terça-feira, 2 de setembro de 2014

A Ucrânia já esta em guerra aberta não declarada com a Russia.

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Nacionalistas e legalistas ucranianos brandem sua bandeira azul e amarela enquanto passam por um ponto de checagem no lado oriental da cidade de Mariupol na sexta feira de ontem, 20 de agosto de 2014. (Foto: AFP/Getty Images)
Há dois dias, segundo a CNN, o Presidente russo Vladimir Putin, teria dito que “o Ocidente não se meta com uma Rússia armada com armas nucleares”...  Mas tal “recado” seria muito mais válido se fosse dado pelo Presidente Petro Poroshenko ao Kremlin, uma vez que a Ucrânia, diferentemente da Geórgia, tem também um poderoso arsenal nuclear.
Todavia, apesar de mais de cinco mil soldados russos e armamentos pesados de guerra convencional já estarem em franca invasão do território ucraniano, Putin continua com suas evasivas vazias de que nada disso está a ocorrer, como os americanos têm provado aos seus aliados ocidentais através de extensa documentação de imagens feitas por satélites.
Como se trata de uma guerra assimétrica (não declarada), as forças locais,  ucranianas, são obrigadas a defender seu território da mesma forma que as milícias agem em outros locais do planeta. No entanto, com o agravamento da luta, é natural que as armas a serem empregadas sejam cada vez mais letais e, como mecanismos de destruição em massa, não se possa descartar o usos de artefatos nucleares, caso não se consiga uma solução diplomática para o conflito.  
Do lado ucraniano prossegue um intenso trabalho de sapa com escavação de trincheiras fortificadas e instalação de minas antitanques, enquanto uma longa procissão humana de protestos tenta defender a cidade estratégica de Mariupol, no leste ucraniano. O medo de que a Rússia expanda sua invasão ao país vizinho vai tomando conta da população que começa a fugir em direção ao oeste.
Os analistas militares, não só da Ucrânia, mas de todo o mundo, que acompanham essa agressão russa ao seu vizinho, acreditam qua a cidade de Mariupol seja o próximo foco e alvo da invasão russa e dos traidores pró-Rússia em função do seu acesso geográfico ao mar de Azov, no Golfo de Taganrog e a rota também provê acesso terrestre e marítimo à anexada Península da Crimeia pelos russos em março último.
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Rebeldes traidores da Ucrânia, apoiados por Moscou – com tanques e blindados armadas russos, além de, agora, um contingente que, segundo a CNN, já passa de quatro mil militares russos –, assumiram o controle da cidade próxima de Novoazovsk, a 45 km a leste de Mariupol, na quinta feira, segundo as informações oficiais do governo ucraniano.
No ultimo domingo, residentes de Mariupol disseram que a cidade estava calma, embora sobre controle dos insurgentes pró-russos. O Ocidente está cada vez mais alarmado e preocupado com o que considera uma invasão de guerra não declarada da Rússia na Ucrânia. No sábado passado, o Presidente da Comissão Europeia, o português Manuel Barroso, disse que a crise no leste da Ucrânia poderá em breve ultrapassar “o ponto em que não poderá haver volta” e que a Europa poderá aumentar em muito as sanções econômicas e políticas já impostas à Rússia de Putin.
Enquanto isso, o Presidente ucraniano Petro Poroshenko advertiu Moscou de que o conflito poderá se estender até a Europa ocidental, caso Putin leve adiante a invasão que iniciou e que continua a negar a participação militar de seu país.  O presidente ucraniano diz que seu país tem pela Rússia um grande ressentimento e que muitos odeiam e temem seu vizinho pelo holocausto imposto por Stalin causando a grande fome de 1932 e a morte de cerca de dez milhões de ucranianos, conhecido como “Holodomor”.
No Capitólio, os senadores republicanos John McCain (AZ) e Lindsey O. Graham (SC) urgiram que a Casa Branca imediatamente suprisse a Ucrânia com armamentos e tecnologia e aumentasse o rigor de novas sanções econômicas a Moscou.
A captura de Novoazovsk praticamente sem resistência abriu uma nova frente nessa guerra não declarada na Ucrânia que já dura cinco meses, nas regiões de Donetsk e Luhansk mais ao nordeste. A pequena cidade fronteiriça parece estar agora firmemente nas mãos dos separatistas pró-Rússia, que hastearam a bandeira da Federação Russa no novo território a que estão chamado de Neorrússia, como disseram alguns desses traidores ucranianos à repórteres da Associated Press na sexta feira de anteontem e que afirmaram que seus planos agora se concentram na tomada de Mariupol.
Há focos de luta continua, neste domingo, em outras partes do leste da Ucrânia. Em Ilovaysk, uma cidade do sudeste que tinha sido cercada pelos separatistas pró-Rússia, apenas 28 dos mais de 200 soldados ucranianos que defendiam a cidade conseguiram escapar.  
Os ucranianos, por sua vez, capturaram dez paraquedistas russos e os mandaram de volta para Moscou, enquanto a Rússia libertou 63 soldados ucranianos que tinham cruzado a fronteira, segundo relato de um militar russo encarregado de fazer o transporte aéreo de tropas russas à mídia ocidental.
Os ucranianos apresentaram os paraquedistas russos como prova de que a Rússia executa uma “operação de guerra” em seu território, enquanto Moscou alega que os paraquedistas “saltaram em território ucraniano por acidente”.
Muito embora Mariupol tenha tido um sábado de ontem calmo, um porta-voz militar em Kiev exibiu à imprensa panfletos que disse ter sido distribuído em Novoazovsk ofertando dinheiro para quem tivesse informação sobre os movimentos de tropa ucranianos e instruindo os locais cobre como de prepararem para a chegada das “tropas de manutenção da paz da Federação Russa”. Não houve confirmação da autoria ou de onde esses panfletos foram impressos.  
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Andriy Lysenko, um porta-voz militar ucraniano, disse que o exército do país estava pronto para defender Mariupol, tendo organizado patrulhas que se revezam 24 horas por dia e fortalecido as entradas da cidade. Centenas de soldados do exército ucraniano se posicionaram em postos em torno da cidade, conforme descreveu o prefeito de Mariupol, Yuriy Khotlubey.
Cada residente desta cidade se prepara do seu próprio jeito para uma batalha que pode ser encarniçada. Muitos têm estocado pão, e outros alimentos não perecíveis e outras provisões em seus porões, transformados  em bunkers de resistência, sob orientação dos militares do exército ucraniano. Havia longas filas de carros saindo da cidade aguardando checagem nos pontos de inspeção. Estoques de alguns medicamentos já estão a se extinguir. Mais de 800 porões e abrigos já foram designados para uso militar em caso de barragem de artilharia, disse o prefeito.
A prefeitura distribuiu passagens de trem grátis para refugiados de outras partes afetadas pela guerra no país para que possam continuar em sua fuga em direção a áreas seguras no oeste. Ontem, manifestantes deram-se as mãos e cantaram “Queremos a cabeça de Putin!”, num ponto de inspeção na periferia a leste de Mariupol.
Outros cidadaos optaram por manter suas rotinas. Residentes passeavam pelos parques com seus cães e crianças num fim típico de dia de verão. Concertos ao ar livre, piqueniques e dois casamentos – disse o prefeito – aconteceram como tinham sido agendados. Comboios de carros ocasionais percorreram as ruas, com seus ocupantes buzinando e agitando bandeiras azuis claras e amarelas, a bandeira da Ucrânia.
Mas a ameaça parecia que ia surgir a qualquer momento ao longe nas estradas. “Vivemos nesta cidade como cidadãos pacíficos, mas sabemos que os tanques estão vindo para cá”, disse Vladimir Marchenko, um marinheiro. “Não queremos fazer parte de outra nação”.
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Os residentes (uma mistura de etnias – russa, ucraniana e grega), têm suportado considerável caos social neste ano. Depois que o país foi afetado por um conflito civil em que ocorreram protestos maciços contra o presidente do país no início do ano, os separatistas pró-Rússia estabeleceram uma forte presença na cidade desde 13 de abril a 9 de maio deste ano. O mandato deles foi marcado por um tiroteio que matou nove pessoas numa chefatura de polícia.
Autoridades da OTAN  e do governo ucraniano em Kiev tem afirmado que a Rússia tem enviado centenas de soldados e material bélico para dentro da Ucrânia para ajudar os separatistas, o que configura uma invasão a um país soberano. As autoridades russas têm negado essa acusação, alegando que “alguns russos têm se apresentado como voluntários para dar assistência aos rebeldes separatistas e alguns entraram na Ucrânia por engano”.
Alguns residentes de Mariupol dizem que saudarão os soldados russos caso eles e seus tanques entrem na cidade. “Caso os russos venham até aqui, não haverá guerra alguma e ninguém será morto. Será como ocorreu na Crimeia e eu me sentiria melhor com o exército russo do que com o ucraniano”, disse a enfermeira Natália  Obolonskaya.
Outros que têm lembrança de como era a vida antes da Ucrânia se tornar independente, em 1991, no apagar das luzes da extinta União Soviética, têm um sentimento oposto.
Ludmila Elagina, uma engenheira aposentada que ajuda a cavar trincheiras como voluntária na cidade, pelo medo da volta de um regime repressivo. “Quando vivíamos sob o tacão soviético tínhamos nossas vidas controladas pelo regime e não tínhamos liberdade para nada. Diziam-nos até qual roupa tínhamos que usar e só podíamos dizer o que eles queriam que disséssemos. A nossa independência foi como uma segunda vida, o nascimento de algo novo. Nosso vigor para o trabalho se multiplicou ante a perspectiva de prosperidade e até tínhamos ânimo para recitar poesias e contar estórias para as crianças que nossas mães costumavam contar para nós. Agora, o terror volta a criar um ambiente de tragédia e de submissão”.

A maior incógnita é a de como ficará essas cidades ucranianas se forem incorporadas à chamada “Novarrussia”, se sua gente terá que abandonar tudo e buscar novas cidades da Ucrânia onde não haja tais divisões políticas e, para isso, a Europa e o Ocidente, de uma forma geral, parecem dispostos a fazer com que a Rússia de Putin pague um preço o mais alto possível por sua truculência na região.
*FRANCISCO VIANNA (da mídia internacional)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário.

Minha intenção é expor dois pontos principais: (1) Mostrar que a Alemanha Nazista era um estado socialista, e não capitalista. E (2) mostrar por que osocialismo, compreendido como um sistema econômico baseado na propriedade estatal dos meios de produção, necessariamente requer uma ditadura totalitária.
A caracterização da Alemanha Nazista como um estado socialista foi uma das grandes contribuições de Ludwig von Mises.
Quando nos recordamos de que a palavra "Nazi" era uma abreviatura de "der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei" — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães —, a caracterização de Mises pode não parecer tão notável. O que se poderia esperar do sistema econômico de um país comandado por um partido com "socialista" no nome além de ser socialista?
Não obstante, além de Mises e seus leitores, praticamente ninguém pensa na Alemanha Nazista como um estado socialista. É muito mais comum se acreditar que ela representou uma forma de capitalismo, aquilo que comunistas e marxistas em geral têm alegado.
A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das indústrias foi aparentemente deixada em mãos privadas.
O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime Nazista, e que o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber. 
A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.
A propriedade governamental "de fato" dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas como o de que o bem comum vem antes do bem privado e de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, também o é sua propriedade. Do mesmo modo em que ele pertence ao estado, sua propriedade também pertence.
Mas o que especificamente estabeleceu o socialismo "de fato" na Alemanha Nazista foi a introdução do controle de preços e salários em 1936. Tais controles foram impostos como resposta ao aumento na quantidade de dinheiro na economia praticada pelo regime nazista desde a época da sua chegada ao poder, no início de 1933. O governo nazistaaumentou a quantidade de dinheiro no mercado como meio de financiar o vasto aumento nos gastos governamentais devido a seus programas de infraestrutura, subsídios e rearmamento. O controle de preços e salários foi imposto em resposta ao aumento de preços resultante desta inflação.
O efeito causado pela combinação entre inflação e controle de preços foi a escassez, ou seja, a situação na qual a quantidade de bens que as pessoas tentam comprar excede a quantidade disponível para a venda.
As escassezes, por sua vez, resultam em caos econômico. Não se trata apenas da situação em que consumidores que chegam mais cedo estão em posição de adquirir todo o estoque de bens, deixando o consumidor que chega mais tarde sem nada — uma situação a que os governos tipicamente respondem impondo racionamentos. Escassezes resultam em caos por todo o sistema econômico. Elas tornam aleatória a distribuição de suprimentos entre as regiões geográficas, a alocação de um fator de produção dentre seus diferentes produtos, a alocação de trabalho e capital dentre os diferentes ramos do sistema econômico.
Face à combinação de controle de preços e escassezes, o efeito da diminuição na oferta de um item não é, como seria em um mercado livre, o aumento do preço e da lucratividade, operando o fim da diminuição da oferta, ou a reversão da diminuição se esta tiver ido longe demais. O controle de preços proíbe o aumento do preço e da lucratividade. Ao mesmo tempo, as escassezes causadas pelo controle de preços impedem que aumentos na oferta reduzam o preço e a lucratividade de um bem. Quando há uma escassez, o efeito de um aumento na oferta é apenas a redução da severidade desta escassez. Apenas quando a escassez é totalmente eliminada é que um aumento na oferta necessita de uma diminuição no preço, trazendo consigo uma diminuição na lucratividade.
Como resultado, a combinação de controle de preços e escassezes torna possíveis movimentos aleatórios de oferta sem qualquer efeito no preço ou na lucratividade. Nesta situação, a produção de bens dos mais triviais e desimportantes, como bichinhos de pelúcia, pode ser expandida à custa da produção dos bens importantes e necessários, como medicamentos, sem efeito sobre o preço ou lucratividade de nenhum dos bens. O controle de preços impediria que a produção de remédios se tornasse mais lucrativa, conforme a sua oferta fosse diminuindo, enquanto a escassez mesmo de bichinhos de pelúcia impediria que sua produção se tornasse menos lucrativa conforme sua oferta fosse aumentando.
Como Mises demonstrou,  para lidar com os efeitos indesejados decorrentes do controle de preços, o governo deve abolir o controle de preços ou ampliar tais medidas, precisamente, o controle sobre o que é produzido, em qual quantidade, por meio de quais métodos, e a quem é distribuído, ao qual me referi anteriormente. A combinação de controle de preços com estas medidas ampliadas constituem a socialização "de fato" do sistema econômico. Pois significa que o governo exerce todos os poderes substantivos de propriedade.
Este foi o socialismo instituído pelos nazistas. Mises o chama de modelo alemão ou nazista de socialismo, em contraste ao mais óbvio socialismo dos soviéticos, ao qual ele chama demodelo russo ou bolchevique de socialismo.
O socialismo, é claro, não acaba com o caos causado pela destruição do sistema de preços. Ele apenas perpetua esse caos. E se introduzido sem a existência prévia de controle de preços, seu efeito é inaugurar este mesmo caos. Isto porque o socialismo não é um sistema econômico verdadeiramente positivo. É meramente a negação do capitalismo e seu sistema de preços. E como tal, a natureza essencial do socialismo é a mesma do caos econômico resultante da destruição do sistema de preços por meio do controle de preços e salários. 
(Quero demonstrar que a imposição de cotas de produção no estilo bolchevique de socialismo, com a presença de incentivos por todos os lados para que estas sejam excedidas, é uma fórmula certa para a escassez universal da mesma forma como ocorre quando se controla preços e salários.)
No máximo, o socialismo meramente muda a direção do caos. O controle do governo sobre a produção pode tornar possível uma maior produção de alguns bens de especial importância para si mesmo, mas faz isso à custa de uma devastação de todo o resto do sistema econômico. Isto porque o governo não tem como saber dos efeitos no resto do sistema econômico da sua garantia da produção dos bens aos quais atribui especial importância.
Os requisitos para a manutenção do sistema de controle de preços e salários trazem à luz anatureza totalitária do socialismo — mais obviamente, é claro, na variante alemã ou nazista de socialismo, mas também no estilo soviético.
Podemos começar com o fato de que o autointeresse financeiro dos vendedores operando sob ocontrole de preços seja de contornar tais controles e aumentar seus preços. Compradores, antes impossibilitados de obter os bens, estão dispostos a — na verdade, ansiosos para — pagar estes preços mais altos como meio de garantir os bens por eles desejados. Nestas circunstâncias, o que pode impedir o aumento dos preços e o desenvolvimento de um imenso mercado negro?
A resposta é a combinação de penas severas com uma grande probabilidade de ser pego e, então, realmente punido. É provável que meras multas não gerem a dissuasão necessária. Elas serão tidas como simplesmente um custo adicional. Se o governo deseja realmente fazer valer o controle de preços, é necessário que imponha penalidades comparadas àquelas dos piores crimes.
Mas a mera existência de tais penas não é o bastante. O governo deve tornar realmente perigosa a condução de transações no mercado negro. Deve fazer com que as pessoas temam que agindo desta forma possam, de alguma maneira, ser descobertas pela polícia, acabando na cadeia. Para criar tal temor, o governo deve criar um exército de espiões e informantes secretos. Por exemplo, o governo deve fazer com que o dono da loja e o seu cliente tenham medo de que, caso venham a se engajar em uma transação no mercado negro, algum outro cliente na loja vá lhe informar.
Devido à privacidade e sigilo em que muitas transações no mercado negro ocorrem, o governo deve ainda fazer com que qualquer participante de tais transações tenha medo de que a outra parte possa ser um agente da polícia tentando apanhá-lo. O governo deve fazer com que as pessoas temam até mesmo seus parceiros de longa data, amigos e parentes, pois até eles podem ser informantes.
E, finalmente, para obter condenações, o governo deve colocar a decisão sobre a inocência ou culpa em casos de transações no mercado negro nas mãos de um tribunal administrativo ou seus agentes de polícia presentes. Não pode contar com julgamentos por júris, devido à dificuldade de se encontrar número suficiente de jurados dispostos a condenar a vários anos de cadeia um homem cujo crime foi vender alguns quilos de carne ou um par de sapatos acima do preço máximo fixado.
Em suma, a partir daí o requisito apenas para a aplicação das regulamentações de controle de preços é a adoção de características essenciais de um estado totalitário, nominalmente o estabelecimento de uma categoria de "crimes econômicos", em que a pacífica busca pelo autointeresse material é tratada como uma ofensa criminosa grave. Para tanto é necessário o estabelecimento de um aparato policial totalitário, repleto de espiões e informantes, com o poder de prisões arbitrárias.
Claramente, a imposição e a fiscalização do controle de preços requerem um governo similar à Alemanha de Hitler ou à Rússia de Stalin, no qual praticamente qualquer pessoa pode ser um espião da polícia e no qual uma polícia secreta existe e tem o poder de prender pessoas. Se o governo não está disposto a ir tão longe, então, nesta medida, o controle de preços se prova inaplicável e simplesmente entra em colapso. Nesse caso, o mercado negro assume maiores proporções. 
(Observação: não estou sugerindo que o controle de preços foi a causa do reino de terror instituído pelos nazistas. Estes iniciaram seu reino de terror bem antes da decretação do controle de preços. Como resultado, o controle de preços foi decretado em um ambiente feito para a sua aplicação.)
As atividades do mercado negro exigem o cometimento de outros crimes. Sob o socialismo "de fato", a produção e a venda de bens no mercado negro exige o desafio às regulamentações governamentais no que diz respeito à produção e à distribuição, bem como o desafio ao controle de preços. Por exemplo, o governo pretende que os bens que são vendidos no mercado negro sejam distribuídos de acordo com seu planejamento, e não de acordo com o do mercado negro. O governo pretende, igualmente, que os fatores de produção usados para se produzir aqueles bens sejam utilizados de acordo com o seuplanejamento, e não com o propósito de suprir o mercado negro.
Sobre um sistema socialista "de direito", como o que existia na Rússia soviética, no qual o ordenamento jurídico do país aberta e explicitamente tornava o governo o proprietário dos meios de produção, toda a atividade do mercado negro, necessariamente, exige aapropriação indébita ou o roubo da propriedade estatal. Por exemplo, considerava-se queos trabalhadores e gerentes de fábricas na Rússia soviética que tiravam produtos destas para vender no mercado negro estavam roubando matéria-prima fornecida pelo estado.
Além disso, em qualquer tipo de estado socialista — nazista ou comunista —, o plano econômico do governo é parte da lei suprema do país. Temos uma boa ideia de quão caótico é o chamado processo de planejamento do socialismo. O distúrbio adicional causado pelo desvio, para o mercado negro, de suprimentos de produção e outros bens é algo que oestado socialista toma como um ato de sabotagem ao planejamento econômico nacional. E sabotagem é como o ordenamento jurídico dos estados socialistas se refere a isto. Em concordância com este fato, atividades de mercado negro são, com frequência, punidas com pena de morte.
Um fato fundamental que explica o reino de terror generalizado encontrado sob o socialismo é o incrível dilema em que o estado socialista se coloca em relação à massa de seus cidadãos. Por um lado, o estado assume total responsabilidade pelo bem-estar econômico individual. O estilo de socialismo russo ou bolchevique declara abertamente esta responsabilidade — esta é a fonte principal do seu apelo popular. Por outro lado, oestado socialista desempenha essa função de maneira desastrosa, tornando a vida do indivíduo um pesadelo.
Todos os dias de sua vida, o cidadão de um estado socialista tem de perder tempo em infindáveis filas de espera. Para ele, os problemas enfrentados pelos americanos com a escassez de gasolina nos anos 1970 são normais; só que ele não enfrenta este problema em relação à gasolina — pois ele não tem um carro e nem a esperança de ter — mas sim em relação a itens de vestuários, verduras, frutas, e até mesmo pão. 
Pior ainda: ele é forçado a trabalhar em um emprego que não foi por ele escolhido e que, por isso, deve odiar. (Já que sob escassezes, o governo acaba por decidir a alocação de trabalho da mesma maneira que faz com a alocação de fatores de produção materiais.) E ele vive em uma situação de inacreditável superlotação, com quase nenhuma chance de privacidade. Frente à escassez habitacional, pessoas estranhas são designados pelo governo a morarem juntas; famílias são obrigadas a compartilhar apartamentos. Um sistema de passaportes e vistos internos é adotado a fim de limitar a severidade da escassez habitacional em áreas mais desejáveis do país. Expondo suavemente, uma pessoa forçada a viver em tais condições deve ferver de ressentimento e hostilidade.
Contra quem seria lógico que os cidadãos de um estado socialista dirigissem seu ressentimento e hostilidade se não o próprio estado socialista? Contra o mesmo estado socialista que proclamou sua responsabilidade pela vida deles, prometeu uma vida de bênção, e que é responsável por proporcionar-lhes uma vida de inferno. De fato, os dirigentes de um estado socialista vivem um dilema no qual diariamente encorajam o povo a acreditar que o socialismo é um sistema perfeito em que maus resultados só podem ser fruto do trabalho de pessoas más. Se isso fosse verdade, quem poderiam ser estas pessoas más senão os próprios líderes, que não apenas tornaram a vida um inferno, mas perverteram a este ponto um sistema supostamente perfeito?
A isso se segue que os dirigentes de um estado socialista devem temer seu povo. Pela lógica das suas ações e ensinamentos, o fervilhante e borbulhante ressentimento do povo deveria jorrar e engoli-los numa orgia de vingança sangrenta. Os dirigentes sentem isso, ainda que não admitam abertamente; e, portanto, a sua maior preocupação é sempre manter fechada a tampa da cidadania.
Consequentemente, é correto, mas bastante inadequado, dizer apenas que "o socialismo carece de liberdade de imprensa e expressão." Carece, é claro, destas liberdades. Se o governo é dono de todos os jornais e gráficas, se ele decide para quais propósitos a prensa e o papel devem ser disponibilizados, então obviamente nada que o governo não desejar poderá ser impresso. Se a ele pertencem todos os salões de assembléias e encontros, nenhum pronunciamento público ou palestra que o governo não queira não poderá ser feita. Mas osocialismo vai muito além da mera falta de liberdade de imprensa e de expressão.
Um governo socialista aniquila totalmente estas liberdades. Transforma a imprensa e todo foro público em veículos de propaganda histérica em prol de si mesmo, e pratica cruéisperseguições a todo aquele que ouse desviar-se uma polegada da linha do partido oficial.
A razão para isto é o medo que o dirigente socialista tem do povo. Para se proteger, eles devem ordenar que o ministério da propaganda e a polícia secreta façam de tudo para reverter este medo. O primeiro deve tentar desviar constantemente a atenção do povo quanto à responsabilidade do socialismo, e dos dirigentes socialistas, em relação à miséria do povo. O outro deve desestimular e silenciar qualquer pessoa que possa, mesmo que remotamente, sugerir a responsabilidade do socialismo ou de seus dirigentes em relação à miséria do povo — ou seja, deve desestimular qualquer um que comece a mostrar sinais de estar pensando por si mesmo. 
É por causa do terror dos dirigentes, e da sua necessidade desesperada de encontrar bodes-expiatórios para as falhas do socialismo, que a imprensa de um país socialista está sempre cheia de histórias sobre conspirações e sabotagens estrangeiras, e sobre corrupção e mau gerenciamento da parte de oficiais subordinados, e por que, periodicamente, é necessáriodesmascarar conspirações domésticas e sacrificar oficiais superiores e facções inteiras do partido em gigantescos expurgos.
E é por causa do seu terror, e da sua necessidade desesperada de esmagar qualquer suspiro de oposição em potencial, que os dirigentes do socialismo não ousam permitir nem mesmo atividades puramente culturais que não estejam sob o controle do estado. Pois se o povo se reúne para uma amostra de arte ou um sarau de literário que não seja controlado pelo estado, os dirigentes devem temer a disseminação de idéias perigosas. Quaisquer idéias não-autorizadas são idéias perigosas, pois podem levar o povo a pensar por si mesmo e, a partir daí, começar a pensar sobre a natureza do socialismo e de seus dirigentes. Estes devem temer a reunião espontânea de qualquer punhado de pessoas em uma sala, e usar a polícia secreta e seu aparato de espiões, informantes, e mesmo o terror para impedir tais encontros ou ter certeza de que seu conteúdo é inteiramente inofensivo do ponto de vista do estado.
O socialismo não pode ser mantido por muito tempo, exceto por meio do terror. Assim que o terror é relaxado, ressentimento e hostilidade logicamente começam a jorrar contra seus dirigentes. O palco está montado, então, para uma revolução ou uma guerra civil. De fato, na ausência de terror, ou, mais corretamente, de um grau suficiente de terror, o socialismo seria caracterizado por uma infindável série de revoluções e guerras civis, conforme cada novo grupo dirigente se mostrasse tão incapaz de fazer o socialismo funcionar quanto foram seus predecessores. 
A inescapável conclusão a ser traçada é a de que o terror experimentado nos países socialistas não foi simplesmente culpa de homens maus, como Stalin, mas sim algo que brota da natureza do sistema socialista. Stalin vem à frente porque sua incomum perspicácia e disposição ao uso do terror foram as características específicas mais necessárias para um líder socialista se manter no poder. Ele ascendeu ao topo por meio de um processo de seleção natural socialista: a seleção do pior.
Por fim, é necessário antecipar um possível mal-entendido em relação à minha tese de que o socialismo é totalitário por natureza. Diz respeito aos países supostamente socialistas dirigidos por social-democratas, como a Suécia e outros países escandinavos, que claramente não são ditaduras totalitárias.
Neste caso, é necessário que se entenda que não sendo estes países totalitários, não são também socialistas. Os partidos que os governam podem até sustentar o socialismo como sua filosofia e seu fim último, mas socialismo não é o que eles implementaram como seu sistema econômico. Na verdade, o sistema econômico vigente em tais países é a economia de mercado obstruída, como Mises definiu. Ainda que seja mais obstruído do que o nosso em aspectos importantes, seu sistema econômico é essencialmente similar ao nosso, no qual a força motora característica da produção e da atividade econômica não é o governo, mas sim a iniciativa privada motivada pela perspectiva de lucro.
A razão pela qual social-democratas não estabelecem o socialismo quando estão no poder, é que eles não estão dispostos a fazer o que seria necessário. O estabelecimento dosocialismo como um sistema econômico requer um ato massiço de roubo — os meios de produção devem ser expropriados de seus donos e tomados pelo estado. É virtualmente certo que tais expropriações provoquem grande resistência por parte dos proprietários, resistência que só pode ser vencida pelo uso de força bruta.
Os comunistas estavam e estão dispostos a usar esta força, como evidenciado na União Soviética. Seu caráter é o dos ladrões armados preparados para matar caso isso seja necessário para dar cabo dos seus planos. O caráter dos social-democratas, em contraste, é mais próximo ao dos batedores de carteira: eles podem até falar em coisas grandiosas, mas não estão dispostos a praticar a matança que seria necessária; e desistem ao menor sinal de resistência séria.
Já os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.
Creio ter demonstrado que o socialismo — o socialismo de verdade — é totalitário pela sua própria natureza.
* por George Reisman - Tradução de Fábio M. Ostermann

A grande diferença entre a hierarquia e disciplina e a vagabundagem.



domingo, 31 de agosto de 2014

Se Marina ganhar, morre o agronegócio? E o país, como ficará?

O PT matou a competitividade industrial brasileira. Se Marina ganhar, morre o agronegócio.
Produzir no Brasil é 23% mais caro do que nos Estados Unidos. O custo subiu 26% nos últimos dez anos, já que em 2004 produzir no país era 3% mais barato do que em território norte-americano.



A produção da indústria brasileira é 23% mais cara do que a dos Estados Unidos. O custo subiu 26% nos últimos dez anos, já que em 2004 produzir no país era 3% mais barato do que em território norte-americano, de acordo com estudo divulgado pela consultoria The Boston Consulting Group (BCG). O resultado evidencia queda na competitividade da indústria brasileira no período.
A pesquisa avaliou a produção dos 25 principais exportadores do mundo, analisando os critérios: salário, produtividade do trabalho, custo da energia e taxa de câmbio. A consultoria apontou que o país está menos competitivo nos quatro pontos analisados. Os custos para produzir no Brasil também estão maiores do que em outros emergentes, como na China, na Índia, no México e na Rússia.
A produção brasileira está entre as mais caras do mundo em relação aos EUA, sendo mais oneroso produzir somente na França, na Suíça e na Austrália, nesta ordem. A produção mais barata fica na Indonésia, onde o valor é 17% menor do que nos EUA.
EXPLICAÇÃO:
No projeto de dominação e servidão total comunista –a agricultura, sobretudo o agronegócio são atacados impiedosamente pelos comunistas para promover o desabastecimento, ocasionar a fome e eliminar grande parte da população como ocorre na Venezuela e Argentina em fase mais avançada do bolivarianismo. Vide a ex-URSS, China e onde quer que se implante esse regime sociopolítico criminoso, vulgarmente conhecido como comunismo.
RIVADAVIA ROSA

sábado, 30 de agosto de 2014

As traições de Marina. Bem que avisei!



Descrição: http://blogs.estadao.com.br/dener-giovanini/files/2014/08/46044_1487893849017_4228239_n.jpg
                         Marina: olhei em seus olhos e segurei em suas mãos. Dener Giovanini
Em 2003, ainda no começo do governo do presidente Lula eu, que ainda não era jornalista, dei uma entre-vista para o Estadão na qual afirmava categoricamente: “não confio na Marina Silva nem para cuidar do meu jardim”, CLIQUE AQUI para conferir. Confirmei minhas palavras no discurso que proferi na ONU ao receber de Kofi Annan o prêmio das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Os petistas se arrepiaram, reclamaram e me criticaram. Não deu outra: se arrependeram. Em 2010, quando o Partido Verde aceitou a bancar a candidatura de Marina para presidência da República, novamente eu avisei em diversas oportunidades, que eles estavam dando um tiro no próprio pé. Fui criticado e esculhambado por algumas lideranças do PV. Não deu outra: eles também se arrependeram.
Quando Eduardo Campos oficializou a candidatura de Marina Silva como vice em sua chapa eu não perdi a oportunidade. Novamente afirmei em entrevistas e artigos que o PSB iria se arrepender. E, mais uma vez, não deu outra: Marina, além de não transferir votos, ainda criou uma série de dificuldades políticas para Eduardo, levando seu nome a patinar entre 10% do eleitorado. Não fosse sua trágica morte, ele sairia da eleição muito menor que entrou. E grande parte da culpa teria o sobrenome Silva.
Seria eu um implicante sem razão contra Marina Silva ou será que Deus me concedeu o dom da adivinhação? Nem uma coisa, nem outra. Sou apenas um pragmático, que não dá asas a paixões avassaladoras de momento e nem me deixo levar pelas emoções de ocasião. E assim penso que deva ser cada brasileiro que tenha consciência sobre a sua responsabilidade de decidir o destino do país.
Marina Silva foi ministra de Lula por oito anos e “abandonou” o governo quando percebeu que seu ego se apequenava diante do crescimento da influência da então também ministra Dilma Rousseff. O Planalto estava pequeno demais para as duas. Também deixou o Partido Verde ao perceber que a legenda não se dobraria tão fácil a sua sede de poder. Eduardo Campos sentiu o amargo sabor de Marina ao ver alianças importantes escorrerem por entre seus dedos. Marina atrapalhou, e muito, sua candidatura. Isso é um fato que nem o mais bobo líder do PSB pode negar.
Marina está fadada a trair
O grande ego é o pai da traição. Quem se sente um predestinado e prioriza o culto a personalidade tem medo da discordância, da crítica. É esse medo que gera uma neutralidade perigosa e falsa. E a neutralidade é a mãe da traição. Seres humanos com grandes egos quase sempre se posicionam entre o conforto de “lavar as mãos” e o silêncio covarde de suas convicções.
Marina Silva é assim. Simples assim.
Nas últimas Eleições presidenciais Marina ficou NEUTRA. Alguém se lembra?
Ao contrário do que desejavam seus milhões de eleitores – que ansiavam por uma indicação, uma orientação ou um caminho – Marina calou-se. Não apoiou Dilma e nem Serra. Com medo de decidir, declarou-se neutra. E ajudou a eleger Dilma.
Claro, não se espera de um político uma sinceridade absoluta, mas pelo menos transparência em algumas das suas convicções básicas. Isso Marina não faz. E quem não o faz assume o destino da traição. Vejamos:
a)      Se eleita, Marina Silva irá mudar o atual Código Florestal?
SIM (trairá o agronegócio)
NÃO (trairá os ambientalistas)
b)      Se eleita, Marina Silva irá abandonar os investimentos no Pré-sal e passará a investir em fontes alternativas para a matriz energética?
SIM (trairá a Petrobrás e seus parceiros)
NÃO (trairá os ambientalistas)
c)       Se eleita, Marina Silva irá interromper a construção de Belo Monte?
SIM (trairá os empresários)
NÃO (trairá os ambientalistas)
d)      Se eleita, Marina Silva irá apoiar o casamento gay?
SIM (trairá os evangélicos)
NÃO (trairá os movimentos sociais)
e)      Se eleita, Marina Silva será contra a pesquisa de células tronco?
SIM (trairá os pesquisadores e a academia)
NÃO (trairá os evangélicos)
f)      Se não for ao segundo turno, Marina repetirá sua posição de 2010?
SIM (trairá a oposição)
NÃO (trairá a si mesma)
Essas são apenas algumas perguntas que Marina Silva não responderá. Ou o fará por meio de respostas dúbias e escamoteadoras, bem ao seu estilo. No final, ninguém saberá realmente o que ela pensa. Sob pressão, ela jogará a responsabilidade para a platéia e sacará de seu xale sagrado a carta mágica: FAREMOS UM PLEBISCITO!  Esse é o estilo Marina de ser. E esse é o tipo de comando que pode levar o Brasil ao encontro de um cenário de incertezas e retrocessos. O que ela fala – ou melhor – o que ela não fala hoje, será cobrado no Congresso Nacional caso venha a se eleger. Como Marina negociará com a bancada ruralista? Com a bancada religiosa?
Você, caro leitor, vai arriscar?
Eu não. Se não me bastassem os fatos, tive a oportunidade de olhar profundamente os olhos de Marina e de segurar em suas mãos. E não gostei do que vi. E não tenho medo de críticas. E tenho orgulho das minhas convicções.
*DENER GIOVANINI

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Aldo Rebelo acusa marido de Marina Silva de contrabando.

Petista acusa Marina: partido teria colaborado para que seu marido escapasse de investigação parlamentar. 

video

Em vídeo, acima, o petista Aldo Rebelo, ministro de Dilma, faz pesadas acusações para a agora candidata do PSB.O marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, foi acusado de contrabandear 6 mil toras de mogno, avaliadas em R$ 8 milhões. A questão foi reacendida durante sessão plenária, na votação do Código Florestal, em 10 de maio de 2011, por Aldo Rebelo. Na época, Fábio quase foi chamado a depor, mas o partido deu um jeito de isso não acontecer (Marina era do PT na época).

Cubanos no Brasil pedem ajuda para não voltarem à miséria comunista.




Médicos Cubanos pedem ao Prefeito de Ouricuri para tirar familiares da miséria ( fotos acima ) causada pela ditadura dos Castros.
Na manhã dessa sexta-feira (22), o prefeito de Ouricuri, Cezar de Preto, ofereceu em sua casa, um café da manhã para os 10 médicos cubanos que trabalham no município através do programa 'Mais Médicos'. A intenção foi agradecer aos profissionais pelos serviços prestados a população local. A recepção foi feita também pela Primeira Dama, Daniela Sá e a Secretária de Saúde, Maria do Carmo.

Na oportunidade, os médicos de Cuba solicitaram do gestor, uma ajuda para que seus familiares possam vir morar na cidade. Eles disseram que Cezar precisa fazer uma declaração afirmando que os mesmos estão exercendo a profissão no país. O prefeito garantiu que vai ajudar, e esse documento será encaminhado para a embaixada do Brasil em Havana, capital de Cuba.
*Fonte: Blog do Roberto Araripina

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Marcos Valério contou em 2012 que PT lhe pediu R$ 6 milhões para chantagista.

Conforme noticiado pelo Jornal O Estado de São Paulo, neste fim de semana, a Polícia Federal apreendeu no escritório da contadora do doleiro Alberto Youssef contrato de empréstimo de 2004 no valor de R$ 6 milhões entre Marcos Valério e uma empresa de Ronan, empresário de Santo André.
Dilma Rousseff deu ordens a Cardozo e outros ministros para realizarem ação coordenada na tentativa de desqualificar o depoimento prestado por Valério. “Mas qual terá sido o procedimento tomado por aquele que um dia vangloriou-se de não ignorar nem engavetar as denúncias que recebe?
Segundo o depoimento de Valério em 2012, o dinheiro serviria para encerrar suposta chantagem sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o então secretário da Presidência, Gilberto Carvalho, e o então ministro da Casa Civil, José Dirceu.

Comunismo e fome.

Quanto mais a Venezuela se aprofunda no socialismo, mais se corrompe pela miséria, servidão e genocídio! Os "cegos", idólatras e fanáticos não veem que esses horrores vem, aos poucos, se concretizando e se alastrando no Brasil.
Se com Dilma está mal, imagina se a rainha do mato (Marina) ganhar... podem fechar as portas Brasil.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Desinformação e “idiotas úteis”.

Por: Fábio Pereira Ribeiro
Usaremos o “idiota útil” na linha de frente. Incitaremos o ódio de classes. Destruiremos sua base moral, a família e a espiritualidade. Comerão as migalhas que caírem de nossas mesas. O Estado será Deus“. Assim Vladimir Lênin trabalhava sua loucura soviética, principalmente com os “tidos aliados” externos do Kremlin. A lógica era muito simples, embora a pessoa, o “idiota útil”, podia ser ingênuo sob a ótica aliada dos soviéticos, ou até mesmo de outras ideologias socialistas e comunistas, os mesmos eram desprezados pelos soviéticos e pela central do poder, e óbvio, que eram usados da forma mais cínica possível, e depois descartados como simples objetos sem valor algum para o Estado, ou para o projeto de poder do partido.
Ou como diria Karl Sílex, jornalista alemão do período nazista comentando para a sociedade alemã sobre os 15 pontos de controle da mídia por parte do Ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, “a profissão de jornalista se tornou cargo público”.
Ou pela lógica nefasta do próprio Goebbles, “conte uma mentira mil vezes, que aos poucos ela se torna verdade”.
Sem contar os exemplos de manipulação da cultura e dos aparelhos sociais por parte do Partido Comunista Chinês.
O que mais me assusta na verdade, está no fato do Estado ganhar este corpo de Deus como Lênin pensava. Primeiro em apresentar um Brasil lindo e glorioso, como os nazistas faziam, e ao mesmo tempo o uso da propaganda e da técnica de desinformação junto aos grupos que se alimentam totalmente de desinformações com corpo, e ódio, para atacarem os contrários ao partido. Por exemplo, se você fala mal da Copa do Mundo, você é “coxinha, reacionário e PSDB”, se você fala bem da Copa do Mundo, você é “PT, leva bola do governo, ou é alinhado da Dilma”. Espera um pouco, o Brasil é bipolar? Nós vivemos em uma democracia, ou não?
Existe uma lógica muito simples na política, como diria um amigo, “a política não aceita a verdade”, e o atual jogo político, nefasto e sórdido coloca em xeque a democracia brasileira.
Existe muita desinformação no ar, por mais que em alguns órgãos do Estado, pessoas de bem contrariem os mandos governamentais, o jogo da informação ainda persiste em desestabilizar, ou como Romeu Tuma Júnior apresentou, “assassinar reputações”.
Continua...