sábado, 25 de outubro de 2014

Youssef: “O Planalto sabia de de tudo!” Delegado: “Quem do Planalto?” Youssef: “Lula e Dilma”.

O doleiro Alberto Youssef afirma em depoimento à Polícia Federal que o ex e a atual presidente da República não só conheciam como também usavam o esquema de corrupção na Petrobras.

Robson Bonin
EM VÍDEO - As declarações de Youssef sobre Lula e Dilma foram prestadas na presença de um delegado, um procurador da República e do advogado
EM VÍDEO - As declarações de Youssef sobre Lula e Dilma foram prestadas na presença de um delegado, um procurador da República e do advogado (Ilustração Lézio Jr./VEJA)
A Carta ao Leitor desta edição termina com uma observação altamente relevante a respeito do dever jornalístico de publicar a reportagem a seguir às vésperas da votação em segundo turno das eleições presidenciais: “Basta imaginar a temeridade que seria não publicá-la para avaliar a gravidade e a necessidade do cumprimento desse dever”. VEJA não publica reportagens com a intenção de diminuir ou aumentar as chances de vitória desse ou daquele candidato. VEJApublica fatos com o objetivo de aumentar o grau de informação de seus leitores sobre eventos relevantes, que, como se sabe, não escolhem o momento para acontecer. Os episódios narrados nesta reportagem foram relatados por seu autor, o doleiro Alberto Youssef, e anexados a seu processo de delação premiada. Cedo ou tarde os depoimentos de Youssef virão a público em seu trajeto na Justiça rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF), foro adequado para o julgamento de parlamentares e autoridades citados por ele e contra os quais garantiu às autoridades ter provas. Só então se poderá ter certeza jurídica de que as pessoas acusadas são ou não culpadas.
Na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef entrou na sala de interrogatórios da Polícia Federal em Curitiba para prestar mais um depoimento em seu processo de delação premiada. Como faz desde o dia 29 de setembro, sentou-se ao lado de seu advogado, colocou os braços sobre a mesa, olhou para a câmera posicionada à sua frente e se pôs à disposição das autoridades para contar tudo o que fez, viu e ouviu enquanto comandou um esquema de lavagem de dinheiro suspeito de movimentar 10 bilhões de reais. A temporada na cadeia produziu mudanças profundas em Youssef. Encarcerado des­de março, o doleiro está bem mais magro, tem o rosto pálido, a cabeça raspada e não cultiva mais a barba. O estado de espírito também é outro. Antes afeito às sombras e ao silêncio, Youssef mostra desassombro para denunciar, apontar e distribuir responsabilidades na camarilha que assaltou durante quase uma década os cofres da Petrobras. Com a autoridade de quem atuava como o banco clandestino do esquema, ele adicionou novos personagens à trama criminosa, que agora atinge o topo da República.
Comparsa de Youssef na pilhagem da maior empresa brasileira, o ex-diretor Paulo Roberto Costa já declarara aos policiais e procuradores que nos governos do PT a estatal foi usada para financiar as campanhas do partido e comprar a fidelidade de legendas aliadas. Parte da lista de corrompidos já veio a público. Faltava clarear o lado dos corruptores. Na ter­ça-feira, Youssef apre­sentou o pon­­to até agora mais “estarrecedor” — para usar uma expressão cara à pre­sidente Dilma Rous­seff — de sua delação premiada. Perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:
— O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado.
— Lula e Dilma — respondeu o doleiro.
Para conseguir os benefícios de um acordo de delação premiada, o criminoso atrai para si o ônus da prova. É de seu interesse, portanto, que não falsifique os fatos. Essa é a regra que Yous­sef aceitou. O doleiro não apresentou — e nem lhe foram pedidas — provas do que disse. Por enquanto, nesta fase do processo, o que mais interessa aos delegados é ter certeza de que o de­poente atuou diretamente ou pelo menos presenciou ilegalidades. Ou seja, querem estar certos de que não lidam com um fabulador ou alguém interessado apenas em ganhar tempo for­necendo pistas falsas e fazendo acu­sações ao léu. Youssef está se saindo bem e, a exemplo do que se passou com Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, tudo indica que seu processo de delação premiada será homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, ele aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais. Aos investigadores, Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem.
Uma vez feito o acordo, Youssef terá de entregar o que prometeu na fa­se atual da investigação. Ele já con­tou que pagava em nome do PT mesadas de 100 000 a 150 000 reais a parlamentares aliados ao partido no Congresso. Citou nominalmente a ex-mi­nistra da Casa Civil Gleisi Hoff­mann, a quem ele teria repassado 1 mi­lhão de reais em 2010. Youssef disse que o dinheiro foi entregue em um shopping de Curitiba. A senadora ne­gou ter sido beneficiada.
Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância pa­ra a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e o ex-deputado José Janene, à época líder do PP, sobre a nomeação de operadores do partido para cargos estratégicos do governo. Youssef relatou um episódio ocorrido, segundo ele, no fim do governo Lula. De acordo com o doleiro, ele foi convocado pelo então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, para acalmar uma empresa de publicidade que ameaçava explodir o esquema de corrupção na estatal. A empresa quei­xa­va-­se de que, depois de pagar de forma antecipada a propina aos políticos, tive­ra seu contrato rescindido. Homem da confiança de Lula, Gabrielli, segundo o doleiro, determinou a Youssef que captasse 1 milhão de reais entre as empreiteiras que participavam do petrolão a fim de comprar o silêncio da empresa de publicidade. E assim foi feito.
Gabrielli poderia ter realizado toda essa manobra sem que Lula soubesse? O fato de ter ocorrido no governo Dilma é uma prova de que ela estava conivente com as lambanças da turma da estatal? Obviamente, não se pode condenar Lula e Dilma com base apenas nessa narrativa. Não é disso que se trata. Youssef simplesmente convenceu os investigadores de que tem condições de obter provas do que afirmou a respeito de a operação não poder ter existido sem o conhecimento de Lula e Dilma — seja pelos valores envolvidos, seja pelo contato constante de Paulo Roberto Costa com ambos, seja pelas operações de câmbio que fazia em favor de aliados do PT e de tesoureiros do partido, seja, principalmente, pelo fato de que altos cargos da Petrobras envolvidos no esquema mudavam de dono a partir de ordens do Planalto.
Os policiais estão impressionados com a fartura de detalhes narrados por Youssef com base, por enquanto, em sua memória. “O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o do­leiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari. O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências. Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a ajudar a PF a localizar as datas e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT.
Depois da homologação da de­lação premiada, que parece assegurada pelo que ele disse até a semana passada, Youssef terá de apresentar à Justiça mais do que versões de episódios públicos envolvendo a presidente. Pela posição-chave de Youssef no esquema, os investigadores estão con­fiantes em que ele produzirá as provas necessárias para a investigação prosseguir. Na semana que vem, Alberto Youssef terá a oportunidade de relatar um episódio ocorrido em março deste ano, poucos dias antes de ser preso. Youssef dirá que um integrante da ­coor­­denação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na cam­panha presidencial de Dilma Rous­seff. Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba. Procurados, os defensores do doleiro não quiseram comentar as revelações de Youssef, justificando que o processo corre em segredo de Justiça. Pelo que já contou e pelo que promete ainda entregar aos investigadores, Youssef está materializando sua amea­ça velada feita dias atrás de que iria “chocar o país”.
DINHEIRO PARA O PT 
Lula Marques/Folhapress/VEJA
Alberto Youssef também voltou a detalhar os negócios que mantinha com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, homem forte da campanha de Dilma e conselheiro da Itaipu Binacional. Além de tratar dos interesses partidários com o dirigente petista, o doleiro confi rmou aos investigadores ter feito pelo menos duas grandes transferências de recursos a Vaccari. O dinheiro, de acordo com o relato, foi repassado a partir de uma simulação de negócios entre grandes companhias e uma empresa-fantasma registrada em nome de laranjas mas criada pelo próprio Vaccari para ocultar as operações. Ele nega

ENTREGA NO SHOPPING
Sérgio Lima/Folhapress/VEJA
Alberto Youssef confirmou aos investigadores o que disse o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o dinheiro desviado da estatal para a campanha da exministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010. Segundo ele, o repasse dos recursos para a senadora petista, no valor de 1 milhão de reais, foi executado em quatro parcelas. As entregas de dinheiro foram feitas em um shopping center no centro de Curitiba. Intermediários enviados por ambos entregaram e receberam os pacotes. Em nota, a senadora disse que não recebeu nenhuma doação de campanha nem conhece Paulo Roberto Costa ou Alberto Youssef

ELE TAMBÉM SABIA
Sérgio Lima/Folhapress/VEJA
Durante o segundo mandato de Lula, o doleiro contou que foi chamado pelo presidente da Petrobras, José sergio Gabrielli, para tratar de um assunto que preocupava o Planalto. Uma das empresas com contratos de publicidade na estatal ameaçava revelar o esquema de cobrança de pedágio. Motivo: depois de pagar propina antecipadamente, a empresa teve seu contrato rescindido. Ameaçado pelo proprietário, Gabrielli pediu ao doleiro que captasse 1 milhão de reais com as empreiteiras do esquema e devolvesse a quantia à empresa de publicidade. Gabrielli não quis se pronunciar

CONTAS SECRETAS NO EXTERIOR
VEJA
Desde que Duda Mendonça, o marqueteiro da campanha de Lula em 2002, admitiu na CPI dos Correios ter recebido pagamentos de campanha no exterior (10 milhões de dólares), pairam sobre o partido suspeitas concretas da existência de dinheiro escondido em paraísos fi scais. Para os interrogadores de Alberto Youssef, no entanto, essas dúvidas estão começando a se transformar em certeza. O doleiro não apenas confi rmou a existência das contas do PT no exterior como se diz capaz de ajudar a identifi cá-las, fornecendo detalhes de operações realizadas, o número e a localização de algumas delas.

UM PERSONAGEM AINDA OCULTO
VEJA
O doleiro narrou a um interlocutor que seu esquema criminoso por pouco não atuou na campanha presidencial deste ano. Nos primeiros dias de março, Youssef recebeu a ligação de um homem, identifi cado por ele apenas como “Felipe”, integrante da cúpula de campanha do PT. Ele queria os serviços de Youssef para repatriar 20 milhões de reais que seriam usados no caixa eleitoral. Youssef disse que chegou a marcar uma segunda conversa para tratar da operação, mas o negócio não foi adiante porque ele foi preso dias depois. Esse trecho ainda não foi formalizado às autoridades.

O círculo vai fechando

Crédito: Broglio/AP/VEJA
ATÉ A MÁFIA FALOU - Tommaso Buscetta, o primeiro mafi oso a fazer delação premiada. Na Sicília, seu sobrenome virou xingamento
​Quem delata pode mentir?
Alexandre Hisayasu
A delação premiada tem uma regra de ouro: quem a pleiteia não pode mentir. Se, em qualquer momento, fi car provado que o delator não contou a verdade, os benefícios que recebeu como parte do acordo, como a liberdade provisória, são imediatamente suspensos e ele fica sujeito a ter sua pena de prisão aumentada em até quatro anos.
Para ter validade, a delação premiada precisa ser combinada com o Ministério Público e homologada pela Justiça. O doleiro Alberto Youssef assinou o acordo com o MP no fi m de setembro. Desde então, vem dando depoimentos diários aos procuradores que investigam o caso Petrobras. Se suas informações forem consideradas relevantes e consistentes, a Justiça - nesse caso, o Supremo Tribunal Federal, já que o doleiro mencionou políticos - homologará o acordo e Youssef será posto em liberdade, como já ocorreu com outro delator envolvido no mesmo caso, Paulo Roberto Costa. O ex-diretor da Petrobras deu detalhes ao Ministério Público e à Polícia Federal sobre o funcionamento do esquema milionário de pagamento de propinas que funcionava na estatal e benefi ciava políticos de partidos da base aliada do governo. Ele já deixou a cadeia e aguarda o julgamento em liberdade. O doleiro continua preso.
Até o ano passado, a lei brasileira previa que o delator só poderia usufruir os benefícios do acordo de delação ao fi m do processo com o qual havia colaborado - e se o juiz assim decidisse. Ou seja, apenas depois que aqueles que ele tivesse incriminado fossem julgados é que a Justiça resolveria se o delator mereceria ganhar a liberdade. Desde agosto de 2013, no entanto, esses benefícios passaram a valer imediatamente depois da homologação do acordo. “Foi uma forma de estimular a prática. Você deixa de punir o peixe pequeno para pegar o grande”, diz o promotor Arthur Lemos Júnior, que participou da elaboração da nova lei.
Mais famoso - e prolífero - delator da história recente, o mafi oso Tommaso Buscetta levou à cadeia cerca de 300 comparsas. Preso no Brasil em 1983, fechou acordo com a Justiça italiana e foi peça-chave na Operação Mãos Limpas, responsável pelo desmonte da máfi a siciliana. Depois disso, conseguiu proteção para ele e a família e viveu livre nos Estados Unidos até sua morte, em 2000.
*Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/youssef-o-planalto-sabia-de-tudo-delegado-quem-do-planalto-youssef-lula-e-dilma

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Crime eleitoral: doleiro desmoraliza PT e Dilma Rousseff na acusação falsa a Sérgio Guerra.

Flagrante delito: Dilma sabia do depoimento um dia antes de ser realizado
É inacreditável, inaceitável e inimaginável que um partido político e uma presidente da República tenham praticado um crime eleitoral de tamanha gravidade, envolvendo suborno a um criminoso notório para que concedesse um depoimento falso à Justiça e denegrisse a honra de um político já falecido, de forma a prejudicar a campanha de Aécio Neves.
Foi o que fizeram o PT e a candidata Dilma Rousseff, ao criarem um episódio inexistente de suborno do então presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, pelo hoje famoso doleiro Alberto Youssef, a pretexto de evitar a criação de uma CPI no Congresso.
No debate de domingo, pela TV Record, Dilma pegou Aécio de surpresa com essa acusação a Sérgio Guerra, e o candidato do PSDB apenas respondeu que, se tivesse havido corrupção no seu partido, também deveria ser punida.
A denúncia era claramente fantasiosa, porque não é preciso subornar nenhum políticos de oposição para evitar a formação de uma CPI, pois a própria base aliada se encarrega de fazê-lo. Mesmo assim, na reta final da campanha, uma acusação desse tipo sempre faz um estrago enorme e pode até decidir a eleição.
Além do mais, o deputado Sérgio Guerra está morto, não pode se defender. Se algum dia a verdade surgisse, a eleição já estaria ganha e ficaria tudo por isso mesmo. Uma trama realmente diabólica, como o clássico filme de Joseph L. Mankiewicz.
DOLEIRO DESMENTE TUDO
Ao criarem essa falsa denúncia, os “gênios” do comitê de campanha de Dilma Rousseff julgaram ter bolado o chamado crime perfeito. Mas logo foram desmascarados, porque não contavam com a firme oposição do doleiro Alberto Rousseff, que jamais citara o nome de guerra ou de qualquer outro político do PSDB em seus apimentados depoimentos e resolveu desmentir a armação.
A verdade veio à tona com a surpreendente entrevista do advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende o doleiro Youssef. Falando ao site G1 (da Organização Globo), o advogado desmentiu inteiramente a acusação feita por Leonardo Meirelles, que trabalhava com o doleiro e também é réu da Operação Lava Jato da Polícia Federal.
Disse que jamais houve suborno a Sérgio Guerra e foi além, anunciando ter apresentado à Justiça Federal, na tarde desta quarta-feira (22), um pedido de acareação entre o seu cliente e Meirelles, que era testa-de-ferro do doleiro no Laboratório Laborgen.
CRIME ELEITORAL
Diante desses fatos indesmentíveis, o crime eleitoral fica complemente configurado e transparente, sobretudo porque a presidente Dilma Rousseff teve a audácia e a insensatez de usar a informação no domingo, durante o debate na TV Record, para surpreender o candidato Aécio Neves. 
Mas como é que Dilma poderia saber dessa declaração de Meirelles na noite de domingo, se ele só iria prestar depoimento na segunda-feira? É uma pergunta que jamais será respondida.

Agora, a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal têm obrigação de investigar o caso, para apurar os seguintes fatos:
1) Quem subornou Leonardo Meirelles para inventar a acusação a Guerra?
2) Quem passou essa informação à presidente Dilma Rousseff, para que ela pudesse ter conhecimento do assunto uma dia antes do depoimento ser prestado.
Sabendo quem passou a informação a Dilma, é só seguir o fio da meada até chegar a Meirelles. Simples assim. E só para reforçar a apuração, A Justiça pode e deve quebrar o sigilo telefônico e de internet dele, para saber com quem se comunicou nos últimos dias.
De tudo isso, emerge a certeza de que nunca se fez uma campanha tão suja como esta, confirmando o que há vários meses previu o ministro Gilberto Carvalho: “Este ano o bicho vai pegar!” O que não se sabia é que o governo e o PT iriam cair tão baixo, a ponto de cometerem um abjeto crime eleitoral como esse.
*Carlos Newton

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Fatos econômicos que você precisa saber antes de votar.

Dos juros à inflação, do câmbio às contas públicas, saiba como os indicadores econômicos podem impactar, para o bem e para o mal, a vida dos brasileiros.

A presidente Dilma Rousseff durante coletiva, no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (19)
A presidente Dilma Rousseff durante coletiva, no Palácio do Planalto (Ueslei Marcelino/Reuters)
O ano de 2014 se sobressai quando se trata de indicadores econômicos ruins. Tudo piorou: dos juros à inflação, da balança comercial ao emprego, das contas públicas à política cambial. São informações que afetam diretamente a vida dos brasileiros e precisam ser levadas em conta na hora do voto. O site de VEJA preparou uma lista que mostra como a deterioração dos indicadores pode mudar a realidade da população a partir do ano que vem.

Comprar carros não é mais tão simples. Por quê?

O governo protelou até onde foi possível, mas permitiu a subida dos juros a partir de 2012. Com os financiamentos mais caros, menos brasileiros se sentem seguros para assumir uma dívida tão alta como é a compra de um veículo. Além disso, diante do crescimento baixo da economia, os bancos se tornaram mais criteriosos na hora de conceder empréstimos, o que fez com que menos brasileiros tivessem acesso a crédito. O resultado é que as montadoras enfrentam um de seus piores anos, com queda de 9% nas vendas de veículos somente em 2014. Com isso, as fábricas passaram a demitir. O setor automotivo, que inclui também as fábricas de autopeças, é um dos maiores empregadores da indústria brasileira. Se o setor vai mal, o emprego é sacrificado. Segundo o IBGE, a indústria automotiva já demitiu mais de 8.000 funcionários até agosto deste ano.

'Governo espantou as montadoras que viriam ao país’

Presidente da chinesa JAC Motors, Sergio Habib faz um raio-X do setor automotivo após as medidas protecionistas implantadas no governo Dilma. O diagnóstico: deu tudo errado.

Ana Clara Costa
Sérgio Habib, presidente da JAC Motors no Brasil

Sérgio Habib, presidente da JAC Motors no Brasil (Alex Silva/Estadão Conteúdo/Estadão Conteúdo)
O governo Dilma empreendeu um esforço hercúleo para agradar as montadoras nacionais. Desde 2011, uma série de medidas protecionistas foi implementada, como aumento de impostos sobre carros importados e exigência de uso de conteúdo nacional para as fábricas interessadas em se instalar no Brasil. Hoje, percebe-se o tamanho do erro. Mesmo com toda a bondade petista, vendas e produção despencam mês a mês. A chinesa JAC Motors vivencia como nenhuma outra os efeitos das medidas desastradas. A companhia havia anunciado a instalação de uma fábrica no Brasil semanas antes do aumento de 30 pontos porcentuais do imposto sobre produtos industrializados (IPI) sobre os carros importados, em setembro de 2011. A ideia era importar veículos ao longo de três anos para então começar a produzi-los no país. O novo IPI inviabilizou as importações e a conjuntura ruim atrasou a instalação da fábrica. Em entrevista ao site de VEJA, o presidente da JAC, Sergio Habib, lamentou a situação. “As medidas dificultaram a entrada de novas montadoras. O governo quis que o empresário se casasse com o Brasil antes de namorá-lo. E ninguém mais quer correr esse risco”.
  
O novo regime automotivo instaurado pela presidente Dilma, também chamado de Inovar-Auto, fracassou? 
Ele não atingiu o objetivo do governo porque, em vez de facilitar, dificultou a vinda de novas fábricas ao Brasil. Tanto a JAC quanto a Chery já haviam anunciado fábricas no país antes do Inovar-Auto e antes do aumento do IPI. Mas as novas empresas não vieram. BMW, Jaguar, Mercedes e Audi já estavam no Brasil como importadoras e iam fazer fábrica, com Inovar-Auto ou sem. Já outras marcas asiáticas, como a Wulling e a indiana Tata, não vieram e não vão vir tão cedo. 

Por quê? Para montar uma operação em qualquer país, primeiro é preciso ver a aceitação do produto e testar o mercado como importador. Depois de testar, ocorre o investimento. Foi assim na década de 1990 com Toyota, Citroen, Honda, Peugeot, Renault e Nissan. A Citroen importou carros durante 10 anos e só então fez a fábrica. A Peugeot, durante 9 anos. A Toyota começou a importar em 1991 e só em 1999 construiu a fábrica. Todas elas ficaram cerca de uma década importando antes de construir. Hoje, com o Inovar-Auto, você não pode importar sem ter um projeto de fábrica. Ou seja, ele exige que uma empresa se case com o Brasil antes de namorá-lo. E essa não é a lógica para nenhuma empresa. Ninguém topa. O Brasil exige do empresário um cheque de 500 milhões de reais para a construção de uma fábrica sem que ele esteja familiarizado com o mercado brasileiro. Isso não faz sentido para ninguém. 
 
A única forma de testar é pagar o novo IPI? 
Sim, mas isso é inviável. Os 30 pontos porcentuais que o governo aumentou em 2011 equivalem a um imposto de importação de 85%. Nenhum país decente pratica uma alíquota como essa.  E não compensa porque o consumidor não vai pagar. A única forma de importar é por meio de cotas que o governo estabeleceu ao criar o Inovar-Auto. Mas essas cotas funcionam apenas para marcas que já estavam no país, como as de automóveis de luxo, por exemplo. Além disso, o limite de cotas é de 4 500 carros por ano, o que é insignificante para um mercado de 3,5 milhões de automóveis como o Brasil. 

O que é pior para o setor: a exigência de instalação de fábrica ou as regras de conteúdo local? 
As regras que regulam o conteúdo local usado na fabricação dos carros, para que se consiga um desconto no IPI, são muito retrógradas. Não é papel do governo controlar se o farol do carro que estamos usando foi fabricado no Brasil, na China ou na Alemanha. A empresa tem de comprar o farol onde lhe for mais conveniente. Mas o governo vai além: quer saber se o espelho retrovisor e até mesmo o motor responsável por movimentar o espelho são fabricados no Brasil. Por isso decidiu criar o Inovar-Peças, para estimular a cadeia de suprimentos. Mas, como controlar esse tipo de detalhe é algo dificílimo, o projeto ainda não saiu do papel.
 
É possível para uma montadora estrangeira recém-chegada cumprir as metas de conteúdo local? 
No caso da JAC, vamos cumprir as exigências de conteúdo local não porque o governo quer, mas sim porque, no nosso caso, compensa e é possível. Agora, se sou a BMW, é óbvio que vou importar meu motor da Alemanha. Não faz sentido o governo exercer poder sobre isso. Nenhum país é bom em tudo. Se a gente quer ter um país competitivo, temos de nos especializar em algumas coisas e fazê-las bem, e barato. Quando se fecha o país, força-se as empresas a tomar decisões baseadas em decretos, em vez de bom-senso. 
 
Os preços dos carros subiram desde a criação do Inovar-Auto, em 2012? 
Nos últimos cinco anos, os preços de carros não subiram muito. Começaram a subir este ano. O que ocorreu foi que, quando a indústria de veículos passou de 2,5 milhões para 3,5 milhões de carros, os ganhos com produtividade permitiram que o aumento da produção em 1 milhão de veículos compensasse a inflação e os gastos com reajustes salariais. Agora que o mercado estagnou, a empresa tem aumento de despesa, tem de reajustar salário de funcionários, pagar o reajuste do aluguel, do preço da energia. Tudo subiu, mas a produção não. Então, agora, percebe-se o aumento de preços. 
 
E se houvesse mais concorrência? 
Seria a única forma de fazer com que os preços dos carros subissem menos que a inflação. Ou não subissem. A tendência, quando se é empresário num país fechado, é passar mais tempo em Brasília tentando defender seus interesses do que na fábrica tentando diminuir custo. E tem o custo Brasil, que piora o cenário. Levar um contêiner da fábrica da JAC de HengFeng para Shangai, na China, o que corresponde a uma distância de pouco mais de 500 quilômetros, custa cerca de 500 reais. No Brasil, transportar um contêiner de São Paulo ao Rio de Janeiro custa 1 900 reais. O nosso país está muito torto. Para compensar esse custo de logística, o dólar tinha que estar custando 8 reais. 
 
A imagem do Brasil para o empresário estrangeiro está arranhada? 
Quando trouxe a JAC para o Brasil, a intenção era importar 30 mil carros por ano por três anos, para depois construir uma fábrica com capacidade para 100 mil carros. Minha esposa, que é mineira, me disse para tomar cuidado com a ousadia. Mas eu então pensei: há muitos anos não se muda a regra do jogo no Brasil. Fernando Henrique e Lula não mudaram. Sabe o que aconteceu? Ela tinha razão. O que é uma pena, pois mudar as regras do jogo no meio da partida, conforme o placar, espanta o empresário, que acaba não investindo mais nada. O espírito animal do empresário está na toca. Quem quer investir num país onde não se conhecem as regras do jogo, onde tudo é incerto? O pior é que esse sentimento é generalizado. Mudaram as regras no setor elétrico, automotivo, de infraestrutura. E depois reclamam que poucos se interessaram pelas privatizações. Numa escala mais ampla, isso trava o país.

Por que o mercado consumidor de veículos está tão ruim? Nada afeta tanto as vendas quanto a alta dos juros e a falta de confiança no emprego. Se a montadora aumenta o preço do carro de 3% a 4%, o efeito na prestação é muito menor do que quando a Selic passa de 7,5% para 11,5%. E esse impacto é tão significativo justamente porque uma minoria compra carro à vista. Cerca de 65% são financiados. E, justamente porque são financiados, um consumidor não vai se comprometer com a compra de um bem durável caro se não tiver absoluta certeza que terá emprego para conseguir pagar as parcelas. Hoje, as pessoas estão com medo do futuro. O que muitos têm feito é trocar de carro, mas por um usado, não zero. Assim, se arriscam menos, pois gastam menos também. Como resultado, o mercado de carros usados subiu 12% em 2014, enquanto o de carros zero caiu mais de 3%.
 
A menor oferta de crédito também ajudou nessa piora? 
Não, de forma alguma. Os bancos não estão mais restritivos hoje do que um ano atrás. O que acontece é que os juros estão mais caros e isso restringe o acesso ao bem. Há ainda a questão da inadimplência, que não é um problema de agora. Desde que a economia começou a desacelerar, três anos atrás, os bancos estão mais rígidos na hora de avaliar o cliente que pede financiamento automotivo. Não é algo que tenha começado em 2014, então não se pode culpá-los.
 
A Copa teve alguma influência no mercado de veículos? 
Sim, e relevante. As vendas caíram 17% em relação ao ano passado. Ninguém trabalha, ninguém faz nada. No Rio de Janeiro tivemos apenas 15 dias úteis no mês. Quem consegue vender diante desse cenário? A Copa do Mundo, para quem não tem restaurante, hotel ou bar, foi terrível. Há municípios que decretam feriado em todos os dias de jogos. 

Como será a estrutura da fábrica JAC no Brasil? 
Está sendo construída em Camaçari, Bahia, e dois terços do negócio pertencerão aos chineses. Eu fico com um terço. Inicialmente, a participação seria o oposto, pois pegaríamos financiamento do BNDES para comprar o maquinário, pelo programa PSI. Mas mudamos de ideia. Como Brasil é caro, o BNDES dá dinheiro a taxas subsidiadas. Em vez de você ter uma taxa normal de juros, você tem uma indústria não competitiva e juros subsidiados. O problema é que mesmo assim não compensa. Um prensa fabricada no Brasil, mesmo com juros baratos, é mais cara do que uma prensa nos Estados Unidos, na Coréia ou na China. No passado, os juros do BNDES eram mais realistas, mas o banco financiava maquinário estrangeiro. A fábrica da Hyundai foi toda construída com máquinas importadas e com dinheiro do BNDES. No nosso caso, a conta não fechou. Vamos trazer máquinas de fora, inclusive da Alemanha, pagando menos. Só que o capital será dos chineses, por isso a troca de participação societária.
 
Os chineses estão decepcionados com o Brasil? 
A maior frustração é a mudança de regra. O chinês é muito prudente, estuda o país profundamente e essas mudanças assustam. A JAC recebeu ordem do governo chinês para crescer seu negócio. Para onde eles iriam crescer? O Brasil é um destino óbvio. Agora, o governo pensa que o mercado interno é patrimônio do povo brasileiro e que tem de ser usado por empresas que estão fixadas no país. E isso faz com que a gente pague pelas ineficiências que a falta de concorrência traz. O Inovar-Auto pode até ter sido feito com a melhor das intenções. Mas não precisava disso, não precisava de decreto para convidar um empresário a investir aqui. Todos que se instalaram já tinham planos. Agora, o Inovar-Auto acaba em 2017. Qual empresa que jamais trabalhou em solo brasileiro começaria a planejar sua vinda com base num regime que termina em três anos, ainda mais se permanecer um governo que tem o histórico de mudar as regras do jogo?


Montadoras anunciam nova onda de demissões e férias coletivas.

Condições de inflação, câmbio e ambiente político estão prejudicando o desempenho do setor
Condições de inflação, câmbio e ambiente político estão prejudicando o desempenho do setor (Germano Luders/VEJA)

A melhora verificada nas vendas de veículos em setembro, com alta de quase 9% em relação a agosto, não trouxe segurança ao setor automotivo. As montadoras anunciaram nova onda de férias coletivas e programas de demissão voluntária (PDV), medidas que vêm sendo adotadas desde o primeiro trimestre do ano.
A General Motors (GM) abriu na quarta-feira novo PDV para trabalhadores das fábricas de São Caetano do Sul e de São José dos Campos (SP), mas não divulgou metas. A empresa já tem 930 funcionários de São José em lay-off (suspensão temporária de contratos). Ford, Renault e Volkswagen vão dar novos períodos de férias coletivas e licenças a partir de sexta-feira.
No mês passado foram licenciados 296.300 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, resultado 8,7% melhor que o de agosto, mas 4,3% inferior ao de setembro de 2013. No acumulado do ano, as vendas somam 2,78 milhões de veículos, queda de 9,1% em relação a igual período do ano passado.
"As condições de inflação, câmbio e ambiente político ainda não permitem afirmar que a melhora verificada em setembro será contínua, e prova disso é o fato de as fabricantes continuarem a adotar medidas de corte de produção", diz Ricardo Pazzianotto, sócio da PriceWaterhouseCoopers (PwC). "Não há segurança por parte da indústria de uma retomada de mercado."
A Ford interromperá de sexta até o dia 13 toda a produção de automóveis e caminhões da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Os dias parados serão descontados no banco de horas (sistema de compensação de horas trabalhadas) dos 3.500 funcionários que serão dispensados.
A Volkswagen dará férias coletivas de vinte dias a partir de meados do mês para cerca de 1.000 funcionários do primeiro turno da unidade de São José dos Pinhais (PR). Na segunda-feira, um grupo de 400 funcionários volta do lay-off após cinco meses, e outro grupo de 150 pessoas continuará em casa até o fim do mês.
"Não vemos sinal de melhora e é possível que, após o fim das férias coletivas outras medidas sejam adotadas, como novo grupo em lay-off ou mais férias coletivas", afirma Jamil Davila, do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e região. Também no Paraná, a Renault dará férias a 3.000 trabalhadores (de um total de 6.500) das linhas de carros e motores entre os dias 13 e 22.
A empresa alega necessidade de reduzir a produção por causa da queda das exportações para a Argentina e a baixa demanda no mercado brasileiro. No período, 10.000 automóveis e 12.000 motores deixarão de ser produzidos, segundo a Renault.
A Mercedes-Benz estuda prorrogar por mais cinco meses o período de lay-off de 1.200 operários suspensos desde julho e que deveriam voltar em novembro.
Promoções - Na opinião de analistas, o melhor desempenho verificado nas vendas em setembro se deve em parte às promoções feitas pelas fabricantes e revendas e ao fato de o mês ter um dia útil a mais que o anterior.
Só as vendas de automóveis e comerciais leves somaram 282.800 unidades, 9% a mais que em agosto, embora 3,9% inferior às do mesmo mês de 2013. De janeiro a setembro o segmento vendeu 2,4 milhões de unidades, 8,8% a menos que no mesmo intervalo de 2013.
Pelo quarto mês seguido, o Fiat Palio foi o automóvel mais vendido no país, com 15.907 unidades, seguido por Onix, da General Motors (13.483) e Volkswagen Gol (12.583). No acumulado do ano, o Gol segue como líder, com 134.729 unidades vendidas, 5.964 à frente do Palio, com 128.765, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
As vendas de motos cresceram 7,65% em setembro ante agosto, para 119.842 unidades. No ano, a queda acumulada é de 5,26%, com 1.069.898 unidades. 

Com crise no setor, Brasil cai para 6º lugar em venda de veículos

A Grã-Bretanha, com um crescimento de 8,8% nas vendas, assumiu a quinta colocação em junho, com 259.003 veículos vendidos

Linha de montagem na fábrica da General Motors em Glórinha, no Rio Grande do Sul
Linha de montagem na fábrica da General Motors em Glórinha, no Rio Grande do Sul (Jefferson Bernardes/VEJA)
O Brasil perdeu uma posição no ranking mundial de venda de veículos em junho, mostra levantamento realizado pela consultoria Jato Dynamics. Em junho, época de uma série de feriados por conta da Copa do Mundo, as vendas no Brasil caíram 17,3%, para 250.651 veículos. Dessa forma, a Grã-Bretanha, com um crescimento de 8,8% nas vendas, assumiu a quinta colocação em junho, com 259.003 veículos vendidos.
No acumulado do primeiro semestre, o Brasil se manteve na quinta colocação, à frente da Grã-Bretanha. Nos seis primeiros meses do ano, as vendas de veículos no Brasil caíram 7,3%, para 1.582.711 veículos.
A primeira colocação no acumulado do ano continua com a China, com 10.152.548 veículos vendidos. Logo em seguida aparecem EUA (8.160.704), Japão (2.972.807) e Alemanha (1.643.396). Os números da China levam em conta apenas veículos de passeio, enquanto para o restante dos países são incluídos carros e comerciais leves.
Entre as marcas, a Toyota manteve a liderança de vendas. Com um crescimento de 1,74% no primeiro semestre, a companhia registrou 3.251.286 veículos vendidos. Logo em seguida aparecem Volkswagen e Ford, com crescimentos de 2,51% e 2,14%, respectivamente.

(Com Estadão Conteúdo)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

E a grana da propina do PT era em dinheiro vivo e transportada em jatinhos e carros fortes.

Turma do PT e da Dilma transportava o dinheiro vivo da propina da Petrobras em jatinhos e carros forte, denuncia doleiro.

Um parte significativa da propina paga a parlamentares com recursos desviados de contratos superfaturados de empreiteiras com a Petrobras foi transportada em jatinhos e em voos domésticos, segundo a investigação da operação Lava-Jato e informações do doleiro Alberto Youssef. Desde o dia 24 de setembro ele presta depoimentos diários de até seis horas a um delegado da Polícia Federal (PF) e a um procurador da República no âmbito da delação premiada celebrada com o Ministério Público Federal (MPF).

A Lava-Jato já tinha conhecimento de que a prática era comum e que Youssef era o responsável pela logística de distribuição da propina a agentes políticos. As interceptações telefônicas judicialmente autorizadas permitiram aos investigadores identificar os responsáveis pela entrega de malas de dinheiro. Os diálogos captados nas escutas telefônicas mostram que o doleiro preocupava-se em assegurar que as "encomendas" chegassem a seus destinatários.

Ouvido na condição de testemunha de acusação em ação penal resultante da investigação federal na Petrobras, um agente da PF detalhou como os executores do esquema Youssef transportavam o dinheiro vivo: "Ocultado no corpo ou, nós temos conhecimento, que por algumas vezes eles tinham disponibilidade de aviões particulares. Mas por algumas vezes a gente conseguiu identificar que esse dinheiro era embarcado em um voo doméstico, um voo comum, provavelmente no corpo, em alguma valise e era transportado por eles."

A testemunha também contou que parte da propina era entregue com o uso de veículos blindados."Eu ouvi relatos de que eles disponibilizavam de um veículo blindado na cidade de São Paulo e que por diversas vezes foi transportado em malas, maletas dentro do carro. Dinheiro em espécie", afirmou.

O policial disse também que a investigação indicou que os pagamentos eram feitos em dólares e reais, sempre em dinheiro vivo, para "ocultar a transferência" e dificultar o rastreamento da propina.A PF deverá cruzar dados sobre decolagens e pousos de jatos no eixo São Paulo - Brasília com informações obtidas pelos inquéritos da Lava-Jato e relatadas por Youssef em seu termo de delação premiada. O pedido sobre a frequência das operações com aviões particulares terá de ser encaminhado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Com os detalhes esmiuçados pelos relatos de Youssef, a PF espera obter novas evidências sobre o volume de propina pago a políticos. Com o detalhamento de informações, a expectativa é que a possibilidade de identificação de políticos subornados se multiplique. No entanto, eventuais quebras de sigilos fiscais e bancários só poderão ser consideradas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), já que senadores e deputados federais contam com privilégio de foro. 

A homologação da delação premiada de Youssef, assim como a de Paulo Roberto Costa, será ser conduzida pelo ministro relator do caso no STF, Teori Zavascki. Ainda não se sabe como o relator dará prosseguimento à Lava-Jato na Corte. Em sua delação, Costa teria nominado e indicado provas do recebimento de propinas por pelo menos 32 parlamentares. 

domingo, 19 de outubro de 2014

Delator denuncia Gleisi no esquema de DESVIOS de DINHEIRO da Petrobrás.

E a Gleisi fez de tudo para impedir a CPI da Petrobrás...Dirceu, Palocci, Erenice e agora Todos nomeados por Lula e Dilma na Casa Civil roubaram o Brasil. CHEGA!!

A casa caiu. A edição de domingo do jornal Estado de S. Paulo (foto),que circula a partir deste sábado, traz uma denúncia que significa pá de cal no combalido PT do Paraná. Segundo o Estadão, a ex-ministra da Casa Civil de Dilma Rousseff, a paranaense Gleisi Hoffmann, recebeu R$ 1 milhão do esquema de desvios da Petrobras. A acusação foi feita por Paulo Roberto Costa e confirmada pelo doleiro Alberto Youssef, em delações premiadas. Em 2010 Gleisi concorreu ao Senado e se elegeu com grande votação depois de fazer uma das campanhas mais caras que já se viu no Paraná.

Como de costume no PT, Gleisi afirma que não sabe, nunca viu, não conhece Costa e nem o doleiro Youssef. Essa foi uma das razões que levaram o staff de Dilma Rousseff a chutar Gleisi de sua passagem por Curitiba. Aliás, também foi excluido o seu marido, o ministro Paulo Bernardo e também seu pupilo, Gustavo Fruet. Assim caminha a humanidade.
*http://www.fabiocampana.com.br/2014/10/costa-denuncia-gleisi-no-esquema-de-desvios-da-petrobras/

Só precisa estarmos atentos às urnas.

Dra. Isabela Sacilotto remeteu para Marcos Fava Neves esta foto da tarde de ontem, Sábado, 18.10.2014.
Esta é a passeata que organizaram em Natal-RN, começando pelos médicos, estudantes e reunindo o povo que quer mudar o Brasil. Inédita. 
45 na cabeça.
*Marcos Fava Neves, via Facebook

sábado, 18 de outubro de 2014

A verdade é como o petróleo: quando encontrada, vem à tona.

A casa caiu para a sofisticada organização criminosa!!!

Aécio vai libertar o Brasil do PT!!!


Capa da Revista Veja
A casa caiu: Youssef confirma que doação para campanha de Dilma em 2010 era propina e que os envolvidos sabiam de tudo!
Se ela for reeleita, o Brasil vai viver uma crise institucional em 2015 sem precedentes!
*ROMEU TUMA JUNIOR

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Elite branca versus negros e pobres.

Eu, muitos me odeiam. Sou homem branco de classe média, o pior tipo de cidadão, segundo uns tantos. Há até um vídeo famoso da pensadora (boa profissão, essa) Marilena Chaui, ela com o microfone na mão, diante de uma plateia embevecida, bradando de punhos cerrados e dentes rilhados:
– Eu odeio a classe média! Eu odeio a classe média!
Outros pensadores vivem a se manifestar contra pessoas como eu, homens brancos de classe média. Dizem eles que fazemos parte da “Elite Branca”. Então eu, que sempre trabalhei, que trabalho e muito, o dia todo, todos os dias, que ganho salário, que sou filho de professora e neto de sapateiro, que sempre estudei em colégio público e nunca ocupei cargo público, eu sou da Elite Branca.
Certo.
Não me incomodaria ser da Elite Branca, francamente, pode até parecer boa coisa. O problema é que os tais pensadores deixam claro que essa é uma classificação pejorativa. Eles, por conta deles, dividiram o país em dois: Elite Branca versus Negros e Pobres. Como sustentação, digamos, “filosófica”, eles deram de mão em algumas bandeiras, causas sobre as quais não há ponderação, que exigem apoio incondicional. Com o discurso de que defendem essas bandeiras, passaram a rotular os brasileiros, mesmo que seja mesmo só discurso, sem prática. Num tempo de campanha eleitoral, como esse, a divisão se acentua. Eles tentam convencer o país que o que está em jogo não são o poder, os empregos públicos e dinheiro, dinheiro, dinheiro, e sim que se está travando a luta do Bem contra o Mal. Então, você tem de estar de um lado ou de outro. Assim, em duas colunas:
ELITE BRANCA x NEGROS E POBRES
Racistas x Negros discriminados
Homofóbicos x Homossexuais
Misóginos x Feministas
Colonos x Índios
Agronegócio x Sem Terra
Motoristas agressivos x Ciclistas pacíficos
Comedores de carne x Vegetarianos
Especistas x Defensores dos animais
Empresários x Trabalhadores
Estados Unidos x Cuba
Poluidores x Ecologistas
Malvados x Bonzinhos.
Sempre que há qualquer questão envolvendo esses grupos, você está proibido de pensar a respeito, de tentar entender as motivações dos dois lados. Proibido. Você tem que entrar num time e permanecer nele até o fim. Se você estiver de um lado, você é Elite Branca; se você estiver de outro, é Negro e Pobre. Ou simpatizante, digamos assim.
Essa ruptura tem objetivo, evidentemente: a ideia é justificar os atos, quaisquer que sejam, de grupos que, por ora, estão no poder. Não começou hoje, nem anteontem. Vem de longe, como diria o Brizola. Cacá Diegues já a identificou lá no fim dos anos 70, quando criou o genial termo “patrulha ideológica”.
O que aconteceu, agora, é que essa visão binária do mundo se acirrou, porque o poder está em jogo e, com o poder, cargos, reputações, facilidades, dinheiro, benesses. Acirrou-se tanto, essa visão, que contaminou toda a sociedade. E aí, em triunfo e glória, ingresso no terreno do futebol. Porque o Grêmio está sendo vítima dessa “filosofia”. O Caso Aranha jogou o Grêmio no lado da Elite Branca e, agora, se não há intenção clara de prejudicar o time, há, ao menos, antipatia. Os paladinos dos oprimidos punirão o Grêmio por muito tempo ainda. E não há nada a fazer. No Brasil, a Elite Branca sofre.

Atestado médico!