domingo, 5 de julho de 2015

A conquista do fogo pela inventora da mulher sapiens recomenda a troca do terninho vermelho por uma camisa de força.

Um trecho do Discurso da Tocha, improvisado por Dilma Rousseff para acender simbolicamente a pira olímpica de 2016, anaboliza a suspeita de que o neurônio solitário, seviciado pelo sol do Rio de Janeiro, ultrapassou o ponto de combustão e sucumbiu ao curto-circuito. As faíscas viraram chamas. E o pedaço da cabeça que governa o raciocínio lógico foi incinerado.
Só um estrago de bom tamanho pode explicar o conteúdo do vídeo. Com apenas três frases abaixo transcritas sem retoques, a presidente ergueu em 30 segundos um portentoso monumento à maluquice:
1. “Dentre todos os processos tecnológicos que a humanidade criou, dois se destacam”.
Quem estaria na comissão de frente do bloco dos processos tecnológicos que a humanidade criou? A mandioca e a mulher sapiens? A mandioca e o milho? A mandioca e o Petrolão? Nenhuma das opções, corrige a continuação do besteirol.
2. “Um é a imensa… o imenso poder, o (sic) imensa força, a imensa capacidade de desenvolvimento que, em qualquer atividade… humana, tem um processo chamado cooperação”.
Sabe-se agora que, para Dilma, cooperação é um processo tecnológico. Falta saber que diabo de “cooperação” é essa. A última frase também não tem pé nem cabeça. Mas pelo menos é mais concisa:
3. “E o outro foi a conquista do fogo”.
Para Dilma Rousseff, portanto, o fogo foi conquistado e o evento se destaca entre os processos tecnológicos criados pela humanidade. Antes do Discurso da Tocha, até os doidos de pedra achavam que nunca existiu uma conquista do fogo: o fogo foi descoberto.
Depois do que Dilma disse, continuam achando que o homem descobriu o fogo. Mas agora os fregueses do hospício querem descobrir por que a colega do Sanatório Geral ainda usa aquele terninho vermelho em vez de uma camisa de força.(Augusto Nunes )

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