movimento cívico militar de 1964 singelamente foi o corolário resultante da divisão da sociedade civil ameaçada pela desordem e pela subversão; restaurou-se a legalidade e os inevitáveis abusos são inerentes a qualquer processo político de origem violenta.
Também, no final da II Guerra mundial – os governos dos países beligerantes da EUROPA OCIDENTAL – concluíram a etapa mais trágica de sua história e invocando a necessidade uma ‘RECONCILIAÇÃO NACIONAL’ que deixasse para trás as divisões e enfrentamentos que havia desgraçado essas sociedades, foram sancionadas leis de anistia para os delitos e crimes relacionados com a guerra, com exceção dos CRIMES CONTRA A HUMANIDADE considerados/declarados IMPRESCRITÍVEIS. A ITÁLIA o fez em 1946; FRANÇA em 1951 e 1953; ÁUSTRIA em 1953 e 1956.
Porém nos países do Cone Sul em nossa América do Sul parece que o ódio, o revanchismo e o ressentimento não tem fim ...
O objetivo de dividir novamente a sociedade não encontra precedentes no mundo civilizado e a conseqüência mais nefasta e torpe de semelhanteinstrumentalização da recordação pelo viés ideológico dos fatos passados
é a generalização de um cinismo que, justificando-se em meias verdades, no estilo ‘a verdade’ é [re] escrita pelos vencedores [o governo de turno/plantão], torna difícil, ou pior ainda, irrelevante, a discussão séria e honesta sobre o passado.
A condição de vítima da violência seja ela estatal ou de grupos e facções terroristas – não admite graduações (investment grade) – nem diferente percepção moral (superioridade moral de uns em detrimento de outros); não pode e não deve haver vítimas boas e vítimas más, vítimas que se convertem em símbolo e vítimas que precisam ser ocultadas; um enfoque de tamanha crueldade, parcialidade e injustiça, afronta a dignidade humana e contribui somente para vitimizar novamente quem já foi vítima, da violência, além de ressaltar a índole dos promotores de tal disparate.
Os DIREITOS HUMANOS – devem ser entendidos e aplicados de formauniversal – jamais de forma parcial e seletiva.
O fato de a repressão ter sido promovida necessariamente por parte das forças de segurança do Estado – com o imenso aparato das Forças Armadas e órgãos policiais não deve servir para ocultar que também houve outro tipo de violência de múltiplas organizações armadas – que praticaram atos terroristas, seqüestros, roubos, assaltos e assassinatos, vitimando, inclusive civis inocentes – quer por motivação político-ideológica ou tendência sociopoliticacriminosa ou não e que ao invés de serem condenados são premiados, beneficiando-se da própria torpeza (a) (i) moral.
Pretender ‘excluir’ novamente por motivações ideológicas – seletivamente - quais são os delitos de lesa humanidade e quais devem ser as vítimas ‘genuínas’ e dignas de ser reconhecidas ou não – além de ser um arremedo jurídico, demonstra mais uma vez a gênese criminosa de quem pretendia transformar o Brasil numa Cuba de dimensão continental.
Nesse sentido qualquer depoimento honesto de militante do período é revelador da verdadeira índole dos revolucionários, a exemplo de DANIEL AARÃO REIS:
“... Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática. No reverso da moeda, nenhuma organização defendeu o terror indiscriminado, nem praticou ações que, na concepção, tivessem o objetivo de ferir ou matar pessoas que não tinham nada a ver com nada.” ENTREVISTA: DANIEL AARÃO REIS (ex-militante do MR-8, professor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense e autor de “Ditadura militar, esquerda e sociedade”) - in “O Globo”, de 23/09/2001.
O que não pode prevalecer prevalecer é um deficit de rigor histórico que afete decisivamente a visão sobre o passado, pela reinterpretação falsificada, no afã de recuperar o tempo perdido, como se a história pudesse ser reescrita e fosse possível, por obra de vontade e circunstâncias oportunas reencontrar, auto justificando oelo/inocência perdida – que é o que tem em comum as evocações dos anos 60, 70 para distrair e enganar o respeitável e distinto público.
CONCLUINDO: as vítimas da ‘ditadura’ – não satisfeitas com a ‘terceira geração de assaltos aos cofres públicos’, ressalvadas algumas exceções – querem agora a prevalência da visão ideológica ao invés de jurídica sobre os fatos, em prejuízo dapaz e da conciliação nacional.
Abaixo segue o link do ivro "A Verdade Sufocada" para download e constar de seus arquivos.
São 589 páginas em pdf. Raridade histórica que deve ser 
guardada para seus descendentes. Repasse para seus amigos, principalmente para os civis.https://drive.google.com/file/d/0B26NeaBb7Fo8TThKT09UamVYMlE/view

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O medo faz Defesa de Lula pedir afastamento de procurador da Lava Jato.


O pavos da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
BRASÍLIA - Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram, nesta quarta-feira, 27, no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), um pedido para que um dos principais integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, seja afastado das investigações que envolvem o petista.

A defesa alega que o procurador tem dado “declarações de pré-julgamento” e expressando “juízos de valor” sobre Lula na imprensa sem “nenhum fato concreto, julgamento justo ou mesmo apuração concluída”. Os advogados também acusam Carlos Fernando de “ter afrontando o princípio da presunção da inocência e sigilo de Justiça, e por ter revelado um anseio pessoal em envolver indevidamente o ex-presidente na Lava Jato”.


Os advogados pedem também que o Conselho atue para que o procurador não dê mais declarações sobre as investigações que envolvem o ex-presidente e seus familiares. A petição lembrou que o próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em mensagem enviada no mês passado aos membros do Ministério Público, pediu para que os procuradores evitassem radicalização e partidarização de investigações criminais.


No fim de semana, em entrevista à revista Época, Carlos Fernando afirmou que há uma linha de investigação que aponta Lula como o chefe do esquema de desvios da Petrobrás. Nesta quarta, ele deu declarações semelhantes à Rádio Jovem Pan.

Atualmente, as investigações sobre o ex-presidente estão sob os cuidados do Supremo Tribunal Federal e não da força-tarefa responsável pela Lava Jato.

O relator do caso no CNMP, responsável por tratar de questões administrativas relacionadas a procuradores do Ministério Público, será o conselheiro Leonardo Henrique de Cavalcante Carvalho.
                    *Via Isadora Peron , no O Estado de S.Paulo