sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A tragédia petista.

Peço licença, inicialmente, para um breve relato pessoal. Nos anos 1980 contribuí mensalmente com parte do meu salário para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os depósitos duraram de dois a três anos, quando a campanha foi encerrada, por falta de adesão. Com sacrifício, cheguei a oferecer até 10% do meu ganho e ainda guardo os recibos. Por que fiz isso? Naqueles anos, saindo do ciclo militar e ansioso pela democracia, ingenuamente entendi ser o MST uma força que renovaria a oligárquica política rural. Como os seus militantes passaram a ameaçar as famílias em assentamentos, o sonho desmoronou e retornei à vida universitária. 
Na época, quase todos nós apoiávamos o PT, mesmo não sendo filiados. Imaginávamos que o partido também forçaria transformações em alguma direção positiva. Ou a reforma social ou, ao menos, a democratização da sociedade. Vivíamos então um período febril de debates plurais e de experiências práticas. Lembram-se do "modo petista de governar"? Era simbolizado pelo orçamento participativo, que prometia a livre participação dos cidadãos em decisões públicas sobre os orçamentos municipais. Na campanha de 2002, contudo, o candidato petista mal falou do assunto e, no poder, o tema se esfumaçou. 
O assombroso escândalo da Petrobrás, que nos deixa estupefatos, é apenas o efeito inevitável da história do Partido dos Trabalhadores. A causa original é um mecanismo que o diferencia das demais agremiações partidárias. Trata-se de um processo de mobilidade social ascendente, inédito em sua magnitude. Movimento que poderia ser virtuoso, se aberto a todos, pois seria a consequência do desenvolvimento social. Mas, na prática, vem sendo uma odiosa discriminação, pois é processo atado à filiação partidária. 
O núcleo pioneiro do PT recrutou segmentos das classes baixas e mais pobres, mobilizados pelo campo sindical, pelos setores radicalizados das classes médias, incluindo parte da intelectualidade, e pela esquerda católica, ampliando nacionalmente o grupo petista inicial. À medida que o partido, já nos anos 90, foi conquistando nacos do aparato estatal, vieram os cargos para os militantes e, assim, a chance arrebatadora de ascender às vias do dinheiro, do poder, das influências e do mando pessoal. Esse foi o degenerativo fogo fundador que deu origem a tudo o que aconteceu posteriormente. 
Inebriados, cada vez mais, pelo irresistível prazer do novo mundo aberto a essas camadas, até mesmo impensáveis formas de consumo, todos os sonhos fundacionais de mudança foram sendo estilhaçados ao longo do caminho, incluídos a razoabilidade e os limites éticos. O PT gerou dentro de si uma incontrolável ânsia de mobilidade, uma voragem autodestruidora inspirada na monstruosa desigualdade que sempre nos caracterizou. Conquistado o Planalto, não houve nem revolução nem reforma e o fato serviu, particularmente, para saciar a fome histórica dos que vieram de baixo.

Instalou-se, em consequência, o arrivismo e a selva do vale-tudo: foi morrendo o padrão Suplicy e entrou o modelo Delúbio-Erenice. Logo a seguir, ante a inépcia da ação governamental, também foi necessário impor a mentira como forma de governo. Por fim, o PT mudou de cabeça para baixo o seu próprio financiamento. Abandonou o apoio miúdo e generoso dos milhões que o sustentaram na primeira metade de sua história, pois se tornara mais cômodo usar o atacado para ancorar-se no poder. Primeiro, o mensalão e, agora, os cofres da Petrobrás. 
Nessa espiral doentia de mudanças, a partir de meados dos anos 1990 o partido enterrou o seu passado. Sua capacidade de reflexão, por exemplo, deixou de existir e o imediatismo passou a prevalecer. Assim, um projeto de nação ou uma estratégia de futuro não interessavam mais. O pragmatismo tornou-se a máxima dessa nova elite e sob esse caminho o subgrupo sindical e seus militantes vêm pilhando o que for possível dentro do Estado. Examinados tantos escândalos, invariavelmente a maioria veio do campo sindical. E foi assim porque da tríade original dos anos 80, a classe média radicalizada e os religiosos abandonaram o partido. Deixaram de reconhecê-lo como o vetor que faria a reforma, sobretudo moral, da política brasileira. 
Entrando neste século, o PT não tinha nada mais para oferecer de distintivo em relação aos demais partidos. A aliança com o PMDB ou Lula abraçando Maluf foram decorrências naturais. Também por tudo isso, o campo petista reivindicar o monopólio da virtude é o mesmo que fazer de idiotas todos os cidadãos. No primeiro turno, a fúria das urnas demonstrou a reação indignada dos eleitores à falsidade. 
O que vemos atualmente é a soma dessa descrição com as nossas incapacidades políticas de construção democrática em favor do bem comum. O PT é hoje uma neo-Arena que promove, sobretudo, o clientelismo nos grotões. Não aqueles definidos geograficamente, mas os existentes nos interstícios sociais, confundindo as pessoas por meio da mentira, do bolsismo e das mistificações de toda ordem. É uma trajetória vergonhosa para um partido que prometeu a lisura republicana, o aprofundamento democrático, a reforma de nossas muitas iniquidades e, especialmente, prometeu corrigir a principal deformação de nossa História, que é um padrão de desigualdade que nos infelicita desde sempre. É ação que igualmente vem abastardando o Estado, atualmente tornado disfuncional e semiparalisado em inúmeros setores. 
Por todas essas razões, incluindo o benéfico aperfeiçoamento que, fora do poder, sofrerá o próprio PT, é preciso mudar. E com urgência, pois o Brasil se esfarinhará sob outros quatro anos dessa gigantesca manipulação política, o desprezo pela democracia, o primado da lealdade partidária sobre a meritocracia e a fulgurante incompetência técnico-administrativa do campo petista no poder.
                   *Por Zander Navarro, em O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A volta censura: Com o PT é fé cega e tesoura amolada.

Os homens sempre voltam 
(do personagem Jumento, da peça Os saltimbancos, referindo-se à persistência da repressão)

Em algum momento de 2011, estava lendo uma coletânea de poemas do Millôr Fernandes. Bati os olhos no Canção número 1 para seres estranhos, de 1961. Foi uma pancada, como se alguém tivesse traduzido o que eu sentia naquele instante. Compartilho:
Vou a caminho/E mergulho e volto./É uma noite perene/Entre todas as noites./No ar, nem silêncio./E vamos, vamos, vamos,/Deixando para trás/As pegadas profundas/Destes passos únicos./Só o Ieti me entende/Tão abominável/Em seu gelo eterno./Abominável ele/Abomináveis nós./Eu te amo, Ieti./Te amo, pio bove.
Aflito como o Ieti, o texto foi o empurrão que faltava para começar a colocar no monitor um pouco de quem eu sou e de como estou no mundo. A primeira crônica puxou a segunda, e veio uma enfiada semanal de memórias, invencionices, pensatas mais ou menos pretensiosas, rabugices, gargalhadas, provocações. 
Criei personagens fiéis a Manoel de Barros: 90% do que eu falo é invenção, só 10% é mentira. São quase três anos de encontros com pessoas que eu não vejo, mas que sustentam comigo um diálogo silencioso e elegante. Bônus da internet.

CONVITE
Em agosto de 2012, fui convidado pelo portal Carta Maior a publicar as crônicas semanais. Autorizei de imediato a reprodução dos textos, e, desde então, ganhei um espaço na seção Cultura. Sempre me deram total liberdade. Isso, no entanto, acabou semana passada. Fui sutilmente censurado, num gesto que não devo, não posso, não quero, não vou aceitar. Passo a relatar os fatos.
O portal se denomina “da esquerda brasileira e latinoamericana”. Na eleição terminada ontem, reduziu-se esquerda brasileira a PT. Em sua quase totalidade, os artigos construíram uma espécie de braço eleitoral do Partido dos Trabalhadores, reduzindo a pó o espaço que outros segmentos da esquerda deveriam ter se fosse levada a sério uma interlocução democrática com o campo progressista. 
Foi neste clima que enviei, no dia 17 de outubro, o texto Você abusou: crônica de um voto. Nele, defendi, sem histeria ou fanatismo, o voto nulo. Um de meus propósitos era quebrar o monopólio da opinião petista no portal, numa perspectiva de esquerda. 
Ofereci aos leitores a oportunidade de cotejarem suas opiniões com uma alternativa que não vinha pela direita. O que aconteceu em seguida foi puro Darth Vader, o Lado Escuro da Força.

No primeiro momento, a crônica foi publicada na seção Cultura (embora o texto fosse claramente político e merecesse estar na seção correspondente). Logo após, para meu espanto e horror, foi simplesmente retirada do portal. Isso mesmo: censurada! A leitora Sandra Bastos percebeu a sombra da guilhotina e registrou o estranhamento no dia 19 de outubro. Quando voltou ao ar, a crônica saiu da página de frente e foi exilada para as páginas internas, que têm visibilidade muito menor. Com isso, a repercussão ficou severamente prejudicada, bloqueando minha intenção de inflamar um debate mais do que necessário.
EXCESSO DE MATÉRIAS
Soube que editores do portal alegaram “excesso de matérias” para fazer o que fizeram. Conversa mole. As matérias da seção Cultura da semana passada, por exemplo, incluíam o cinema de Rosselini e as opiniões de Juca Ferreira sobre o cinema brasileiro. Como se vê, temas que poderiam ser perfeitamente postergados, já que estávamos na última semana da campanha eleitoral. Outro detalhe importante. 
Minhas crônicas sempre permaneceram na página da frente do portal por uma semana. A primeira vez em que isso não aconteceu foi exatamente quando divergi da maré montante dilmista. Não nasci ontem, não acredito neste tipo de coincidência. Um dos articulistas do Carta Maior escreveu que votar nulo equivalia a um “crime”. Bingo. Lá estava eu rotulado de criminoso, indigno de ocupar um espaço onde estava a convite.

O pensamento autoritário não admite marolas. Quer garantias antecipadas de que não será ameaçado. No fim da década de 70, colaborei com o semanário Movimento, da chamada imprensa nanica. Submetido à censura prévia, muitas de suas matérias eram parcial ou totalmente vetadas. Mesmo não sendo jornalista, fui encarregado de entrevistar o general Pery Constant Bevilacqua. O militar era um legalista de velha cepa, que tinha defendido a posse de Jango depois da renúncia de Jânio e se oposto ao golpe de 64. Defendia, quando o entrevistei, a anistia (foi um dos fundadores do Comitê Brasileiro pela Anistia).
Redigi a matéria e, tal como em outras, assinei com o pseudônimo de Adolfo Marques. Tratava-se de uma homenagem camuflada a um dos meus grandes ídolos: Adolph Marx, vulgo Harpo Marx, o genial artista que lançava toneladas de humor anárquico e mudo nos filmes dos Irmãos Marx. Pois bem. Os censores de Brasília vetaram na íntegra o texto. Experimentei o gosto amargo da impotência nestas situações. Não havia a quem reclamar.
Claro que a atitude arbitrária do Carta Maior não é igual a dos esbirros da ditadura militar. Os editores foram um pouco mais sutis. Limitaram-se a esconder o que era incômodo. Foi uma espécie de veto branco, asséptico, para tentar livrar a cara dos que o cometeram. Incorreram em dois erros. O primeiro foi acreditar que eu relevaria a manobra. Ledo e ivo engano. Não compactuo com a violação de meus princípios.
O segundo foi subestimar a inteligência dos leitores. Mesmo com visibilidade menor, a crônica foi lida e comentada por um número razoável de internautas. Talvez para surpresa dos censores, que imaginam que ler é aderir, a grande maioria manteve suas convicções e me criticou educadamente. A todos eles, aliás, agradeço pela elegância e cumprimento pelo espírito democrático. Tivesse agido corretamente, o Carta Maior teria patrocinado um debate interessante, que sairia da bitola estreita e medíocre que presidiu as eleições recém encerradas.
Solicitei, delicadamente, esclarecimentos formais ao portal. Em resposta, tive o silêncio. Às vezes, ele é necessário. Em outras, no entanto, seu ruído é ensurdecedor. Entendi o recado. Entendi e não aceito. Em questões de liberdade, sou luxemburguista fanático (de Rosa, não de Vanderlei): “A liberdade para os partidários do governo, apenas para os membros do partido, por muitos que sejam, não é liberdade.
A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente”. E mais: “Sem livre enfrentamento de opiniões, a vida morre em qualquer instituição pública, torna-se uma vida aparente”. Por tudo isso, não me restou alternativa. Esta foi a minha última crônica que o Carta Maior teve autorização para publicar. Continuarei a escrevê-las semanalmente, remetendo-as apenas para uma lista selecionada de endereços eletrônicos.
* Texto por Jacques Gruman


Ministro que censurou Revista Veja, já trabalhou para o PT.


O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Admar Gonzaga Neto, que proibiu a revista “Veja” de veicular publicidade da atual edição e deu direito de resposta à Dilma, trabalhou na campanha da petista em 2010. Em junho de 2013, Dilma o nomeou ministro-substituto do TSE. Entidades de defesa da imprensa consideraram censura a decisão judicial.
A capa da “Veja” desta semana estampa as fotos de Dilma e do ex-presidente Lula, com o título “Eles sabiam de tudo”. 
Segundo a revista, o Doleiro Youssef teria afirmado em depoimento acreditar que Lula e Dilma sabiam da Corrupção na Petrobras.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Petista quer o fim do "Bolsa Família".


                                      O Presidente do PT sugere o fim do Bolsa-Família
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, se reuniu nesta terça-feira com a bancada do partido na Câmara para debater medidas a fim de controlar a recessão econômica enfrentada pelo governo Dilma.
Uma das propostas mais discutidas na reunião foi a de reduzir o valor do Bolsa Família em 50% já de imediato, a partir de janeiro de 2015. Também foi posto em pauta um eventual fim para o programa em 2017.
Falcão defendeu a ideia e disse que o programa "já cumpriu o seu papel e deve ser suspenso em breve".

"O Bolsa Família está em vigência há 10 anos e as estatísticas mostram que já cumpriu o seu papel. Além de resultar em um alívio na economia, a extinção do programa também irá interromper a sua transformação em uma iminente política de parasitismo. Estou certo de que esta é a decisão correta a ser tomada", disse o presidente petista.
Diante da firmeza imposta por Falcão em suas ideias, a bancada petista rachou. Há deputados que defendem o corte e outros que acreditam que o programa ainda é necessário e não deve ser mexido.
O líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), destacou os avanços induzidos pelo Bolsa Família e disse que ainda "há muito o que ser feito". "A miséria foi praticamente erradicada no Brasil durante estes 10 anos do Bolsa Família. Existem ainda questões a serem resolvidas, como os altos índices de analfabetismo e analfabetismo funcional no país, e eu tenho certeza de que o Bolsa Família é fundamental para se alcançar essas resoluções", disse ele.
Aparentemente, a presidente Dilma compactua com Rui Falcão e também quer o fim do Bolsa Família. A bancada petista deve se reunir novamente nas próximas semanas para discutir mais a fundo essas medidas.

*Arnaldo Süssekind  [Grupo Resistência Democrática)-

*Via Portal UOL - 
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Anotações do doleiro Youssef podem envolver o blogueiro do Brasil 247, em propinas da Petrobras.



Um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal mostra a anotação do doleiro Youssef: ‘Leonardo Attuch 6×40.000,00“No monitor de uma das meses (sic) havia um post it com a anotação ‘Leonardo Attuch 11-950206533 6×40.000.00 24/02/2014′”, informa o trecho do relatório em que a delegada Paula Ortega Cibulsk resume o que foi encontrado, num dos imóveis utilizados pela quadrilha de Alberto Youssef, por agentes da Polícia Federal incumbidos de cumprir o mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. No fim do texto reproduzido abaixo, datado de 17 de março de 2014, a delegada acrescenta que anexou ao relatório um registro fotográfico do documento que vincula o alvo principal da Operação Lava Jato ao blogueiro Leonardo Attuch, proprietário do site Brasil 247.

“No monitor de uma das meses (sic) havia um post it com a anotação ‘Leonardo Attuch 11-950206533 6×40.000.00 24/02/2014′”, informa o trecho do relatório em que a delegada Paula Ortega Cibulsk resume o que foi encontrado, num dos imóveis utilizados pela quadrilha de Alberto Youssef, por agentes da Polícia Federal incumbidos de cumprir o mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. No fim do texto reproduzido abaixo, datado de 17 de março de 2014, a delegada acrescenta que anexou ao relatório um registro fotográfico do documento que vincula o alvo principal da Operação Lava Jato ao blogueiro Leonardo Attuch, proprietário do site Brasil 247.
As letras e os algarismos que constam do anexo 3, confrontados com outras peças da montanha de documentos capturados pela Polícia Federal, revelaram que o próprio Youssef fez as anotações manuscritas que incorporam Attuch ao bando de políticos, governantes, empresários, funcionários públicos, além de indivíduos, que se apresentam como “jornalistas” envolvidos de alguma forma com um dos comandantes do mais portentoso propinoduto montado no Brasil desde o Descobrimento.
São tantos os integrantes do esquema forjado para saquear a Petrobras que, como faz a CBF com os times de futebol, os responsáveis pelo esclarecimento dos crimes dividiram informalmente os investigados em duas categorias. Na série A figuram presidentes da República (embolados no G4), ministros de Estado, governadores, figurões do Congresso, megaempreiteiros, diretores da Petrobras e gatunos de alta patente. Na série B aglomeram-se empreiteiros e fornecedores menos graúdos, parlamentares do baixo clero, funcionários do segundo escalão e jornalistas estatizados ou arrendados pela organização criminosa.
Compreensivelmente, a série A tem monopolizado tanto as investigações de campo quanto os interrogatórios de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, que toparam contar o que muito que fizeram ou sabem em troca dos benefícios da chamada delação premiada. Sorte de Attuch: a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal ainda não encontraram tempo para devassar as catacumbas da classe B. Mas chegará o dia em que as suspeitíssimas anotações manuscritas terão de ser elucidadas.
O blogueiro costuma desperdiçar seu tempo com a edição de textos abjetos sobre jornalistas independentes, aos quais se seguem “comentários” que difamam, caluniam e afrontam a honra de quem ousa criticar o governo lulopetista. A prudência recomenda que suspenda o serviço sujo e procure a ajuda de um advogado especialmente imaginoso. Vai precisar de um álibi e tanto para escapar do enquadramento no Código Penal.
*Direto ao Ponto - Augusto Nunes

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Gente que não merece apoio de gente decente.

SE AÉCIO NEVES, COM SUA POSTURA DE POLÍTICO MODERADOR E DEMOCRATA, PERDOAR E SE ALIAR A DILMA, EM TORNO DE UM TAL PROJETO DE UNIR O BRASIL, DEMONSTRARÁ QUE NÃO MERECEU OS VOTOS QUE RECEBEU DO POVO DECENTE BRASILEIRO.
Eu, sinceramente, não acredito que seja possível se ombrear a quem lhe desferiu tantas ofensas mentirosas, tanta calúnia, tanta difamação.
Dilma e todo o petismo tentou assassinar a reputação de Aécio, e só não o conseguiu porque prevaleceu a verdade.
É preciso que Aécio e todo PSDB se conscientize de que o PT jamais mudará a postura diante deles e de qualquer partido ou político que lhes ameace a perda do poder pelo voto.

Se Aécio fizer uma oposição séria e responsável, é admissível, mas aliar-se jamais.
O que lhe fizeram é imperdoável e não faz parte do jogo político. É coisa de gente suja, sem princípios, sem limites, gente que forma a escória da política brasileira.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dilma ganha e é a presidente de direito — mas tem seu novo mandato manchado por uma campanha indigna.

(Fotos: Ueslei Marcelino/Reuters :: Marcos de Paula/Estadão Conteúdo)
Dilma comemora a vitória num hotel em Brasília, e Aécio dá entrevista à imprensa em Belo Horizonte, na casa de sua irmã Andrea: eleita, ela tem mandato manchado por campanha suja; derrotado, ele sai como o mais forte líder da oposição desde o fim da ditadura militar (Fotos: Ueslei Marcelino/Reuters :: Marcos de Paula/Estadão Conteúdo)
Democratas, como eu, aceitam sem hesitar o resultado das urnas.
Dilma Vana Rousseff, 66 anos, está reeleita presidente da República Federativa do Brasil, depois de obter 51,64% dos votos do eleitorado contra 48,36% atribuídos ao candidato da oposição, o senador Aécio Neves (PSDB).
Dilma permanece ao leme do Palácio do Planalto, porém, com um mandato manchado por uma campanha indigna de uma chefe de Estado, baseada no terrorismo eleitoral, de um lado, e, de outro, numa espantosa sequência de ataques sórdidos ao adversário num grau que jamais ocorreu desde a volta das eleições diretas para a Presidência, em 1989.
O terrorismo eleitoral
A presidente colocou em dúvida que Aécio mantivesse programas sociais que beneficiam dezenas de milhões de brasileiros, como o Bolsa Família ou o Minha Casa Minha Vida, contra as sucessivas e formais garantias do adversário de que continuariam e seriam aprimorados. Se Dilma apenas colocava em dúvida, militantes do PT e partidários espalhavam a mentira como sendo por todo o país, especialmente no Nordeste, lançando mão de todos os meios possíveis — desde cartazes e carros de som até as redes sociais.
Algo semelhante ocorreu com a suposta intenção de Aécio de sufocar os bancos públicos, como também se distorceram as intenções do candidato quando a presidente alegava que prováveis “medidas impopulares” pretendidas por Aécio na economia seriam — como se fossem sinônimos — “medidas contra o povo”. Demagogia baixa e barata, já que apenas governantes que entram para a história ostentam a coragem de adotar medidas impopulares do ponto de vista eleitoral, mas necessárias para corrigir rumos da sociedade ou da economia, pensando não na eleição seguinte, mas nas gerações futuras.
Além do terrorismo eleitoral, também foi coisa feia a “desconstrução” dos dois governos de Aécio em seu Estado, Minas Gerais (2003-2010), com acusações inteiramente falsas sobre supostos “desvios de recursos” da saúde, entre outras baixarias.
A senha para a campanha suja, com Lula à frente
O pior, no entanto, acabaram sendo as insinuações feitas por Dilma, inclusive em debates presidenciais, sobre a vida pessoal do adversário — a senha para campanha suja, capitaneada do alto de palanques por um ex-presidento Lula que parecia possesso, segundo a qual o candidato tucano tem o hábito de ser violento com mulheres, de beber demais (este ponto Lula, pisando em terreno perigoso para ele, se absteve de tocar) e tomar drogas.
Embora derrotado, Aécio sai da campanha imensamente maior do que entrou.
Aquele que a certa altura da caminhada se viu escanteado para um terceiro posto nas intenções de votos pelos institutos de pesquisa quando a morte trágica de Eduardo Campos (PSB) fez entrar na campanha a candidata Marina Silva, começou a ser abandonado por companheiros e viu temporariamente minguar contribuições financeiras, deu uma inédita, extraordinária volta por cima.
O mais forte líder de oposição do país desde a redemocratização, em 1985
Obteve a espetacular votação de pouco mais de 51 milhões de votos dos brasileiros — em números absolutos, quase a votação recebida por Lula quando se elegeu em 2002 — e, entre outras proezas, foi o candidato mais votado em qualquer eleição em todos os tempos no maior Estado brasileiro, São Paulo — recebeu 15,2 milhões de votos, 3 milhões mais do que o governador tucano Geraldo Alckmin alcançou para vencer a reeleição já no primeiro turno e quase dois terços dos paulistas que compareceram às urnas.
Sai da eleição como o mais forte líder de oposição do país desde a redemocratização, em 1985 — como nada ocorre por acaso, um retorno à democracia no qual seu avô, o Presidente Tancredo Neves, cumpriu papel fundamental.
Um líder com um cartel fabuloso de votos, uma postura de firmeza diante do lulopetismo e um programa de governo moderno e coerente. Com apenas 54 anos de idade, é, desde já,  O nome da oposição para 2018.

*Ricardo Setti, na Veja.com

República Federativa anti-PT.

Acre, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.
Parabéns aos estados que não compactuam com mentiras, incompetência e corrupção. Parabéns aos estados que não concordam com o populismo barato em troca de votos e de políticos que colocam um partido acima da Nação!

domingo, 26 de outubro de 2014

Com a vitória de Dilma, seus seguidores dilapidadores do erário, continuarão na berlinda.


Dividido por uma campanha de ódio e mentira movida pelo PT e por Dilma, o Brasil escolhe hoje um novo presidente.


O Brasil vai às urnas dividido neste domingo. Depois de 111 dias de campanha eleitoral, marcada por reviravoltas nas pesquisas e a morte de Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) agora só podem esperar pela escolha da maioria do eleitorado. Das 8h às 17h, 142,8 milhões de brasileiros vão decidir quem será o próximo presidente da República.
No primeiro turno, excluindo os votos brancos e nulos, a candidata petista teve 41,6% da preferência (43,2 milhões de votos), contra 33,6% do tucano (34,8 milhões de votos). A votação surpreendeu, já que a candidata do PSB, Marina Silva, que aparecia empatada tecnicamente com Aécio, ficou em terceiro lugar, com 21,3% da preferência (22,1 milhões de votos).
Para o segundo turno, as últimas pesquisas divulgadas ontem mostraram que o brasileiro deverá ter que esperar até o último minuto para saber quem assumirá o país em janeiro de 2015. Diante dos novos números, aumentou ainda mais a dúvida na preferência entre a petista Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves. Uma redução na diferença das intenções de voto embolou novamente o cenário eleitoral. . No Datafolha, que voltou a indicar empate técnico, a distância entre os presidenciáveis passou de seis para quatro pontos.
A expectativa é que o resultado da eleição para presidente seja anunciado por volta das 20h. O horário de verão vai atrasar o início da divulgação da apuração dos votos. A previsão do Tribunal Superior Eleitoral é que seja concluída às 19h30 do horário de Brasília, mas a divulgação do resultado só vai acontecer depois das 20h por causa da votação no Acre, que só acabará às 20h (17h do horário local).
* Texto de O Globo