quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Congresso segue TCU e sustará verbas para a refinaria.

Diante do escândalo de corrupção na Petrobras, integrantes da base aliada e da oposição afirmam que o Congresso não terá outro caminho a não ser aprovar a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) para suspender o repasse de R$ 19,8 milhões para as obras de terraplanagem da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, onde foi detectado superfaturamento. Segundo levantamento do tribunal, as obras de terraplanagem da refinaria têm um custo total de R$ 534 milhões.
Os parlamentares acreditam que a presidente Dilma Rousseff não terá condições políticas de vetar essa decisão, ao contrário do que fez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, quando vetou a decisão do Congresso, liberando R$ 13,1 bilhões para quatro obras da Petrobras com irregularidades “graves” apontadas pelo TCU.
- Nessa condição, não tem como fazer diferente - disse um senador do PMDB, em referência à recomendação do TCU.

Essa também é a opinião do deputado Rodrigo Maia (RJ), ex-presidente do DEM:
- Só se o Congresso estiver doido para não aprovar.

Em 2009, o TCU recomendou ao Congresso a paralisação, devido a irregularidades consideradas graves, das obras das refinarias Abreu e Lima e Getulio Vargas, no Paraná; do terminal do Porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo; e de unidades do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Para Maia, diferentemente de Lula em 2010, Dilma não terá como vetar:
- É um momento diferente. O Lula tinha como dizer que não tinha informações (sobre esquema de desvio de dinheiro).
(De O Globo - Fernanda Krakovics)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Acorda Brasil!

Relatório das Nações Unidas diz que houve mais de 500 "mortos e desaparecidos" nos porões da ditadura na vizinha Venezuela em apenas um ano de governo do "ditador golpista" Nicolás Maduro, companheiro de Lula pai do mensalão e Dilma mãe do petrolão. 
No Brasil houve menos de 500 "mortos e desaparecidos" em 21 anos de conflito entre os militares nacionalistas e guerrilheiros comunistas. Creio que perguntar não ofende? 
Cadê os Direitos Humanos, União Nacional dos Estudantes, Ordem dos Advogados do Brasil? 
E por que a MÍDIA brasileira, assim como o governo Lula/Dilma se OMITEM? 
Estão todos coniventes com a ditadura venezuelana? Acorda FFAA!

*Jorge Eduardo Mares e Silva, remetido por Ana Lima via Facebook

Sheik dos Emirados Árabes perde dinheiro com Petrobras.

A cúpula da Petrobras desconfia de que o Sheik de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, Mohammed bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, está por trás da ação de investigação contra a estatal na Justiça dos Estados Unidos.
A diretoria da petroleira descobriu que uma das advogadas que toca a ação é norte-americana Theresa Farah, especialista em transações internacionais que representa o árabe em seus negócios americanos.
O príncipe comprou ações ADRs nível 2 da Petrobras na Bolsa de Nova York há alguns anos. ADRs são Recibos de Depósitos Americanos. É a forma em que a ação da estatal é negociada na Bolsa NY, via instituições financeiras de corretagem. Há muito bilionário investidor revoltado com a petroleira.
Com o caso de polícia na estatal, a queda no valor de mercado da empresa e das ações, Al Nahyan já teria perdido US$ 1 bilhão, segundo informações de bastidores.
Em suma, o caso deixa a Petrobras em polvorosa: o homem da 'terra do petróleo' caiu no conto da estatal brasileira.
AQUI E LÁ
A situação é delicada para a petroleira porque pode abrir precedente: se comprovada a ligação da corrupção com a queda das ações, espera-se enxurrada de processos de indenização.
Embora empresa estatal e de controle brasileiro, vale lembrar que a Petrobras tem capital aberto e milhares de investidores estrangeiros que perderam dinheiro.
PROSPECÇÃO JUDICIAL
Curiosamente, acontece hoje o GP de Abu Dhabi de F-1, também patrocinado pela Petrobras. Enquanto isso, o Departamento de Justiça dos EUA toca investigação: em nome dos acionistas, quer saber se houve pagamento de propinas na Petrobras, se alguém do país violou a lei anticorrupção na negociação da refinaria de Pasadena, e se isso afetou diretamente o desempenho da estatal.
O fato de a Petrobras e executivos serem novos alvos da operação Lava Jato e o adiamento do anúncio do balanço trimestral da petroleira semana passada irritaram profundamente investidores estrangeiros. Eles já teriam recebido o report trimestral da Petrobras e não gostaram nada dos números.
FOSTER FICA
A despeito de toda a encrenca, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, fica no cargo. Ela é nome de confiança da presidente Dilma. Em tempo: há tanto investidor gringo que a estatal já pagou até 68% de seus dividendos na Bolsa de NY. Foi em 2008.

domingo, 23 de novembro de 2014

Ou Dilma é ignorante ou age com má fé.

De duas, uma: ou Dilma ignora a gravidade da nossa situação fiscal ou está agindo com absoluta má-fé ao receitar maior leniência no trato do dinheiro pago pelos contribuintes ‪#‎Brasileiros‬. A petista caminha a passos largos para ‪#‎Quebrar‬ o‪#‎Brasil‬http://goo.gl/ympP5v
* Duarte Nogueira, via Facebook

Na Petrobras, propina só em espécie, banco nunca.

A polícia já sabe que a maioria dos políticos enroscados no esquema da Lava-Jato fazia questão de receber dinheiro vivo, nada de transferências bancárias. “São raríssimas exceções os políticos que não fizeram o dever de casa e receberam em contas”, contou um dos delatores aos policiais.
A cada dia, surge um padrinho peemedebista diferente para Fernando Soares, o Fernando Baiano. Ele já foi apresentado como ligado a Renan Calheiros, a José Sarney, a Valdir Raupp e a Michel Temer. Basta ser cacique do PMDB que lá está o sujeito citado como amigo do empresário preso. O último nome a circular como ligado a Baiano é o do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Hoje, Baiano vai falar. Façam suas apostas.
(Denise Rothenburg - Correio Braziliense)

sábado, 22 de novembro de 2014

Dinheiro desviado abasteceu "caixa 1" das campanhas de PT, PMDB, PP e PTB.

Os operadores Fernando Soares, Vaccari Neto e Youssef (da esq. para a dir.): os interlocutores dos partidos aliados junto aos empreteiros. 
Delegados e procuradores da operação Lava Jato concluem que os partidos foram usados como lavanderias do esquema de corrupção instalado na Petrobras e farão uma devassa na prestação de contas da campanha eleitoral.


Claudio Dantas Sequeira, de Curitiba (PR) e Mário Simas Filho/ISTOÉ


Não é novidade que recursos públicos surrupiados por intermédio de obras superfaturadas, empresas de fachada e outras modalidades de corrupção acabem abastecendo o chamado caixa 2 das campanhas políticas. Essa é uma prática condenável e recorrente no Brasil. Agora, o que a Operação Lava Jato descobriu é que PT, PMDB, PP e PTB usaram a contabilidade oficial, o caixa 1 das campanhas eleitorais, para receber milhões de reais desviados da Petrobras. Para chegar a essa conclusão, os delegados e procuradores que participam das investigações tomaram conhecimento de centenas de movimentações bancárias no Brasil e no exterior, analisaram documentos que veem sendo apreendidos desde março e ouviram os depoimentos de empreiteiros, ex-diretores e ex-funcionários da estatal.

“Estamos diante de um crime gravíssimo, que transforma os partidos políticos em autênticas lavanderias de dinheiro ilegal”, disse à ISTOÉ, na tarde da terça-feira 18, uma das autoridades com acesso a toda investigação. “A situação (investigação) coloca em xeque inclusive as doações eleitorais legalmente registradas, que podem indicar uma forma estruturada de lavagem de dinheiro”, atesta um relatório analítico da Polícia Federal, elaborado pela Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros ao qual ISTOÉ teve acesso. Com essa descoberta, a Operação Lava Jato irá abrir mais uma frente de investigação e promover uma devassa nos cofres dos partidos envolvidos. É essa futura investigação a responsável por elevar às alturas a temperatura no Palácio do Planalto e no comando dos partidos aliados na última semana.

A força-tarefa montada pela Lava Jato tem como fazer uma apuração nas contas de campanhas muito mais aprofundada do que rotineiramente é feito pelo Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com os delegados e procuradores, a estratégia de usar o cofre oficial dos partidos para colocar nas campanhas o dinheiro desviado de estatais teve início depois de revelado o escândalo do mensalão e ganhou força nas disputas eleitorais de 2010 e 2014. Os relatos feitos por diretores de empreiteiras presos na semana passada indicaram que as doações para as campanhas eram feitas diretamente pelos tesoureiros ou operadores dos partidos, que tinham acesso ao doleiro Alberto Youssef e a contas mantidas no exterior, particularmente na Suíça e na Holanda. Os recursos eram sempre remetidos às legendas e nunca para candidatos pré-estabelecidos. Dessa forma fica mais difícil o rastreamento desse dinheiro. Às empreiteiras apenas era informado o valor que deveriam declarar como doação oficial a ser registrada no TSE. “O dinheiro do sobrepreço pago pela Petrobras já estava depositado em contas indicadas pelos operadores dos partidos e não tínhamos acesso a esses recursos. Eles apenas diziam quanto teríamos que declarar à Justiça Eleitoral”, disse aos delegados o diretor da divisão de engenharia da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, na tarde da segunda-feira 17. Discurso semelhante foi feito por Idelfonso Colares Filho, ex-diretor da Queiroz Galvão. No mesmo dia, Othon Zanoide de Morais, diretor da Vital Engenharia – empresa do grupo Queiroz Galvão –, repetiu a versão apresentada por Fonseca e Medeiros. Os três também confirmaram doações feitas para o PT, PMDB e PP, através de João Vaccari Neto, o tesoureiro petista; Fernando Soares, que falava em nome do PMDB, e Youseff, que depois da morte do deputado José Janene passou a atuar pelo PP. Sobre o PTB, dois delegados afirmaram à ISTOÉ que a operação é semelhante, mas os nomes denunciados ainda são mantidos sob sigilo. Na quarta-feira 19, Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da UTC, também admitiu ter assumido o repasse oficial de recursos para PMDB, PP e PT.

Os depoimentos colhidos na última semana reforçam, segundo a PF, o que já fora dito em delação premiada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e descrito em um relatório de análise da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado a respeito das investigações promovidas sobre empresas do grupo OAS e suas relações com o doleiro Alberto Youssef. “A empresa abriga em seus quadros funcionários envolvidos com o desvio de recursos para enriquecimento ilícito próprio e pagamento de despesas com campanhas eleitorais de partidos políticos”, diz o documento. Há, ainda, documentos apreendidos pela Operação Lava Jato que, segundo os relatórios produzidos pela Polícia Federal, confirmam o uso do dinheiro desviado da Petrobras para alimentar o caixa oficial das campanhas. Na casa de Costa, a Polícia apreendeu uma agenda contendo uma planilha que relaciona o nome de empreiteiras, o contato dentro da empresa e, em uma terceira coluna, a situação da empresa. No relatório redigido pela Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros, que investigou a agenda do ex-diretor da Petrobras, os delegados concluem que: “Embora não seja possível precisar a qual campanha se refira o documento, é possível estabelecer que o grupo atuasse também ocultando repasse de valores por meio de doações legais de campanha”. Essa semana, parte dos policiais envolvidos na Operação começaram a fazer o confronto de rastreamentos bancários recebidos do exterior com as doações oficiais feitas para as campanhas políticas. É muito dinheiro para ser seguido (leia quadro na pág. 37). Desde o início da Operação, a PF e o Ministério Público têm monitorado as doações feitas por Camargo Corrêa, UTC e Mendes Júnior, dentre outras.






Se a devassa a ser promovida nos cofres partidários confirmarem as conclusões a que já chegaram os delegados e procuradores que comandam a Operação Lava Jato, legendas gigantes como PT e PMDB poderão, dentre outras coisas, perder o acesso aos milionários recursos do Fundo Partidário. Mais que isso, se as investigações forem concluídas até o fim do ano – o que delegados e procuradores consideram praticamente impossível – não se pode descartar a possibilidade de o TSE vir a impedir a diplomação da presidente reeleita. Por essa razão, o Palácio do Planalto não esconde a insatisfação com o ministro Dias Toffoli, presidente do TSE. Os principais líderes petistas sustentam que Toffoli nada fez para impedir que as contas da campanha da presidente Dilma Rousseff fossem examinadas pelo ministro Gilmar Mendes, tido como desafeto do PT.





O receio fez com que o Planalto estimulasse o Ministério Público Eleitoral para questionar a permanência de Mendes na fiscalização das finanças eleitorais do PT. A movimentação no TSE que tanto preocupa o Planalto teve início na quinta-feira 13, com o fim do mandato do ministro Henrique Neves. Era ele o relator do processo sobre as contas da campanha de Dilma Rousseff deste ano, mas deixou a Corte antes de iniciar a análise do caso. No mesmo dia, houve um novo sorteio de relator e Gilmar Mendes assumiu o processo. Horas depois de assumir como relator, o ministro determinou que sua assessoria examinasse as contas apresentadas pela campanha. A disposição de Mendes inicia uma nova fase da Justiça Eleitoral. Em anos anteriores, as contas dos candidatos eleitos eram analisadas por amostragem e em tempo curto demais, que duravam, no máximo, uma semana.



Emissário do PP Othon Zanoide, da Vital Engenharia, disse que Youssef passou a operar em nome do partido depois da morte do deputado Janene.
Pela lei, as contas devem ser analisadas até o dia 17 de dezembro do ano da eleição. Se irregularidades graves forem encontradas, os ministros podem impedir a diplomação do eleito no dia 18. Segundo técnicos da Corte ouvidos por ISTOÉ, tradicionalmente a análise da prestação de contas da campanha presidencial é feita tão rapidamente que inviabiliza a consolidação de provas sobre irregularidades que venham a ser encontradas. Em 2010, apesar do prazo curto, os técnicos detectaram irregularidades na prestação de contas da então candidata eleita Dilma Rousseff, como empresas doadoras abertas no ano eleitoral e pessoas físicas doando acima do limite permitido. Na época, o ministro Marco Aurélio Mello ressaltou a falta de tempo para analisar as notas fiscais da campanha e sugeriu o adiamento da votação sobre as contas. Os ministros alegaram que poderia ocorrer instabilidade jurídica e decidiram aprová-las, apesar das ressalvas sobre as irregularidades. Agora, o temor dos petistas é que Mendes faça uma parceria com os delegados e procuradores da Operação Lava Jato e possa, assim, rapidamente esquadrinhar as entranhas da contabilidade eleitoral do partido. Na quinta-feira 20, o ministro pediu ajuda de técnicos do TCU, da Receita Federal e do Banco Central para analisar as contas de campanha de Dilma.



Este ano, Gilmar Mendes pretende evitar que a votação ocorra sem tempo para a devida análise pelos ministros do teor das prestações de contas. Por isso, colocou a própria equipe do gabinete para analisar quem são os doadores da campanha da presidente. De acordo com técnicos, a orientação do ministro é para que qualquer irregularidade seja detalhada e comprovada em pareceres consistentes, distribuídos aos ministros dias antes da votação em plenário. O ministro já admitiu que sua equipe vai se debruçar especialmente nas doações realizadas por empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, que abasteceram as campanhas eleitorais. As empresas investigadas doaram R$ 60,4 milhões aos candidatos presidenciáveis na última eleição, sendo que R$ 47,8 milhões foram entregues para a campanha de Dilma. A arrecadação da campanha da petista registra ainda que 20% do total recebido partiu diretamente das empreiteiras OAS e UTC Engenharia, que doaram R$ 20 milhões e R$ 5 milhões, respectivamente, e cujos dirigentes que autorizaram os repasses estão na cadeia. Independentemente de qualquer parceria com a Operação Lava Jato, a equipe de Gilmar Mendes se dedica a levantar os números das doações e os detalhes dos contratos que essas empresas ainda mantêm com o governo. Somente neste ano, R$ 2,3 bilhões estão previstos para serem repassados a essas construtoras. Em contrapartida, as doações realizadas pelas nove empresas investigadas somaram mais de R$ 218 milhões somente nesta eleição.









Presidente do clube Pessoa, da UTC, se apresentava como líder do cartel das empreiteiras e diz ter contribuído para PMDB, PT e PP
Fotos: Montagem sobre fotos, Adriano Machado/Istoé, Márcia Foletto/Agência O Globo; MARCOS BEZERRA/FUTURA PRESS

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A miséria que o socialismo trouxe à Venezuela.

Una fila de personas espera el 23 de octubre del 2014 a las afueras de una farmacia Farmatodo en Caracas con la esperanza de poder comprar pañales desechables.

Fila à espera de poder comprar fraldas descartáveis e papel higiênico numa farmácia de Caracas em fins de outubro último. Tais artigos, e muitos outros, ainda não chegaram às prateleiras.
 A         PO aumento dos preços dos derivados do petróleo na Venezuela (pela retirada dos subsídios estatais) somado à queda intensa do valor da ‘commodity’ no mercado internacional – em parte devido aos enormes estoques nos EUA e Europa e em parte devido à entrada no mercado do gás de xisto betuminoso americano - está levando o regime ditatorial socialista de Nicolás Maduro a tomar duras decisões que incluem, justamente, a retirada do referido subsídio à gasolina. Na verdade, há uma conjunção de fatores que estão a fazer com que o Palácio Miraflores fique sem dinheiro para importar uma série de itens que o país não produz e isso coloca o governo contra o paredão de ter que escolher quem poderá ter o “privilégio” de “continuar recebendo as migalhas de um pão que a cada dia se torna menor”, como estão a dizer alguns especialistas.
Na base do problema está a capacidade de extração da PDVSA, a Petrobrás deles lá, que está em queda livre com seu parque industrial cada vez mais sucateado e comprometido pela falta de investimento em manutenção e pela fuga de mão de obra capacitada do país (como soe ocorrer com os regimes socialistas).
Com isso, o “socialismo bolivariano do século XXI” tem cada vez menos o que repartir e distribuir com o seu povo, o que o obriga a tomar medidas que podem se tornar muito impopulares.
Além do aumento da gasolina, que poderá começar a vigorar a partir de dezembro próximo – segundo os especialistas desse mercado – Maduro terá que usar boa parte do dinheiro que puder conseguir com os novos preços dos combustíveis para tentar contratar os serviços de empresas estrangeiras para tentar soerguer a capacidade instalada da PDVSA com a finalidade de aumentar a extração de petróleo e até construir pelo menos mais duas refinarias.
Os especialistas no setor dizem que “o aumento de preço dos combustíveis é um fato já consumado, e que provavelmente ocorrerá após a reunião da OPEP em Viena, prevista para o dia 27 deste mês de novembro”.
Maduro, que governa com uma estrutura de estado ditatorial mediante “poderes especiais” a ele outorgados pelo Congresso, já amarga uma popularidade que não chega a 30 por cento, mesmo tendo prometido ao venezuelano que não elevaria os preços dos derivados do petróleo, apesar da insistência do pragmatismo chavezista de que o subsídio estatal à mercadoria, com um custo anual de $12 bilhões de dólares – que o regime definitivamente não tem capacidade de arcar – é insustentável.
No entanto, Maduro, durante o “Primeiro Congresso da Classe Trabalhadora”, cujos participantes foram apenas os membros da reduzida burguesia do politiburo do partido governante, acabou concordando ao anunciar na última segunda feira ter aceitado uma proposta feita neste “congresso” para ajustar os preços dos combustíveis “e usar a renda deles provenientes para projetos sociais”, algo que pouca gente realmente ainda acredita na Venezuela.
A renda proveniente do petróleo – praticamente a única produzida significativamente no país – já caiu mais de 30 por cento, apenas no mês passado.
Além do mais, discute-se no país que além da alta de preços dos derivados de petróleo, poderá se soma ruma elevação geral dos impostos, que se levado adiante pelo regime de Maduro poderá agravar ainda mais os protestos de rua e a insatisfação social com o regime.
Assim, o regime, responsável pela fuga de capitais privados venezuelanos e de mão de obra qualificada, acabou ficando sem dinheiro, sem tecnologia e sem condições de sequer fazer a manutenção de sua “galinha dos ovos de ouro” – a PDVSA – que agora está entre a cruz e a caldeirinha.
Maduro chegou ao poder, segundo muitos venezuelanos, através de uma formidável fraude eleitoral, possibilitada em parte pelas famigeradas urnas eletrônicas fabricadas pela DIEBOLD e comercializadas pela SMARTMATIC, as mesmas utilizadas no Brasil e países do Foro de São Paulo, e em outra parte pela coação de boca de urna, levada a efeito por verdadeiro exército de agentes cubanos – incluindo os “médicos” castristas –, mas que, ao que parece, só sairá do poder depois de muito sangue, suor e lágrimas derramadas para substituir o atual regime.
Em todo caso, no regime de escassez socialista, onde o governo não pode mais contar com o dinheiro de um povo altamente empobrecido e onde os donos do dinheiro já tiraram seus times de campo (e também seu dinheiro), Maduro terá que escolher muito bem a quem privilegiará com os parcos recursos que ainda dispõe para que possa se manter no poder.
Essa foi a razão pela qual Maduro há pouco decidiu aumentar os salários dos militares em 45 por cento para tentar compensar o efeito da taxa de inflação que poderá ultrapassar os 75 por cento este ano, enquanto que o  salário mínimo só foi corrigido em 15 por cento.
Também pode ser esse o raciocínio que venha a motivar Maduro em eliminar o subsídio à gasolina e aos derivados de petróleo, que deverá atingir em cheio os bolsos da classe média, os últimos 35 por cento da população que, a despeito de tudo, ainda trabalha e produz para sustentar os demais 65% por cento. No entanto, o subsídio aos derivados de petróleo que são enviados mensalmente a Cuba não serão eliminados, haja vista que Maduro necessita basicamente do aparato cubano de inteligência militar para se manter a qualquer custo no poder.
Mas, a situação do regime “bolivariano” poderá se complicar muito mais ainda caso os preços do petróleo continuarem a cair ou apenas se mantiverem abaixo dos atuais 60 dólares o barril ao longo de 2015, como muitos especialistas dizem que irá ocorrer, principalmente com o aumento da produção de gás de xisto nos EUA, principal comprador de petróleo da Venezuela. As encomendas americanas vêm despencando de forma sensível e esses mesmos analistas especializados em comércio internacional de petróleo dizem também que “se a redução da renda venezuelana com petróleo continuar baixa ou diminuir mais ainda, o Palácio Miraflores terá que escolher entre quais os setores do chavezismo irá privilegiar ainda mais – uma vez que seus próceres estão acumulando enormes fortunas no exterior pelo mecanismo distorcido criado pelo sistema de controle cambial que funciona em prejuízo da população”.
Maduro espera que a OPEP reduza a extração de petróleo para diminuir a oferta e fazer subir os preços da mercadoria nos mercados internacionais. Mas os americanos também esperam por tal iniciativa por parte do cartel internacional do petróleo, quando poderão suprir fornecedores mundiais com sua acrescente produção de gás de xisto betuminoso, que atualmente ainda está em torno de 15% da capacidade esperada pelo mercado, apesar de já ser responsável por 65% da produção total de gás natural dos EUA.
Por isso, muitos especialistas dizem que é pouco provável que a OPEP venha de qualquer modo a restringir a oferta. “Dentre os países-membros do cartel, somente a Arábia Saudita está em condições de cortar a produção”, em função dos problemas orçamentários que enfrentam e, mesmo a Arábia Saudita tem dado a entender que lhe interessa manter os preços baixos porque sabe que essa é a única maneira de desestimular a produção de petróleo de jazidas ‘não convencionais’ – como, por exemplo, o do pré-sal brasileiro – que, em tese, representa uma ameaça à hegemonia saudita no mercado mundial.
Os analistas preveem que um preço do petróleo abaixo de 80 dólares o barril, mantido por algum tempo, poderá gerar problemas que levem à desestabilização do regime de Maduro. E este preço já está há algum tempo em 70,83 dólares o barril e tendendo a diminuir.
Há quem ache, com alguma razão, que em breve Maduro só disporá de petróleo para alimentar o seu povo... Só não se sabe com que tipo de culinária poderá conseguir isso!
* FRANCISCO VIANNA (da mídia internacional)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O pânico de "narizinho"!

Com  medo, Gleisi  implora  a  senadores para  não ser convocada  a  depor  na  CPMI  da Petrobras.

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Turbulência rouge – Está cada vez mais dramática a situação da senadora petista Gleisi Hoffmann (PR), envolvida diretamente no escândalo do “Petrolão” pelos dois principais delatores, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, como beneficiária de R$ 1 milhão do esquema criminoso. Depois do profundo desânimo provocado pela derrota na corrida ao Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense, Gleisi entrou em pânico diante do pedido protocolado por partidos de oposição para que seja convocada a depor na CPMI da Petrobras.

O pavor de Gleisi aumentou devido à sequência de revezes do governo da companheira Dilma Rousseff que surgiu à sombra da condução estabanada do caso do Petrolão no Congresso Nacional. O mais aterrador deles foi a quebra de sigilo bancário e telefônico do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, acusado de ter recebido, em nome do partido, polpudas quantias da ciranda de corrupção que funcionava na Petrobras e que foi desbaratada logo no primeiro capítulo da Operação Lava-Jato.
Considerado que os sigilos de Vaccari Neto foram para o espaço com certa facilidade, a convocação de Gleisi pela CPMI da Petrobras pode ser apenas uma questão de tempo.
Para não ter de a explicar o inexplicável (Paulo Roberto Costa afirmou ter providenciado o dinheiro sujo e Youssef detalhou como e onde a quantia foi entregue: no Shopping Total no centro de Curitiba, em dinheiro vivo, em quatro parcelas), Gleisi tem cumprido uma via sacra nos gabinetes dos senadores da situação e até alguns da oposição, implorando para não ser convocada.
O marido de Gleisi, Paulo Bernardo da Silva, ocupa ministérios estratégicos desde 2003 e a senadora é grande beneficiária de doações de empreiteiras envolvidas no Petrolão em toda a sua carreira política. Todas as suas campanhas tiveram vultosas doações de empreiteiras e suas conexões com alguns gigantes do setor chamaram a atenção do site “Contas Abertas” já em 2008, quando Gleisi disputou a prefeitura de Curitiba.
“Em 2008 a construtora [Camargo Corrêa] doou apenas R$ 2 milhões para os candidatos nas eleições municipais. Um quarto desse valor foi destinado à candidata à prefeitura da capital paranaense, Curitiba, Gleisi Helena Hoffmann (PT)”, destaca o “Contas Abertas”.
Para quem, quando interessa, não esconde a essência autoritária e tenta intimidar jornalistas independentes com processos judiciais, Gleisi Hoffmann está se mostrando excessivamente covarde, pois bater à porta dos gabinetes para evitar sua convocação é no mínimo ridículo. Se a senadora petista nada tem a ver com o “Petrolão”, que compareça à CPMI da Petrobras e prove sua inocência. Caso isso não ocorra, prevalecerá o dito popular do “quem cala consente”.
Link para esta matéria: http://ucho.info/?p=86837

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Santuários eleitorais do Bolsa Família.

BELA VISTA DO PIAUI (PI) – Na pequena Bela Vista do Piauí, povoada por apenas 3.778 moradores, dos quais mais da metade – exatamente 2.535 almas vivas – resiste bravamente na zona rural, o Bolsa Família não é apenas um poder paralelo. É uma “mãezona”. Sustenta mais de um terço da população e o cartão magnético usado para sacar o benefício na Caixa serve para irrigar contas até de conselheiros tutelares e presidentes de partidos.
Conselheira tutelar Josiene Marques tem salário acima de R$ 800, um Honda Civic e uma moto na garagem e recebe Bolsa Família.
Josiene Marques, 41 anos, faz parte do time do Conselho Tutelar, órgão mantido pela Prefeitura Municipal, que exemplifica uma grave distorção no programa de transferência de renda criado para pobres, mas desviado para quem dele não deveria fazer uso: embolsa R$ 850,00 de salário como conselheira e R$ 147,00 pela Bolsa.
Foi localizada pela reportagem em sua casa, a 200 metros da sede do Conselho, com um carro na garagem, um Honda Civic e uma moto. Alegou que os meios de transporte foram adquiridos pelo marido e que é beneficiária do Bolsa Família praticamente desde que o programa existe. Embora tenha conquistado o emprego de conselheira tutelar através de concurso, Josiene continua recebendo a bolsa há quase dois anos.
“Já fui notificada para dar baixa e estou fazendo isso”, afirmou. Como conselheira tutelar, seu caso não é único no município. 
José Erivan, Josimar Tolentino e Marcelo Tolentino são conselheiros tutelares e beneficiários do Bolsa Família.
José Erivan, Josivan Tolentino e Marcelo Tolentino se enquadram na mesma situação, ou seja, ganham também R$ 850,00 como conselheiros e mais uma renda adicional da Bolsa Família. Erivan tem um cartão que lhe dá o direito de sacar R$ 112,00.
“Eu sei que já não posso mais ser bolsista”, diz Erivan, que não pode ser enquadrado na linha extrema de pobreza porque, além do salário de conselheiro, tem 13 cabeças de gado e 28 ovelhas no sítio Tapera, a 8 km do centro da cidade, onde mora com a esposa, um filho menor e seus pais.
Erivan foi localizado na sede do Conselho Tutelar na sexta-feira passada, dando expediente com os demais conselheiros Josivan e Marcelo Tolentino, que são parentes de primeiro grau, também beneficiários do programa social. Como Erivan, Josivan e Marcelo criam gado e ovelha na comunidade do Sítio.
Marcelo tem um valor acima de Erivan e Josivan: R$ 146,00 e há um ano e oito meses recebe R$ 850,00 como conselheiro. “Já pedi também para me cortarem do programa”, garante. Residente na comunidade do Barreiro, onde não chegou sequer ainda energia elétrica, Marcelo se insere no perfil de um pequeno criador.
Bartolomeu Rodrigues, presidente do PT, criador de gado e contemplado pela Bolsa.
Apesar da seca prolongada matar o gado ainda consegue meios para manter duas vacas e seis ovelhas. “Os animais são da família”, alega. Em Bela Vista do Piauí, a Bolsa Família contempla 693 famílias, entre as quais a de Bartolomeu Rodrigues de Souza, 45 anos, presidente municipal do PT, o Partido dos Trabalhadores.
Agricultor, Souza perdeu tudo o que plantou de milho e feijão por causa da seca, mas também não está na extrema pobreza, porque cria gado e ovelhas. Do Bolsa Família, recebe R$ 214,00 por mês.
“Eu não tenho emprego de carteira assinada, estou, portanto, dentro do que determina a lei”, alega. Secretária de Ação Social do município, Maria Helena Marques, esposa do prefeito, não esconde que há graves distorções na execução do Bolsa Família, mas ressalta que estão sendo corrigidas mediante o recadastramento dos beneficiários.
“A falha não é só nossa, mas do Ministério do Desenvolvimento Social também, que muitas vezes também faz cortes injustos, não sabendo separar entre o pai pobre que recebe pelo filho que está na escola e aquela família que tem direito por se encaixar no critério de extrema pobreza”, alega. Com exceção dos conselheiros tutelares, a secretária garante que não existem, entretanto, mais servidores beneficiados pelo programa.
*Edição: Ítala Alves