quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Socialismo bolivariano: camisinhas a R$ 57 na Venezuela.


Os venezuelanos já têm que enfrentar longas filas para comprar frango, açúcar, remédios e outros produtos básicos. Mas a escassez chegou a outro setor — o sexo. Preservativos são raramente encontrados nas prateleiras e quase impossíveis de pagar. Muitos consumidores recorrem a sites de leilões para achar produtos agora raros. Em um deles, por exemplo, um pacote com 36 preservativos era vendido esta semana por 4,760 bolívares ( cerca de U$755 ou R$ 2.074). A quantia exorbitante é quase o salário mínimo do país — 5,600 bolívares.

— O país está tão bagunçado que agora precisamos enfrentar fila até para fazer sexo. Chegamos muito baixo — lamentou Jonatan Montilla, um diretor de arte de 31 anos.

O colapso dos preços do petróleo acentuou a escassez de bens de consumo — de fraldas a desodorantes nesse país da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo) que importa a maior parte do que consome. Como as exportações de petróleo representam cerca de 95% das receitas do governo, e o preço do barril despencou 60% nos últimos sete meses, a economia está à beira do colapso, com 75% de chances de quebrar nos próximos 12 meses se os preços do produto não se recuperarem.

IMPACTO SOCIAL
Mas esse acesso restrito aos preservativos tem um impacto muito maior que a decepção por romances frustrados. A Venezuela tem um dos maiores índices de gravidez na adolescência — 83 a cada 1.000, segundo o Banco Mundial. E tem, ainda, as maiores taxas de infecção pelo vírus HIV da América do Sul, atrás somente de Paraguai e Brasil, de acordo com dados das Nações Unidas.

— Sem camisinhas, não podemos fazer nada. Essa escassez ameaça todos os programas de prevenção que temos desenvolvido em todo o país — disse Jhonatan Rodriguez, diretor da ONG StopHIV, baseada na Ilha Margarita.

Outro temor é que, num país onde a interrupção da gravidez é ilegal, a falta de camisinhas e outros métodos contraceptivos faça crescer o número de mortes de mulheres em clínicas de aborto clandestino. E vai ainda ter um impacto econômico de longo prazo por afastar jovens mulheres das escolas e do mercado de trabalho.

— A gravidez indesejável entre as adolescentes será a marca do fracasso do governo. Fracasso econômico, fracasso na saúde pública e na política educacional — denunciou o médico ginecologista Carlos Cabrera, vice-presidente local da ONG britânica International Planned Parenthood Federation.
* Via Internet

Renan dá golpe com apoio da base alugada e acaba com a democracia no Senado.

Renan Calheiros (PMDB-AL) e Aécio Neves (PSDB-MG) "[bateram boca no Senado]":http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/02/1585315-em-sessao-tensa-renan-e-aecio-batem-boca-no-senado.shtml
 
(Folha Poder) Em sessão tensa na noite desta quarta-feira (4), com direito a bate-boca e dedo em riste, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), conseguiu aprovar manobra que garantiu a seus aliados os cargos de comando da Casa. Com ajuda do PT, Renan colocou em prática uma operação costurada para deixar de fora dos postos PSDB e PSB, que fizeram oposição a sua reeleição. 
Aliados do peemedebista reconhecem, nos bastidores, que o presidente da Casa quis medir forças com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que luta para se consolidar como líder da oposição na Casa. 
Apesar de ser tradição do Senado a divisão das vagas na Mesa Diretora de acordo com o tamanho das bancadas dos partidos, o grupo de Renan conseguiu aprovar indicações de partidos que apoiaram sua recondução do presidente do Senado. Sob fortes protestos da oposição, que acusou Renan de "tratorar" a escolha em favor de seus aliados e apequenar o Senado, as duas vice-presidências, quatro secretarias da Mesa Diretora e suas respectivas suplências serão ocupados pelo PT, PMDB, PP, PDT e PR. 
Com exceção do PDT, todas as siglas apoiaram a candidatura de Renan para presidir o Senado.
Com a manobra, o PSDB e o PSB, que teriam direito a dois cargos, foram excluídos da Mesa Diretora. O PDT conquistou a vaga porque indicou o senador Zezé Perrella (MG) para a terceira secretaria, que é aliado de Renan –nenhum outro pedetista foi aceito pelo grupo do presidente do Senado. 
Por ser a terceira maior bancada, o PSDB teria direito a indicar o primeiro-secretário, que comanda a espécie de "prefeitura do Senado, mas abriu mão de entrar na disputa depois que os aliados de Renan indicaram o senador Vicentinho Alves (PR-TO) para o cargo. 
A articulação do peemedebista provocou um forte bate-boca com Aécio. Após as negativas de Renan aos apelos dos oposicionistas para reavaliar a situação, no microfone, Aécio cobrou o peemedebista. "Vossa excelência será o presidente dos ilustres senadores que o apoiaram, mas Vossa Excelência perde a legitimidade de ser presidente da oposição. Vossa Excelência apequena essa Presidência", disparou o tucano. O tucano retrucou e indiretamente lembrou que o colega foi alvo das manifestações de rua de junho de 2013. "Perdi de cabeça erguida. Olho nos olhos do cidadão, eu falo com a população brasileira. Vossa excelência perdeu a dignidade desse cargo", soltou. 
Na sessão, Aécio teve o apoio dos líderes da oposição e do PSB, que fizeram acusações a Renan. "Isso é cretinismo parlamentar. O PSB foi o partido que ousou apresentar o nome daquele que concorreria com o senador Renan", atacou Lídice da Mata (PSB-BA). 
A escolha dos membros da Mesa ocorreu em reunião realizada na casa de Renan. Além do presidente do Senado, participaram da articulação os senadores Humberto Costa (PT-PE), Jorge Viana (PT-AC), Eunício Oliveira (PMDB-CE), José Pimentel (PT-CE), Romero Jucá (PMDB-RR) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL). A chapa escolhida pelo grupo pró-Renan foi aprovada pela maioria do plenário do Senado. Sem reagir aos ataques, o peemedebista negou que tenha articulado a indicação de seus aliados para a Mesa Diretora. "Quem escreve a chapa não é o presidente, são os líderes", justificou. 
http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2015/02/renan-da-golpe-com-apoio-da-base.html

Por que empresas estatais tendem à corrupção e à ineficiência.

Suponha que você é um grande empreiteiro.  Sua maior fonte de lucro advém das obras que você faz para o governo.  São obras de grande porte e a fonte pagadora não utiliza o dinheiro próprio, mas sim o dinheiro que confiscou de terceiros via impostos.  Trata-se de um arranjo que já começa propenso ao descuido e ao desperdício por parte do contratante. 
Você, como contratado, sabe disso e irá se esforçar para encarecer ao máximo o preço de seus serviços oferecidos ao governo.  Por que não?  Além de o governo não trabalhar com dinheiro próprio, ele também não opera dentro do mercado, o que significa que ele não tem de se preocupar com o sistema de lucros e prejuízos.  Tampouco ele é capaz de precificar corretamente o valor que deve pagar por suas obras.
Suponha agora que você é um político que está no comando de uma grande estatal do setor petrolífero.  Trata-se de um setor que está constantemente fazendo obras vultosas para sua expansão, seja para construir novas plataformas marítimas, seja para desenvolver novos maquinários ou construir novas refinarias.  Você tem de contratar empreiteiras para fazer esses serviços.
E aí acontece o casamento perfeito.
O político irá se aproximar do empreiteiro e ocorrerá o seguinte diálogo:
Político: Estou no comando de uma grande estatal do setor petrolífero e vamos fazer uma vultosa obra para expandir as operações.  Vamos construir uma refinaria.
Empreiteiro: Ótimo, sou o homem certo para o serviço.  Minha empresa é conceituada e, como o senhor deve se lembrar, fez generosas doações de campanha para o seu partido.
Político: "Não me esqueci dessa bondade. E, exatamente por isso, farei com que a sua empreiteira vença a licitação para fazer o serviço."
Empreiteiro: "É sempre bom ter amigos influentes".
Político: "E a estatal irá pagar a vocês um preço bem acima do de mercado para a construção da refinaria."
Empreiteiros: "É maravilhoso ter amigos influentes".
Político: "Porém, como vou ter de me esforçar para fazer com que a sua empreiteira vença a licitação, quero ganhar algo nesse meu trabalho."
Empreiteiro: Estou ouvindo.
Político: Pensei em um arranjo que será excelente para nós dois; um arranjo em que nós dois ganharemos e muito.
Empreiteiro: Continuo ouvindo ansioso.
Político: Eis o esquema: vou utilizar meu tráfico de influência para fazer com que sua empreiteira ganhe a licitação para a obra, a estatal que eu comando irá lhe pagar um valor bem acima do de mercado por essa obra (aquilo que a mídia golpista chama de 'superfaturamento') e, em troca dessa minha gentileza, você coloca um "troquinho" no meu bolso, uma pequena porcentagem do valor total da obra.  Como todo o dinheiro está saindo da estatal, você não arcará com absolutamente nada.  Apenas uma pequena fatia que iria para a sua empreiteira vai parar no meu bolso.
Empreiteiro: Acho justo.  Mas isso não vai afetar o caixa da estatal, seu patrimônio líquido e, consequentemente, prejudicar o superfaturamento de obras futuras?
Político: Não se preocupe.  Qualquer zebra, o Tesouro cobre.  Ou então o governo aumenta o preço da gasolina.  Afinal, as estatais são do povo — no caso, apenas os passivos.
Empreiteiro: kkk!
Político: kkk!
Empreiteiro: Magnífico.  Quando começamos?
Político: Já começamos.
Esse esquema entre estatais e empreiteiras, envolvendo superfaturamento, fraudes em licitações e desvio de recursos das estatais para o pagamento de propina a políticos é tão antigo e tão básico, que é impressionante que apenas agora as pessoas demonstrem surpresa com ele.
Toda a esquisitice já começa em um ponto: por que os políticos disputam acirradamente o comando das estatais?  Por que políticos reivindicam a diretoria de operações de uma estatal?  Que políticos comandem ministérios, vá lá.  Mas a diretoria de operações de estatais é um corpo teoricamente técnico.  Por que políticos?  Qual a justificativa?
Quem acompanha o jornalismo político já deve ter percebido que os partidos políticos que compõem o governo federal não se engalfinham tanto na disputa de ministérios quanto se engalfinham na disputa para a diretoria de estatais.  É óbvio.  É nas estatais que está o butim.  As obras contratadas por estatais são mais vultosas do que obras contratadas por ministérios.  O dinheiro de uma estatal é muito mais farto.  E, quanto mais farto, maior a facilidade para se fazer "pequenos" desvios.
Isso, e apenas isso, já é o suficiente para entender por que políticos e sindicalistas são contra a privatização de estatais.  Estatais fornecem uma mamata nababesca. 
Quando políticos e sindicalistas gritam "o petróleo é nosso", "o minério de ferro é nosso", "a telefonia é nossa", "a Caixa é nossa", saiba que eles estão sendo particularmente honestos: aquele pronome possessivo "nosso" se refere exclusivamente a "eles", os únicos que ganham com todo esse arranjo.
Por que estatais são ineficientes
Mas a necessidade de privatização das estatais não está apenas no campo ético.  Há também argumentos técnicos e econômicos.
Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de maneiras um tanto distintas.  Eventuais maus negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.
Os problemas de haver empresas nas mãos do estado são óbvios demais: além de o arranjo — como explicado acima — gerar muito dinheiro para políticos, burocratas, empreiteiras ligadas a políticos, sindicatos e demais apaniguados, a teoria também diz que uma empresa ser gerida pelo governo significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.
Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.
Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?
Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.
O interesse do consumidor — e até mesmo de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser considerada.
Como mostram os esquemas de propinas em licitações, estatais não operam de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado.  Elas não operam segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos.  Se uma empresa genuinamente privada se dispusesse a pagar um preço mais alto que o de mercado para contratar empreiteiras para fazer obras, seu capital (patrimônio líquido) seria destruído, seus acionistas se desfariam de suas ações, o valor de mercado da empresa despencaria e, na melhor das hipóteses, ela teria de ser vendida para outros controladores "a preço de banana".
Por não ter uma racionalidade, uma preocupação com lucros e prejuízos, as estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, cujos políticos do partido estão em seu comando.  Consequentemente, estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.
Já nas empresas privadas que operam em ambiente de livre concorrência a situação é diferente.  Os sinais de preços emitidos pelo mercado, bem como a preocupação em ter lucros e evitar prejuízos, comandam as decisões.  O sistema de lucros e prejuízos mostra como os recursos escassos estão sendo empregados.  Se corretamente, os consumidores recompensam as empresas propiciando-lhes grandes lucros; se erroneamente, os consumidores punem as empresas impondo-lhes prejuízos. 
Uma expansão ou um corte nos investimentos é algo que será guiado pelo balancete das empresas.  Não interessa se a empresa é grande ou micro: ela estará sempre em busca da lucratividade.  E a lucratividade sempre será, em última instância, determinada pela decisão voluntária dos consumidores.
Por que as estatais devem ser privatizadas
Empresas privadas obtêm seus fundos por meio de investidores que estão atrás de lucro (inclusive bancos) e de consumidores que voluntariamente optam por consumir seus bens e serviços.  É essa alocação de fundos feita por consumidores e investidores, guiados por sua presciência e preferência temporal, que vai direcionar os recursos para as mais lucrativas — e, portanto, mais úteis — aplicações. 
Empresas privadas podem adquirir seus fundos somente por meio de consumidores e investidores; em outras palavras, elas podem arrecadar fundos somente daquelas pessoas que valorizam e compram seus serviços, e daqueles investidores que estão dispostos a arriscar seu capital poupado investindo-o em algo que acreditam poder gerar algum lucro futuro. 
Ou seja: no mercado, pagamento e serviços são coisas indissoluvelmente complementares. 
Já uma estatal, que tem como principal acionista o governo, pode conseguir o tanto de dinheiro que quiser.  O governo não possui rédeas sobre si mesmo; ele não está sob a exigência de satisfazer o teste de lucros e prejuízos que mede a qualidade do serviço ofertado a seus consumidores, algo que, no mercado, é o que permite a uma empresa obter fundos.  
Empresas privadas — aquelas que operam em um ambiente de genuína livre concorrência, sem receber subsídios, benefícios e proteções do governo — podem adquirir seus fundos apenas de consumidores satisfeitos e de investidores guiados pelo mecanismo de lucro e prejuízo. 
Já uma estatal pode adquirir seus fundos de acordo com a vontade dos políticos que estão no governo.
Uma vez que não há rédeas, deixa de haver também qualquer chance de o governo alocar recursos racionalmente.  Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de entrega de cartas.
Com efeito, não há como o governo saber o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está envolvido.  Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter. 
O sistema de lucros e prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos.  Tal guia não existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum setor em específico. 
Defensores de empresas estatais podem contra-argumentar dizendo que o governo poderia simplesmente dizer a seus burocratas para agirem como se estivessem em uma empresa em busca de lucros e que operassem da mesma maneira que uma empresa privada.  Mas há dois defeitos nessa teoria.  
Primeiro, é impossível brincar de empresa.  Empreender significa arriscar o próprio dinheiro em um investimento.  Burocratas e políticos não têm incentivo real em desenvolver habilidades empreendedoriais, em se ajustar de fato às demandas do consumidor.  Eles não arriscam a perda do próprio dinheiro no empreendimento. 
Segundo, fora a questão dos incentivos, mesmo os mais ávidos administradores estatais não poderiam operar como se fossem empreendedores privados.  Independente do tratamento concedido ao empreendimento após ela já ter se estabelecido, a criação da empresa é feita com dinheiro de impostos — portanto, por meio da tributação coerciva.  Essa empresa estatal já nasceu com um grave defeito "enraizado" em seus órgãos vitais. 
Ademais, quaisquer gastos futuros poderão ser feitos utilizando-se de novos aportes do Tesouro ou de receitas tributárias, o que faz com que as decisões dos administradores estejam sujeitas aos mesmos vícios.  A facilidade de se obter dinheiro irá inevitavelmente distorcer as operações da empresa estatal.
Conclusão

Por tudo isso, investimentos feitos por uma estatal nunca poderão ser feitos da maneira correta, seus serviços nunca serão prestados de maneira satisfatória, e sempre haverá desperdício de recursos, gritante ineficiência e corrupção.  Esta é uma realidade inevitável.  Não se trata de ideologia; é pura ciência econômica. 
*Autores:
Murray N. Rothbard, (1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute.
Leandro Roque é o editor e tradutor do site do  Instituto Ludwig von Mises Brasil.

Digitais da corrupção.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Dilma aceita pedido de demissão de Graça Foster da Petrobras, diz fonte do governo.

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente da República Dilma Rousseff aceitou pedido de demissão da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e procura definir um nome para ocupar o cargo ainda em fevereiro, disse nesta terça-feira uma fonte do governo.
O governo busca um executivo para comandar a Petrobras que preferencialmente seja ligado ao setor, disse a fonte à Reuters, na condição de anonimato.
Dilma também quer realizar mudanças em algumas diretorias da Petrobras, acrescentou a fonte, destacando que o objetivo é ter uma nova diretoria composta por nomes do mercado e também da empresa.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Haddad faz da Prefeitura de São Paulo, cabide de emprego de petistas sem mandato.

(Foto:Paulo Pinto/Analítica/VEJA)
Fernando Haddad e Alexandre Padilha se abraçam durante evento de campanha neste ano. 
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, continua seguindo à risca a cartilha petista de dar uma mãozinha para quem acaba desempregado após perder as eleições. Depois de nomear o ex-senador Eduardo Suplicy (PT) para a Secretaria de Direitos Humanos, Haddad ofereceu uma pasta para Alexandre Padilha, candidato derrotado ao governo de São Paulo, que aceitou o convite. Padilha assumirá a Secretaria de Relações Governamentais, responsável pela articulação política entre o prefeito e a sua base na Câmara Municipal. O convite foi feito pelo secretário de Governo, Chico Macena, novo homem forte da gestão, que também ofereceu as secretarias da Saúde ou da Coordenação das Subprefeituras. Na semana passada, o ex-ministro havia afirmado que não aceitaria ocupar cargos na administração Haddad para se dedicar às atividades do partido. Mas mudou de ideia.  Além de dar cargos para os petistas derrotados, Haddad distribuiu as secretarias entre os partidos aliados já pensando em sua candidatura à reeleição em 2016. A Secretaria da Educação foi entregue a Gabriel Chalita (PMDB) — desde já cotado para ser vice na chapa de Haddad em 2016. Na cota de Gilberto Kassab (PSD), novo ministro das Cidades, Marco Aurélio Cunha assumiu a presidência da São Paulo Turismo (SPTuris); e Marcelo Nobre, por indicação do PR, a secretaria de Negócios Jurídicos. (Com Estadão Conteúdo)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Dilma poder estar entre os réus da investigação da "Operação Lava-Jato".

Em uma reportagem de página inteira publicada na quinta-feira (15), o diário econômico francês Les Echos relata que "a maior empresa brasileira foi infiltrada por uma máfia ligada ao poder político". Incapaz de apresentar seu balanço financeiro, escreve Les Echos, a Petrobras é um "transatlântico à deriva".

O diário adverte os investidores de fundos que detêm títulos da Petrobras no exterior, principalmente os chamados fundos abutres, "planam sobre a dívida colossal" da petrolífera brasileira. A maior multinacional do Brasil, que já foi o orgulho do país e tem valor de mercado estimado em US$ 100 bilhões, está desmoronando com as revelações da Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Les Echos explica o escândalo de corrupção desde o início, a partir da prisão do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que assinaram acordos de delação premiada para diminuir eventuais condenações.
O jornal conta a existência de uma comissão de 3% cobrada por Costa nos contratos com fornecedores, a fim de financiar o caixa dois dos partidos políticos no poder. Revela as tentativas de denúncia da geóloga Venina Velosa, os contratos superfaturados, a conivência das empreiteiras, enfim, tudo o que os brasileiros têm ouvido e visto nos jornais e na TV "completamente aturdidos".
A Operação Lava Jato tem semelhanças com a operação Mãos Limpas, que desmantelou as ligações da máfia com os políticos e juízes na Itália. Mas o problema, conforme destaca Les Echos, é que o Brasil está longe de tirar as mesmas lições que os italianos, no caso da Petrobras.

Inquérito nos EUA

O "drama" da Petrobras ultrapassou rapidamente as fronteiras do Brasil. As ações da petroleira estão em queda livre nos mercados internacionais e fundos abutres manobram para cobrar rentabilidade antecipada, reporta o jornal.
A Petrobras é alvo de investigação nos Estados Unidos, acumula uma dívida de US$ 135 bilhões e precisa de novos empréstimos para explorar as reservas do pré-sal, relata Les Echos. Se a empresa não publicar seu balanço do terceiro trimestre do ano passado - que auditores independentes se recusaram a corroborar pela possível maquiagem das contas -, a empresa será punida e os fundos abutres vão cobrar compensações.
Nesse mar de lama, que a presidente Dilma Rousseff afirma "vir de inimigos do exterior", destaca Les Echos, empresas francesas que fornecem para a Petrobras também podem sair prejudicadas.
O jornal encerra o texto com uma declaração do jurista Walter Maierovitch, ouvido na reportagem: "A corrupção está ganhando terreno no Brasil. Caso medidas urgentes não sejam tomadas, o Brasil corre o risco de se tornar um país dominado por ladrões."
*Tomaz Silva/ Agência BrasilRFI )

E aí "Cardozão"?


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Por que Dilma não demite Graça Foster?


Empreiteiros do "petrolão" ameaçam Dilma e Lula.

A reportagem-bomba da edição da revista Veja que chega às bancas neste sábado é quente. Chega a sapecar. É que a Operação Lava-Jato, cujo inquérito é conduzido pelo Juiz Sergio Moro, avança para a fase decisiva.
Há uma penca de empresários grandalhões presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde corre o inquérito. São executivos e até mesmo os próprios donos das empreiteiras que estão envolvidas na roubalheira da Petrobras, fato conhecido como o petrolão, uma espécie de continuidade do mensalão. Sim, porque como todos sabem o PT não é um partido normal, mas uma organização revolucionária que dirige o Foro de São Paulo, o aparelho comunista fundado pelo Lula sob a orientação direta de Fidel Castro. A fundação do Foro se deu em 1990, em São Paulo.
Como partido revolucionário o PT, ao mesmo tempo que esquenta os bolsos de seus sequazes, procura fazer caixa com dinheiro alheio para comprar até a mãe do capeta, se é que o diabo tem mãe.
O objetivo do PT é usar as instituições democráticas, como o Poder Judiciário e o Congresso Nacional para mais adiante, mediante subornos astronômicos com dinheiro público, aparelhar todas as instâncias da administração pública até não haver mais quaisquer resquícios de resistência. Na Venezuela o Foro de São Paulo já alcançou seus objetivos. O país foi cubanizado.
No Brasil a coisa já está bem adiantada. Mas ainda restam de pé alguns patriotas em segmentos do judiciário, como é o caso do Juiz Federal Sergio Moro que, a partir de uma investigação rotineira sobre lavagem de dinheiro, puxou o fio de uma meada gorda.
Segundo a reportagem-bomba de Veja, os executivos presos estão revoltados porque enquanto dormem pelo chão da carceragem e comem de marmita os políticos continuam leves e soltos desfrutando a boa vida do poder e do dinheiro.
Todavia, em que pese essa situação humilhante e vexatória, esses grandalhões das empreiteiras ainda não abriram o bico. Até agora falaram apenas abobrinhas.

Sem chance de obterem habeas corpus, haja vista as provas que pesam contra eles coligidas pela Justiça, resolveram partir para o ataque. Segundo a reportagem os outrora poderosos empreiteiros se sentem humilhados e agoniados com a prisão e, por isso, partiram para o tudo o nada ameaçando Lula e Dilma. Afinal, a roubalheira começou durante o governo de Lula e prosseguiu no governo da Dilma.
O mote principal da reportagem de Veja é revelar a estratégia dos executivos das construtoras na defesa dos processos da Operação Lava-Jato. Réus por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, eles estudam trazer para a cena do crime, com nomes e sobrenomes, o topo da cadeia de comando do petrolão
Resumindo: na fase decisiva da Operação Lava-Jato são todos contra todos, numa verdadeira briga de foice e martelo no escuro com reflexos vermelhos.

A coisa está feia como nunca antes neste país. Por isso mesmo vale a pena correr cedinho às bancas para obter o exemplar desta edição de Veja que, enquanto escrevo estas linhas, já causou mal-estar nas redações dos demais veículos da grande imprensa nacional.
Nestas alturas diversas reuniões de pautas movimentam as redações à procura de matérias que minimizem o estrago, ou seja, viabilizem a manutenção da blindagem de Lula, Dilma et caterva.
*MOVCC