sexta-feira, 11 de maio de 2012

Vale tudo.

Vale tudo – Arruinar a respeitabilidade de Roberto Gurgel, procurador-geral da República, é o objetivo do maior do PT, pois é preciso salvar a pele dos 38 mensaleiros que serão julgados em breve no Supremo Tribunal Federal. E caberá a Gurgel manter as acusações contra esses criminosos que venderam um mandato por mesadas regulares e imundas. Querer arrastar Gurgel para o olho da CPI do Cachoeira é atropelar a Constituição Federal, que impede que membros do Ministério Público deponham como testemunhas em casos em que eles próprios são os denunciantes.
O PT e a base aliada se juntaram para cumprir as ordens do ex-presidente Lula, que nos bastidores e à distância comanda a operação para salvar a própria imagem e os mensaleiros. Essa manobra é rasteira e não deve ser levada em consideração. A...lguns petistas protestaram na quarta-feira (9) contra a fala de Gurgel, que classificou o ataque que sofre como resultado do medo daqueles que serão julgados por envolvimento no escândalo que ficou nacionalmente conhecido como o “Mensalão do PT”. Alguns petistas cinco estrelas disseram que Roberto Gurgel deveria ser mais humilde ao responder às críticas. É no mínimo uma piada de mau gosto um grupelho de acometidos pela soberba falar em humildade.
No DIRETO DA CORTE, o jornalista Ucho Haddad, editor do ucho.info, analisa o golpe rasteiro que o PT quer aplicar e mostra que os donos do poder estão dispostos a tudo e mais um pouco para implantar no Brasil o totalitarismo.
*UCHO.INFO

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O crime compensa?


QUEM FOI MESMO QUE DISSE A ASNEIRA DE QUE O CRIME NÃO COMPENSA E QUE NÃO EXISTE O CRIME PERFEITO?

Algumas vezes a corrupção também mata.

Começou hoje o julgamento dos assassinos do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Assassinado em 2002.
Os réus negam sua participação.  Acredito, são apenas laranjas.Os mandantes, os verdadeiros mandantes jamais serão pegos ou julgados.

"A promotoria sustenta que a morte de Celso Daniel está ligada a denúncias de corrupção na administração pública de Santo André. O então prefeito teria descoberto que o dinheiro do esquema de corrupção instalado na prefeitura para financiar campanhas eleitorais do PT estava sendo utilizado para arcar com gastos pessoais dos envolvidos.

Então, ainda de acordo com o MP, foi forjado um sequestro para encobrir a real motivação do crime. O corpo de Celso Daniel foi encontrado dois dias após sua captura com marcas de oito tiros em Juquitiba, São Paulo. Carvalho afirma que há uma "clareza solar" de que o prefeito foi torturado."
(Fonte - O Dia Online)

Fato é, que Celso Daniel não era nenhum exemplo de honestidade, como podemos confirmar acima no que a promotoria sustenta. Como todo bom petista, já naquela época estava coletanto propinas para seu imundo partido. Como se a corrupção fosse a coisa mais natural do mundo.
Após o crime, o irmão de Celso Daniel precisou se exilar na França devido a ameaças de morte.
Interessante toda esta sujeira, daria um ótimo romance policial.
É, alguns corruptos tem o fim que merecem, quem manda se envolverem com ladrões?
Te cuida Cachoeira, ou tuas águas vão rolar, hehehe...
Fico pensando, se este crime não tivesse acontecido, o que Celso Daniel seria atualmente. Ministro do Planejamento no lugar de sua ex-esposa?
Mas vamos cair na real, ele sabia demais, iria abrir o bico, ou ele mesmo estava desviando uma graninha por fora, um deste, ou estes todos foram os reais motivos de sua morte.
Os verdadeiros mandantes podemos imaginar, mas jamais poderemos provar, afinal, existe sim o crime perfeito.

Interessante, por coincidência, todos os que estavam diretamente ligados a Celso Daniel naquela época, hoje são importantes ministros. Um deles até caiu logo em seguida como o grande chefão e criador do mensalão. Provando ao mundo a imundice que se esconde por tras do PT e dos petistas.
Deve ser apenas realmente uma grande coincidência, não concordam?

Gilberto Carvalho, por exemplo, foi acusado pelos irmãos de Celso Daniel de participar do esquema de arrecadação de propina no ABC Paulista:  "Os irmãos do prefeito dizem que Carvalho chegou a confessar que certa vez levou no seu Chevrolet corsa preto uma mala com 1,2 milhão de reais para o então presidente do PT, José Dirceu . ( Fonte - Wikipédia - Gilberto Carvalho)

Para a polícia se tratou de um crime comum, apenas nisso. Nada em haver com politicagem. No entanto, casualmente uma e outra pessoa envolvida nas investigações na época, também é parente de outra atual ministra do governo PT. Eu disse, casualmente...
Quem quiser saber mais, a internet esta repleta de confiáveis sites sobre este crime perfeito.

Eu diria o seguinte, existe um velho ditado que diz: "LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO TEM MIL ANOS DE PERDÃO". Bom, este velho ditado esta completamente errado, o certo seria: "LADRÃO QUE ROUBA DE LADRÃO, VAI MAIS CEDO PARA O CAIXÃO."
Muito interessante, precisamos admitir, muito interessante toda esta história. Mas não devemos nos preocupar, Dilma, segundo Hillary Clinton, esta combatendo a corrupção. Hehehe, hihihi......
SiegmarMeltzer

Esposa de Temer, filho de Sarney, muitos outros políticos serão alvos de dossiês ligando-os a Cachoeira e à Delta.

Por Jorge Serrão:
Exclusivo –      A bela e jovem mulher do vice-Presidente da República, Michel Temer, pode ser a próxima vítima da onda de dossiês focados em triturar adversários, inimigos ou aliados nada confiáveis da máquina que aparelha o poder federal. Temer já teme que vazem na imprensa os elevados gastos mensais com compras feitas por sua discreta esposa. Os valores e bens adquiridos estariam acima da normalidade até para quem tem alto padrão consumista.
Mais preocupado que Temer – e que também anda com relações de atrito com a Presidenta Dilma Rousseff – é o Presidente do Senado. Tanto que José Sarney sentiu-se mal com informação de que seu filho Fernando seria um dos alvos preferenciais da fantástica fábrica de dossiês contra Carlinhos Cachoeira e seus aliados de lobby que tem na empreiteira Delta a principal base operacional-financeira. Sarney continua internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após ser submetido a um cateterismo e uma angioplastia com a colocação de stent.
Embora negue antecipadamente, quem tem motivos para preocupações com os vazamentos do “Delta do Cachoeira” é Sérgio Cabral Filho. O governador do Rio de Janeiro chegou a encenar, no final de semana, que nada tem a esconder de suas relações de amizade com o dono da Delta, Fernando Cavendish. Caso estoure uma bronca maior em dossiês, será nada fácil explicar como a Delta é sempre contemplada pelo    Governo Cabral com milionárias obras sem concorrência. Desde 2002, a empresa tem contratos de R$ 450 milhões com o Estado do RJ. Agora, o maior temor é que algum problema com a Delta afete as obras de conclusão do Estádio do Maracanã para a Copa de 2014.
Quem está bastante enrolado com denúncias sobre o esquema é o governador petista do Distrito Federal. Agnelo Queiroz teria intercedido em favor da construtora Delta, antes mesmo de tomar posse, pedindo a prorrogação de contratos. Quem ficou seriamente queimado, até agora, foi o senador Demóstenes Torres (ex-DEM), apanhado em comprometedoras ligações telefônicas com o “Clube” de Carlinhos Cachoeira. Mas a PF já tem informações de que pelo menos 15 senadores, direta ou indiretamente, fariam parte do esquema.
Até o momento, só existe desconfiança – sem provas totalmente concretas – de que a Delta opere um esquema idêntico ao mensalão. A Polícia Federal desconfia dos recursos milionários repassados pela empreiteira a empresas com ligações diretas com o lobista-contraventor Carlinhos Cachoeira. Parte da grana teria sido usada para fazer doações e pagamentos ilegais a políticos. Desde 2003, a empreiteira recebeu R$ 3,6 bilhões em contratos com o Governo Federal do PT. Só os R$ 862,4 milhões em recursos federais que encheram os cofres da empresa no ano passado pagaram obras em 20 Estados.
O homem-bomba
Apontado pela Polícia Federal como tesoureiro do esquema de Cachoeira, Geovani Pereira da Silva é o sujeito mais procurado do momento.
Único foragido da Operação Monte Carlo, o contador de Cachoeira seria o elo financeiro do “clube” com os políticos.
Caso reapareça vivo, Geovani deverá receber o convite de uma delação premiada para explicar como o bicheiro Carlinhos Cachoeira usou duas empresas de fachada — a Brava Construções e a Alberto & Pantoja — para movimentar R$ 39 milhões, entre 2010 e 2011, liberando os mensalões para os parceiros.
Agora tá tudo entendido!
O Governo e o PT tudo fizeram para instaurar uma CPI para investigar a relação Demóstenes x Cachoeira. A ideia era colocar uma cortina de fumaça no julgamento do Escândalo do Mensalão, livrando a cara da quadrilha comandada pelo Zé Dirceu. Só que o tiro saiu pela culatra: as investigações da PF e da imprensa mostraram que o Cachoeira é muito mais ligado a políticos do PT e da base aliada que ao Demóstenes Torres. Aí tentaram cancelar a CPI, mas já era tarde.
Agora são dois grandes escândalos para mostrar a verdadeira face desse governo. Sorte deles porque seus eleitores são analfabetos funcionais, e só entendem mesmo das esmolas que recebem. Quem elege essa turma não tem a mínima consciência de que a dinheirama roubada poderia ser aplicada em melhores escolas, melhores hospitais, melhor segurança pública etc.
É, o presidente Charles de Gaulle tinha mesmo razão.

"Dilma deixa roubar, tornando-se criminosa por omissão."

Dilma Rousseff, com o seu humor ácido, típico das mal amadas, quis fazer desse defeito inato um coringa para seu inerme governo, criando uma imagem falsa de seriedade, da mesma sorte que teve sua imagem de faxineira. Na hora da onça beber água, viu-se que tudo era uma farsa inventada pelos marqueteiros, uma mentirinha carioca.
O governo está com um grande problema nas mãos: a Construtora Delta. Dilma fazendo uso de sua enganosa imagem moralizadora, pediu à sua assessoria um “pente fino” nos contratos da construtora com o governo federal.A presidente da República quer saber se há irregularidade em alguma dessas obras. O Brasil assiste embevecido a mais uma cartada moralizadora da gerente.
Pergunto, como Dilma não enxergou o que a Delta andou fazendo com seu governo? Talvez tenha acreditado naquilo que a empresa fala de si mesma no seu “house organ”(*): “Atuando inicialmente no segmento rodoviário, a Delta Construção expandiu sua atuação para outros campos da engenharia: infra-estrutura urbana, saneamento, edificações, engenharia ambiental, entre outros. Baseada em sua filosofia empresarial e em estratégias de diversificação conquistou, ao longo de 46 anos, uma posição entre as melhores empresas de construção do país”.
Todavia existe um detalhe. Em setembro de 2010, a Controladoria-Geral da União (CGU), informou ao então presidente Lula e a sua poderosa ministra da Civil e mãe do PAC, Dilma Rousseff que o programa vinha sendo desencaminhado pela Delta: Superfaturamento, fraudes em licitações, pagamento de propinas e variadas modalidades de desvio de dinheiro público – inclusive com criminosa adulteração de materiais em obras de infra-estrutura.
O pior de tudo, é que Dilma depois de ser eleita mesmo sabendo de todas essas falcatruas, assinou mais 31 contratos com a Delta, ou seja a Construtora que a presidente sabia inidônea, recebeu quase R$ 1 bilhão do atual governo.
Portanto Dilma deixa roubar, tornando-se criminosa por omissão.
(*) House Organ: Instrumento que as empresas utilizam para a comunicação interna e externa
*Texto por Giulio Sanmartini

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Roberto Civita não é Rupert Murdoch"

Abaixo, alguns trechos do artigo escrito por Rodrigo Constantino - "Roberto Civita não é Rupert Murdoch" - evidenciam a situação em que o PT está tentando abafar a revista Veja. O artigo completo está em http://rodrigoconstantino.blogspot.com.br/.
E é justamente isso que está levando diversas pessoas a abrirem, no Facebook, grupos de apoio à revista, como é o caso de "Apoio à Revista Veja e à Democracia" .
"... linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista "Veja", na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta."
"... retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo."
"... atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Roussef, com a liberdade de expressão."
"... O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria "desmascarar o mensalão"."
"... blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de "Veja" com o bicheiro." "Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte. Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento — sem o qual não existe notícia — têm destaque, pela sua importância."
O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros. (mais um caso em que o PT procura criticar nos outros o que ele mesmo fez)Fica uma certeza:
Se a revista Veja obtinha informações sobre parlamentares e sobre o governo PTista através do bicheiro Cachoeira, significa que o bicheiro Cachoeira tinha tais informações por conta de sua grande ligação com todos eles.

Tomara que chegue logo o próximo sábado, quando receberemos novo número da revista Veja, a nossa revista predileta.
*Rodrigo Constantino - Editorial de O GLOBO

Os ecochatos, alarmistas e mentirosos, recebem o troco.


'O aquecimento global é uma mentira', é o que afirma o Climatologista Ricardo Augusto.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O guardião eleitoral com a autoridade posta em xeque


Alceu Penteado Navarro tem sido aconselhado por colegas de toga, tão antigos quanto ele no Tribunal de Justiça, a se afastar da presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) – ao menos até a conclusão do procedimento sobre o regime dos contracheques milionários, do qual se beneficiou. Alceu Navarro resiste à renúncia. A corte eleitoral era sonho antigo. Está convencido de que não praticou ilícito nem abusos – a verba por ele auferida tem natureza trabalhista e alimentar, logo direito seu, porque não tirou férias e licença-prêmio no tempo devido. Também apresentou justificativas, com juntada de documentos, para recebimento antecipado do dinheiro: graves problemas de saúde em família. No entendimento de desembargadores, Navarro não pode ter cerceado o direito à defesa, mas o cenário para ele é insustentável. Supõem que o presidente do mais importante TRE do País, o guardião-maior do processo eleitoral em um Estado com 30,6 milhões de eleitores, não terá condições emocionais de enfrentar tamanho desafio enquanto alvo de investigação do TJ e da Procuradoria-Geral de Justiça.
Avaliam que está em risco a longa história profissional de Navarro, jamais maculada, tantas vezes reconhecida em quase 40 anos de devoção à magistratura. Advertem que não pode ficar exposto quem preside um tribunal que decide sobre interesses políticos, numa quadra de partidos com os nervos à flor da pele e troca de acusações que podem contaminar o processo eleitoral. Esses desembargadores, que Navarro não ouve, alertam que o presidente do TRE tem de tomar as rédeas do pleito, ditar normas, estabelecer os rumos da disputa. Não pode ficar à mercê da suspeita. Recomendam que seria mais prudente e benéfico para a credibilidade da corte que ele saísse. ( Fausto Macedo. no O Estado de São Paulo)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A nefasta pretensão lulopetista.

Lula e seus sectários chegaram ao ponto em que acreditam que o PT não pode conviver com uma Procuradoria-Geral da República que não seja um braço do partido; com um Supremo Tribunal Federal que não seja uma seção do partido; com uma imprensa que não seja uma das extensões do partido.
Todos eles têm de ser desmoralizados para que, então, o PT surja no horizonte realizando a sua vocação: SER A ÚNICA INSTÂNCIA DE VERDADE.
*Reinaldo Azevedo.

Bicho esquerdista.

domingo, 6 de maio de 2012

O sindicalismo do atraso.

                        
Ao redor de mais um primeiro de maio, trava-se disputa entre as duas mais importantes centrais. Antes, de bastidores. Agora, de domínio público. A CUT procurando defender a substituição da atual contribuição obrigatória pela “negocial”.  Em verdade, troca não de seis por meia dúzia, mas por dúzia inteira, face ao valor muito mais elevado. Aliás, prova muito mais consistente do que essa marqueteira “renúncia financeira” -de propósito não outro senão o de deixá-la propositalmente se esboroar ao vento- seria a devolução dos milhões recebidos desde 2008 da partilha com o Ministério do Trabalho, que por sua vez divide com as centrais a metade do que lhe cabe do rateio do bolo sindical. E sem nenhuma fiscalização do TCU, como impôs o paizão Lula, que, além da generosa concessão, fez questão de vetar o artigo da lei dessa destinação. Este sim seria um significativo exemplo de abjuração...  Já a Força Sindical, defende obstinadamente a preservação da atual contribuição obrigatória, sob a alegação de que ela mantém o sindicalismo “forte”. Quanto ao patronato, basta cotejar o discurso de ontem com o mutismo de hoje. Há menos de uma década, a Confederação Nacional da Indústria divulgava animador trabalho sob o titulo “Associativismo em Foco; ações e resultados”, que já em seu prólogo enfatizava com todas as letras “que a reforma da organização sindical, mesmo que postergada, virá e exigirá movimento de antecipação e preparação”. Pena que tenha ficado só no papel. Nos dias atuais, resta apenas prudente silêncio sobre o tema. Aliás, Idêntico do que ocorre com demais entidades patronais. Todas não escondem sua preferência pela continuidade infinda da contribuição. Ainda que veladamente. Ora, verdadeiramente vigoroso e potencialmente institucional é o sindicalismo pluralista, sujeito à concorrência. Que exige extremado labor, competência, ética e transparência, invertendo o atual sistema e indo de encontro às reais necessidades do sindicalizado. Simplesmente fulmina a atual e nefasta “reserva de mercado”, acabando com as contribuições compulsórias, pois ao torná-las espontâneas, obriga as entidades  a trabalharem mais e melhor no trabalho de angariação de maior número de associados e, por conseguinte, obtenção de maiores receitas. Como ocorre nas entidades civis. De forma idêntica à antiga fase sindical, em que somente após dado estágio é que as entidades obtinham do Estado concessão da chamada “carta sindical” que lhes permitia a percepção de contribuições compulsórias. Não é por outra razão que se constata no carcomido sistema a existência de milhares de entidades (de trabalhadores e de patrões) cuja direção está aferrada ao poder há décadas. Algumas, conhecidas como insofismáveis capitanias hereditárias... Este é o retrato da legislação varguista, empedernida no atraso. Os tempos são outros, mas o modelo perempto é o mesmo. Que equipara os sindicatos a meras agências governamentais. Com sinal verde para muitos se servirem sem nenhum pejo, sugando suas obesas e generosas mamas, das quais escoam infindáveis vícios e mazelas, genitores do rentável meio de vida e de múltiplas concorridíssimas sinecuras. Ingrata e inglória a tarefa da chamada vanguarda sindical. A banda nada sadia lhe é infinitamente maior. Em tamanho e poder. Bem comparável a “cosa nostra”.  Somente sob o férreo respaldo do clamor popular é que o sindicalismo brasileiro será salvo, já que o Estado -através de seus governantes ávidos por preservação e perenidade de poder- habilmente se finge de morto. Afinal, (e com a escusa da inevitável repetição) é incontestável que nesta terra reforma sindical não dá voto (expediente que mais importa aos donos do Poder). Tira. E muito!  E em razão de claras peculiaridades de conduta política em relação ao seu antecessor, pelo menos no que diz respeito aos estritos termos de reforma da estrutura sindical, não esperem absolutamente nada da sucessora do governo do PT. Muito menos do Legislativo, exceto alguns trôpegos rompantes e casuísmos, os quais, se ocorrerem, quando muito, não passarão de enxertos e remendos meramente cosméticos. Do tipo “é preciso fazer alguma coisa para que tudo permaneça como está...” A própria denominação da contribuição obrigatória já mudou de rótulo, sem alterar o conteúdo. Até novembro de 1966, era cognominada de “imposto”, virando a partir daí “contribuição”. Mudança meramente semântica, pois não perdeu a personalidade jurídica de tributo, e como tal, obrigatório, por amparado no artigo 149 da Constituição.  Rendamo-nos, pois, à inquestionável evidência. Somos mesmo um país campeão na invenção de nomenclaturas que, geralmente, mudam somente a casca. Pródigo em governantes e legisladores com profunda avidez pela maquiagem semanticista. Pois não é que de uns tempos a esta parte, corrupção, falcatruas e desvios de conduta, sempre saqueando o erário e praticadas por salteadores da República, passaram a ser evocadas pelo ameno adjetivo de “malfeito”?    Ora, apenas os parvos, mal-esclarecidos ou os sempre mal-intencionados, deixarão de reconhecer que a septuagésima legislação prevalecente, cevada por Getúlio Vargas nos resquícios corporativistas e fascistas do regime italiano de seu colega Benito Mussolini e numa época longínqua em que o Brasil não passava de uma colônia agrícola, está –e de forma inequívoca- em posição diametralmente oposta às óbvias necessidades das relações do Trabalho exigidas pelo hodierno. Especialmente as de uma nação que se gaba de ocupar a sexta economia no ranking do mundo globalizado. É justamente aí é que reside grave e inegável contradição: o Brasil economicamente gigantesco e que nos enche de orgulho, é o mesmo que nos envergonha pelo atraso de um sistema sindical fossilizado e de portas escancaradas ao sistema sindical corrupto e corruptor.  Urge, sim, a adoção do associativismo, em sua mais profunda acepção. Imperativo, sim é a ratificação da Convenção 87 da OIT, assinada pelo Estado brasileiro em 1948 (há 54 anos) e até hoje permanece amarelecida na gaveta.  Grotesca e estapafúrdia é a contradição dos nossos governantes. Acaba de travar-se uma briga de foice pelo cumprimento de um tratado de Estado (Lei Geral da Copa) assinado pelo ex-presidente com a FIFA. Todavia, sequer foi, é ou continuará a ser lembrado (e cobrado com a responsabilidade exigida) obrigatório cumprimento institucional do Brasil como signatário há mais de meio século de  tratado firmado com a OIT- Organização Mundial do Trabalho... Coisa muito mais séria do que sediar uma Copa do Mundo de futebol, de efêmeros 30 dias. Mas esta, além de votos é claro, rende também outros muitos manjadíssimos rendimentos à classe política dominante... E como rendem!  Enfim, o que espera o sindicalismo brasileiro que em 2013 completará formais 70 anos? Já não passou da hora de dar-lhe um salutar e benfazejo “bem-feito”, mudando o caduco, pecaminoso e vergonhoso modelo por de conteúdo digno, ansiado e exigido pelos mais comezinhos princípios republicanos do Brasil da atualidade?

*Fernando Alves de Oliveira - Consultor Sindical Patronal, autônomo e independente, autor dos livros O sindicalismo brasileiro clama por socorro, e S.O.S.SINDICALpt –ambos editados pela LTr- de palestra direcionada e dezenas de  artigos sob o tema sindical.
Acervo em http://falvesoiveira.zip.net/
Contatos: falvesoli40@terra.com.br