terça-feira, 30 de abril de 2013

O Papa Francisco e o teste cubano.

Havana - No centro da capital cubana reina a pobreza comunista, os prédios estão caindo aos pedaços, os automóveis mais modernos são da década de 50. 

§  Armando Valladares (*)
Francisco, o primeiro pontífice latino-americano, em seu recente discurso ao corpo diplomático destacou a pobreza física e a pobreza espiritual como dois grandes males do século XXI, e se compadeceu do “sofrimento” que suas vítimas enfrentam.

Ao ler esse discurso papal sobre o flagelo da pobreza, não pude deixar de lembrar dos meus irmãos cubanos, pobres entre os mais pobres latino-americanos e caribenhos, vítimas de mais de 50 anos de comunismo.

Evoquei tantos lances lamentáveis da diplomacia vaticana para Cuba comunista nas últimas décadas, que de uma maneira ou de outra favoreceram a continuidade da ditadura cubana.

E me perguntei com legítima expectativa, enquanto católico cubano, qual será, durante este novo pontificado, a orientação da diplomacia vaticana para a pobre Cuba, a outrora “pérola das Antilhas”?

 Até o momento, não são muitos os elementos de que se dispõem para levantar uma hipótese sobre o que poderá ocorrer. Trata-se, sem dúvida, do teste cubano.

A expectativa e até a ansiedade dos cubanos sobre os rumos da diplomacia vaticana para Cuba comunista se justifica, porque o drama da ilha-cárcere já se prolonga durante demasiado tempo.

Depois da viagem de João Paulo II a Cuba, em 1997, o então arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, publicou o livro “Diálogos entre João Paulo II e Fidel Castro” (Ed. Ciudad Argentina, Buenos Aires, 1998), [foto] uma edição que parece estar esgotada, porém que na eventual re-edição poderá dar luz sobre o pensamento de Francisco sobre o problema cubano.

Diversos comentaristas lembraram o papel do arcebispo de Buenos Aires, cardeal Bergoglio, como presidente da comissão de redação do documento da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (CELAM), cujos membros se reuniram no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, Brasil, em 13 de maio de 2007.
Francisco teria presenteado tal documento a mandatários recentemente recebidos em audiência pelo novo pontífice, como foi o caso da presidente argentina.

Em maio de 2007, antes dessa reunião da CELAM, tive oportunidade de enviar “minha angustiada interrogação, enquanto católico cubano e ex-preso político nos cárceres comunistas durante 22 anos, a respeito de se esta reunião da CELAM abordará o drama dos católicos cubanos ou se, mais uma vez, optará pelo silêncio”.

Também constatava que “o sofrimento espiritual do rebanho católico cubano em relação à atitude complacente dos pastores ante os lobos vermelhos é dilacerante”.

E lembrava que durante a reunião do Encontro Nacional Eclesial Cubano (ENEC), o então arcebispo de Santiago de Cuba, monsenhor Pedro Meurice, reconheceu que no começo os fiéis católicos cubanos consideravam os eclesiásticos desse país como membros de “uma Igreja de mártires”, mas que depois, por essa atitude colaboracionista com a ditadura castrista, “dizem que somos uma Igreja de traidores”.

Um resumo dessa mensagem aos participantes da CELAM foi divulgado pela Agência Católica de Informações (ACI): (“Ex-preso político pede que drama cubano não passe desapercebido na 5ª Conferência”, ACI, 06 de maio de 2007).

Uma mensagem pública aos membros desse organismo, difundido pela imprensa e nas redes sociais, e entregue em mãos à boa parte dos altos eclesiásticos participantes e a seus assessores, no próprio local do evento, em Aparecida. Nessa mensagem, eu expressava

Lamentavelmente, nessa oportunidade, o silêncio da CELAM sobre o tema cubano foi total.

Dois meses depois, os diretores da CELAM partiram para Havana, para participar da 31ª assembleia ordinária da entidade eclesiástica.

Apresentava-se outra oportunidade imperdível para que a CELAM rompesse com o muro do silêncio, da indiferença e da vergonha que asfixia meus irmãos cubanos, pobres entre os mais pobres, órfãos espirituais entre os mais órfãos, que sofrem na ilha-cárcere do Caribe.

Antes de começar o encontro eclesiástico em Havana, autoridades da CELAM haviam recebido comoventes cartas, assim como pedidos de ajuda por parte de fiéis católicos, de mães e esposas de presos-políticos, sobre as generalizadas violações de direitos humanos e religiosos aos habitantes da ilha-cárcere.

Depois do encontro eclesiástico houve, inclusive, uma reunião de duas horas e meia entre representantes da CELAM e representantes da ditadura cubana. Não obstante, monsenhor Emilio Aranguren, bispo da diocese cubana de Holguín, se apressou a esclarecer que nessa reunião simplesmente “nenhum desses temas foi posto na mesa”, porque se havia conversado unicamente “sobre os temas que eram verdadeiramente importantes para os bispos presentes”.

No inferno cubano, a asfixia e o extermínio espiritual e físico do pobre rebanho, ao que parece não era um tema suficientemente importante. O bom pastor está disposto a dar a vida por suas ovelhas (Cf. São João, 10,10).

O que dizer daqueles pastores que deixam suas ovelhas a mercê do lobo, parecendo ignorar o drama dos fiéis católicos cubanos, pobres entre os mais pobres, física e espiritualmente?

Na “ostpolitik” eclesiástica para Cuba, até o momento foram vários os autores. Entre eles, a secretaria de Estado da Santa Sé, bispos católicos cubanos, cardeais e bispos católicos norte-americanos, e cardeais e bispos católicos latino-americanos. Dediquei ao tema dezenas de respeitosos e sinceros artigos, durante os últimos anos.

Nesta ocasião, evoco esses dolorosos fatos eclesiásticos na angustiada, expectante e filial perspectiva de saber como será a orientação da diplomacia da Santa Sé, durante o prontificado de Francisco, com relação a Cuba. Trata-se do teste cubano. A atual conjuntura da Igreja, interna e externa, talvez seja uma das mais dramáticas de sua História. Que em relação ao futuro da ilha, a Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira de Cuba, ilumine a mente, as decisões e os passos dos atuais e mais importantes protagonistas, especialmente, do novo pontífice.
_______________
(*) Armando Valladares, escritor, pintor e poeta. Passou 22 anos nos cárceres políticos de Cuba. É autor do best-seller “Contra toda esperança”, onde narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estados Unidos ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU sob as administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalla Presidencial del Ciudadano e o Superior Award do Departamento de Estado. Escreveu inúmeros artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “ostpolitik” vaticana para Cuba.  
Dois artigos relacionados, escritos por Armando Valladares: Bento XVI, CELAM e “favela” cubana (30 de abril de 2007) CELAM em Cuba: “diálogo cordial” entre lobos e pastores (27 de julho de 2007) 
Tradução: Graça Salgueiro

segunda-feira, 29 de abril de 2013

2014, uma eleição para falar de futuro.

Hoje Aécio Neves (PSDB-MG) faz uma crítica a diversos momentos em que o PT foi contra o país, contra a democracia, contra as instituições, em sua coluna na Folha. Tem toda a razão, só que não gruda.
O PT é um partido extremamente mentiroso e tem um segredo, que o coloca léguas à frente da oposição: as mentiras combinadas e acordadas são transformadas em verdades por 100% dos membros e da militância.
O PT sabe fechar questão na mentira, na desqualificação, na destruição de biografias. Já na oposição, especialmente no tucanato, cada um tem um discurso.
Exemplo?  
O candidato a presidente ainda acha cedo para ser candidato, mas o presidente do partido insiste em que ele deve ser lançado o mais rápido possível. Será que é tão difícil uma conversa a dois e uma estratégia comum?
O PSDB não perdeu as últimas três eleições porque abandonou o seu legado, como muitos ainda insistem. Isto é uma imensa bobagem. O PSDB foi derrotado porque não soube vender um país melhor para o futuro. O PSDB ficou hipnotizado pela própria obra.  
Ocorre que depois que os tucanos saíram do poder, o mundo melhorou um bocado. Internet, carro mil, celular, inflação sob controle, orkut, facebook, TV a cabo, redução de tarifas aéreas, aumento da produção agrícola, comida mais barata, globalização, etc.etc.etc.
Todas estas coisas foram apropriadas pelo partido que está no governo, como se fossem suas. Nós abrimos a telefonia.
E eles respondem: nós criamos o celular de cartão, que tira foto para o face e bota seu vídeo no youtube. 
O PSDB tem que deixar de ser um partido analógico, um partideco dos tempos do Plano Real, como se aquela longinqua e incompreensível mudança na economia fosse a última coca-cola do deserto.
Insisto e repito: mais de 50% do eleitorado não tem a mínima idéia e nunca terá desse tal legado tucano. O eleitor está cagando e andando para o fato do PT ter sido contra isso ou aquilo, o eleitor quer saber se ele vai acordar num futuro melhor, amanhã de manhã, à primeira hora. 
Vai ter ônibus e metrô melhor? Vai ganhar mais no emprego? Vai conseguir pagar os seus carnês com mais facilidades?
É hora de parar com esta prepotência e arrogância de discutir o Brasil como se fossem deuses.
Não é FHC? 
É hora de discutir o brasileiro, seus sonhos, seus pesadelos. É hora de falar com as pessoas.
São elas que votam e elegem um Presidente da República.
É claro que a vida do brasileiro melhorou nos últimos dez anos, assim como melhorou a vida dos jamaicanos, dos senegaleses, dos bolivianos.
Não foi o PT que fez isso. Foi a Humanidade que avançou. As pessoas percebem isso. E quem quiser ganhar eleição, tem que entender, de uma vez por todas, que gente é tocada pelo futuro, não pelo passado.

Enquanto gastamos dinheiro construindo estádios de futebol superfaturados...

Enquanto nossos políticos falam, falam, nada decidem e o tempo passa, vejam o que os chineses já alcançaram em termos de transportes ferroviários.
Impressionou-me atingirem velocidades de 301 km/h produzindo menos de 67 dB de ruído. Conclusão: estamos super atrasados...
Descrição:  cid:9A5C61CE862B486FAE48E7E168B47DF0@SergioPC
Descrição:  cid:B3D8BEE10F5F477A98F55DACFA6117E8@SergioPC
Descrição:  cid:21AE6E2A58484AD6B9936661E4F77682@SergioPC
Descrição:                                                            Imagem                                                            removida pelo                                                            remetente.
,___Descrição:  cid:7E011563B8DD4032AF3C00EE503F22C7@SergioPC
Descrição:    cid:B96A242F9440410999DBC340B3DFC174@SergioPC
Descrição:  cid:971A7FE2DA614416A11EE350D9B871CE@SergioPC
Descrição:  cid:9FA115D8156E4E9C85705C6DF2FBCA29@SergioPC
Descrição:  cid:5AFFD0B9305D488C9FE0B25F2857DBF5@SergioPC
Descrição:  cid:65668A3ADB78463FA102BC1BA979EFBA@SergioPC
Descrição:        cid:C60328A8187B44DEB4009DA7991B952B@SergioPC
Descrição:  cid:262F04E0C45E4D49BAC9815C0824DB5D@SergioPC
Descrição:  cid:2E3C994B90A94C3394E6F605C5936BDB@SergioPC
Descrição:  cid:CAD39A9915134B909C432BFEC9A5F728@SergioPC
Descrição:  cid:A984A684944D428C9B4B673B19DE3209@SergioPC
Descrição:  cid:CD8F6B8C11FD4B7A872EFE89F7E1A11F@SergioPC
Descrição:  cid:63424675965A40DEBA5DBCA275999031@SergioPC
Descrição:  cid:A843F2BBFB154182AA106C0AD212AF64@SergioPC
Descrição:  cid:AA72290E3B4E407297129E967B8E8106@SergioPC
Descrição:  cid:BA3234C5F1AB43BC9318D39218BACEFB@SergioPC
 

domingo, 28 de abril de 2013

Aos poucos, o PT leva o país ao abismo do socialismo.

Ontem, à noite, os petistas ocuparam espaço no horário nobre da televisão brasileira para, sob o pretexto de propaganda eleitoral, sempre mentirosa e exagerada de seus "feitos", macular a bandeira do Brasil ao ostentá-la entre duas bandeiras de significado esquerdista e nocivo à nação: a do PT e uma totalmente vermelha, cor preferida pelo comunismo.
Passo a passo, com o luxuoso auxílio dos partidos que lhe dão apoio - a excrescência da base aliada - os petistas "pintam" o país de vermelho e encaminha esta República pujante para o abismo do socialismo, levando o país à bancarrota.

Quanto custa a corrupção?

Clique na imagem para ampliar

sábado, 27 de abril de 2013

A opção fundamental pela democracia.

video
Diante de representantes da esquerda, Caetano Veloso afirma se sentir "um liberal inglês" se a intenção da esquerda for tolher a democracia, deixando claro que a esquerda tende a ditadura.

O socialismo e o comunismo são a morte do indivíduo.

"O socialismo e o comunismo são a morte do indivíduo. Para o socialismo e o comunismo não existem indivíduos, existem grupos – que são classes – e acima de todos estes grupos está o Estado controlado pelo partido. Assim todo o país se move em favor do Estado, não do indivíduo. Quanto maior o Estado, menor o indivíduo e quanto maior o indivíduo, menor o Estado. O socialismo e o comunismo eliminam a individualidade para que possa haver o controle irrestrito da população.
(...) O Partido dos Trabalhadores (PT) está eliminando a individualidade do brasileiro com a sua política socialista. No Brasil do PT não existem pessoas, existem grupos e os únicos indivíduos que possuem a permissão de ter a sua individualidade intacta e trabalhada são os líderes do partido."

*http://rudyrafael.wordpress.com/2013/03/17/voce-nao-existe-para-o-pt/

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A esquerda caviar.

"Não vi um negro", escreveu o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues – talvez a única mente lúcida do Brasil na época – sobre a famosa "passeata dos cem mil" no Rio de Janeiro contra o regime militar, em 1968. O que mais lhe chamou a atenção na maior marcha de protesto daquele ano seminal da esquerda moderna (ou pós-moderna) foi a ausência quase completa de pobres, ou de gente com cara de pobre, em um movimento que se dizia a favor dos pobres e contra os ricos etc. "Não havia ali um único negro, um desdentado, um mísero torcedor do Flamengo", observou, intrigado. Nenhum operário, nenhum favelado, nem mesmo um morador de subúrbio. Apenas gente bonita e com todos os dentes no lugar, garotões e gatinhas da juventude dourada da zona sul carioca, bem-nascidos, bem-nutridos, de pele alva ou "bronzeados como um havaiano de cinema", desfilando seus slogans contra a ditadura, no que poderia muito bem, comentou Nelson, ser um comercial de dentifrício.
Ele sabia do que falava. "Como é marxista a nossa burguesia!", exclamava, com ponto e tudo, o jornalista e dramaturgo, que tinha o costume, talvez para colher material para suas peças e romances, de frequentar saraus de grã-finos, uma moda na época. Em um deles, escreveu em uma de suas crônicas, chegou a conhecer uma auto-proclamada "amante espiritual de Guevara" (!). Esta iria fazer companhia, no universo rodrigueano, a outras figuras icônicas da sociedade e especialmente da esquerda brasileira, como o "padre de passeata", a "freira de minissaia" etc. Nessas ocasiões, o autor de O Casamento pôde constatar a ilimitada admiração, que beirava o fanatismo ("só faltavam abanar o rabo como cadelinhas amestradas"), dos habitantes do grand monde pela figura de Marx, a qual somente rivalizava com a total ignorância que demonstravam pelas ideias do "Velho" (era assim que chamavam o fundador do soi-disant "socialismo científico", com a intimidade de alguém da família).

Nelson Rodrigues era um dramaturgo, um homem de teatro, mas suas crônicas, reunidas em livros como O Reacionário e A Cabra Vadia, estão longe de ser obra de fic
ção. Suas observações, escritas em estilo suculento, foram argutas e precisas, valem mais do que muita obra de sociológo que existe por aí. Assim como assistiu bestializado à Proclamação da República em 1889, o povo passou longe da passeata dos cem mil, e passou mais longe ainda da luta armada contra a ditadura militar. O historiador Marcelo Ridenti, em seu livro O Fantasma da Revolução Brasileira (publicado em 1993), apontou esse fenômeno: em um levantamento, ele constatou que entre os membros processados dos grupos terroristas de esquerda nos anos 60 e 70 (ALN, VPR, MR-8, VAR-Palmares etc.), 57,78% eram estudantes de classe média ou alta. Pouquíssimos podem ser considerados "operários" ou "trabalhadores". Enquanto isso, o povão, entusiasmado com o "milagre" econômico e com os dribles de Pelé e Rivelino na seleção tricampeã mundial de futebol no México, assistia indiferente, ou mesmo com franca hostilidade, às aventuras da esquerda armada (da qual, aliás, frequentemente era vítima). A conclusão de Ridenti, corretíssima, é que os grupos guerrilheiros não eram o oposto da elite, mas uma fração desta, uma espécie de "contra-elite". Um dos membros dessa elite guerrilheira que pegou em armas contra a ditadura foi Nelsinho, filho de Nelson Rodrigues. Outra foi uma tal de Dilma Vana Rousseff.

Não se trata de um fenômeno restrito ao Brasil. Sempre houve, em todos os países, um divórcio radical entre a esquerda e as massas populares. Apesar de nomes pomposos escolhidos para batizar os movimentos e partidos esquerdistas ao longo da História – "dos trabalhadores", "operário", "popular" etc. –, o povão, ou, para usar o jargão marxista, o "proletariado", sempre deu as costas à propaganda revolucionária e socialista, brandida quase sempre por membros desgarrados da elite. Basta ver a biografia dos principais líderes revolucionários. Lênin vinha da aristocracia rural russa (seu pai tinha inclusive um título de nobreza). Mao Tsé-tung era filho de proprietários de terras. Fidel Castro também. Sem falar no próprio Karl Marx, de origem burguesíssima, assim como seu amigo Friedrich Engels, rico herdeiro de fábricas de tecidos na Inglaterra. Todos vieram da classe dominante. (Não que ser do povo traga, em si, alguma virtude moral intrínseca: Stálin, por exemplo, era de origem proletária, assim como Lula – aliás, uma invenção da elite.) Mesmo assim, sempre se apresentaram como a "vanguarda" da "classe operária"... E isso em TODOS os movimentos e partidos de esquerda e de extrema-esquerda no mundo nos últimos cento e tantos anos. (Antes mesmo de Lênin e da Revolução Russa de 1917, tornou-se célebre o caso dos jovens anarquistas russos que, abandonando uma vida de luxo e conforto nas cidades, embrenharam-se no campo, tentando sublevar as massas. Foram expulsos a pontapés pelos camponeses. O mesmo aconteceu com Che Guevara na Bolívia, melancolicamente delatado pelos mesmos que dizia querer "libertar"...)

Por que estou dizendo tudo isso? Porque historicamente a esquerda, no Brasil e alhures, sempre insistiu em falar em nome do "povo". Desde os antigos comunistas, até os que se apresentam atualmente sob as mais diversas bandeiras, como "direitos humanos", indigenistas, feministas, ambientalistas, desarmamentistas, maconhistas, cotistas, gayzistas etc., os representantes desses movimentos alegam defender as camadas sociais mais desfavorecidas. Se os pobres concordam ou não com sua agenda política, é outro assunto.

Nada mais falso do que a ideia da esquerda como "representante do povo". Um exemplo recente: há alguns dias, em São Paulo, um jovem, Victor Hugo Deppman, foi assassinado a sangue-frio, quando chegava em casa, por um menor de idade, que roubou seu celular. A morte brutal e estúpida foi filmada pelas câmeras do condomínio, que deixaram claro que foi um homicídio covarde e sem sentido, pois a vítima estava rendida e não esboçou qualquer reação, e mesmo assim levou uma bala na cabeça. Imediatamente, elevou-se um clamor nacional em defesa da redução da maioridade penal e de repúdio à lei vigente, que garante a impunidade - o assassino, que completou 18 anos três dias após o crime, só poderá ficar no máximo três anos em uma instituição de amparo ao menor, de onde sairá com a ficha limpa. Quem ficou contra, inclusive com o "argumento" de que toda a comoção com o caso só ocorrera porque o jovem assassinado era "de classe média" etc.? O governo e a esquerda, claro. Já o povo – 93% dos paulistanos, que não moram todos no Morumbi ou em Higienópolis – quer a revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente. Rejeita a ideia do tiro na cabeça como forma de justiça social...

Eis o fato incontestável, que muitos “intelequituais” uspianos não querem encarar: a esquerda não representa o povo coisa nenhuma. Aliás, não representa ninguém, a não ser a si própria. Ela é, acima de tudo, um fenômeno da ELITE. O povo – e falo aqui dos mais pobres dentre os pobres – está simplesmente se lixando para o que dizem os esquerdistas. Mais: na quase totalidade dos casos, o povo é radicalmente contra as propostas da esquerda.

Façam um teste, se duvidam de mim. Experimentem fazer um plebiscisto sobre a maioridade penal aos 16 anos (ou aos 15, 14 etc.). Ou sobre pena de morte. Ou sobre legalização da maconha. Ou sobre casamento gay. Ou sobre aborto. Aposto o quanto quiserem que a grande maioria da população, sobretudo os mais pobres e que mais sofrem com a criminalidade e outros problemas, daria uma resposta diametralmente oposta ao que defendem o PT ou o PSOL.

Para ser mais preciso, imaginem uma consulta com a seguinte pergunta: "Você é a favor do casamento gay e da legalização da maconha?". Ou: "Você é a favor da liberação do aborto?". Preciso dizer que a resposta seria um NÃO bem redondo? Agora, troquem a pergunta para "Você é a favor da redução da maioridade penal?" Quem duvida que a resposta, nesse caso, seria um retumbante SIM? E quem pode negar que a resposta-padrão da esquerda diante desse fato ("é porque o povo é ignorante" etc.) trai, na verdade, um inegável ranço elitista, no pior sentido da palavra? (A opinião do povo só deve ser ouvida se coincidir com a da esquerda.) Afinal, de que “povo” falam os esquerdistas?

(A propósito: observem quem participa das marchas feitas pela esquerda, como a "marcha das vadias", a "marcha da maconha" etc. Notaram algum trabalhador em uma delas?)

A maioria da popula
ção brasileira, que trabalha, anda de ônibus e paga imposto, não tem tempo nem paciência para os delírios e platitudes esquerdistas. E, quanto mais é assim, mais a esquerda se diz a única e legítima representante das causas populares... Trata-se de uma falácia, de um óbvio embuste. Os esquerdistas sabem que o povo não tem nada de "progressista"; pelo contrário, é instintivamente conservador e "de direita". Por isso, nem falam mais em plebiscitos (como o do desarmamento em 2005, em que sofreram uma derrota humilhante). Em vez disso, resolveram mudar de tática, tentando enfiar suas propostas liberticidas de contrabando, via Congresso ou STF. Para os moradores das favelas e da periferia, rapagões e moçoilas criados na base de sucrilhos e toddyinho falando em seu nome e lhes dizendo o que é melhor para eles só pode ser piada. Para eles, os "oprimidos", os esquerdistas não passam de playboyzinhos entediados em busca de alguma "causa" para se entreterem e despejarem sua revolta juvenil. A esquerda não os representa.

Assim como não havia negros na "passeata dos cem mil", não há nada de "popular" nos slogans "progressistas" dos militantes politicamente corretos de hoje. Desconfio que, se fosse vivo, Nelson Rodrigues ficaria admirado ao ver o espetáculo surrealista da beautiful people do Leblon e de Ipanema falando em nome das massas. O carnavalesco Joãosinho Trinta tinha razão: "Pobre gosta de luxo; quem gosta de miséria é intelectual". De miséria e de socialismo.

Dilma leva cerca de 1 bilhão e meio de dólares para a Argentina.

 
Pode gastar que o dinheiro é público?
"A presidente Dilma Rousseff deve oferecer ao governo argentino um financiamento em torno de US$ 1,5 bilhão, para obras na linha férrea de Sarmiento, uma das principais obras de infra-estrutura em planejamento na Argentina, com participação da brasileira Odebrecht. ..."

 

Ser homo está dando prestígio e grana!

São Paulo terá um conselho estadual dos direitos da população LGBT. Os dez integrantes do órgão serão eleitos em votação direta, em junho, em oito cidades. Eles devem ter mais de 18 anos e se declararem lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexual. As inscrições podem ser feitas na Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual, na Secretaria da Justiça.
Já Daniela Mercury, saindo do ostracismo, vai captar R$ 1,5 milhão do Ministério da Cultura para turnê com versão acústica de suas músicas. Dez cidades devem ser visitadas em SP, Rio, Minas, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, DF, Paraná e Santa Catarina.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Escreveu, não leu...

*

A venezuela começa a mergulhar numa ditadura militar comunista.

 A economia venezuelana está no fundo do poço e o governo em Caracas aplicou, na terça feira de ontem, a anunciada militarização do sistema elétrico da Venezuela. Isso depois que os militares fiéis ao regime chavezista já dominaram completamente o Conselho Nacional Eleitoral, participaram ativamente da grande fraude eleitoral que reelegeu o golpista Maduro, com a ajuda da inteligência cubana que, nem tanto assim por trás das cortinas, já controla o país.
2013-04-24_105848.jpg
Manifestantes simulam conectar dois dispositivos elétricos a uma vela durante um protesto contra os apagões em Caracas em outubro de 2009. De lá para cá a situação somente piorou e os apagões já são contados em vezes por dia na Venezuela/ AP
         Simultaneamente, entrou em vigor um regime de emergência do setor elétrico, que está previsto durar 90 dias, com a finalidade de ‘estabilizar’ a rede de distribuição de eletricidade do país. “Vamos militarizar, esta é a palavra, todas as instalações elétricas que, também, agora passam a ser “zonas de segurança nacional” para resguardar e evitar qualquer tipo de sabotagem”, disse o vice-presidente de Maduro, Jorge Arreaza, numa declaração à imprensa domesticada pelo palácio Miraflores.
            Assinalo que ontem foi também publicado o ‘decreto’ que põe em vigor “o estado de emergência do sistema e do serviço elétrico no país” durante 90 dias. “Isto é de grande importância porque este é o marco que nos permite tomar as medidas indispensáveis para estabilizar o sistema elétrico na Venezuela”, explicou.
2013-04-24_105729.jpg
Os apagões elétricos afetam a Venezuela por anos a fio, mas recentemente o problema piorou muito, com a saída do país de obra especializada e a manutenção das centrais elétricas e vias de transmissão é altamente precária. O mesmo ocorre com a PDVSA, cujas instalações se encontram em condições lamentáveis de deterioração sem mão de obra qualificada para a devida manutenção. Nesta imagem de arquivo, várias pessoas caminham por uma rua de Caracas durante um apagão na capital / AP
Arreaza confessou publicamente que nos últimos dias houve “prisões, substituições de operários, de alguns gerentes, e de outros que foram investigados, formando uma pequena minoria”, por “atos de sabotagem” na rede elétrica. Durante a campanha eleitoral – claro! – Nicolás Maduro por diversas vezes responsabilizou a oposição pelos apagões classificando-os como atos de sabotagem contra o sistema elétrico do país e anunciou a militarização que ontem passou a vigorar.
            “Temos que constatar em poucos meses os efeitos positivos do que ontem o presidente Maduro instituiu”, assinalou Arreaza, ao garantir que o regime será “implacável” contra os sabotadores, mas também no cumprimento “minucioso dos protocolos de manutenção e de investimentos” no sistema elétrico.
            O ministro venezuelano de Energia Elétrica, Jesse Chacón, por sua vez, disse que injetará capitais na estatal que “controla” o sistema elétrico do país, a CORPOELEC, que implicará em ações necessárias para “estabilizar a geração, transmissão e distribuição de eletricidade” ao país. Em suas promessas, como sempre, o ministro destacou que usará produtos venezuelanos para substituir os importados no funcionamento do sistema e que os investimentos acarretarão uma “economia de recursos” e será projetado visando o “crescimento do consumo para os próximos dez ou vinte anos”.  
            Anunciando uma “transformação radical do sistema elétrico no país”, o ministro disse que serão definidas, nos próximos dias, “todas as áreas que entrarão na zona de segurança nacional”.
            Chacón disse também que o chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas, Wilmer Barrientos, assegurou que os militares participarão ativamente do “controle e do funcionamento do sistema elétrico”. “Mas que não nos vejam como se essa militarização seja para a adoção de medidas arbitrárias. Não. Estamos cumprindo o que estabelece a Constituição, e a nossa missão é a de colaborar e contribuir como uma força nacional”, disse ele.
            O tema “eletricidade” é um dos mais constantes e controversos na Venezuela, que em fevereiro de 2010 sofreu uma forte crise de geração e distribuição que o governo justificou como consequência de uma estiagem qualificada como a pior em 45 anos.
            Em agosto do ano passado, o falecido presidente Hugo Chávez reconheceu que os “graves problemas” no sistema elétrico nacional permaneciam, embora tenha assegurado que caso ele nãotivesse chegado ao poder em seu país, o povo estaria iluminando suas casas com lanternas e cozinhando a lenha.
          Para quem conhece como funciona o socialismo, não será nenhuma surpresa se a Venezuela entra agora num regime de racionamento de tudo, desde a eletricidade até a comida, onde o desabastecimento já é terrível.
          O pior é que os venezuelanos se acostumaram a viver de petrodólares, hoje completamente desviados pelo politiburo de Caracas, e deixaram sua florescente indústria e agropecuária desaparecer e seus capitais e cérebros saírem do país. A situação, que deve piorar, poderá levar a Venezuela à guerra civil no futuro próximo. Anotem aí...
*Francisco Vianna, com imprensa internacional, por e-mail via Grupo Resistência Democrática

quarta-feira, 24 de abril de 2013

"A plataforma petista para a oposição"

Juntos, os quatro comissários mensaleiros do PT foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal a 36 anos de prisão. O partido solidarizou-se com todos e denuncia o que considera uma essência política do julgamento.

A chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, companheira Rose Noronha, está indiciada num inquérito da Polícia Federal por tráfico de influência e o repórter Robson Bonin acaba de revelar que em 2010 hospedou-se no palácio Doria Pamphili, um dos mais belos de Roma e sede da Embaixada brasileira.

Nas últimas semanas a Polícia Federal e o Ministério Público revelaram articulações de um atravessador paulista, Gilberto Silva (pode me chamar de Zé Formiga), usando os nomes de três comissários em suas traficâncias.

Entraram na roda os deputados Cândido Vaccarezza, que ocupou a liderança da bancada de apoio à doutora Dilma até 2012, Arlindo Chinaglia, ex-presidente da Câmara, e José Mentor, cujo irmão é deputado estadual em São Paulo.

O julgamento do STF ainda não acabou, Rose Noronha é apenas uma cidadã indiciada num inquérito e as relações dos comissários com Zé Formiga estão longe de serem provadas.

São três lotes qualitativamente diferentes, mas para a plateia ressoa a frase do deputado André Vargas, vice-presidente da Câmara, rebatendo uma observação do ex-governador gaúcho Olívio Dutra que defendeu a renúncia de José Genoíno ao mandato: “Quando (ele) passou pelos problemas da CPI do Jogo do Bicho, teve a compreensão de todo mundo”.

O problema do PT é a “compreensão”. Tome-se o caso de uma assessora de Vaccarezza, a companheira Denise Cavalcanti. Em julho de 2010 ela ligou para o empreiteiro Olívio Scamatti pedido-lhe emprestado um avião para atender ao deputado.

O doutor está preso. Quando a polícia foi buscá-lo, seu filho mandou a seguinte mensagem a um funcionário de sua empresa: “Luís, apaga tudo, pelo amor de Deus, a Polícia Federal está aqui.” Depois o próprio Scamatti cobrou o apagão da memória de pen drives, um HD externo e um tablet. Vaccarezza informa que demitiu sua assessora. Cadê ela? Até o último dia 19, ocupou um cargo no serviço funerário da prefeitura de São Paulo.

O deputado Arlindo Chinaglia pediu o aprofundamento das investigações e assegura que não conhece Zé Fomiga. Seu ex-chefe de gabinete é citado organizando uma reunião para alavancar um pedido da empreiteira Leão Leão junto ao BNDES. (A Leão Leão adquiriu notoriedade nacional durante a administração de Antonio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto.) O deputado informa que seu chefe de gabinete não está mais no cargo. Cadê? Está no gabinete de outro companheiro.

O presidente do partido, Rui Falcão, reconheceu, há alguns meses, que o principal erro do partido “foi em alguns momentos termos enveredado por práticas comuns a outros partidos, mas o PT não deveria ter se enveredado por elas”.

Falcão conjugou o verbo no tempo errado. O PT não enveredou, está funerariamente enveredado e a transferência da companheira Denise sinaliza isso. Quem quiser, acredite que a doutora Dilma, na sua condição de gerentona, nada tem a ver com a compreensão dos companheiros. Nem ela, nem Lula.

* Por Elio Gaspari 

A revogação do acerto que Lula ajudou a costurar foi mais uma lição da Costa Rica ao Brasil dos corruptos.

"A oposição da Costa Rica vê com estranheza e indignação o papel desempenhado por Lula, envolvido ostensivamente no maior roubo do gênero já ocorrido naquele país. E provocou a manifestação do Ministério Público de lá, que pretendia ouvir o ex-presidente do Brasil sobre o episódio em que se meteu..."
Na sofrida América Latina de governos militares, sempre tivemos o exemplo da Costa Rica. Uma democracia consolidada, onde o voto e alternância de poder são fatos corriqueiros.
A Costa Rica não tem exército, abolido constitucionalmente. Prevaleceu a visão do investimento em outras áreas de atuação governamental.
Passados muitos anos, a Costa Rica continua a nos dar exemplos. Se no passado era uma referência democrática, hoje ─ vergonhosamente para nós – passa a ser uma referência da miopia que se abateu sobre o Brasil.
A presidente Laura Chinchilla convocou uma rede de TV no país anunciar o cancelamento da concessão dada à OAS para reforma e exploração de uma autoestrada por 20 anos. O povo e o parlamento enxergaram no acerto o maior caso de corrupção da história do país. Uma vergonha nacional.
O lucro era absurdamente indecente. Uma privatização (“concessão”, ensina a novilíngua petista) que renderia bilhões a uma empresa brasileira.
Qual foi a lição? A revogação da concessão. E não só. Este contrato contou com a participação direta, presencial e ativa de Luiz Ignácio Lula da Silva!
O mitômano embriagado esteve em San Jose, em viagem paga pela OAS, usando o jatinho da empresa, com diretores da empreiteira, para se reunir com representantes do governo costa-riquenho e solicitar o favorecimento aos novos parceiros.
(A mesma San José abriga o Tribunal Interamericano de Direitos Humanos, que José Dirceu pretende recorrer. Desista, José Dirceu. Todos por lá já conhecem o modo petista de ser. Seu chefe maior fez-nos o favor de demonstrar como é o Brasil da corrupção impune).
A oposição da Costa Rica vê com estranheza e indignação o papel desempenhado por Lula, envolvido ostensivamente no maior roubo do gênero já ocorrido naquele país. E provocou a manifestação do Ministério Público de lá, que pretendia ouvir o ex-presidente do Brasil sobre o episódio em que se meteu. Mais um.
A Costa Rica tem história. O pequeno país caribenho tem nas instituições democráticas o maior valor reconhecido por todos. Lula despreza esses valores. O que preza são acertos com empresários (os que mais combatia quando ainda pretendia implantar o lulismo com seita no Brasil) e mordomias ofertadas por quem sabe qual é o preço do ex-presidente.
A imprensa da Costa Rica credita a Lula o contrato danoso ao país. E a presidente se viu obrigada a cancelar o mesmo, em rede de televisão, para garantir a paz social.
A que ponto chegou o Imperador de Garanhuns! O Brasil agora exporta corrupção? Não basta o assalto aos nossos próprios cofres? Teremos que nos ver humilhados em todo o mundo por levar a países sérios a expertise do lulopetismo em matéria de roubalheira?
Até quando o lobista que paga a amante com o dinheiro público será incensado pelos que idolatram a figura cada vez mais repugnante deste co-presidente a quem – no Brasil – tudo é permitido? Nem mesmo a reprimenda pública na Costa Rica será didática a estes adoradores de corruptos?
É esse o maior presidente da histórial? O “deus” de Marta Suplicy? O intocável de Dilma? O pai dos pobres (e digo eu, dos corruptos, empresários e empreiteiros)?
Na Costa Rica, Lula é somente um lobista barato envolvido naquilo que o povo chama de “o maior escândalo de corrupção em toda a história”.
Eles não sabem que a frase que Lula adotou é “nunca antes neste país!”. Aplica-se literalmente à Costa Rica. Mas já conhecem o método. E a personagem.
Um dia pedimos – nós, os brasileiros! – desculpas a Yoani Sanches pela ignorância nazista com que foi recebida. Hoje temos que voltar a pedir desculpas ao povo costa-riquenho.
Não, o Brasil não é assim. Lula é assim. Sempre foi. Sempre será. Por favor, não nos confundam com ele.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Marina, seria inimiga do progresso brasileiro?

Veta, FPA!
 
Por mais que os votos de Marina Silva possam levar a eleição de 2014 para o segundo turno, é hora da Frente Parlamentar da Agropecuária(FPA) defender o país que representa. O Brasil que produz. O Brasil que trabalha. O Brasil que é sucesso. O Brasil que enfrenta o caos logístico. O Brasil perseguido pelas ONGS ambientalistas internacionais. O Brasil sitiado pelo Ministério Público que defende índios e sem-terra atropelando o direito de propriedade e as decisões do STF. O Brasil caluniado e tripudiado o tempo inteiro pelos inimigos da nossa terra. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) não pode esquecer as ofensas, os ataques, as mentiras e a campanha difamatória movidas contra o setor durante a votação democrática do Código Florestal, sob a liderança de Marina Silva. É hora do "Veta, FPA!". É hora de tratar esta inimiga do Brasil da mesma forma que ela trata os produtores rurais. Vamos, de novo, derrubar o inimigo como se faz na democracia: no voto!  É hora do "Veta, FPA!".
* Blog coturno noturno

Porque as emissoras de TV "protegem" o governo e seus asseclas.

Clique na imagem para ampliar
O blog pontoevirgula traz importante matéria sobre os gastos do governo com emissoras de televisão, apresentando o gráfico acima.
Fica fácil, portanto, porque os comentaristas na TV aberta e as comentaristas na TV fechada, douram a pílula quando se referem aos membros do Governo Federal e seus auxiliares, prepostos, asseclas e até "postes"...

Comunistas envergonham o Brasil!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

A "bomba" que pode explodir!

 

Segundo a reportagem da revista Veja desovada nas bancas neste sábado, Rosemary Noronha, a namorada de Lula, pode se transformar numa “mulher-bomba”, se decidir contar tudo o que sabe.
Rose, como é chamada pelos mais íntimos, está magoada e ameaça um revide em grande estilo, revela a reportagem de capa da revista Veja.
Aqui alguns trechos da incandescente reportagem de Veja. Leiam:
(…)

O resultado da investigação é um manual de como proceder para fraudar e trapacear no comando de um cargo público quando seu ocupante priva da intimidade do presidente da República. Sob o comando da Casa Civil da Presidência, os técnicos rastrearam anormalidades na evolução patrimonial de Rosemary Noronha e recomendaram que ela seja investigada por suspeita de enriquecimento ilícito. Um processo administrativo já foi aberto na Controladoria Geral da União.

(…)
A sindicância destoa da tradição dos governos petistas de amenizar os pecados de companheiros pilhados em falcatruas. Dedicado exclusivamente aos feitos da poderosa chefe de gabinete, o calhamaço de 120 páginas produzido pela sindicância é severo com a ex-secretária. Mostra que Rosemary encontrou diferentes formas de desvirtuar as funções do cargo. Ela pedia favores ao “PR ” — como costumava se referir a Lula em suas mensagens — com frequência.
Era grosseira e arrogante com seus subalternos. Ao mesmo tempo, servia com presteza aos poderosos, sempre interessada em obter vantagens pessoais — um fim de semana em um resort ou um cruzeiro de navio, por exemplo. Rosemary adorava mordomias. Usava o carro oficial para ir ao dentista, ao médico, a restaurantes e para transportar as filhas e amigos. O motorista era seu contínuo de luxo. Rodava São Paulo a bordo do sedã presidencial entregando cartas e pacotes, fazendo depósitos bancários e realizando compras. Como uma rainha impiedosa, ela espezinhava seus subordinados.
(…)
Como chefe de estado
Mensagens inéditas reunidas no relatório da investigação mostram que a ex-secretária foi recebida com honras de chefe de estado na embaixada brasileira em Roma. Todas as facilidades possíveis lhe foram disponibilizadas. Rose temia ter problemas com a imigração no desembarque em Roma. O embaixador José Viegas enviou-lhe uma carta oficial que poderia ser apresentada em caso de algum imprevisto. Rose não conhecia a Itália. O embaixador colocou o motorista oficial à sua disposição. Rose não tinha hotel. O embaixador convidou-a a ficar hospedada no Palazzo Pamphili — e ela não ocuparia um quarto qualquer. Na mensagem, o embaixador brasileiro saudou a ida de Rose com um benvenuti!, em seguida desejou-lhe buon viaggio e avisou que ela ficaria hospedada com o marido no “quarto vermelho”. Quarto vermelho?! Como o Itamaraty desconhece esse tipo de denominação, acredita-se que “quarto vermelho” fosse um código para identificar os aposentos relacionados ao chefe — assim como normalmente se diz “telefone vermelho”, “botão vermelho”, “sala vermelha”…
(…)
Pode explodir
Rosemary Noronha está magoada e ameaça um revide em grande estilo. Sentindo-se desamparada pelos velhos companheiros que deixaram correr solta a investigação que pode levá-la mais uma vez às barras da Justiça, agora por enriquecimento ilícito, a ex-chefe do gabinete presidencial em São Paulo ameaça contar seus segredos e implicar gente graúda do partido e do governo. Se não for apenas mais um jogo de chantagem típico dos escândalos do universo petista, Rose poderá enfim dar uma grande contribuição ao país. Pelo menos até aqui, a ameaça da amiga dileta de Lula faz-se acompanhar de lances concretos — tão concretos que têm preocupado enormemente a cúpula partidária.
O mais emblemático deles é a troca da banca responsável por sua defesa. Rose, que vinha sendo defendida por advogados ligados ao PT, acaba de contratar um escritório que durante anos prestou serviços a tucanos. O Medina Osório Advogados, banca com sede em Porto Alegre e filial no Rio de Janeiro, trabalhou para o PSDB nacional e foi responsável pela defesa de tucanos em vários processos, como os enfrentados pela ex-governadora gaúcha Yeda Crusius.
Os novos advogados foram contratados para defendê-la no processo administrativo em que ela é acusada de usar e abusar da estrutura da Presidência da República em benefício próprio — justamente o motivo da mágoa que Rose guarda de seus antigos amigos (…). Via blog do Reinaldo Azevedo

Os mistérios de Nicolás Maduro.

Foto de Maduro em Cuba… há 27 anos
O jornal  Diario del Huila, de Neiva, Colômbia, publicou entrevista com  Israel Silva Guarnizo, que foi colega de estudos de Nicolás Maduro Moros, entre 1986 e 1987 na "Escuela de Formación Política", em La Habana, Cuba.
Segundo Silva, Maduro e um grupo de jovens de esquerda de vários países da América Latina e África receberam "formação na filosofia marxista, economía política, história da América Latina, história da Revolução Mexicana, entre outros assuntos".
Depois da vitória que obteve nas eleições presidenciais da Venezuela, Nicolás Maduro concluirá o mandato de Hugo Chávez, morto recentemente. Mas, embora queiram que Maduro lidere o país pelos próximos seis anos, até 2019, muitos venezuelanos se perguntam: quem é exatamente esse homem?

Não se sabe muito a respeito de Maduro. Ele tem 50 anos e faz parte do movimento chavista desde seu início, juntamente com a sua companheira, Cilia Flores. Não se sabe também ao certo se eles estão casados ou não. Cilia e Maduro ingressaram no movimento quando ela, advogada, assumiu a defesa de Chávez depois do golpe fracassado comandado pelo bolivariano, em 1992.

Maduro, motorista de ônibus, condutor do metrô de Caracas e sindicalista ativo, acabou conquistando a confiança do líder.

Desde o início da revolução bolivariana, Maduro tem sido uma figura pública continuamente visível na Venezuela. Fez parte da Assembleia Constituinte que redigiu a Constituição de 1999 e foi membro do Parlamento venezuelano até 2005.

Depois disso, Maduro foi nomeado por Chávez como ministro das Relações Exteriores e ocupou o cargo até o fim do ano passado. Nessa função, foi encarregado da política explícita, mas controvertida de Chávez, percorrendo o mundo em todos os sentidos - e era visto, frequentemente, mantendo conversas amistosas com chefes de Estado.

Apesar de sua atuação pública aparentemente ampla, não há muitas indicações de que algumas das iniciativas do governo venezuelano fossem de autoria de Maduro. Ele pouco se manifesta publicamente sobre as prementes questões políticas da Venezuela e elas não são diferentes das que Chávez enfrentava.

Uma das falhas dessa última campanha eleitoral foi o fato de que ainda precisamos conhecer muitas coisas a respeito da vida de Maduro que são anteriores ao seu ingresso na política. No início desta semana, um documento que contém supostamente uma avaliação do trabalho de Maduro desde a época em que ele conduzia o metrô, circulou amplamente na internet.
Nele, o ex-sindicalista é descrito como um funcionário que passava pouco tempo no emprego e muito tempo trabalhando nos sindicatos ou em licença para tratamentos de saúde. Em uma nota interessante, o documento afirma que Maduro não tem diploma que certifique a conclusão do ensino médio; a campanha do chavista não havia comentado a veracidade do documento até ontem.

Outro aspecto interessante é a afirma cão, ainda não refutada, segundo a qual, nos anos 80, Maduro passou uma temporada bastante prolongada em Cuba.

A natureza de sua suposta permanência na ilha não foi explicada, mas alguns militantes da oposição acreditam que ele fazia parte de um programa de doutrinação realizado pelo Partido Comunista Cubano, sob a orientação do general Ramiro Valdés, da ala radical.

Acredita-se que Chávez tenha escolhido Maduro como seu herdeiro porque ele gozava da confiança dos irmãos Castro. Até o momento, Maduro nada fez para contestar essa convicção.

A transmissão do hino nacional cubano durante um ato oficial, dias atrás, realizada simultaneamente por todas as estações de rádio e de televisão do país, provocou certo choque entre o público. Entretanto, não está claro se Maduro o cantou realmente, como alguns membros da oposição afirmam.

Em lugar de apresentar uma biografia convincente do candidato, a campanha de Maduro concentrou-se unicamente em um ponto: confirmá-lo como herdeiro político de Chávez. Maduro fala o tempo todo em Chávez, em todos os seus discursos. Frequentemente, ele se define como seu filho.

Há até um site que se deu ao trabalho de contar o número de vezes em que Maduro falou o nome do presidente morto: segundo a última contagem, o discípulo mencionou seu mestre mais de 7,2 mil vezes desde sua morte, no dia 5 de março.

A campanha de Henrique Capriles se concentrou nos erros político-administrativos de Maduro. Apontam para a situação fragilizada da economia - nos últimos meses, a moeda foi desvalorizada duas vezes, a inflação e a escassez aumentaram consideravelmente e o país enfrenta enormes problemas de déficit público.

Imaturidade. Obrigado pela campanha do opositor a tratar da questão do aumento da criminalidade, Maduro não apresentou um programa para tratar do problema, declarando simplesmente que será "o presidente da segurança" e esse tema será a sua prioridade máxima.

Os venezuelanos elegeram um homem cuja única façanha foi ter sido escolhido por Chávez para continuar governando o país. É lamentável Isto suscita graves questionamentos sobre a sofisticação e a maturidade política do eleitorado venezuelano.
De acordo com um tuíte da oposição, "os venezuelanos estão elegendo um incompetente para agradar a um homem morto". Dada a relutância de Maduro em explicar a que veio aos eleitores, será difícil contestar essa afirmação. E essa é uma questão realmente importante,