quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fidel Castro está na UTI, diz jornalista venezuelano.

RIO - O jornalista venezuelano Nelson Bocaranda Sardi, do diário "El Universal", disse nesta segunda-feira que o estado de saúde de Fidel Castro piorou e ele está internado numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Havana.
Nelson Bocaranda Sardi foi o primeiro jornalista na Venezuela a dizer que Chávez tinha câncer e é um dos mais bem informados sobre a doença do presidente. Seu texto sobre a saúde Fidel, que completou 85 anos neste mês, reforçam rumores que já circulavam no Twitter.
Segundo o jornalista, o agravamento do estado de Fidel levou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a fazer o quarto ciclo de quimioterapia em Caracas - os três primeiros foram em Havana.
Em seu blog , o venezuelano afirma que Fidel chegou a ficar em coma no domingo, mas se recuperou no mesmo dia. O tratamento estaria sendo feito na própria casa do líder cubano, que é equipada com uma sala de emergência hospitalar e uma unidade de tratamento intensivo.
O governo de Havana manteve-se em silêncio diante dos rumores. Pelo Twitter, a blogueira cubana Yoani Sánchez disse desconhecer a informação.
"Meu telefone não para de tocar. Todos perguntam se é verdade que (o estado de) Fidel está muito grave. Não sei. Se sim, nós, cubanos, seremos os últimos a saber", escreveu.

Tribunal confirma condenação de caluniador de Yeda, o ex-diretor do Detran, Sérgio Buchmann.

Yeda foi vítima de uma trama suja e ardilosa dos petistas Olivio Dutra e Tarso Genro.
Saiu nesta quinta-feira a confirmação da condenação do ex-diretor Geral do Detran do RS, Sérgio Buchmann,  na ação indenizatória por danos morais (calúnia  e difamação) que lhe moveu a ex-governadora Yeda Crusius. Yeda já tinha vencido o primeiro round no juizo singular, o réu apelou e os tres desembargadores da 6a. Câmera Civel do Tribunal de Justiça confirmaram a sentença por 2 x 1.
O advogado de Yeda foi o dr. Fábio Medina Osório. O voto decisivo foi do desembargador Túlio Martins.
O ex-diretor Geral do Detran prestou um depoimento mentiroso à Polícia Federal, todo ele baseado em conversas inexistentes com o secretário Adjunto da Administração, Genilton Ribeiro. Ele foi levado às escondidas aos policiais pelo promotor Ricardo Harbstrich. O depoimento foi integralmente vazado para a midia, que imediatamente publicou o material.
A repercussão pública das revelações mentirosas do diretor Sérgio Buchmann deram a senha e forneceram elemento estruturante para a rumorosa entrevista de seis procuradores do Ministério Público Federal, a interposição de temerária ação de improbidade administrativa e da CPI contra o governo Yeda. O depoimento não foi checado. A ação e os demais eventos foran acionados em cima de depoimentos falsos.
Foi tudo construído em cima das mentiras contadas na Polícia Federal por Sérgio Buchmann.
Ao aderir ao Eixo do Mal, o ex-diretor Geral do Detran incorreu em crime e foi agora condenado a pagar pelas calúnias. Ele terá que depositar R$ 50 mil na conta de Yeda Crusius e se retratar publicamente.
Instigado pelo MPF, pela Polícia Federal e pelo jornal Zero Hora, de quem era confidente e fonte exclusiva, o ex-presidente do Detran avançou o sinal, mas vai pagar sozinho a conta. - Na semana passada, em Santa Maria, a juiza federal Simone Barbisan mandou excluir o professor Carlos Crusius da ação por improbidade movida pelo MPF. A juiza absolveu Carlos Crusius liminarmente, porque a denúncia foi considerada imprestável (sem provas materiais e testemunhais - e até sem evidências de tipo algum).
CLIQUE AQUI para ler a sentença do juiz singular.
E-mail da ex-governadora: yeda.crusius@gmail.com

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Em novo ato, bombeiros do Rio devem passar a noite acampados na Assembléia.

Um grupo de cerca de 600 bombeiros estão reunidos na noite desta terça-feira (30) em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) como parte de mais uma manifestação para reivindicar aumento do salário base da categoria e anistia criminal –que ainda não foi concedida definitivamente pelo Congresso Nacional– para os envolvidos na invasão do quartel central dos bombeiros no início de junho deste ano.
Segundo o cabo Benevenuto Daciolo, um dos líderes do movimento, o governo não quer sentar para conversar. “Desde o episódio do quartel não somos recebidos pelo governador e nossas demandas ainda não foram atendidas”, afirmou.
Os bombeiros pretendem passar a noite acampados na Alerj. Amanhã, às 10h, eles devem ser recebidos por alguns parlamentares do governo e da oposição na Casa. Um dos líderes governistas na Assembleia, deputado Edson Albertassi (PMDB), e a deputada oposicionista Janira Rocha (PSOL) tentam costurar um acordo para dar fim a um plano de aumento em 48 parcelas.
Pelo plano proposto pelo governo estadual, foi concedido umaumento de 5,58%em 48 meses. “Nós batizamos esse plano de Casas Bahia, ele só termina em 2014. Esperamos que pelo menos este reajuste, que ainda não chega ao teto que queremos, seja dado sem conta-gotas”, disse um dos bombeiros manifestantes.
Os bombeiros do Rio recebem hoje por volta de R$ 1.000 mensais. Eles querem um teto mínimo de R$ 2.000 e o fim das gratificações. “O governo nos paga por volta de R$ 350 de gratificação, mas não queremos gratificações, queremos salário. Gratificação não se estende a inativos e afastados, por exemplo. Nem vale-transportes nos era oferecido até pouco tempo, e mesmo agora é num valor insuficiente” disse Daciolo.
A assessoria do governo não foi encontrada para comentar o assunto, mas, em ocasiões anteriores, informou que foi feito o possível para atender às reivindicações da categoria.

Polêmica no programa de bolsas-tudo.

Gilmar Mendes trabalha para levar até outubro ao plenário do Supremo um processo que discutirá os critérios para o pagamento de benefícios assistenciais. O debate, que pode acarretar um aumento de despesas de bilhões de reais ao governo Dilma, envolve dois parâmetros principais: se, para ter direito ao benefício, a pessoa tem de receber até um quarto do salário mínimo, conforme prevê a Lei Orgânica da Assistência Social, a Loas; ou se outros indicadores de também são válidos.
*Por Lauro Jardim

Dilma quer remover entulho corrupto do governo passado, diz senador.


COMENTO: E agora? Será que Dilma retroagirá aos velhos tempos quando ela participava do nucleo de poder no planalto, durante o governo de Luiz Inácio?
Será ela deveria começar por seu entorno e desde os "tempos de glória" de José Dirceu?

domingo, 28 de agosto de 2011

Desmontando a farsa de Zé Dirceu.

José Dirceu, que a Procuradoria Geral da República acusa de ser “chefe de quadrilha”, comporta-se como José Dirceu ao compor uma história mal-ajambrada — que não guarda nem mesmo coerência interna — para tentar mudar o foco da questão. Acreditam em suas palavras os seus subordinados ideológicos, os trouxas e aqueles que fazem negócios com a banda podre do petismo. Enviam-me um link do Portal Terra em que se “informa” que Dirceu acusa VEJA de “invadir seu apartamento”. É uma mentira dentro de outra. Nem ele próprio teve essa cara-de-pau. A acusação fantasiosa é de “tentativa de invasão”. Quem redigiu o texto tentou ser mais “dirceuzista” do que Dirceu. Ah, sim: para o portal, a notícia está na acusação do “chefe de quadrilha” (segundo a Procuradoria), não no FATO COMPROVADO de ele receber a cúpula do governo num aparelho clandestino.
Dirceu é realmente um homem notável. Parece ter certa dificuldade para identificar um crime. Não por acaso, referindo-se, certa feita, ao mensalão, disparou: “Estou cada vez mais convencido da minha inocência…” Muito bem! No texto patético publicado em seu blog nesta sexta-feira, NUMA TENTATIVA DE INTIMIDAR A VEJA E DE SE PRECAVER DO QUE ELE JÁ SABIA QUE A REVISTA SABIA, afirma esse monumento da moralidade nacional que o repórter Gustavo Nogueira “tentou invadir” na quarta-feira o quarto em que ele se hospedava.
É mesmo? Na quarta?
Sabem quando foi registrado o Boletim de Ocorrência denunciando a suposta “tentativa de invasão”? SÓ NA NOITE DE QUINTA. Ou seja: foram necessárias, então, mais de 24 horas para que a segurança do hotel e José Dirceu acusassem o suposto crime. Que gente lenta, não é mesmo? Que gente lerda, não é? Lembra a piada da pessoa decorosa que dá 24 horas de prazo para que o outro lhe tire a mão da coxa…
Não percam o fio. A “tentativa de invasão” teria ocorrido em algum momento da quarta, Dirceu não dá a hora, mas o BO só foi lavrado na noite do dia seguinte. O que teria levado à decisão de criar a farsa? Dirceu confessa em seu texto. Na tarde de quinta-feira, o jornalista Daniel Pereira, de VEJA, encaminhou-lhe por e-mail algumas questões, a saber:
1 - Quando está em Brasília, o ex-ministro José Dirceu recebe agentes públicos — ministros, parlamentares, dirigentes de estatais — num hotel. Sobre o que conversam? Demandas empresariais? Votações no Congresso? Articulações políticas?
2 - Geralmente, de quem parte o convite para o encontro - do ex-ministro ou dos interlocutores?
3 - Com quais ministros do governo Dilma o ex-ministro José Dirceu conversou de forma reservada no hotel? Qual o assunto da conversa?
A farsa
Pronto! Dirceu percebeu que a casa tinha caído, que seu bunker — NÃO O SEU APARTAMENTO OU QUARTO — havia sido invadido pela democracia. As perguntas enviadas por Daniel Pereira evidenciavam, sim, que VEJA já sabia de tudo. Era preciso inventar rapidamente uma história; era preciso fornecer à Al Qaeda eletrônica, que presta serviços à banda podre do PT, uma versão, uma história, para espalhar na rede. Afinal, não foi sempre assim? “O mensalão nunca existiu”, lembram-se? Tratava-se apenas de “recursos não-contabilizados”.
Em se texto ridículo, ele afirma ter o direito de se encontrar com quem quiser. Claro que sim! Não duvido que tenha mantido colóquios com pessoas de muito mais baixa estirpe do que aquelas que foram lá se ajoelhar. Elas é que não podem e não devem manter encontros secretos com um declarado “consultor de empresas privadas”, que é só uma perífrase para a palavra “lobista”. Se os convivas de Dirceu fossem empresários, sindicalistas, gente sem qualquer cargo público, a coisa não teria o menor interesse. O Zé sentiu cheiro de carne queimada e resolveu investir numa fantasia cretina. Ora, tivesse mesmo havido o “crime” da reportagem da VEJA, que se acionasse a polícia imediatamente. Não! Dirceu só se lembrou de fazê-lo quando recebeu as perguntas enviadas pela reportagem.
Pessoas ouvidas
VEJA ouviu — reproduzi no post da manhã deste sábado imagens que o comprovam — os empregadinhos de Dirceu que foram lá fazer a genuflexão. Àquela altura, todos eles estavam numa troca frenética de telefonemas: “Ihhh, ferrou! A VEJA descobriu!” — como costuma acontecer, né? Era preciso dar alguma resposta. Como explicar que um ministro do Estado, um presidente de estatal, três senadores do PT, o líder do governo na Câmara, entre outros, tenham ido ao encontro de Dirceu, todos eles interessados na queda do então ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci? Era, obviamente, uma conspiração contra o próprio governo Dilma. E se criou a farsa da “tentativa de invasão”. Cumpre fazer uma nota à margem: ainda que tivesse havido, não há um só dado da reportagem que pudesse ser atribuído a ela.
Quem é o hóspede?Há outras impropriedades no texto de Dirceu. Ele diz, por exemplo, que a reportagem de VEJA tentou invadir o apartamento no qual costumeiramente me hospedo em um hotel de Brasília.” As palavras fazem sentido. Dirceu nem mesmo é “hóspede” porque quem paga a conta é o escritório de advocacia Tessele & Madalena. Aliás, como informa o BO, a empresa deixa à disposição do valente não um, mas dois quartos. Foi do advogado Helio Madalena, um dos sócios, apurou VEJA, a idéia de denunciar a “tentativa de invasão”. Não é a operação mais complexa em que já se meteu. Já se mobilizou, por exemplo, para que o Brasil concedesse asilo político ao mafioso russo Boris Berenzovski. Esses petistas, diga-se, lembram muito aquilo que, no velho Nordeste, se chamava “rapariga”: contam sempre com um “senhor” que os ajuda. Por que um “consultor” de sucesso como Dirceu não pode pagar a conta dos apartamentos em que “costumeiramente” se hospeda, como ele mesmo diz?
Há mais: a história relatada no BO não bate com o que afirma Dirceu em seu post. As inconsistências, no entanto, são, em si irrelevantes. No fim das contas, é tudo parte do jogo. Essa é uma velha tática dessa gente: espalhar 10 versões ao mesmo tempo, todas elas contraditórias entre si, para que seus adversários percam tempo desmentindo a penca de mentiras, como se estivessem se justificando.
Quem tem se de justificar é José Dirceu!
Quem tem de se justificar é Fernando Pimentel!
Quem tem de se justificar é José Sérgio Gabrielli!
Quem tem de se justificar são todos aqueles que foram prestar serviços ao governo clandestino montado por José Dirceu e que serve de núcleo de conspiração contra o governo eleito, que é o Dilma Rousseff.
Dirceu não foi eleito por ninguém! Ao contrário: Dirceu é, diz a Procuradoria, um “chefe de quadrilha” cassado.
Quanto à Al Qaeda eletrônica, dizer o quê? A canalha vai ter de pedir aumento a quem lhe paga o salário. VEJA TEM OBRIGADO OS VAGABUNDOS A TRABALHAR TAMBÉM AOS SÁBADOS E DOMINGOS.
Por último: VEJA não invadiu lugar nenhum! Quem sabe um dia a ala profissional da Polícia Federal o faça. Afinal, a reportagem de capa, com efeito, não relata um caso de política, mas um caso de polícia.
*Texto publicado por REINALDO AZEVEDO originalmente às 19h13 do sábado 27.08.2011

Fatos para reavivar a memória petista sobre o governo corrupto de Lula.

Por Lúcio Neto:
Informação publicada no Estadão Online sobre a "faxina" da Dilma, que é apenas uma faxininha, informa da preocupação dos petistas que temem que isso venha a carimbar a gestão Lula como corrupta.
Esses elementos são mesmo desmiolados, não têm memória e querem se passar por inocentes.
A gestão Lula, comprovadamente, foi a até agora a mais corrupta da história do Brasil desde a descoberta de Cabral.
Vou apresentar a informação do Estadão na íntegra, em contraponto com matérias do Acervo Digital da revista VEJA, que você pode acessar aqui e conhecer a verdadeira ou recordar os fatos da gestão Lula.
Você poderá entender porque Lula Apedeuta da Silva fez e faz um mal terrível a este país. Sem ele na vida política do Brasil, já estaríamos em outro estágio do nosso crescimento. Com ele, regredimos para este lamaçal da praga da corrupção que contamina a tudo e a todos.
Petistas temem que ‘faxina’ de Dilma carimbe gestão de Lula como ‘corrupta’
A "faxina" no governo da presidente Dilma Rousseff, que já derrubou quatro ministros em dois meses e doze dias, causa extremo desconforto no PT.
Dirigentes do partido, senadores, deputados e até ministros temem que, com a escalada de escândalos revelados nos últimos meses - especialmente nas pastas dos Transportes, do Turismo e da Agricultura -, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva acabe carimbado como corrupto.
Todos os abatidos foram "herdados" de Lula.
Em conversas a portas fechadas, petistas criticam o estilo de Dilma, a "descoordenação" na seara política e o que chamam de "jeito duro" da presidente.
Uma das frases mais ouvidas nessas rodas é: "Temos de defender o nosso projeto e o Lula."
Mesmo os que não defendem abertamente a volta de Lula na eleição de 2014 dizem que Dilma está comprando brigas em todas as frentes - do Congresso ao movimento sindical -, sem perceber que, com sua atitude, alimenta o "insaciável leão" do noticiário e incentiva o tiroteio entre aliados.
Na avaliação de petistas, o poderoso PMDB - que na quarta-feira, 17, perdeu o ministro da Agricultura, Wagner Rossi - não é confiável e acabará dando o troco a qualquer momento.
Convocação
Dilma chamou ministros do PT e dirigentes do partido para uma conversa, no Palácio da Alvorada. Chegou a telefonar para os que estavam fora de Brasília e ordenou que todos chegassem mais cedo à capital. A presidente pediu o encontro para ouvir a avaliação dos auxiliares sobre a crise na base aliada.
Ela contou ali sobre a reunião com Lula na semana anterior, admitiu a necessidade de se reaproximar dos partidos que compõem a coligação e avisou que teria um tête-à-tête no dia seguinte com o vice-presidente Michel Temer e com os líderes do PMDB na Câmara e no Senado.
Àquela altura, a situação de Rossi era considerada complicada, mas ainda não havia sido divulgada a notícia do uso do jatinho de uma empresa que tem negócios com o governo pelo então ministro, afilhado de Temer.
Com receio da reação de Dilma - conhecida pelo temperamento explosivo -, alguns ministros pontuaram, com todo o cuidado, os problemas de relacionamento no Congresso após as demissões e citaram o PMDB e o PR.
As alianças para as eleições municipais de 2012 também entraram na conversa.
Pois é, a história está aí para quem desejar ler e refrescar a memória. Dilma não está sujando Lula.
Ela e Lula já estão sujos há muito tempo na lama da corrupção.
Contra fatos não há argumentos.
Navegue pelas páginas do Acervo Digital de VEJA para entender o que é este governo petista.

A Grécia luta para sair do buraco, e descobre fraudes na Previdência que lembram um certo país…

Por Rocardo Setti:
A Grécia luta para sair do buraco, e descobre fraudes na Previdência que lembram um certo país…
 Primeiro ministro grego Giorgos Papandreu (foto) luta para sair do buraco financeiroO governo do primeiro-ministro Giorgos Papandreu, na Grécia, vem lutando com todas as armas possíveis para tirar o país do buraco financeiro e fazer frente às condições da União Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI para os dois gigantescos resgates sucessivos que recebeu — de 110 bilhões de euros e, posteriormente, outros 115 bilhões.
Papandreu, que precisa obter 50 bilhões de euros em privatizações — o governo grego possui até cassinos — acaba de aceitar 400 milhões de euros da gigante alemã de telecomunicações em troca de 10% das ações da OTE, a estatal grega da área. Além disso, o governo grego anunciou ter detectado uma gigantesca fraude na previdência pela qual 5.400 famílias de funcionários já falecidos estavam dando um jeito de receber suas aposentadorias.
Neste último caso, parece um país que conhecemos, não?

Estuprada pelo pai, absolvida pelo júri...

Nesta quinta-feira, no Recife, uma mulher que fora violentado pelo próprio pai desde os nove anos de idade, e que teve 12 filhos com o tarado, foi absolvida pelo júri por ter encomendado a morte do sujeito. Ela contratou dois homens para o “serviço”. Em julgamento anterior, eles foram condenados a 17 anos de reclusão cada um. Ela, no julgamento de hoje, foi absolvida. Tese da defesa: inexigibilidade de conduta diversa. Em síntese, quer dizer que a acusada não poderia ter agido de outra forma diante da situação em que se encontrava, ou seja, segundo a tese defensiva aceita pelo júri, para se livrar das agressões do pai tarado, que já queria estuprar a neta, só mandando-o para a cidade dos pés juntos...

sábado, 27 de agosto de 2011

Estranha decisão da Justiça, beneficia Sarney, o novo marajá.

Decisão do TRF beneficia José Sarney, que recebe supersalário de R$ 62 mil
A decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1) que derrubou a liminar que determinava que os salários dos servidores dos três poderes não podem ultrapassar o teto constitucional beneficiou o próprio presidente do Senado, José Sarney. O acúmulo de vencimentos de Sarney chega a R$ 62 mil reais, quase o dobro dos R$ 26,7 mil que recebem os ministros do Supremo Tribunal Federal e que equivalem ao limite determinado pela Constituição para o funcionalismo público.
O Tribunal de Contas da União (TCU) estima que a administração pública federal tenha tido prejuízo de R$ 157 milhões em 2009 com os supersalários, sendo que R$ 11 milhões teriam sido pagos para 464 servidores do Senado.
De acordo com o site Congresso em Foco , o supersalário do presidente do Senado se deve aos R$ 26.700 que ele recebe pela Casa e mais duas aposentadorias acumuladas. O site afirma que, segundo o Ministério Público, o presidente do Senado recebe as aposentadorias como ex-governador do Maranhão e como servidor do Tribunal de Justiça do estado. Em 2009, a Folha de São Paulo mostrou que as duas aposentadorias rendiam a Sarney R$ 35.560,98 por mês, em valores de 2007. Como hoje o salário de senador é de R$ R$ 26.723,13, a remuneração de Sarney seria agora de pelo menos R$ 62.284,11, afirma o Congresso em Foco.
A liminar foi derrubada após o próprio Senado ter entrado com um recurso para que os salários dos seus servidores não fossem limitados ao teto do funcionalismo público. Além de Sarney, a reversão da liminar da Justiça Federal deverá beneficiar a secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra.
Em junho, ação movida pelo Ministério Público levou a Justiça Federal a suspender pagamentos a servidores da União e do Senado Federal superiores ao valor do teto , mesmo quando os valores extras sejam por gratificações, comissões ou horas-extras. Na ocasião, o juiz Alaôr Piacini, do Distrito Federal, ressaltou que apenas alguns benefícios podem ultrapassar o teto na soma com o salário, como auxílio-alimentação, auxílio-moradia, gratificação natalina e adicional noturno.
Coincidência ou não, ao derrubar a liminar, o desembargador Olindo Menezes usou, para justificar a liberação dos supersalários, o mesmo termo do texto da Justiça Federal para limitá-los: que a decisão atentatava "contra a ordem pública".
Na terça-feira, o procurador regional da República no Distrito Federal Renato Brill de Góes criticou a decisão de Menezes e disse que a justificativa do desembargador é "absurda e falaciosa". O procurador também considerou "risível" o argumento do presidente do TRF-1 de que a suspensão do pagamento de salários acima do teto "põe de joelhos o normal funcionamento dos serviços públicos do Senado Federal".
* Leia mais em O globo

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Prefeitos deixam estragar os remédios que seriam para o povo.

Remédios vencidos: prefeitos vão depor. Pena pode chegar a 15 anos.

Policiais acharam 7 mil caixas de medicamentos, quase todos vencidos, na Secretaria de Saúde da Prefeitura de Teresópolis.
O ex-prefeito de Teresópolis Jorge Mário (ex-PT) e o atual, Arlei de Oliveira Rosa (PMDB), terão de depor na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública a respeito de 7 mil caixas de remédios - a maioria com a validade vencida - encontrados em um sótão na Secretaria Municipal       de Saúde.
A afirmação foi feita ontem pelo delegado titular Marcos Cipriano, que também vai intimar Carlos Otávio, atual secretário de Saúde, e Acyr Pires, que ocupava a pasta na gestão de Jorge Mário, afastado do cargo.
Segundo o vereador Carlos César Gomes (PMDB), parte dos medicamentos foi doada após a tragédia causada pela chuva, que deixou 900 mortos em janeiro. O restante pertencia à secretaria.
A polícia recolheu ontem os remédios - entre eles anti-inflamatórios e antibióticos-, que passarão por perícia e, depois, inutilizados.
Faltam remédios
Carlos César disse a O Globo que, nos postos de saúde da cidade, faltam 95 dos 115 medicamentos obrigatórios da lista do SUS (Sistema Único de Saúde), entre eles alguns dos remédios que foram       encontrados vencidos no depósito da prefeitura.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vergonha: Mulher grávida perde filhos por falta de atendimento médico.

Uma mulher de 27 anos, grávida de aproximadamente 30 semanas, perdeu os dois filhos gêmeos, nesta terça-feira (23), após falta de atendimento no Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Belém. Segundo informações da Polícia Civil, ela e o marido teriam sido impedidos de entrar no estabelecimento por um funcionário que estava na portaria, sem que tivesse comunicado os médicos de plantão. A alegação seria a falta de leitos na maternidade da Santa Casa.
A gestante permanece internada na Santa Casa, com quadro estável e sem previsão de alta.
Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi acionada pelo marido da gestante, que a encaminhou para o Hospital das Clínicas, que também não teria condições de prestar atendimento à paciente. Ela, então, foi levada novamente pelos bombeiros para a Santa Casa, onde teria sido impedida de entrar novamente.
Neste segundo momento, a médica que estava de plantão, teria se negado a prestar atendimento à gestante. Por essa razão, um dos bombeiros e um policial militar chegaram a dar voz de prisão à médica por negligência.
A prisão dela não foi confirmada pela Polícia Civil, que informou que a profissional de saúde foi detida para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido e liberada em seguida. Segundo a Santa Casa, a médica que fez o atendimento no setor de triagem se apresentou espontaneamente à delegacia, acompanhada de testemunhas e dos procuradores da Santa Casa, para prestar esclarecimentos sobre o fato.
Enquanto esperava por atendimento, de acordo com os bombeiros, a gestante teve um sangramento e uma das crianças nasceu na ambulância da corporação, mas sem vida. A segunda criança nasceu, também sem vida, na Santa Casa.
A Polícia Civil ouviu o depoimento, na noite desta terça-feira, dos bombeiros que prestaram os primeiros socorros à gestante. A delegada responsável pelo caso, Maria do Socorro Picanço, apura os possíveis crimes de omissão de socorro e homicídio culposo, sem intenção de matar.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A eleição de Natalie Lamour para a Câmara Federal.

Em um país onde a educação é criminosamente sucateada, como parte de uma estratégia destinada a manter a maioria população analfabeta ou, pelo menos, analfabeta funcional, permitindo a farta utilização do "escambo eleitoral" como instrumento de domínio das massas, nada mais pertinente do que o uso de telenovelas como forma de esclarecimento público. No final da novela "Insensato Coração, o desfecho da personagem Natalie Lamour, um misto de alpinista social e prostituta de luxo, interpretada pela atriz Débora Secco, não poderia ser mais esclarecedor.
Ao transformar uma cidadã totalmente desprovida de preceitos éticos e morais, em representante do povo na luta contra impunidade na vida pública, os autores deram uma aula de como funciona a política brasileira, na qual alguns "partidos nanicos", de formato cartorial, criados com o único propósito de garantir a sobrevivência, inclusive financeira, de alguns espertalhões, fazem ostensivo uso eleitoreiro de personalidades com grande exposição na mídia, como forma de angariar os votos através dos quais, por conta do instrumento do voto de legenda, conseguem garantir seus próprios mandatos.
Do jeito que a coisa vai, ou o Brasil faz uma Reforma Política decente, acabando com os gigolôs de partidos, ou continuaremos "enxugando gelo", nessa vergonhosa rotina de eleger candidatos exóticos, que na maioria das vezes encaram o mandato como um mero "emprego", no qual acreditam prevalecer a tristemente famosa "Lei de Gerson". Será que é isso que os teóricos chamam de "Democracia"?

Nenhum farsante escapará...

Por Augusto Nunes:
“Não fale uma sandice dessas”, irritou-se o ex-presidente Lula com Denise Chrispin Marin, correspondente do Estadão em Washington.
“Conheço as pessoas e sei como me referi a elas”, continuou, decidido a ampliar a coleção de momentos inverossímeis registrados na entrevista coletiva desta quarta-feira.
Ao saber que o palestrante aprendiz está pronto para pacificar a Líbia – é só Dilma Rousseff chamar –, a jornalista lembrou que em dezembro de 2003, num jantar em Tripoli, Lula qualificou Muammar Kadafi de “companheiro e amigo”.
E então o ator canastrão incorporou o ofendido de araque para garantir que não disse o que disse.
Não parou por aí. “Jamais falaria isso por uma razão muito simples: porque eu tenho discordância política e ideológica com Kadafi”, recitou sem ficar ruborizado.
Ou porque é muito gentil ou porque a perplexidade a emudeceu, Denise desperdiçou uma boa chance de emparedar o embusteiro.
Deveria ter registrado que os afagos verbais em Tripoli foram confirmados pelo nicaraguense Daniel Ortega e pelo argelino Mohamed Ben Bella, presentes ao jantar. Foram também testemunhados pelo tradutor sem o qual Lula não sabe o que se passa ao redor.
Melhor ainda seria recordar ao amnésico seletivo que as carícias retóricas murmuradas em Tripoli foram reprisadas há um ano e meio em Sirte, na 13ª Reunião de Cúpula da União Africana.
E desmontar a farsa com a leitura em voz alta da reportagem do enviado especial Andrei Netto, publicada pelo Estadão em 2 de julho de 2009.
Um dos trechos reproduz a derramada saudação a Kadafi feita por Lula:  “Meu amigo, meu irmão e líder”, discursou o convidado de honra, mirando com olhar de noiva o psicopata anfitrião.
O restante do palavrório deixou claro que aquilo não fora um escorregão de palanqueiro sem compromisso com a verdade.
Lula estava lá para reafirmar a solidariedade do governo brasileiro a estadistas incompreendidos.
Elogiou abjeções mundialmente desprezadas, louvou celebrou a generosidade de assassinos, louvou o fervor democrático de liberticidas, festejou o patriotismo de corruptos de carteirinha e reiterou a admiração pela biografia infame do ditador da Líbia.
Mais de sete anos depois de Tripoli, menos de dois depois de Sirte, o companheiro, amigo, irmão e liderado de Kadafi resolveu proclamar inexistentes o acasalamento promíscuo e as cenas de cumplicidade explícita.
É tarde.
E é impossível.
Espertalhões bem mais sagazes que Lula também tentaram substituir fatos amplamente documentados por mentiras convenientes.
Nenhum dos farsantes foi muito longe.
Todos acabaram vencidos pela verdade.
Todos jazem na vala comum reservada aos falsificadores da História.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Insensata nação.

Mataram a Norma?
Novidade nenhuma. No Brasil, matam ela todo dia. E não é só na novela. Como bem diria um “adevogado” caipira, sobrevivemos no País da “ANORMIA”. Normas, Leis, Regras valem cada vez menos sob a égide do Governo do Crime Organizado. São barbaramente desrespeitadas, ignoradas, violentadas e, literalmente, eliminadas, sempre que convém. Bandidos abundam! E a injustiça institucionalizada nos enterra culturalmente...
Na ficção televisiva, “quem matou a Norma” rendeu uma boa audiência noveleira, na quinta e na sexta. Ah, coração... Insensato e leviano! Foi a leniente mamãe Wanda quem matou a vilã. Tudo para que Norma não infernizasse, ainda mais, a vida de seu filhinho-vilão. Para tristeza da mamãe-assassina, Léo terminou morrendo, de forma brutal, na prisão. Os detentos lhe encheram de pancada e o jogaram do alto do prédio-masmorra. Tudo a mando do malvado banqueiro (que redundância!) Cortez, que queria se vingar dele pela deduragem em um golpe financeiro que o levou à falência e para cadeia. Pelo menos na novela, bandido vai preso ou morre.
Na dura realidade brasileira, prevalece a insensatez do desrespeito a mais elementar norma constitucional. Nossa Carta Magna e o Supremo Tribunal Federal nos asseguram que não pode haver censura por aqui. No entanto, um juiz no Ceará pensa diferente. Julgando que o Google cometeu "uma afronta aos Poderes legalmente constituídos pela nossa Carta da República", o magistrado determinou um bloqueio de R$ 225 mil das contas da transnacional.
O Google foi punido porque se recusou a cumprir a inconstitucional ordem de tirar do ar três blogs, com textos anônimos, acusando de corrupção e desvio de verba o prefeito da cidade cearense de Várzea Alegre. José Helder de Carvalhoreclamou na Justiça que sua santa imagem teria sido denegrida pelos textos. Muitos profissionais do direito têm dificuldade em praticar os ensinamentos de Mariano da Fonseca (1773-1848), que usava o pseudônimo de Marquês de Marica para escrever frases geniais como esta:"A liberdade da imprensa é talvez o melhor remédio e corretivo do abuso das outras liberdades".
Em nota, o Google reafirmou que acredita na liberdade de expressão – aliás, garantida por nossa Norma Constitucional periodicamente assassinada pelo espectro do autoritarismo que parece infestar a genética tupiniquim. O Google mandou bem: "Os casos de uso indevido dessa liberdade são punidos com a remoção dos conteúdos ilegais identificados, mas o Google não exerce controle prévio sobre os conteúdos criados pelos usuários nem fará o papel de polícia ou de juiz em relação aos conteúdos criados pelos internautas".
Por que a Justiça brasileira é tão ineficiente na punição aos criminosos da administração pública? A culpa é da Norma. Eita vilã desgramada! No Brasil, a “otoridade” que comete o crime de enriquecimento ilícito, via corrupção ativa ou passava, sofre apenas uma punição branda: a perda da função pública. Logo, o crime compensa para quem já roubou o suficiente para se tornar bem rico e ainda mais poderoso. Apenas por mau exemplo, paguem pra ver se algo, além de perda do cargo, vai acontecer contra o recém-cassado prefeito de Campinas, o famoso Dr Hélio, amigo íntimo e parceiro de cardeais petistas, como Lula e José Dirceu.
A Norma aqui só é dura contra ladrão de galinha. As leis parecem feitas apenas para punir pobres e otários. Vide o que aconteceu no Ministério do Planejamento. Foi exemplarmente exonerado o funcionário, engraçadinho, que postou no Twitter oficial da pasta uma piadinha sobre a Presidenta da República. A mensagem ironizava que Dilma Rousseff seria “garota-propaganda do produto Veja Limpeza Pesada”... Imagem ficcional maior que esta, impossível? Dilma está mais para arrumadeira que para faxineira.
Imagina se a Câmara dos Deputados resolvesse promover uma cerimônia de instalação da comissão que vai reformar o Código de Processo Civil, e o protocolo escalasse para ficar, lado a lado, um ministro do Supremo Tribunal Federal e um deputado que será julgado no escândalo do Mensalão – o crime de pagamento de propina pelo governo a parlamentares? Imagina se algum novelista produzisse um roteiro em que o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) tivesse de ser filmado em reuniões de trabalho e eventos públicos com o supremo-ministro Luiz Fux que será obrigado a julgá-lo, em breve, decidindo se o parlamentar vai se transformar ou não em réu.
A vida institucional brasileira parece uma novela de terror. Por isso, tantos brasileiros e brasileiras se preocupam tanto com a vida – na ficção noveleira. Aliás, a Norma de Insensato Coração não se parece com aquela bela moça que foi a mãe do personagem principal daquela super-produção cinematográfica “O Filho do Brasil”?
Parece que a ficção confunde a cabeça da gente. Por isso, ficamos até com a falsa impressão de que o melhor negócio é tomar muita cachaça e dar palestra sob cachê milionário, como garoto-propaganda da Engenharia Social do globalitarismo.
*Texto de Jorge Serrão, Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

Dilma Rousseff no Sanatório Geral.

CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA: “Olha, eu acho que é para qualquer pessoa, brasileiro ou brasileira, é algo muito… Primeiro, honroso”. (…) “Eu acho, para qualquer pessoa, estou falando do meu lado, do pessoal que está tocando o governo Lula, é uma honra. (…) É uma honra, é uma honra, sem sombra de dúvidas”.

Algumas lembram uma redação de aluno de curso primário. outras parecem extraídas do diário de uma normalista de antigamente. Há as que reproduzem pensamentos de botequim e as que não dizem coisa com coisa. Somadas, as frases que vivem internando Dilma Rousseff no Sanatório Geral, anotadas na ficha da paciente, informam que se trata de uma freguesa de carteirinha da ala das cabeças despovoadas de ideias. No conteúdo, todas as declarações são mais rasas que um livro de José Sarney. Na forma, são tão confusas quanto um discurso de improviso do maranhense imortal.
Enquanto pôde, Dilma fantasiou-se de mulher de poucas palavras e muita ação. Só episodicamente o deserto intelectual era traído por retumbantes cretinices. “Isso é a espetacularização do nada”, recitou, por exemplo, quando pilhada em flagrante fabricando na Casa Civil dossiês que transformavam Fernando Henrique e Ruth Cardoso em perigosos perdulários. Promovida a candidata à Presidência, procurou refugiar-se em frases tão refinadas quanto a etiqueta do cangaço.
* Por Augusto Nunes - Veja Online

domingo, 21 de agosto de 2011

Por quê Paulo Bernardo não responde?

O ministro foge de pergunta sobre o uso de avião de empreiteira que faz obras públicas e financiou campanha da mulher, Gleisi Hoffmann.
O empréstimo de aviões particulares para autoridades há tempos faz parte do amplo cardápio de relações promíscuas entre o poder público e o setor privado no país.
 Mas apenas recentemente esse tipo de conduta começou a ganhar ares de escândalo. Em junho, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, mergulhou em um inferno astral quando foi revelado, após uma tragédia aérea, que ele costumava viajar em aviões de empresários com grandes contratos com seu governo.
Na semana passada, um dos motivos da demissão do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, foi a divulgação de que ele viajou em um jatinho de uma empresa beneficiada por decisões do ministério. 
ÉPOCA perguntou a 30 ministros da presidente Dilma se eles já viajaram em algum jato particular desde que assumiram seus cargos.
Dos contactados, 28 responderam prontamente que não. O ministro dos Transportes, Paulo Passos, informou que já teve de usar aviões particulares para vistoriar obras de sua pasta localizadas em áreas remotas, aonde aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) não tinham como chegar.
 O ministro das Cidades, Mario Negromonte, deputado federal eleito pela Bahia, disse que freta, por sua conta, aviões particulares para chegar a determinadas cidades de sua base eleitoral.
A presteza desses ministros contrasta com o comportamento do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Por quatro vezes nos últimos 40 dias, ÉPOCA perguntou a Paulo Bernardo sobre suas eventuais viagens em um avião particular quando exercia o cargo de ministro do Planejamento no governo Lula.
Trata-se do King Air, matrícula PR-AJT, que pertence ao empresário Paulo Francisco Tripoloni, dono da construtora Sanches Tripoloni. Em nenhuma dessas ocasiões, Bernardo respondeu à pergunta.
A indagação tem duas razões.
 Um parlamentar que integra a base de apoio do governo Dilma no Congresso relatou a ÉPOCA que viu Paulo Bernardo embarcar no ano passado no avião da construtora Sanches Tripoloni em um terminal do Aeroporto de Brasília, usado por empresas que operam aviões particulares.
Outro parlamentar, de oposição ao governo, também afirmou que a chefe da Casa Civil da Presidência da República, a ministra Gleisi Hoffmann, mulher de Paulo Bernardo, usou o avião em sua pré-campanha ao Senado Federal pelo Paraná.
 Na ocasião, Gleisi era presidente regional do PT e não ocupava cargo público.
 Bernardo era simplesmente o responsável pelo Orçamento da União e por definir as verbas para obras públicas.
Como ministro do Planejamento, Paulo Bernardo mostrou um empenho especial na construção do Contorno Norte de Maringá, no Paraná – uma obra tocada pela empreiteira Sanches Tripoloni, que já custa o dobro de seu preço original.
 Inicialmente, Bernardo ajudou a liberar verbas para a obra, destinadas por meio de emendas parlamentares ao Orçamento da União.
Depois, Bernardo conseguiu incluir a construção do contorno no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que livrava o empreendimento da dependência de emendas parlamentares, sempre sujeitas a contingenciamentos e cortes orçamentários.
 Em junho de 2010, Paulo Bernardo convenceu o então presidente Lula a assinar um decreto incluindo o anel rodoviário de Maringá num regime especial no PAC.
No mundo das acirradas disputas por verbas em Brasília, o regime especial equivale a um passe de mágica: assegura transferências obrigatórias de dinheiro público para o empreendimento.
De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), há problemas graves na obra em Maringá, como superfaturamento de preços pela construtora Sanches Tripoloni.
A empreiteira não deixou, porém, de receber dinheiro público, mesmo depois de ter sido declarada “inidônea” pelo TCU em 2009 por causa de outra obra no Paraná: a construção do contorno rodoviário de Foz do Iguaçu.
A construtora Sanches Tripoloni é hoje uma das empreiteiras que mais recebem verbas públicas. No ano passado, ela recebeu R$ 267 milhões do governo federal. Sua ascensão é recente. Em 2006, por causa da má situação financeira da empresa, seus sócios chegaram a registrar uma redução de capital.
Na campanha eleitoral de 2010, a empreiteira e seus donos fizeram doações de R$ 7 milhões, especialmente para o PR, que comandava o Ministério dos Transportes, e o PT.
No Paraná, eles doaram R$ 510 mil para a campanha da ministra Gleisi Hoffmann ao Senado.
O deputado estadual Ênio Verri, do PT do Paraná, que foi chefe de gabinete de Paulo Bernardo no Ministério do Planejamento, também foi beneficiado por uma doação.
A recusa de Paulo Bernardo em falar sobre o eventual uso do avião da Sanches Tripoloni deixa várias dúvidas no ar.
Se ele não fez nada que pudesse ser caracterizado como um conflito de interesses, bastaria ter adotado o mesmo procedimento de seus colegas de governo Dilma Rousseff e respondido à pergunta.
Como não responde, levanta-se a suspeita de que Paulo Bernardo tenha algum tipo de dificuldade para explicar suas relações com a construtora Sanches Tripoloni.
Em ambos os casos, o comportamento do ministro pode se demonstrar inadequado, além de inútil.
Nos próximos dias, parlamentares de oposição encaminharão à Mesa da Câmara um pedido de informação sobre quem viajou no avião PR-AJT desde que ele foi comprado pela empreiteira, em abril de 2009 – e a identidade dos passageiros do King Air poderá ser conhecida.
ÉPOCA também perguntou à ministra Gleisi Hoffmann se ela viajou no avião da Sanches Tripoloni nos últimos três anos. Até o fechamento da edição, ela mantinha, como o marido, silêncio absoluto sobre o assunto.
Questionada se o avião da empreiteira transportou Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, a Sanches Tripoloni disse que “não tem conhecimento sobre o transporte das autoridades em questão”.
* Andrei Meireles e Marcelo Rocha, na ÉPOCA 

Brasil de luto.

sábado, 20 de agosto de 2011

Garganta profunda.

E o governo quer que a população contribua mais tempo para o INSS, como se esse dinheiro voltasse, de alguma forma, em benefícios para os escravos financiadores das mordomias reais e roubos palacianos. Isso se chama COVARDIA! E ainda por cima vetam o reajuste real do valor das aposentadorias. É simplesmente inacreditável! A Saúde Pública no Brasil é escandalosamente covarde, ineficiente, desrespeitosa, ineficaz, quase inexistente!
Onde está a fortuna que o brasileiro paga de INSS? No bolso de quem? Pois em serviços não está sendo aplicado, isso é certo! Como podem os políticos deitarem suas cabeças em paz nos seus travesseiros? Que garganta profunda é essa que nada sacia a sede de dinheiro?
Essa política de extorquir dinheiro do contribuinte está ficando pornográfica! A Controladoria Geral da União (CGU), declarou este ano, em maio, que foram desviados do Ministério da Saúde, nos últimos 8 anos, mais de R$1.500.000.000,00 (caso alguém tenha alguma dúvida, já que é tanto zero, é isso mesmo meus amigos, 1 BILHÃO E 500 MILHÕES de Reais, desviados por Estados e Municípios! COMO PODEM ROUBAR TANTO? Pergunto eu para quê servem a Polícia Federal, Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União e centenas de órgãos mais que deveriam fiscalizar o uso do dinheiro público, afinal são TODOS sustentados pela população! 
*Recebido por e-mail, via grupo resistência democrática.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Itamaraty sabia o que estava fazendo ao endossar a carnificina na Siria.

Quando o Itamaraty, junto com a Índia e a África do Sul, assinou a declaração contra a aplicação de sanções contra Bashar al-Assad que ha cinco meses vem promovendo um massacre contra manifestantes desarmados, alegando que o ditador tinha prometido “reformas políticas” e precisava apenas de tempo para coloca-las em prática, a diplomacia brasileira já sabia que isso era mentira e que o “tempo” que Assad pedia seria usado exatamente para o contrário.
Desde então, ele acrescentou também sua marinha aos blindados e à aviação que já vinha usando contra as cidades mais envolvidas na rebelião. Hama, que seu pai, Hafez, tornou tristemente célebre em 1982 quando a bombardeou por dias a fio matando pelo menos 40 mil pessoas pelas mesmas razões que o filho repete a dose agora, foi varrida, a partir do mar, por uma verdadeira tempestade de balas de metralhadoras pesadas e, em seguida, invadida pelas tropas de Assad que iam de casa em casa arrombando portas e fuzilando sumariamente todos que encontrava, mulheres e crianças inclusive.
Feito o “serviço”, a televisão estatal síria transmitiu, em 4 de agosto, cenas horripilantes de pedaços de corpos flutuando nas águas vermelhas de sangue do rio Orontes, que atravessa a cidade, para sinalizar aos manifestantes do resto do país o que os esperava. Para o exterior, disse cinicamente que se tratava de corpos dos seus soldados “despedaçados pelos manifestantes”.
Não parou por aí, como se sabe. Depois de Hama, os subúrbios de Damasco também passaram por uma carnificina, assim como as cidades de Deir al Zour, Abu Kamal e Latakia. Mais de 2.500 pessoas foram trucidadas até agora.
A redobrada brutalidade que o Itamaraty vem ajudando a prolongar apenas confirma o que fontes ligadas ao serviço secreto israelense já tinham antecipado em relatórios circunstanciados demais para serem postos em duvida que foram publicados no mundo inteiro.
Assad estava correndo contra o relógio.
Cerca de 80% de sua força militar é constituída por soldados conscritos. No dia 2 de agosto (um dia antes do Itamaraty perpetrar a sua perfídia), quando terminava o prazo de serviço de 6 mil deles, o governo anunciou um decreto revogando a sua baixa. É que a chamada de reservistas feita no início de 2011 teve menos e 30% de respostas. Ao mesmo tempo, as deserções vêm aumentando todos os dias. Em meados de julho, 12 mil soldados foram oficialmente declarados desertores. O numero teria subido para 18 mil, segundo fontes israelenses, até a segunda semana de agosto.
Ate 7 de agosto passado seu ministro da defesa, general Ali Habib, de 72 anos, ainda foi visto dando expediente normalmente em seu gabinete. Desde o dia 8, porém, ele desapareceu misteriosamente. Para desmentir os boatos de que tinha sido assassinado em sua casa (houve vários casos de “expurgos” desse genero na alta cupula militar antes), Assad mandou a televisão oficial transmitir “uma declaração do general” feita por uma voz em off enquanto a TV exibia uma fotografia dele, dizendo que se afastara para tratar-se de um câncer de próstata de que se teria operado em julho. Mas não ha nenhum registro dessa “operação”. Habib nunca deixou seu posto antes.
Assad, entretanto, não mostrou nenhuma pressa em substituí-lo. Embora estivesse em curso a semana mais sangrenta do que ele chama de “uma guerra contra terroristas” que desafiam seu governo, o novo ministro, general Daud Raja, nomeado ha poucos dias, é conhecido por nunca se ter envolvido diretamente em operações de campo. Ele cuidava de desenvolver misseis de longo alcance e adaptar outros em poder de Assad para carregar ogivas com agentes químicos.
Mas porque teria o ditador se disposto a alterar toda a cupula do seu comando militar bem no meio dessa “guerra”?
Porque  Assad atribuía o problema das deserções e da dificuldade de recrutar novas tropas à crescente resistência do general Habib em seguir massacrando seu próprio povo.
Na verdade, o mundo inteiro sabe que Habib tinha sido jogado para escanteio ha mais tempo e que a operação de erradicação pelas armas de qualquer dissidência ao regime vem sendo comandada pelo cunhado de Assad, general Asif Shawqat, chefe do serviço de inteligência militar, e pelo seu irmão mais moço, Ali Masher Assad. Mas diante da crescente pressão internacional, Bashar prefere não deixar muito evidente que a carnificina tem estado a cargo das três principais figuras do clan que, ha duas gerações, mantem os sírios sob um regime de terror.
O que Assad pediu ao Itamaraty e a diplomacia lulista concordou em lhe dar, foi o tempo que necessitava para, multiplicando a violência da carnificina, aplicar o golpe de misericórdia contra os homens, mulheres e crianças que, por toda a Síria, vêm enfrentando heroicamente a sua ferocidade de mãos nuas.
Agora ele parece convencido de que conseguiu o que queria. Por isso voltou ontem a falar em conceder “reformas”.
Como lembra Demétrio Magnoli em artigo para O Estado de hoje, a constituição brasileira prescreve, no seu artigo 4to, que o Brasil “rege-se, nas suas relações internacionais” pelo principio da “prevalência dos direitos humanos”.
Depois do alinhamento automático aos apedrejadores de mulheres que se dedicam a construir bombas atômicas que prometem usar assim que estiverem disponíveis do período Lula, Dilma, na sua primeira ação nessa área, acompanhou um voto internacional de repudio ao Irã. Mas já em março, ao abster-se de apoiar a ação internacional para deter o genocídio na Líbia,  mostrou hesitação. Em junho a recusa de receber a iraniana Shirin Ebadi, Premio Nobel da Paz, sinalizou o recuo. E em 3 de agosto, a rejeição à condenação da Síria no Conselho de Segurança da ONU concluiu a restauração da política de Lula, Celso Amorin e Marco Aurélio Garcia que, pela primeira vez na história deste país, condena as próximas gerações de brasileiros à vergonha de termos sido cumplices de um genocida.
Como parece estar começando a acontecer com a decisão de levar adiante a “faxina” depois da primeira conversa a portas fechadas com Lula na semana passada, durou pouco a “primavera de Dilma” no terreno da politica externa.

As pretensões de Dilma.

Não podemos fazer tudo de uma vez só, por isso precisamos de um trabalho em conjunto e bem elaborado.  Primeiro cortamos o que está em volta. Depois que a casca grossa tiver sido eliminada, passamos para o miolo... mole.  O que está quente se come pelas bordas, já dizia minha avó. 
Dilma muda seu estilo na tentativa de conter a torcida por Lula
Dedução lógica:  Se Dilma muda seu estilo para conter a torcida por L.I., signfica que ela quer ser candidata à reeleição.  Portanto,  cabe ao alucinado ex-presidente CUMPRIR SUAS PALAVRAS E, AO MENOS DESTA VEZ, DEIXAR DE SER UM MENTIROSO.  "Só existe uma hipótese de Dilma não se candidatar a reeleição em 2014.  "Ela não querer". - palavras de L.I.
* Artigo de Vera Magalhães, no UOL e comentários sobre a patifaria dos aproveitadores que se fazem de bobos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

'Gaiola das Popozudas' irrita as barangas petralhas.

Show das popozudas 'abrilhantou' o showmício do Apedeuta no Rio
Com o título 'Cachorras' animam showmício de Lula, Cláudio Humberto diz no seu site que as barangas petralhas da Secretaria das Mulheres ficaram irritadas com o show da "Gaiola das Popozudas", que fez emergir todo o machismo, a luxúria e a lascívia da galera botocudo-petralha.
Os aspones da comitiva lulística babaram o tempo todo no showmício do Apedeuta, num dos maiores redutos de bandoleiros e malandragem do Rio de Janeiro. Arre! As popozudas mandaram ver ao despertar um clima carregado de erotismo.
Diz Cláudio Humberto:
Os “showmícios” estão proibidos em palanques, mas não nos comícios do presidente Lula.
Na quinta (4), no Complexo do Alemão, Rio, os espectadores de maioria masculina suportaram a verborragia à espera do show e das moças da “Gaiola das Popozudas”.
Enquanto a comitiva presidencial babava diante das curvas generosas das “cachorras”, as aspones da Secretaria das Mulheres esbravejavam contra o “machismo”.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"Porco de estimação sai da jaula e cai no samba"

Saiu da jaula e caiu na folia...
Baixinho e franzino, o mascote dos inúteis deste país está sendo tratado como se fosse um daqueles mini-porcos de estimação que estão na moda. Podem ser carregados numa bolsa de senhora, desde que esta (a bolsa) seja um tanto avantajada.
No seu tempo no cárcere, visitá-lo era, a rigor, só para os poderosos viúvos do muro de Berlim deste país, que compareciam regularmente para tirar fotos e colecionar autógrafos.
Livre, morando em apartamentos e casas de praia por empréstimo, numa baita ‘bolsa-homicida’, não pensa ele em abandonar a terrinha descoberta por Cabral, o único lugar do mundo onde é herói (ou anti-herói).
Há sinais de que alguma escola de samba o fará elemento central de seu tema de desfile em 2012. Se tal escola for de São Paulo, contamos com a colaboração da população do bairro do Bexiga, concentradora de boa parte dos ítalo-descedentes brasileiros (que devem ser uns 33 % da população brasileira). Deverão comparecer ao desfile ‘devidamente’ munidos de ovos podres, tomates estragados, e lixo fedorento (a pedidos, publicaremos receitas para a produção eficiente de tomates e ovos podres).
Parece que me esqueci de dizer de quem estou falando. É que o fugitivo cidadão italiano, Cesare Battisti, que realmente esta feliz como um porco no coxo, não lembra realmente um porco. Lembra mais um daqueles javalis selvagens, sanguinários e traiçoeiros. Perfeitamente capaz de quatro assassinatos a sangue frio, conhecidos, e sabem-se lá quantos mais ainda não detectados.
 Se os ítalo-descendentes não se dedicarem a tornar sua vida no Brasil muito desagradável, teremos que, mais uma vez, solicitar o apoio dos irredutíveis gauleses. Obelix, de bom grado o comeria como entrada de refeição.

Advogados patrocinam torneio de golfe de juízes.

A Apamagis (Associação Paulista de Magistrados) promoverá um torneio fechado de golfe, reunindo advogados, desembargadores e juízes, com recursos levantados em empresas privadas e escritórios de advocacia, revela reportagem de Frederico Vasconcelos publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
O "Torneio de Golfe Apamagis" acontecerá no sábado, no Guarujá, em parceria com o Guarujá Golf Clube e a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil.
Cotas de patrocínio entre R$ 5.000 e R$ 25 mil foram oferecidas como "investimento" a firmas de advocacia e empresas, em proposta da qual constam logotipos da Apamagis e do clube.
Para a OAB-SP, a participação de escritórios não fere a ética.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

As opções da "presidenta";

Dilma tem duas alternativas, não três: ou se livra dos bandidos ou os mantém sócios do poder; a sociedade apóia a decência
(...)
Sim, está nas mãos de Dilma enfrentar os chantagistas ou se submeter a eles, sempre sabendo que eles têm poder de retaliação. Nota-se, infelizmente, que diante do que se poderia chamar “núcleo duro do PMDB” — e não apenas os peixes menos graúdos do Ministério do Turismo —, o Planalto parece mais do que hesitante. Governos que se livram de malfeitores tendem a receber o apoio da população, não o contrário. Ninguém pede que a presidente se deixe levar por arroubos cesaristas, atropelando leis. Ao contrário: o que se espera dela é que as cumpra.
O que se tem no Ministério da Agricultura é algo mais do que o desvio ético desse ou daquele. Há lá implantado um método. Quanto mais se procura, mais se acha; “a cada enxadada, uma minhoca”, como no velho adágio que não deve ter sido parido em Dois Córregos, mas que era muito empregado pelo meu avô para designar aquelas situações em que basta procurar, e sem muito esforço, para achar. Meta a enxada no chão, e os vermes vêm a luz, mal acostumados com a claridade. Se expostos ao sol, secam.
Trata-se, em suma, de decidir se o PMDB merece o mesmo e justo tratamento que foi dispensado ao PR no caso do Ministério dos Transportes. Na “Carta ao Leitor”, VEJA escreve, e é necessário fazê-lo, uma obviedade moral: Dilma se livre das pessoas que infelicitam o governo e o utilizam em benefício pessoal ou de seu grupo e terá o apoio da sociedade. A alternativa é optar pela acomodação, hipótese em que a bandidagem a tornará refém de seus métodos para que possa continuar a assaltar os cofres públicos.
Sim, Dilma se elegeu nesse ambiente e com essas mesmas pessoas. Não ignoro tal fato, e isso torna a tarefa moralizadora complicada, arriscada mesmo. Tratarei desse assunto de madrugada. De todo modo, esse risco não oferece a Dilma uma terceira alternativa. Ela continua com duas apenas: ou afasta do governo os que infelicitam o Brasil e os brasileiros ou continua atrelada a eles, sendo sua cúmplice, escolhendo o seu lugar na história.
*Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O homem errado no lugar errado.

Por Gerhard Erich Boehme:
Não faltarão críticas e denúncias contra este que agora ocupa tão importante Ministério. Não apenas pelo seu passado em defesa do Foro São Paulo e dos narcotraficantes lá abrigados. Mas é de assustar tal decisão – o tempo dirá – e se ela sairá caro para os brasileiros.
Muito se escreve hoje dizendo que se trata do homem errado no lugar errado.
A presidente Dilma errou por entregar o Comando do Ministério da Defesa a quem passou os últimos oito anos nos subjugando ao Foro de São Paulo e aos interesses da esquerda sul-americana, nos impondo um viés ideológico ‘bolivariano’ à diplomacia brasileira, com o agravante de ter sido um fracasso total.
Entre os inúmeros fracassos até então podemos citar as razões que deveriam levá-lo ao ostracismo.
 O apoio e a defesa de Ahmed Ahmadinejad, a identificação com a Cuba dos irmãos Castro, e a confraternização com a Venezuela de Hugo Chávez, configuraram uma política que "contrariou princípios e valores" das Forças Armadas e os interesses do povo brasileiro.
E Dilma errou por nomear um egresso do Itamaraty para cuidar dos assuntos militares, aparentemente, alheia à verdade elementar de que a função do soldado começa quando se esgota a do negociador.
A guerra pode ser a continuação da política por outros meios, mas há um abismo entre a mentalidade de um general e a de um diplomata. Essas duas áreas cruciais do Estado devem se articular nas circunstâncias necessárias.
Mas as culturas profissionais inerentes a uma e a outra são distintas, quando não, distantes. Essa questão de fundo continuaria a existir fosse o escolhido de Dilma um ex-chanceler que tivesse se pautado pelo interesse nacional como o interpretam os militares.
Com um ideólogo do socialismo comunista soviético, então, é brincar com fogo.
Ele é do tipo certo de quem apaga o fogo jogando gasolina.
E o mais triste e ao mesmo tempo incongruente é ver o esforço deste grupo em buscar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Assim nunca o Brasil o fará por merecer.
E agora, com a escalada do tráfico de drogas e armas pela Bolívia, onde o presidente-aimará, cria do Foro de São Paulo e para cuja vitória o ex-Ministro Celso Amorim muito contribuiu, como se dará a defesa de nosso território e de nosso povo?
As fronteiras continuarão abertas ao tráfico de drogas, armas, veículos roubados, etc.?
Abraços,
Gerhard Erich Boehme

Petista cara de pau não critica os "larápios" e sim a polícia...

Petista compara ação da PF a “arbitrariedades da ditadura”; sobre os larápios, ele não diz uma vírgula.
O descaramento dos petistas é um troço formidável. O partido tem sido mais estridente nas críticas à Polícia Federal do que o próprio PMDB.
Vejam o que informaVera Magalhães na Folha Online. Volto depois.
O deputado federal Carlos Zaritini, um dos pré-candidatos do PT a prefeito de São Paulo, comparou neste sábado a ação da Polícia Federal na Operação Voucher a “arbitrariedades cometidas na época da ditadura”. Zaratini abriu seu discurso na caravana petista com os pré-candidatos em Cidade Tiradentes (zona leste da capital) brandindo a Primeira Página da Folha em que aparecem as fotos de seis dos presos na ação da PF no Ministério do Turismo sem camisa e com um papel com seus nomes.
“Há muito tempo não se via tanto abuso quanto nesta operação da Polícia Federal.Isso remonta às arbitrariedades cometidas na ditadura”, disse.
Ele cobrou doministro José Eduardo Cardozo (Justiça), também petista, que “tome uma atitude para que haja o fim nessas arbitrariedades”. “Se não nos indignarmos, em breve vamos ver de novo a tortura legalizada no nosso país”, disse.
Imagens
Neste sábado, o governo do Amapá afirmou em nota que abrirá uma sindicância para apurar o vazamento de fotos de presos na Operação Voucher. As imagens foram publicadas em um jornal do Amapá na sexta-feira e mostram alguns dos detidos sem camisa, segurando placas com seus nomes. Entre os presos que aparecem nas fotos está o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva da Costa, e o ex-presidente da Embratur Mário Moysés.
As fotos foram feitas no Instituto de Administração Penitenciária, que é administrado pelo governo estadual. Ontem, a presidente Dilma Rousseff considerou inaceitável o vazamento de fotos. Deflagrada na terça-feira (8), a Operação Voucher prendeu um total de 36 pessoas, em São Paulo, Brasília,Curitiba e Macapá. Eles já foram soltos. Ao todo 38 mandados de prisão foram expedidos na ação que envolveu 200 policiais. Duas pessoas seguem foragidas. As investigações começaram em abril e apontaram possíveis irregularidades em um convênio de R$ 4,45 milhões firmado entre o Ministério do Turismo e o Ibrasi(Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável).
Comento
Apontei abusos da PF desde o primeiro dia, como sabem. A divulgação das imagens é mesmo uma barbaridade, e os responsáveis devem ser severamente punidos. Mas onde estava o indignado Zaratini nos oito anos de governo Lula? Por que protesta só agora? Enquanto as ações da PF expunham adversários à humilhação, tudo ia bem; agora,ele descobriu o estado de direito. A cara-de-pau dessa turma clama aos céus.
Não! Eu não defendo ilegalidades de ninguém. Ilegalidade também é o que pretende apresidente Dilma ao exigir ser previamente avisada sobre operações da PF. Sem essa! A Polícia Federal nem pode cometer abusos nem pode ter cassadas suas prerrogativas. Eu posso criticar à vontade porque cobro uma polícia independente há muitos anos; os petistas deveriam calar a boca: tentaram transformar uma polícia que serve ao estado numa polícia política.
Só não foram adiante porque o STF — muito especialmente o ministro Gilmar Mendes —colocou-lhes um freio. Agora que a ação colheu os aliados e uma figura graúda do partido, então vem essa reação histérica.
Notem ainda que, ao lado de protestar contra os abusos, os petistas também poderiam  censurar os larápios. Mas não dizem uma vírgula a respeito. Até parece que a PF meteu em cana por alguns dias um grupo de carmelitas descalças…
* Por Reinaldo Azevedo

domingo, 14 de agosto de 2011

Ser pai.

Ser Pai
Artur da Távola
Hoje é dia de meu aniversário.
E de todas as minhas modestas dimensões humanas, a que mais me realiza é a de ser pai.
Ser pai é, acima de tudo, não esperar recompensas. Mas ficar feliz caso e quando cheguem. É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.

Ser pai é aprender, errando, a hora de falar e de calar. É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.

Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo. Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protegê-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.

Ser pai é: saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.

Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida. Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam.

Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.

Ser pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender; de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.

Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O máximo de convivência no máximo de solidão. É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver.
É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante.
 
 

Desvios no Ministério do Turismo tem laranjas e até igreja evangélica...

Ilustração via site do Orlandeli
Beneficiada com repasse de R$ 2,5 milhões do Ministério do Turismo, a Conectur apresenta em seus registros o endereço de uma igreja.
Chama-se Assembleia de Deus Casa de Oração Betel. O pastor Wladimir Furtado mora no andar de cima do tempo e é dono da Conectur.
Deve-se a revelação ao repórter Leandro Cólon, que visitou o local, em Macapá. Wladimir, o pastor-empresário, foi preso pela PF na terça (9).
Junto com ele, foram em cana um sobrinho e uma cunhada –moradores da periferia da capital amapaense que Wladimir convertera em laranjas na diretoria da Conectur.
Assim como todos os outros 33 detidos na Operação Voucher, a tróica da Conectur já foi posta em liberdade. Antes, prestaram depoimento.
Wladimir definiu-se na inquirição policial como “turismólogo”. Os R$ 2,5 milhões que beliscou num convênio com a pasta do Turismo deveriam custear um estudo.
A coisa se destinava a pesquisar a “logística no turismo no Estado do Amapá.” Encomenda jamais realizada. Liberada pelo ministério, a verba evaporou.
Ao depor, o sobrinho e a cunhada de Wladimir arrastaram para a encrenca a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), autora da emenda que acomodou a verba malversada no Orçamento.
A dupla disse ter ouvido do pastor da Conectur que o dinheiro foi repassado para Fátima. Wladimir e a deputada negaram.
Afora os R$ 2,5 milhões que fez sumir sozinho, o pastor Wladimir e sua Conectur foram subcontratados pelo Ibrasi, outra entidade de fancaria que obteve R$ 4,45 milhões.
Nesse caso, a verba do Turismo, levada ao Orçamento de novo graças a uma emenda da deputada Fátima, destinava-se à realização de cursos.
A exemplo da pesquisa da Conectur, os curso do Ibrasi jamais saíram do papel. Na estimativa da PF, viraram pó algo como R$ 3 milhões.
Deus, como se sabe, é brasileiro. Mas a descoberta de uma igreja evangélica no centro da mutreta evidencia que ele terceirizou os negócios do Turismo ao demônio.

Escândalo na Agricultura

Foto:Cristiano Mariz)
Wagner Rossi, o colecionador de problemas: Em 30 anos de política, o ministro da Agricultura deixou um rastro de histórias esquisitas por onde passou.
O ministro Wagner Rossi, da Agricultura, gastou a semana passada tentando convencer a presidente Dilma Rousseff e o Brasil inteiro de que não tinha ligações com as interferências do lobista Júlio Fróes nos negócios da pasta que comanda, como havia sido revelado por VEJA. Apesar da demissão de Milton Ortolan, segundo na hierarquia e seu braço direito há 25 anos, e das provas de que Fróes tinha sala dentro da Comissão de Licitações da Agricultura, Rossi posava de marido traído. Chamado ao Congresso para dar explicações, disse que Ortolan era ingênuo, e que ele, como ministro, não podia controlar a portaria do ministério para impedir a entrada de Fróes. Sobreviveu uma semana, mas vai precisar de muito mais do que frases de efeito se quiser continuar na cadeira de ministro.
A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado mostra que Wagner Rossi, paulistano de 68 anos, é um colecionador de problemas, um daqueles políticos que costumam deixar um rastro de histórias esquisitas por onde passam.
A primeira história relatada por VEJA remonta ao tempo em que Rossi presidia a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, vinculada ao ministério da Agricultura. No final de 2007, a estatal doou 100 toneladas de feijão para a prefeitura de João Pessoa, então comandada por Ricardo Coutinho, do PSB, hoje governador da Paraíba. O feijão deveria ser distribuído entre famílias de baixa renda, mas como havia uma eleição municipal em 2008, o prefeito decidiu guardar parte do estoque. Funcionário da Conab há 25 anos, Walter Bastos de Moura descobriu a irregularidade e a denunciou diretamente a Wagner Rossi, em abril de 2008. Rossi prometeu tomar providências.
Como nada aconteceu, Walter Bastos passou a vigiar a mercadoria estocada. Em setembro, a poucos dias eleição, ele recebeu a informação de que o feijão seria enfim distribuído e acionou a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral. Para evitar o flagrante, diz ele, a prefeitura decidiu sumir com as provas e despejou 8 toneladas de feijão no aterro sanitário de João Pessoa. A cena do lixão inundado por grãos foi registrada no vídeo abaixo.

A história chegou a ser explorada como denúncia contra o prefeito, mas era muito mais grave: tratava-se de um flagrante do uso político da Conab para favorecer aliados do governo federal. Num acesso de sinceridade, o ex-presidente da empresa Alexandre Magno Franco de Aguiar, que sucedeu Rossi na empresa e hoje é seu assessor especial no ministério, confessou a VEJA que o próprio Rossi usou o expediente de distribuir alimentos para conseguir votos, inclusive para favorecer eleitoralmente o filho, Baleia Rossi, deputado estadual e presidente do diretório do PMDB de São Paulo.
Já no cargo de ministro da Agricultura, para o qual foi nomeado em março de 2010 por Lula, Rossi não tardou a implantar seu método de lidar com a coisa pública. Em 8 de dezembro do ano passado, a Comissão de Licitação do Ministério da Agricultura estava reunida para abrir as propostas técnicas de quatro empresas que disputavam um contrato para prestar serviços de comunicação à pasta. Um dos representantes de empresas ali presente fez uma denúncia grave. Disse, em alto e bom som, que aquilo era um jogo de cartas marcadas e que já estava acertado um “pagamento de 2 milhões de reais ao oitavo andar”. No oitavo andar, fica o gabinete do ministro.
O presidente da Comissão de Licitação, Israel Leonardo Batista, disse que registraria a acusação em ata e a encaminharia à Polícia Federal. Não demorou para que fosse chamado à sala da então coordenadora de logística do ministério, Karla Carvalho, onde recebeu a ordem de não tomar nenhuma atitude. Karla já era, na época, figura de confiança de Rossi. De lá para cá, só subiu na hierarquia da pasta. Até a semana passada, era a poderosa secretária-executiva do ministério. Trabalhava diretamente com Milton Ortolan, demitido horas após a última edição de VEJA chegar às bancas com as revelações sobre Júlio Fróes.
Não bastassem as suspeitas que rondam seu gabinete na Agricultura, o ministro ainda deve esclarecimentos sobre sua atuação na Companhia Docas de São Paulo (Codesp), cargo ao qual chegou também pelas mãos do amigo Michel Temer. Quando presidia a Codesp, uma estatal, Rossi descobriu que empresas contratadas pelo Porto de Santos deviam 126 milhões de reais à Previdência. Em vez de exigir que acertassem as contas, decidiu pagar ele mesmo a fatura – com dinheiro público da Codesp, é claro. A lista de beneficiários do dinheiro público inclui 99 empresas privadas que jamais quitaram os débitos assumidos pela estatal. Em 2005, seis anos depois do acordo, apenas 20.000 reais haviam sido ressarcidos à empresa.
Amigo há 50 anos e leal servidor do vice-presidente Michel Temer, Wagner Rossi entrou para a política em 1982, quando concorreu pela primeira-vez a deputado federal. Até então, levava uma vida modesta de professor universitário. Morava em uma casa de classe média em Ribeirão Preto, tinha uma Kombi, uma Belina e um Fusca Laranja, com o qual fez a campanha. “Ele não tinha dinheiro nem para bancar os santinhos”, lembra João Gilberto Sampaio, ex-prefeito de Ribeirão Preto. Depois de dois mandatos como deputado estadual, dois como deputado federal, a presidência da Codesp, da Conab e dois anos como ministro (funções cujo salário máximo é de 26 mil reais), sua ascensão patrimonial impressiona.
Foto: Manoel Marques
Acima, a casa de Wagner Rossi, em Ribeirão Preto, avaliada em 9 milhões de reais
O homem do fusca laranja e sua família são, hoje, proprietários de empresas, emissoras de rádios, casas e fazendas. Wagner Rossi mora numa das casas mais espetaculares de Ribeirão Preto, no alto de uma colina, cercada por um bosque luxuriante, numa área de 400 mil metros quadrados. Adquirida em 1996, quando ele era deputado, a mansão é avaliada hoje em 9 milhões de reais. Tudo, nas palavras do ministro, conquistado com o esforço de 50 anos de trabalho e uma herança recebida.