sábado, 20 de agosto de 2011

Garganta profunda.

E o governo quer que a população contribua mais tempo para o INSS, como se esse dinheiro voltasse, de alguma forma, em benefícios para os escravos financiadores das mordomias reais e roubos palacianos. Isso se chama COVARDIA! E ainda por cima vetam o reajuste real do valor das aposentadorias. É simplesmente inacreditável! A Saúde Pública no Brasil é escandalosamente covarde, ineficiente, desrespeitosa, ineficaz, quase inexistente!
Onde está a fortuna que o brasileiro paga de INSS? No bolso de quem? Pois em serviços não está sendo aplicado, isso é certo! Como podem os políticos deitarem suas cabeças em paz nos seus travesseiros? Que garganta profunda é essa que nada sacia a sede de dinheiro?
Essa política de extorquir dinheiro do contribuinte está ficando pornográfica! A Controladoria Geral da União (CGU), declarou este ano, em maio, que foram desviados do Ministério da Saúde, nos últimos 8 anos, mais de R$1.500.000.000,00 (caso alguém tenha alguma dúvida, já que é tanto zero, é isso mesmo meus amigos, 1 BILHÃO E 500 MILHÕES de Reais, desviados por Estados e Municípios! COMO PODEM ROUBAR TANTO? Pergunto eu para quê servem a Polícia Federal, Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União e centenas de órgãos mais que deveriam fiscalizar o uso do dinheiro público, afinal são TODOS sustentados pela população! 
*Recebido por e-mail, via grupo resistência democrática.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Itamaraty sabia o que estava fazendo ao endossar a carnificina na Siria.

Quando o Itamaraty, junto com a Índia e a África do Sul, assinou a declaração contra a aplicação de sanções contra Bashar al-Assad que ha cinco meses vem promovendo um massacre contra manifestantes desarmados, alegando que o ditador tinha prometido “reformas políticas” e precisava apenas de tempo para coloca-las em prática, a diplomacia brasileira já sabia que isso era mentira e que o “tempo” que Assad pedia seria usado exatamente para o contrário.
Desde então, ele acrescentou também sua marinha aos blindados e à aviação que já vinha usando contra as cidades mais envolvidas na rebelião. Hama, que seu pai, Hafez, tornou tristemente célebre em 1982 quando a bombardeou por dias a fio matando pelo menos 40 mil pessoas pelas mesmas razões que o filho repete a dose agora, foi varrida, a partir do mar, por uma verdadeira tempestade de balas de metralhadoras pesadas e, em seguida, invadida pelas tropas de Assad que iam de casa em casa arrombando portas e fuzilando sumariamente todos que encontrava, mulheres e crianças inclusive.
Feito o “serviço”, a televisão estatal síria transmitiu, em 4 de agosto, cenas horripilantes de pedaços de corpos flutuando nas águas vermelhas de sangue do rio Orontes, que atravessa a cidade, para sinalizar aos manifestantes do resto do país o que os esperava. Para o exterior, disse cinicamente que se tratava de corpos dos seus soldados “despedaçados pelos manifestantes”.
Não parou por aí, como se sabe. Depois de Hama, os subúrbios de Damasco também passaram por uma carnificina, assim como as cidades de Deir al Zour, Abu Kamal e Latakia. Mais de 2.500 pessoas foram trucidadas até agora.
A redobrada brutalidade que o Itamaraty vem ajudando a prolongar apenas confirma o que fontes ligadas ao serviço secreto israelense já tinham antecipado em relatórios circunstanciados demais para serem postos em duvida que foram publicados no mundo inteiro.
Assad estava correndo contra o relógio.
Cerca de 80% de sua força militar é constituída por soldados conscritos. No dia 2 de agosto (um dia antes do Itamaraty perpetrar a sua perfídia), quando terminava o prazo de serviço de 6 mil deles, o governo anunciou um decreto revogando a sua baixa. É que a chamada de reservistas feita no início de 2011 teve menos e 30% de respostas. Ao mesmo tempo, as deserções vêm aumentando todos os dias. Em meados de julho, 12 mil soldados foram oficialmente declarados desertores. O numero teria subido para 18 mil, segundo fontes israelenses, até a segunda semana de agosto.
Ate 7 de agosto passado seu ministro da defesa, general Ali Habib, de 72 anos, ainda foi visto dando expediente normalmente em seu gabinete. Desde o dia 8, porém, ele desapareceu misteriosamente. Para desmentir os boatos de que tinha sido assassinado em sua casa (houve vários casos de “expurgos” desse genero na alta cupula militar antes), Assad mandou a televisão oficial transmitir “uma declaração do general” feita por uma voz em off enquanto a TV exibia uma fotografia dele, dizendo que se afastara para tratar-se de um câncer de próstata de que se teria operado em julho. Mas não ha nenhum registro dessa “operação”. Habib nunca deixou seu posto antes.
Assad, entretanto, não mostrou nenhuma pressa em substituí-lo. Embora estivesse em curso a semana mais sangrenta do que ele chama de “uma guerra contra terroristas” que desafiam seu governo, o novo ministro, general Daud Raja, nomeado ha poucos dias, é conhecido por nunca se ter envolvido diretamente em operações de campo. Ele cuidava de desenvolver misseis de longo alcance e adaptar outros em poder de Assad para carregar ogivas com agentes químicos.
Mas porque teria o ditador se disposto a alterar toda a cupula do seu comando militar bem no meio dessa “guerra”?
Porque  Assad atribuía o problema das deserções e da dificuldade de recrutar novas tropas à crescente resistência do general Habib em seguir massacrando seu próprio povo.
Na verdade, o mundo inteiro sabe que Habib tinha sido jogado para escanteio ha mais tempo e que a operação de erradicação pelas armas de qualquer dissidência ao regime vem sendo comandada pelo cunhado de Assad, general Asif Shawqat, chefe do serviço de inteligência militar, e pelo seu irmão mais moço, Ali Masher Assad. Mas diante da crescente pressão internacional, Bashar prefere não deixar muito evidente que a carnificina tem estado a cargo das três principais figuras do clan que, ha duas gerações, mantem os sírios sob um regime de terror.
O que Assad pediu ao Itamaraty e a diplomacia lulista concordou em lhe dar, foi o tempo que necessitava para, multiplicando a violência da carnificina, aplicar o golpe de misericórdia contra os homens, mulheres e crianças que, por toda a Síria, vêm enfrentando heroicamente a sua ferocidade de mãos nuas.
Agora ele parece convencido de que conseguiu o que queria. Por isso voltou ontem a falar em conceder “reformas”.
Como lembra Demétrio Magnoli em artigo para O Estado de hoje, a constituição brasileira prescreve, no seu artigo 4to, que o Brasil “rege-se, nas suas relações internacionais” pelo principio da “prevalência dos direitos humanos”.
Depois do alinhamento automático aos apedrejadores de mulheres que se dedicam a construir bombas atômicas que prometem usar assim que estiverem disponíveis do período Lula, Dilma, na sua primeira ação nessa área, acompanhou um voto internacional de repudio ao Irã. Mas já em março, ao abster-se de apoiar a ação internacional para deter o genocídio na Líbia,  mostrou hesitação. Em junho a recusa de receber a iraniana Shirin Ebadi, Premio Nobel da Paz, sinalizou o recuo. E em 3 de agosto, a rejeição à condenação da Síria no Conselho de Segurança da ONU concluiu a restauração da política de Lula, Celso Amorin e Marco Aurélio Garcia que, pela primeira vez na história deste país, condena as próximas gerações de brasileiros à vergonha de termos sido cumplices de um genocida.
Como parece estar começando a acontecer com a decisão de levar adiante a “faxina” depois da primeira conversa a portas fechadas com Lula na semana passada, durou pouco a “primavera de Dilma” no terreno da politica externa.

As pretensões de Dilma.

Não podemos fazer tudo de uma vez só, por isso precisamos de um trabalho em conjunto e bem elaborado.  Primeiro cortamos o que está em volta. Depois que a casca grossa tiver sido eliminada, passamos para o miolo... mole.  O que está quente se come pelas bordas, já dizia minha avó. 
Dilma muda seu estilo na tentativa de conter a torcida por Lula
Dedução lógica:  Se Dilma muda seu estilo para conter a torcida por L.I., signfica que ela quer ser candidata à reeleição.  Portanto,  cabe ao alucinado ex-presidente CUMPRIR SUAS PALAVRAS E, AO MENOS DESTA VEZ, DEIXAR DE SER UM MENTIROSO.  "Só existe uma hipótese de Dilma não se candidatar a reeleição em 2014.  "Ela não querer". - palavras de L.I.
* Artigo de Vera Magalhães, no UOL e comentários sobre a patifaria dos aproveitadores que se fazem de bobos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

'Gaiola das Popozudas' irrita as barangas petralhas.

Show das popozudas 'abrilhantou' o showmício do Apedeuta no Rio
Com o título 'Cachorras' animam showmício de Lula, Cláudio Humberto diz no seu site que as barangas petralhas da Secretaria das Mulheres ficaram irritadas com o show da "Gaiola das Popozudas", que fez emergir todo o machismo, a luxúria e a lascívia da galera botocudo-petralha.
Os aspones da comitiva lulística babaram o tempo todo no showmício do Apedeuta, num dos maiores redutos de bandoleiros e malandragem do Rio de Janeiro. Arre! As popozudas mandaram ver ao despertar um clima carregado de erotismo.
Diz Cláudio Humberto:
Os “showmícios” estão proibidos em palanques, mas não nos comícios do presidente Lula.
Na quinta (4), no Complexo do Alemão, Rio, os espectadores de maioria masculina suportaram a verborragia à espera do show e das moças da “Gaiola das Popozudas”.
Enquanto a comitiva presidencial babava diante das curvas generosas das “cachorras”, as aspones da Secretaria das Mulheres esbravejavam contra o “machismo”.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"Porco de estimação sai da jaula e cai no samba"

Saiu da jaula e caiu na folia...
Baixinho e franzino, o mascote dos inúteis deste país está sendo tratado como se fosse um daqueles mini-porcos de estimação que estão na moda. Podem ser carregados numa bolsa de senhora, desde que esta (a bolsa) seja um tanto avantajada.
No seu tempo no cárcere, visitá-lo era, a rigor, só para os poderosos viúvos do muro de Berlim deste país, que compareciam regularmente para tirar fotos e colecionar autógrafos.
Livre, morando em apartamentos e casas de praia por empréstimo, numa baita ‘bolsa-homicida’, não pensa ele em abandonar a terrinha descoberta por Cabral, o único lugar do mundo onde é herói (ou anti-herói).
Há sinais de que alguma escola de samba o fará elemento central de seu tema de desfile em 2012. Se tal escola for de São Paulo, contamos com a colaboração da população do bairro do Bexiga, concentradora de boa parte dos ítalo-descedentes brasileiros (que devem ser uns 33 % da população brasileira). Deverão comparecer ao desfile ‘devidamente’ munidos de ovos podres, tomates estragados, e lixo fedorento (a pedidos, publicaremos receitas para a produção eficiente de tomates e ovos podres).
Parece que me esqueci de dizer de quem estou falando. É que o fugitivo cidadão italiano, Cesare Battisti, que realmente esta feliz como um porco no coxo, não lembra realmente um porco. Lembra mais um daqueles javalis selvagens, sanguinários e traiçoeiros. Perfeitamente capaz de quatro assassinatos a sangue frio, conhecidos, e sabem-se lá quantos mais ainda não detectados.
 Se os ítalo-descendentes não se dedicarem a tornar sua vida no Brasil muito desagradável, teremos que, mais uma vez, solicitar o apoio dos irredutíveis gauleses. Obelix, de bom grado o comeria como entrada de refeição.

Advogados patrocinam torneio de golfe de juízes.

A Apamagis (Associação Paulista de Magistrados) promoverá um torneio fechado de golfe, reunindo advogados, desembargadores e juízes, com recursos levantados em empresas privadas e escritórios de advocacia, revela reportagem de Frederico Vasconcelos publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
O "Torneio de Golfe Apamagis" acontecerá no sábado, no Guarujá, em parceria com o Guarujá Golf Clube e a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil.
Cotas de patrocínio entre R$ 5.000 e R$ 25 mil foram oferecidas como "investimento" a firmas de advocacia e empresas, em proposta da qual constam logotipos da Apamagis e do clube.
Para a OAB-SP, a participação de escritórios não fere a ética.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

As opções da "presidenta";

Dilma tem duas alternativas, não três: ou se livra dos bandidos ou os mantém sócios do poder; a sociedade apóia a decência
(...)
Sim, está nas mãos de Dilma enfrentar os chantagistas ou se submeter a eles, sempre sabendo que eles têm poder de retaliação. Nota-se, infelizmente, que diante do que se poderia chamar “núcleo duro do PMDB” — e não apenas os peixes menos graúdos do Ministério do Turismo —, o Planalto parece mais do que hesitante. Governos que se livram de malfeitores tendem a receber o apoio da população, não o contrário. Ninguém pede que a presidente se deixe levar por arroubos cesaristas, atropelando leis. Ao contrário: o que se espera dela é que as cumpra.
O que se tem no Ministério da Agricultura é algo mais do que o desvio ético desse ou daquele. Há lá implantado um método. Quanto mais se procura, mais se acha; “a cada enxadada, uma minhoca”, como no velho adágio que não deve ter sido parido em Dois Córregos, mas que era muito empregado pelo meu avô para designar aquelas situações em que basta procurar, e sem muito esforço, para achar. Meta a enxada no chão, e os vermes vêm a luz, mal acostumados com a claridade. Se expostos ao sol, secam.
Trata-se, em suma, de decidir se o PMDB merece o mesmo e justo tratamento que foi dispensado ao PR no caso do Ministério dos Transportes. Na “Carta ao Leitor”, VEJA escreve, e é necessário fazê-lo, uma obviedade moral: Dilma se livre das pessoas que infelicitam o governo e o utilizam em benefício pessoal ou de seu grupo e terá o apoio da sociedade. A alternativa é optar pela acomodação, hipótese em que a bandidagem a tornará refém de seus métodos para que possa continuar a assaltar os cofres públicos.
Sim, Dilma se elegeu nesse ambiente e com essas mesmas pessoas. Não ignoro tal fato, e isso torna a tarefa moralizadora complicada, arriscada mesmo. Tratarei desse assunto de madrugada. De todo modo, esse risco não oferece a Dilma uma terceira alternativa. Ela continua com duas apenas: ou afasta do governo os que infelicitam o Brasil e os brasileiros ou continua atrelada a eles, sendo sua cúmplice, escolhendo o seu lugar na história.
*Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O homem errado no lugar errado.

Por Gerhard Erich Boehme:
Não faltarão críticas e denúncias contra este que agora ocupa tão importante Ministério. Não apenas pelo seu passado em defesa do Foro São Paulo e dos narcotraficantes lá abrigados. Mas é de assustar tal decisão – o tempo dirá – e se ela sairá caro para os brasileiros.
Muito se escreve hoje dizendo que se trata do homem errado no lugar errado.
A presidente Dilma errou por entregar o Comando do Ministério da Defesa a quem passou os últimos oito anos nos subjugando ao Foro de São Paulo e aos interesses da esquerda sul-americana, nos impondo um viés ideológico ‘bolivariano’ à diplomacia brasileira, com o agravante de ter sido um fracasso total.
Entre os inúmeros fracassos até então podemos citar as razões que deveriam levá-lo ao ostracismo.
 O apoio e a defesa de Ahmed Ahmadinejad, a identificação com a Cuba dos irmãos Castro, e a confraternização com a Venezuela de Hugo Chávez, configuraram uma política que "contrariou princípios e valores" das Forças Armadas e os interesses do povo brasileiro.
E Dilma errou por nomear um egresso do Itamaraty para cuidar dos assuntos militares, aparentemente, alheia à verdade elementar de que a função do soldado começa quando se esgota a do negociador.
A guerra pode ser a continuação da política por outros meios, mas há um abismo entre a mentalidade de um general e a de um diplomata. Essas duas áreas cruciais do Estado devem se articular nas circunstâncias necessárias.
Mas as culturas profissionais inerentes a uma e a outra são distintas, quando não, distantes. Essa questão de fundo continuaria a existir fosse o escolhido de Dilma um ex-chanceler que tivesse se pautado pelo interesse nacional como o interpretam os militares.
Com um ideólogo do socialismo comunista soviético, então, é brincar com fogo.
Ele é do tipo certo de quem apaga o fogo jogando gasolina.
E o mais triste e ao mesmo tempo incongruente é ver o esforço deste grupo em buscar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Assim nunca o Brasil o fará por merecer.
E agora, com a escalada do tráfico de drogas e armas pela Bolívia, onde o presidente-aimará, cria do Foro de São Paulo e para cuja vitória o ex-Ministro Celso Amorim muito contribuiu, como se dará a defesa de nosso território e de nosso povo?
As fronteiras continuarão abertas ao tráfico de drogas, armas, veículos roubados, etc.?
Abraços,
Gerhard Erich Boehme

Petista cara de pau não critica os "larápios" e sim a polícia...

Petista compara ação da PF a “arbitrariedades da ditadura”; sobre os larápios, ele não diz uma vírgula.
O descaramento dos petistas é um troço formidável. O partido tem sido mais estridente nas críticas à Polícia Federal do que o próprio PMDB.
Vejam o que informaVera Magalhães na Folha Online. Volto depois.
O deputado federal Carlos Zaritini, um dos pré-candidatos do PT a prefeito de São Paulo, comparou neste sábado a ação da Polícia Federal na Operação Voucher a “arbitrariedades cometidas na época da ditadura”. Zaratini abriu seu discurso na caravana petista com os pré-candidatos em Cidade Tiradentes (zona leste da capital) brandindo a Primeira Página da Folha em que aparecem as fotos de seis dos presos na ação da PF no Ministério do Turismo sem camisa e com um papel com seus nomes.
“Há muito tempo não se via tanto abuso quanto nesta operação da Polícia Federal.Isso remonta às arbitrariedades cometidas na ditadura”, disse.
Ele cobrou doministro José Eduardo Cardozo (Justiça), também petista, que “tome uma atitude para que haja o fim nessas arbitrariedades”. “Se não nos indignarmos, em breve vamos ver de novo a tortura legalizada no nosso país”, disse.
Imagens
Neste sábado, o governo do Amapá afirmou em nota que abrirá uma sindicância para apurar o vazamento de fotos de presos na Operação Voucher. As imagens foram publicadas em um jornal do Amapá na sexta-feira e mostram alguns dos detidos sem camisa, segurando placas com seus nomes. Entre os presos que aparecem nas fotos está o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva da Costa, e o ex-presidente da Embratur Mário Moysés.
As fotos foram feitas no Instituto de Administração Penitenciária, que é administrado pelo governo estadual. Ontem, a presidente Dilma Rousseff considerou inaceitável o vazamento de fotos. Deflagrada na terça-feira (8), a Operação Voucher prendeu um total de 36 pessoas, em São Paulo, Brasília,Curitiba e Macapá. Eles já foram soltos. Ao todo 38 mandados de prisão foram expedidos na ação que envolveu 200 policiais. Duas pessoas seguem foragidas. As investigações começaram em abril e apontaram possíveis irregularidades em um convênio de R$ 4,45 milhões firmado entre o Ministério do Turismo e o Ibrasi(Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável).
Comento
Apontei abusos da PF desde o primeiro dia, como sabem. A divulgação das imagens é mesmo uma barbaridade, e os responsáveis devem ser severamente punidos. Mas onde estava o indignado Zaratini nos oito anos de governo Lula? Por que protesta só agora? Enquanto as ações da PF expunham adversários à humilhação, tudo ia bem; agora,ele descobriu o estado de direito. A cara-de-pau dessa turma clama aos céus.
Não! Eu não defendo ilegalidades de ninguém. Ilegalidade também é o que pretende apresidente Dilma ao exigir ser previamente avisada sobre operações da PF. Sem essa! A Polícia Federal nem pode cometer abusos nem pode ter cassadas suas prerrogativas. Eu posso criticar à vontade porque cobro uma polícia independente há muitos anos; os petistas deveriam calar a boca: tentaram transformar uma polícia que serve ao estado numa polícia política.
Só não foram adiante porque o STF — muito especialmente o ministro Gilmar Mendes —colocou-lhes um freio. Agora que a ação colheu os aliados e uma figura graúda do partido, então vem essa reação histérica.
Notem ainda que, ao lado de protestar contra os abusos, os petistas também poderiam  censurar os larápios. Mas não dizem uma vírgula a respeito. Até parece que a PF meteu em cana por alguns dias um grupo de carmelitas descalças…
* Por Reinaldo Azevedo

domingo, 14 de agosto de 2011

Ser pai.

Ser Pai
Artur da Távola
Hoje é dia de meu aniversário.
E de todas as minhas modestas dimensões humanas, a que mais me realiza é a de ser pai.
Ser pai é, acima de tudo, não esperar recompensas. Mas ficar feliz caso e quando cheguem. É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.

Ser pai é aprender, errando, a hora de falar e de calar. É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.

Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo. Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.

Ser pai é: saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.

Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida. Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam.

Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.

Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender; de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.

Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O máximo de convivência no máximo de solidão. É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.